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28/08/2017

Evitar a privatização da Eletrobras

Da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE)
25 de agosto de 2017

A privatização da Eletrobras, anunciada em 21 de agosto último, caso se confirme, significará grave deterioração do setor elétrico brasileiro, atingirá frontalmente os interesses estratégicos do País e certamente representará prejuízo aos empregados da companhia e à população como um todo. Portanto, deve ser rejeitada e combatida pela sociedade brasileira.

A atração de capitais privados para a venda de ações se dará justamente pela transformação dos atuais contratos de concessão de subsidiárias da Eletrobras, que estabelecem as receitas de 14 usinas hidrelétricas antigas, remuneradas pelo regime de cotas. Isso provocará aumento brutal das tarifas a serem pagas pelas distribuidoras de energia, o que, obviamente, será repassado aos consumidores finais.

Ainda que não tenha sido divulgada a completa modelagem da privatização pretendida para a Eletrobras, fica claro que se trata de iniciativa contrária à modicidade tarifária e ao interesse público, cujo objetivo principal é levantar arrecadação ao Governo Federal.

Entregar ao controle privado a Eletrobras, que é responsável por 31% da geração de energia e de 47% do sistema de transmissão no País, é abrir mão da maior holding do setor na América Latina dentro da qual nasceu o bem-sucedido sistema interligado brasileiro.

A tarefa a ser cumprida é o resgate da Eletrobras e o aprimoramento do setor elétrico no País. Energia é bem essencial e deve permanecer sob controle do Estado para que se garantam desenvolvimento econômico, bem-estar social e soberania nacional.

 

 

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