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21/04/2021

Artigo – Tiradentes, o patrono da nação brasileira

Carlos Magno Corrêa Dias*

 

“Se todos quisermos, poderemos fazer deste país uma grande Nação”. “Jurei morrer pela independência do Brasil, cumpro a minha palavra! Tenho fé em Deus e peço a Ele que separe o Brasil de Portugal".

 

As palavras precedentes foram pronunciadas pelo nosso herói da Pátria Joaquim José da Silva Xavier (1746-1792), aquele que ficou conhecido como Tiradentes.

Joaquim José da Silva Xavier nasceu em 12 de novembro de 1746 na Fazenda do Pombal, próximo ao arraial de Santa Rita do Rio Abaixo, território este disputado entre as vilas de São João del-Rei e São José del-Rei, na Capitania de Minas Gerais.

 

Tiradentes foi dentista amador, tropeiro, minerador, comerciante, militar (ocupou o posto de Alferes, patente abaixo da de Tenente, na Cavalaria de Dragões Reais de Minas, a força militar atuante na Capitania de Minas Geras e subordinada à Coroa Portuguesa) e ativista político 

 

Conta-se que Tiradentes virou ativista político a partir de seu interesse pelas Leis Constitucionais dos Estados Unidos, principalmente porque aquele país havia conquistado sua independência em 1776, época na qual Tiradentes tinha seus 30 anos de idade.

 

Tiradentes e outros brasileiros muito se revoltavam ao ver a constante retirada das riquezas do Brasil por meio de impostos excessivos cobrados pela Coroa Portuguesa. Naquele período Portugal cobrava o chamado “quinto”, isto é, o equivalente a cerca de 20% do total do ouro extraído na Capitania de Minas de Gerais.

 

Aconteceu, porém, um forte declínio na produção do ouro o que fez com que a Coroa Portuguesa autorizasse a implementação da chamada “derrama” a qual obrigava os mineradores a pagarem com suas próprias posses a diferença que faltasse no pagamento do correspondente “quinto” anterior. 

 

Revoltado com aquela situação, dizia o Alferes a quem quisesse escutar: ''era pena que uns países tão ricos como estes [as Minas Gerais] estivessem reduzidos à maior miséria, só porque a Europa, como esponja, lhe estivesse chupando toda a substância”.

 

Assim, em meio ao clima insuportável da execução da “derrama” e o domínio português já não mais suportável surgiu a Inconfidência Mineira ou Conjuração Mineira que foi a conspiração para separar a Capitania de Minas Gerais de Portugal a qual foi duramente reprimida pela Coroa Portuguesa em 1789. Tiradentes ficou conhecido como o mais radical dos inconfidentes.  

 

Mas, os inconfidentes acabaram todos presos. Convicto de sua posição o único que confessou sua participação no movimento foi Tiradentes que acabou preso e recebendo a pena mais dura, em um processo transcorrido na cidade do Rio de Janeiro, que só teve fim em 21 de abril de 1792. Tiradentes foi enforcado, decapitado e esquartejado.

 

Tiradentes é considerado um ícone da liberdade e da independência do Brasil, sendo desde então tomado como um herói da Nação.

 

No ano de 1965, o então presidente do Brasil Marechal Humberto de Alencar Castello Branco (1897-1967) sancionou a Lei úmero 4. 897, de 9 de dezembro, que instituiu o dia 21 de abril como feriado nacional e Tiradentes declarado, oficialmente, Patrono da Nação Brasileira.

 

Joaquim José da Silva Xavier é o Patrono Cívico do Brasil, Mártir da Inconfidência e Patrono Nacional das Polícias Militares.

 

 

 

 

 

 

 

*Carlos Magno Corrêa Dias é professor, pesquisador, conselheiro efetivo do Conselho das Mil Cabeças da CNTU, conselheiro sênior do Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial (CPCE) do Sistema Fiep, líder/fundador do Grupo de Pesquisa em Desenvolvimento Tecnológico e Científico em Engenharia e na Indústria (GPDTCEI), líder/fundador do Grupo de Pesquisa em Lógica e Filosofia da Ciência (GPLFC), personalidade empreendedora do Estado do Paraná pela Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (Alep). 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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