logo seesp ap 22

 

BannerAssocie se

23/09/2022

A comunicação da Ciência se afoga em processos ultrapassados

Carlos Magno Corrêa Dias*

 

Com o passar dos anos a comunicação evoluiu, mudou, chegando, em muitas das vezes, a transcender sua função básica. O desenvolvimento tecnológico crescente tem gerado ferramentas poderosas para agilizar cada vez mais e em menor tempo a disseminação da informação para todos por intermédio dos meios de comunicação que primam pela eficiência e maior alcance.

 

A rapidez com a qual as mudanças acontecem na atual era da comunicação e da informação são espantosas de forma que processos ou procedimentos que levavam décadas para serem mudados agora são alterados no transcorrer de poucos dias, senão várias vezes em um mesmo dia. Tendo-se, até mesmo, tendências que se perdem, se misturam, que se completam, ou se sobrepõem de uma hora para outra sem qualquer razão aparentemente necessária.

 

Com o advento da Internet, da IA (Inteligência Artificial, da Transformação Digital, da Automação, dos “Cyber-Physical Systems” (Sistemas Ciber-Físicos), das “Smart Cities” (Cidades Inteligentes), da Indústria 4.0, da “Cloud Computing” (Computação em Nuvem), dos Robôs Humanoides, dos Humanos Digitais, das Mídias Digitais, dos “Chatbots”, das TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação), da RPA (“Robotic Process Automation” - Automação de Processos Robóticos); enfim, das tecnologias inovadoras e inolvidáveis as pessoas se obrigam, diuturnamente, a se adaptar e, invariavelmente, a se integrar às novas formas de conhecer e aprender. “Aprender continuadamente” é a nova onda para se viver mais adequadamente no mundo repleto de benefícios tecnológicos.

 

Já foi a época na qual grupos restritos, muito particulares, até seletivos, únicos, tinham acesso às informações sobre novas descobertas. Atualmente os benefícios das tecnologias de comunicação para mais facilmente aprender, ensinar, comprar, vender, compartilhar, divulgar, interagir, informar, estão ao alcance de todos. Na verdade, as ações humanas, de forma direta ou indireta, passam a ser condicionadas com algum apoio “high tech” (alta tecnologia ou tecnologia de ponta) do qual não é mais possível abrir mão para se viver adequadamente.

 

A experiência humana é atualmente muito complexa e se alterna em uma variedade de frentes que a cada novo dia se ampliam com enorme velocidade obrigando aprimorar o entendimento seguidamente. Manter-se conectado passa a ser uma necessidade diária e a comunicação se põe como a gestora para administrar ou filtrar as consequências das diferentes experiências avolumadas no sentido de moldar mais adequadamente o desenvolvimento de talentos e das próprias experiências.

 

Inovação, disrupção, resiliência, inolvidável, transcendência, são palavras que possuem novas intensidades no processo de transformação digital pelo qual a humanidade está experimentando com o avançar das tecnologias que, além de transversal, se propõe atingir tanto o maior número de pessoas possível quanto todas as áreas sem exceção alguma cumprindo um dos fundamentais objetivos do “comunicar”.

 

Comunicação (do latim “communicare”) significa tornar comum, compartilhar, trocar opiniões, associar, conferenciar. Todavia, a ação de transmitir (de comunicar) somente se completa quando se recebe outra mensagem como resposta, pois o ato de se comunicar implica, necessariamente, em trocar mensagens, que por sua vez envolve envio e recebimento de informações.

 

Há muito ficou para trás as restrições e a limitada abrangência das formas de se fazer comunicação. Veja-se, por exemplo, o “SocialFlow” uma plataforma de otimização de mídia social que se presta à otimização de Redes Sociais utilizando múltiplos canais e espaços que podem alcançar cerca de duzentas mil pessoas de cada vez em tempo real. O “SocialFlow”, fundado em 2009, tem como objetivo produzir, de forma científica, conteúdo sustentável e de interessante para um número cada vez maior de pessoas.

 

celular internet  Bruno Fortuna Fotos Públicas 600 largUsando “Twitter” (uma das maiores plataformas públicas de informação em tempo real do mundo) em conjunto com algoritmos proprietários o “SocialFlow” otimiza a entrega de mensagens nas redes sociais e oferece processamento de dados em tempo real para resolver problemas como uma ferramenta de agendamento e gerenciamento social oferecendo análises preditivas.

 

As mídias sociais (hoje obrigatórias em qualquer estratégia de respeito) são websites e aplicativos de comunicação que conectam pessoas em todo o mundo em tempo real. Mídias sociais como o Telegram (um serviço de mensagens instantâneas baseado na nuvem) possibilita a formação de grupos de usuários com até duzentos mil membros.

 

Outras plataformas de otimização de informações como o “Madgicx” são edificadas com IA e podem influenciar (efetivamente) a criação e edição de informações de maneira criativa realizando o trabalho de diversas pessoas ao mesmo tempo e produzindo análises preditivas.

 

O mundo vive a era da comunicação e da informação onde se prevê (entusiasticamente) que todos devam possuir acesso à informação em todo lugar e a qualquer tempo.

 

Todavia, meio que estranhamente, ou no sentido oposto à evolução tecnológica, alguns desenvolvimentos se mantêm como há 20, 30, 40 ou (até) 50 anos atrás. Tal é o caso, por exemplo, da publicação de artigos científicos que não acompanhando a potencialidade das mídias digitais continuam, em sua grande maioria, sendo divulgados nas tais Revistas Científicas “importantes”, de “alto impacto”, referenciadas ou assinadas por insignes especialistas. 

 

É sabido, porém, já há muito tempo, que todo conhecimento científico pode ser repassado com bom entendimento para qualquer pessoa (seja o receptor da informação da área ou não), desde que apresentado de forma clara e simples, de forma “entendível”, com a intenção de se fazer realmente compreender. É o que desde os gregos antigos já se falava e a Neurociência comprova hoje.

 

Assim, o saber científico pode ser transmitido efetivamente com qualidade via redes sociais para se atingir milhões de pessoas e em tempo real, “online”; deixando de ser exclusividade de apenas poucas quantidades de especialistas iniciados.

 

Sempre é possível transmitir os conteúdos da Ciência de forma direta e eficiente servindo-se da simples comunicação. Para tanto basta ter (verdadeiramente) a intenção de repassar para o grande público aquilo que se produz no meio científico.

 

A boa comunicação da Ciência permite, também, ampliar, significativamente, a confiança sobre os cientistas e pesquisadores dado que ao se entender aquilo que se comunica mais segurança e certezas são geradas e menos fantasias ou temores são mantidos.

 

O uso das mídias digitais, das redes sociais, com linguagem coloquial e bem clara, sem “esconder o jogo” em meio a palavreado difícil ou em texto recheados de termos técnicos incompreensíveis (ou não explicados adequadamente) deve tornar-se “natural”, contínuo e constante para se divulgar a Ciência para todos. Não tem mais sentido para a Ciência ficar com melindres ou preconceitos diante da força de abrangência das mídias digitais populares para bem repassar o conhecimento.

 

Já foi o tempo que divulgar ou publicar “papers” ou “artigos científicos em anais de eventos, em congressos, em seminários, ou em revistas científicas renomadas (ou não), ou em jornais “importantes”, ou em periódicos “reconhecidos”, dentre outros meios clássicos de divulgação científica, era suficiente para “informar” os resultados das pesquisas realizadas. Manter-se apenas no passado “tradicional” daquelas formas de divulgação científica é algo absolutamente atrasado, impróprio e, certamente, um cerceador da própria Ciência no mundo 4.0 e da transformação digital.

 

A vida das pessoas segue pelas mídias digitais. Os meios anteriores de se repassar conhecimento, rígidos ou engessados demais, não funcionam mais com eficiência e fogem às estratégias contemporâneas de se alcançar grandes públicos em tempo real. Se a Ciência não se adequar às formas atuais de se comunicar, vai ficar ultrapassada (talvez esquecida) ou se apresentará cada vez mais estranha para o público em geral que não apenas se afastarão da Ciência como, também, vão criar temores ou aversões não compreendidas.

 

Aquela política/história de se produzir (quase que insanamente) quantidades de “papers” (pequenos artigos científicos assertivos sobre resultados obtidos de pesquisas sobre problemas específicos) ou mesmo de artigos científicos (propriamente) é algo de um passado que não serve mais para “comunicar” com eficiência a Ciência, ou para multiplicar os benefícios da Ciência, ou para se “fazer” Ciência. Conhecimento guardado ou não divulgado de forma eficiente para todos pode ser entendido como “barbárie” em tempos digitais.

 

A divulgação científica por meio das mídias digitais é um caminho natural (e exigido) para tornar a Ciência cada vez mais efetiva e ao alcance de todos. Fazer Ciência é, também, comunicar a Ciência de forma abrangente para se ter mais e mais adeptos da Ciência. Se se mantém processos ultrapassados de se divulgar a Ciência, os quais podem inviabilizar, também, a participação de outros na produção de Ciência, não se está fazendo Ciência, está sim, tornando a Ciência cada vez mais escondida e reduzindo a confiabilidade na Ciência. Em tempos de cooperação, na era da comunicação e da informação, divulgar a Ciência para o maior número possível de pessoas passa a ser importante obrigação de todo pesquisador.   

 

Deve-se pontuar, também, a despeito de concepções estritas sobre “fazer Ciência” que “fazer Ciência não é fazer a mesma Ciência” repetidas vezes. E, assim, divulgar, comunicar, a Ciência sempre para os mesmos iniciados (“dos mesmos e tradicionais ciclos já há muito constituídos”) constitui erro ou ação delimitadora que cerceia a possibilidade de ampliar os horizontes da Ciência.

 

Não há, entretanto, como deixar de citar que, em boa parte, a comunicação inadequada da Ciência é devida às estruturas organizacionais tradicionais rígidas do sistema universitário que insiste em preservar determinadas tradições chegando, por vezes, a manter um “negacionismo relativo ou inconsciente” por parte dos próprios professores, cientistas e pesquisadores quanto ao poder da comunicação por intermédios dos atuais meios tecnológicos disponíveis.

 

No sentido em pauta, é mais que urgente que a Academia se renove para poder comunicar os resultados de suas pesquisas para o mundo globalizado e “online”. Não tem mais sentido divulgar os resultados de pesquisas apenas em bancas de Mestrado ou Doutorado depois de 2 (dois), 4 (quatro) ou 6 (seis) anos de continuados estudos. O que vai ser divulgado depois do “tempo acadêmico” é tão somente a história daquilo que foi descoberto (o qual, em muitas das vezes, sequer poderá ser aplicado ou desenvolvido). Jamais foi aceitável, entretanto, “pesquisa sem desenvolvimento e inovação”. Não é sem sentido a conjunção PDI (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação).

 

Não se pode esquecer de observar que ainda os recém-formados pelas Universidades não sabem sequer o que venha ser “Comunicação Científica”, pois sequer foram instruídos neste campo. Alguns até ouviram falar de “Comunicação Científica”, mas com certo desestímulo como se não fosse mesmo importante para a Ciência. A Universidade se mostra insustentável quanto à Comunicação Científica e necessita se adequar aos novos tempos da comunicação.

 

A credibilidade da Ciência segue sendo seriamente afetada ao se manter a forma arcaica e particularmente atrasada de se divulgar a Ciência para a população. Forte publicação da Ciência em mídias digitais é, então, o caminho para o sucesso da Ciência e para a revolução constante e contínua do saber.

  

Mas, existirão aqueles que, invariavelmente, defenderão que o conhecimento científico requer sempre “liberdade” com “autonomia” seja para ser divulgado ou preservado. Paradoxalmente, “proteger” resultados pesquisados, a qualquer custo, quase que “escondendo” ou somente realizando a divulgação para seus próprios pares nos meios tidos usuais entre os próprios pares da Ciência é escravizar a Ciência, é dar cabo da “liberdade” da Ciência que deixará de ser livre para atingir qualquer que seja a pessoa que dela possa se beneficiar.

 

Paradoxos vão sendo, então, multiplicados; pois, de um lado se deseja que o conhecimento científico seja aplicável a qualquer disciplina, porém não é bem-vista a confrontação do conhecimento pelos julgados “não habilitados”.

 

Cobra-se a Responsabilidade Social Corporativa (RSC) dos cientistas, mas diversas das ideias produzidas pelos cientistas conformam interpretações falhas sobre o mundo (em geral) ou sobre a sociedade (em particular) de forma que são inventadas prescrições de comportamentos e feitas escolhas que, em muitas das vezes, são opostas aos princípios mais básicos de RSC, como, por exemplo, inviabilizar ações voluntárias para se tornar mais abrangente a Ciência para todos alegando que “opiniões” alheias aos grupos constituídos fere a liberdade ou a autonomia da Ciência.

 

Todavia, é sempre oportuno ressaltar que tanto a liberdade da Ciência quanto a autonomia da Ciência, em tese, possuidoras de características indissociáveis, são ambas asseguradas pela legislação. 

 

Veja-se, por exemplo, que na Constituição do Brasil de 1988, no inciso segundo do artigo 206 está afirmado que o “ensino” será ministrado com base na “liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber” enquanto no Artigo 207 é afirmado, textualmente, que “As universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão”.

 

Ainda é necessário pontuar que no artigo quinto da mesma Constituição de 1988 se define que “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade” de forma que nos incisos quarto e nono são estabelecidos, respectivamente, que “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato” e “é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”.

 

Então, no Brasil, a legislação dá à Ciência a aventada liberdade de forma que a divulgação do conhecimento tem que ser livre e permear todos os meios existentes como é o caso das mídias digitais. Todos devem ter acesso ao saber científico. Pode-se, então, garantir a liberdade e a autonomia da Ciência por intermédio da comunicação da Ciência para todos. 

 

A comunicação da Ciência deve ser, porém, algo natural, trivial, usual, objetivando chegar a todos e o mais rápido possível em um mundo globalizado e “online”.

 

Mas, é sabido que existem aqueles que ainda se recusam a divulgar seus descobrimentos em quaisquer meios que não sejam os clássicos por julgarem ou que as pessoas não vão entender o que se divulga ou que eles próprios têm, de fato, algum “direito absoluto” sobre aquilo que descobriram mesmo que suas descobertas dependam de uma cadeia infinita de fantásticas contribuições anteriores. Nunca se deve esquecer que o desenvolvimento científico é um processo de trabalho continuado de inúmeras mentes ao longo de muitos e muitos anos. Neste sentido é lícito observar que o conhecimento é da humanidade e não de alguns poucos.

 

Outro ponto a ressaltar quanto às dificuldades para o bem divulgar (comunicar) a Ciência é o fato de se manter distâncias enorme entre o conhecimento científico, o “saber” tecnológico e a sociedade que necessita da Ciência e da Tecnologia para melhor viver.

 

Pesquisa científica que não serve para o avanço dos desenvolvimentos tecnológicos não tem sentido. Tecnologia que não contribui para o bem da sociedade é inútil. Não havendo conciliação entre Ciência e Tecnologia se perde a perspectiva da geração conhecimento útil para o bem da humanidade. Enquanto se mantiver a Ciência encastelada nas Universidades sem que a mesma possa conversar abertamente com a prática da Tecnologia desenvolvida nos meios de produção (nas Indústrias) muito conhecimento será impedido de ser gerado ou mesmo perspectivado ou posto em desenvolvimento.

 

Uma forma de aproximação entre Ciência e Tecnologia é por meio, também, da Comunicação via mídias digitais. As redes sociais já há muito ultrapassaram as simples relações interpessoais e avançam no campo das discussões e reflexões sobre CTI (Ciência, Tecnologia e Inovação) de forma determinante. A Comunicação Digital com a sociedade forma um imaginário relacionado ao fazer científico e à produção tecnológica que provoca interações imediatas entre a Ciência e a Tecnologia mudando o clássico paradigma de que 20% das inovações teriam origem na Ciência enquanto os outros 80% seriam gerados (de forma independente) no Mercado por meio da Tecnologia.

 

Entende-se que mídia digital é todo veículo de comunicação que tem funcionamento e distribuição por meio da Internet tipo redes sociais (como Facebook, Instagram, WhatsApp, LinkedIn, Twitter, entre outras), “blogs”, “sites”, “podcasts”, canais de vídeo (como YouTube), aplicativos de celular, os quais oferecem ao receptor a possibilidade de “feedback” imediato. Importando lembrar, ainda, que atualmente os usuários de Internet passam 33% do tempo interagindo nas mídias digitais.

 

Inúmeros são os benefícios obtidos por qualquer pessoa que saiba fazer um bom uso das mídias digitais, sendo seu alcance apenas inimaginável. Com as mídias digitais o receptor tem a possibilidade de interação imediata jamais perspectivada. Em um espaço ilimitado os usuários podem em tempo real opinar, criticar, avaliar, responder, negar, elogiar, questionar tudo o quanto possa receber, mantendo-se interação seguida e ilimitada. As mídias digitais favorecem engajamento e crescimento intelectual das pessoas por intermédio de debates, pesquisas e estudos em um nível de abrangência cada vez mais complexo e aprofundado. 

 

Em mundo híbrido (Ciber-Físico), no qual a relação homem-máquina é cada vez mais intensa, o aprender constante é uma norma. Assim, pensar em produzir Ciência sem tomar por base a “lifelong learning” é manter-se no longínquo passado dado que no mundo disruptivo das mudanças constantes e contínuas a aprendizagem deve ser “ao longo da vida, de forma voluntária, proativa e permanente”. Assim, a “lifelong learning” (formação/educação continuada) deve ser seguida pela vida toda para, diariamente, se aprender cada vez mais.

 

Com um mundo em constante mudança seguindo os paradigmas da transformação digital que não cessa em momento algum, a “lifelong learning” mostra-se como caminho eficiente a seguir não apenas para manter a Ciência viva e cada vez mais poderosa e abrangente como, também, institui critério para o avanço da Tecnologia. Seguindo os preceitos da “lifelong learning” adota-se a postura de que não há “ensino/aprendizagem concluído” e, portanto, sempre é momento de se aprender algo.

 

Estudos mostram que o conhecimento global nos últimos 20 anos tem dobrado a cada 20 meses. Logo, se um indivíduo permanecer um ano oito meses sem se atualizar, ficará à margem da história, será um alienado perdido em um mundo que não conhecerá mais. Simples assim.

 

Portanto, não há justificava alguma que possa ser aceita para manter a comunicação da Ciência seguindo os padrões ultrapassados que não dão conta de atender às pessoas em tempo real e que necessitam sempre de informações atualizadas para viver mais adequadamente em um mundo em constante mudança, disruptivo e inovador, independentemente de vontades ou circunstâncias. As são chamadas a saber para poder compreender mais rapidamente tudo aquilo que é transformado de um dia para o outro.

 

Procedimentos ou processos julgados inadequados são substituídos por outros mais eficientes em períodos cada vez menores sendo, portanto, exigido sustentabilidade na comunicação da informação que deve chegar prontamente a todos em tempo real e de forma simples para ser de fato entendida. A “lifelong learning” atinge, então, posição importante sendo imprescindível para o bem viver.

 

Hoje as mídias digitais além de possibilitarem comunicação instantânea de qualidade entre um número enorme de pessoas ao mesmo tempo bem garantem, também, um equilíbrio na simbiose entre o “high tech” e o “high touch” (toque afetivo) otimizando as relações homem-máquina (um dos importantes desafios do aprender na realidade 4.0).

 

Em qualquer área do saber é sempre possível com uma boa comunicação ampliar grandemente o número de interessados em participar seja para apenas conhecer ou para contribuir para alterar os rumos previamente sinalizados com novas descobertas que vão sendo compartilhadas. Todo conhecimento bem divulgado obriga expandir os contingentes de adeptos e permite multiplicar, por conseguinte, os resultados. A soma das expertises individuais permite multiplicar cada vez mais os resultados o que, em absoluto, não é diferente nos domínios da Ciência.

 

 

 

 

 

 

*Carlos Magno Corrêa Dias é professor, pesquisador, conselheiro consultivo do Conselho das Mil Cabeças da CNTU, conselheiro sênior do Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial (CPCE) do Sistema Fiep, líder/fundador do Grupo de Pesquisa em Desenvolvimento Tecnológico e Científico em Engenharia e na Indústria (GPDTCEI) do CNPq, líder/fundador do Grupo de Pesquisa em Lógica e Filosofia da Ciência (GPLFC) do CNPq, personalidade empreendedora do Estado do Paraná pela Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (Alep).

 

 

 

 

 

 

Lido 127 vezes

Adicionar comentário

Código de segurança
Atualizar



Receba o SEESP Notícias

E-mail:

agenda