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17/05/2018

Adeus, Mestre Coimbra



Comunicação SEESP
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O professor e fundador da Coppe-RJ, Alberto Luiz Galvão Coimbra, de 94 anos, morreu na manhã de ontem (16/5). Ele estava internado há 15 dias no Hospital Samaritano, em Botafogo, Zona Sul do Rio, e teve complicações que levaram a falência múltipla dos órgãos. O engenheiro químico, carioca, fundou a Coppe - Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1963, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que se tornou referência em ensino e pesquisa em engenharia na América Latina. Coimbra recebeu, em 1989, o Prêmio Personalidade da Tecnologia, concedido no Dia do Engenheiro, 11 de dezembro, pelo SEESP, na categoria Química.



Foto: Divulgação
coimbra falecimento

 

 

Em nota, intitulada "Adeus, Mestre Coimbra", a UFRJ lamentou a perda e lembrou um pouco de sua trajetória, como a defesa enérgica de um modelo de ensino baseado em horário integral, com dedicação exclusiva. "Isso em uma época em que ser professor universitário no Brasil era só uma atividade extra, e quando as escolas de Engenharia, então existentes, se preocupavam, basicamente, em formar profissionais para o mercado, ele queria investir em pesquisa", contextualizou a universidade.


Baseada em três pilares – excelência acadêmica, dedicação exclusiva de professores e alunos e aproximação com a sociedade –, a pós-graduação criada por Coimbra serviu de inspiração e modelo para outras pós-graduações criadas no País, mudando os rumos do sistema universitário no país.

Coimbra fez uma viagem aos Estados Unidos em 1960, a convite de seu orientador, professor Frank Tiller, para conhecer diversas universidades americanas. A disputa entre os Estados Unidos e a União Soviética pela primazia nos avanços tecnológicos provocara uma reformulação nos cursos de Engenharia americanos. Havia uma nova ênfase na pesquisa científica, uma valorização dos fundamentos da física e da matemática. O entendimento influenciou a ideia visionária de Coimbra de estabelecer um curso de pós-graduação no Brasil, em uma época em que era rara tal continuidade nos estudos. Era o que faltava ao Brasil, achava Coimbra, já tomado pelo sonho de ver brotar tecnologia na terra do café.


O velório foi realizado na manhã de quinta-feira (17), no Cemitério Memorial do Carmo, no Caju. A cerimônia de cremação terá início às 16h.

 



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