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Engenheiro XXI - Dificuldades que geram superação

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Para muitas pessoas foi um alívio deixar para trás um ano tão turbulento e que exigiu de todos dinamismo, motivação, adaptação e esperança. Palavras como crise, indicação, desemprego, network e currículo voltaram ao top five das conversas com os amigos, porque um dos maiores desafios de 2016 para o brasileiro foi encontrar trabalho ou permanecer nele.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupação subiu em todas as regiões do País no segundo trimestre ante o mesmo período de 2015, chegando a 11,3% em julho de 2016. Os adultos de 25 a 39 anos representavam a maior parcela entre os desempregados (35,0%), seguida pelos jovens de 18 a 24 anos (32,5%).

Esse cenário afetou profissionais recém-formados, com experiência e qualificados. As vagas de estágio em nosso portal  tiveram um aumento de 27,8% em relação a 2015, mas o nível de exigência continua a dificultar o ingresso no mercado de trabalho, e a remuneração também é considerada baixa. Os requisitos mais pedidos são: experiência profissional, intercâmbio, inglês avançado ou fluente, Autocad, Ms Project, SAP e Excel avançado.

Em 2016, o engenheiro precisou se adaptar à redução dos postos de trabalho, principalmente na construção civil. Buscou recolocação em outras áreas temporariamente, atuando como prestador de serviços, consultor ou abrindo um negócio próprio. Em ambas as opções, teve diminuição da renda. O tempo para obtenção de um novo emprego está maior, chega-se a ficar fora do mercado de oito a 12 meses.

Com base nos atendimentos realizados ao longo do ano, grande parte dos que conseguiram fazer entrevistas e se recolocaram no mercado foi por meio de indicação. Mas a busca por trabalho no Brasil ainda se dá em sua maioria por sites de empregos.

Os profissionais em busca de trabalho estão mais preocupados com a reputação da empresa e a veracidade da vaga divulgada. Também analisam qual o plano de carreira ofertado e quais conhecimentos podem adquirir no cargo.
A engenharia civil continuou sendo em 2016 a modalidade com maior número de oportunidades em nosso portal (72 vagas), seguida pela de produção (57).

Houve queda de 20% na contratação pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), e o mês com maior número de vagas cadastradas foi setembro e os com menor foram janeiro, fevereiro e março.

A engenharia de produção teve destaque em 2016. Isso porque em períodos de crise as empresas lutam para se manter competitivas e precisam de um gestor de processos com o intuito de criar estratégias para inovar, manter a produtividade e a qualidade.

Mariles Carvalho é psicóloga e coordenadora do setor de Oportunidades e Desenvolvimento do SEESP
Contatos: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
e Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.  e telefones (11) 3113-2666/2669/2674

 

Perspectivas para 2017
O setor de Oportunidades e Desenvolvimento do SEESP apresenta algumas indicações e avaliações para o novo ano, conforme dados coletados junto ao guia salarial Robert Half. Em 2017 a tendência para a área da engenharia continua a ser a valorização das competências em conjunto com os conhecimentos técnicos. Habilidades como adaptação a mudanças e foco em resultados estão em alta. Os segmentos que podem demandar oportunidades são agronegócio, alimentos, tecnologia, equipamentos médicos, indústrias químicas e de bens de consumo.

Já as áreas que vão demandar posições em 2017 e têm como tendência permanecer aquecidas incluem supply chain, devido à otimização dos processos de logística de produtos e serviços; melhoria contínua, em razão da competitividade; e, por fim, vendas técnicas. Ou seja, o setor de Recursos Humanos das empresas terá como foco a seleção de pessoas estratégicas, que ofereçam soluções aos problemas e desafios que surgem em tempos de crise. As habilidades valorizadas, portanto, serão versatilidade, boa comunicação, flexibilidade e relacionamento com outras áreas dentro da companhia.

O tempo de recrutamento em 2016 aumentou 53%, e a tendência é permanecer assim em 2017. As empresas estão cautelosas devido à conjuntura econômica e mais detalhistas na seleção de pessoas.

 

Lições de 2016
O setor de Oportunidades e Desenvolvimento do SEESP relacionou algumas lições que compuseram a vida pessoal e profissional dos engenheiros, dos mais experientes aos iniciantes na carreira, em 2016. São elas:

Recomeços – Os engenheiros tiveram que rever suas carreiras, objetivos, projetos e encontrar alternativas para retornar ao mercado. Tiveram que trabalhar em vários planos, administrar o tempo, rever os gastos e lidar com suas frustrações e expectativas.

Relações – A interação com as pessoas ganhou importância igual ou maior que produzir. Se alguém tinha alguma dúvida e vivia na sua “ostra”, 2016 foi o momento de sair e aprender a conciliar oportunidades com pessoas. As empresas têm buscado cada vez mais um profissional com perfil distinto, e a perspicácia nos relacionamentos interpessoais tem sido um grande diferencial.

Competitividade – Em 2016 o desemprego atingiu também os profissionais mais qualificados, o que gerou grande competitividade.

Comentários  
# engenheiro civilsergio badih chehin 03-01-2017 11:50
Graças a Deus este ano acabou.Feliz 2017
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