Rita Casaro – Comunicação SEESP
Mauricio Juvenal, secretário Nacional do MEMP: recuperar o protagonismo da engenharia e pensar o Brasil que queremos para daqui a 10, 20 anos". Fotos: Rita Casaro“Fazer o resgate da engenharia, a área mais transversal, que está presente nos 38 ministérios que compõem o governo, e recuperar o seu protagonismo.” Esse é o objetivo central da realização da 1ª Conferência Nacional da Engenharia, conforme manifestação do secretário Nacional de Ambiente de Negócios do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), Maurício Juvenal, durante reunião de planejamento da iniciativa realizada nesta quarta-feira (04/02), na sede do SEESP.
Prevista para ocorrer nos dias 16, 17 e 18 de junho, em São Paulo, a conferência deve ter sua convocação oficial publicada ainda nesta semana, informou Juvenal. A partir daí, deve ser aberta “uma ampla consulta pública” para definir o escopo dos temas a serem colocados em pauta. Outra providência em andamento, acrescentou, é a definição e contratação da instituição que operacionalizará a realização do evento.
O Secretário celebrou o fato de o MEMP estar à frente da coordenação, mas salientou a colaboração dos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), de Minas e Energia (MME) e das Cidades, além da Secretaria-Geral da Presidência. Na sua avaliação, será fundamental pensar a conferência tendo como norte as políticas públicas que poderão ser implementadas a partir dos seus resultados. “Pensando no Brasil que queremos para daqui a 10, 20 anos”, enfatizou.
Marco na luta da categoria
“Estamos muito bem coordenados pelo MEMP e particularmente pelo secretário Juvenal”, asseverou Murilo Pinheiro, presidente do SEESP e da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE). Para o dirigente, a conferência será um marco da luta pelo protagonismo da engenharia, sendo oportunidade importante para fortalecer a reivindicação pela implementação da carreira pública de Estado, entre outras bandeiras. “É uma ideia sensacional, e estamos totalmente engajados”, completou.
Na mesma linha, Paulo Massoca, presidente da ONG Engenheiros pela Democracia (EngD), comemorou a “união sincera de esforços” pela concretização da proposta surgida no âmbito do Fórum Nacional da Engenharia, que reúne inúmeras entidades.
Russell Rudolf Ludwig, presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco), apontou a importância de se colocar em discussão o ensino de engenharia e a educação pública nos níveis fundamental e médio como gargalos para o avanço no setor. “Temos uma crise de mão de obra. Queremos trazer esses meninos para a engenharia, não para o mercado financeiro”, salientou.
A presidente da Associação Brasileira de Engenheiras e Arquitetas (Abea), Carmen Petraglia, participando remotamente, afirmou o empenho da entidade para que o "evento seja qualificado e traga resultados, contando com as ideias das mulheres e sua força de trabalho na engenharia".
Também representando o EngD, Miguel Manso, propôs como meta para a conferência a criação do Conselho Nacional da Engenharia, a exemplo dos existentes na saúde e na educação. “Que a engenharia seja vista pela população como um direito, colocada em um novo patamar”, defendeu.
“Vamos impactar a engenharia nacional e a ideia de empurrar o desenvolvimento e a soberania”, resumiu Allen Habert, diretor do SEESP e coordenador do Fórum Nacional da Engenharia.
Participaram ainda da reunião Dayvison Roque, chefe de gabinete da Secretaria Nacional de Ambiente de Negócios do MEMP, Francis Bogossian, presidente do Clube de Engenharia do Brasil, Marcos Tulio de Melo, diretor do EngD, e Anderson Gomes, diretor do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) do MCI. Também acompanharam as discussões os vice-presidentes do SEESP, Fernando Palmezan Neto e Carlos Alberto Guimarães Garcez.
Lideranças se reúnem na sede do SEESP para planejar a 1ª Conferência Nacional da Engenharia, que ocorrerá em junho próximo, em São Paulo.






