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O JE na TV traz, na segunda (19/12), uma reportagem sobre o Prêmio Personalidade da Tecnologia, entregue tradicionalmente pelo SEESP em comemoração ao Dia do Engenheiro – 11 de dezembro. Neste ano, a cerimônia ocorreu na sexta-feira última (9), na sede da entidade, na capital, e reuniu cerca de 300 pessoas, entre profissionais da categoria, representantes de entidades da área tecnológica, dirigentes sindicais, ex-premiados e autoridades.

A homenagem, feita desde 1987, é um reconhecimento aos que se dedicaram com criatividade e ousadia à valorização da profissão, ao avanço científico-tecnológico e ao bem-estar da população brasileira. Nesta edição de 2016, foram agraciados Maurício Antônio Lopes (na categoria agricultura), Ronaldo Lessa (Defesa da engenharia), Anderson Ribeiro Correia (Educação), Diomedes Cesário da Silva (Energia), Paulo Cezar de Souza e Silva (Inovação) e Associação dos Engenheiros de Arquitetos de Campinas (Aeac), na pessoa de seu presidente, Paulo Sergio Saran (Valorização profissional).

O JE na TV é mais um canal de comunicação importante mantido pelo SEESP para levar importantes informações e notícias aos engenheiros e também à sociedade. Assista ao programa que vai ao ar às segundas-feiras, às 19h30, para a cidade de São Paulo, nos canais 9 (NET), 72 (TVA) e 186 (TVA Digital) ou pela internet no mesmo dia e horário neste link. O JE na TV é transmitido para mais 40 municípios paulistas e de outros estados conforme grade variada, confira aqui.


Comunicação SEESP


Nesta semana, o JE na TV traz uma reportagem especial sobre o encontro em Barra Bonita, no interior do estado, que reuniu engenheiros de todo o País. Com o tema "Engenharia Unida – Mobilização pela retomada do crescimento e valorização profissional", o evento, ocorrido entre 24 e 26 de novembro, abordou questões fundamentais para a retomada do desenvolvimento do País, que atravessa uma crise política e econômica. O chamado à Engenharia Unida, feito pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), entidade a qual o SEESP é filiado e que organizou a atividade, foi constantemente lembrado. 

A reportagem aborda desde a abertura, que contou com cerca de mil participantes, entre dirigentes dos 18 Sindicatos dos Engenheiros filiados à FNE, representantes de câmaras e entidades municipais, do Sistema Confea/Creas, da academia, do patronato e de associações de classe, bem como estudantes, até os paineis que debateram estratégias para o enfrentamento da crise e pautas que tramitam no Congresso que ameaçam direitos já assegurados aos trabalhadores, como a Reforma da Previdência.

O JE na TV é mais um canal de comunicação importante mantido pelo SEESP para levar importantes informações e notícias aos engenheiros e também à sociedade. Assista ao programa que vai ao ar às segundas-feiras, às 19h30, para a cidade de São Paulo, nos canais 9 (NET), 72 (TVA) e 186 (TVA Digital) ou pela internet no mesmo dia e horário neste link. O JE na TV é transmitido para mais 40 municípios paulistas e de outros estados conforme grade variada, confira aqui.


Confira a edição completa, abaixo:




Comunicação SEESP









A Comissão Especial da Câmara dos Deputados que discute o projeto de lei (PL) 8085/2014, que propõe alteração do Código de Trânsito Brasileiro, promove um seminário para discutir a proposta em tramitação na Casa, na segunda-feira (12/12), a partir das 14h, na sala Cartola do Novotel Jaraguá SP Conventions, no centro da capital Paulista. A comissão foi criada, no início de novembro, com o objetivo de proferir um parecer sobre o PL, que altera a Lei 9.503/1997 - do código de trânsito no País. A participação é aberta à sociedade.


Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados
sergio brito comissao especial do cod  transitoO relator Sérgio Brito apresentou parecer preliminar "para abrir a discussão com a sociedade";
ele defende participação da Câmara e do Senado no Conselho Nacional de Trânsito.


Segundo o relator, o deputado Sérgio Brito, os principais pontos do texto incluem a legalização do aplicativo de transporte pessoal Uber, cuja ideia é deixar a regularização para os municípios, como já vem ocorrendo, e o fim dos corredores para motos. A proposta também inclui membros da Câmara dos Deputados e do Senado Federal no Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Brito defende, ainda, que resoluções do Contran passem pelo Congresso Nacional para serem homologadas.

Estão confirmadas as presenças dos deputados federais Cacá Leão, presidente da Comissão Especial; João Paulo Papa, membro da Comissão Especial;Arnaldo Faria de Sá, membro da Comissão Especial; o inspetor Sérgio Heleno Azevedo de Amorim, Superintendente da Polícia Rodoviária Federal em São Paulo; Alberto José Macedo Filho, secretário de Logística e Transportes do Estado de São Paulo; José Antônio Oka, coordenador do Observatório Paulista de Trânsito, do Detran-SP; o coronel PM Ricardo Gambaroni, comandante geral da Polícia Militar de São Paulo; Jilmar Tatto, presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo; e Aílton Brasiliense Pires, presidente da Associação Nacional de Transportes Públicos.

O primeiro debate ocorreu no dia 7 de novembro, na Assembleia Legislativa da Bahia, em Salvador. Já no dia 25 de novembro, a comissão levou a discussão para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Em São Paulo, o endereço do Novotel Jaraguá é Rua Martins Fontes, 71, Bela Vista. A participação é aberta ao público e à entidades que, ao final, terão espaço para se manifestarem. Informações pelo telefone: (61) 3216-6260 ou email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. .


Comunicação SEESP
Com informações da Comissão Especial da Câmara





Em reunião realizada dia 7 de dezembro último, no SEESP, os engenheiros do Metrô decidiram estabelecer prazo até quinta-feira (15/12) para que os engenheiros que tinham progressão salarial pendente de dezembro de 2015, e que não a receberam em julho ou agosto último, se manifestem comunicando ao sindicato pelo e-mail.

As informações no email devem conter: nome completo, registro do engenheiro no Metrô, cargo e área na companhia. Uma vez identificados os casos pendentes, de imediato, o SEESP acionará oficialmente a Gerência de Recursos Humanos (GRH) para que faça as verificações e os esclarecimentos pertinentes a cada um deles.

Os engenheiros que tenham progressões salariais ainda pendentes de dezembro de 2015, devem se manifestar ao sindicato pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Comunicação SEESP




A Eco 92 foi certamente um dos grandes marcos mundiais para a conservação da biodiversidade. Durante a ECO 92, 193 países se uniram para proteger os recursos naturais do planeta. A criação da Convenção da Diversidade Biológica (CDB) surgiu em um contexto abusivo dos recursos da natureza, e representou um avanço notável no âmbito das negociações internacionais.


Foto: Adriano Gambarini /WWW Brasil
serra do pardo adriano gambarini WWF Br redBiodiversidade na Serra do Pardo, em Altamira e São Félix do Xingu, Pará.
 

Em 2010, na COP 10 da CDB em Nagoia, no Japão, o mundo deu um passo além: estabeleceu as Metas de Aichi, 20 objetivos de conservação da biodiversidade a serem alcançados por todos até 2020. Metas como, por exemplo, a de número 11, que estabelece a conservação de uma porcentagem significativa dos biomas terrestres, e de áreas marinhas e costeiras, por meio da criação de áreas protegidas, ou como a 12, que prevê a redução significativa do risco de extinção de espécies ameaçadas.  
 
De lá para cá, andamos mais da metade do caminho. Apesar dos grandes esforços mundiais, os desafios estão longe de terminar. O tema será amplamente discutido na COP 13, que acontece de 4 a 17 de dezembro, em Cancun, no México. Mais uma chance para avaliar a implementação das metas de Aichi e refletir sobre a evolução ou retrocessos até o momento.
 
Em tempos de crise financeira, a atenção redobra quando a sobrecarga no meio ambiente tende a aumentar. Diante de nós está posta a oportunidade de enxergarmos a conservação da biodiversidade de forma mais inovadora, tendo na sustentabilidade um ganho significativo para a retomada do crescimento brasileiro.
 
Um relatório recente da Rede WWF faz a projeção de que, até 2020 – mesmo ano em que devem ser alcançadas as metas de Aichi, pode haver uma redução de dois terços nas populações médias da vida silvestre, em relação às populações de 1970.  O  Relatório Planeta Vivo 2016 também destaca a promessa de acordos internacionais, como a CDB, para apoiar a biodiversidade e a população humana, que depende da natureza para o seu bem-estar.
 
Em menos de uma geração, nós teremos as populações de vida silvestre reduzidas a um nível inimaginável, sem mencionar os danos feitos às florestas, oceanos e água doce.  Nós não podemos reverter essa tendência em quatro anos, mas precisamos chegar em Cancún com o objetivo de mudar esse rumo.
 
O Brasil, enquanto signatário da CDB e país megadiverso, possui um papel chave para influenciar discussões e compartilhar experiências. Iniciativas exitosas incluem o Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), que atualmente protege 59 milhões de hectares, ou a recente criação de cinco unidades de conservação (UCs) no sul do Amazonas, que representam 2,6 milhões de hectares.
 
Na direção oposta, o recente aumento do desmatamento da Amazônia e o debate sobre a flexibilização dos processos de licenciamento, trazem um alerta e prejudicam o alcance das metas nacionais. Um dos pontos de maior atenção e que o País precisa avançar de forma rápida é a criação de UCs marinhas. Apenas 1,5% dos 3.5 milhões de km² de área marinha no Brasil está protegida por unidades de conservação. Um valor muito distante dos 10% estabelecidos por Aichi.O que está em jogo é a vida do planeta e nosso futuro comum. Urgem ações sólidas, de forma responsável, para assegurar a sobrevivência do capital natural, da riqueza biológica e de ecossistemas saudáveis que sustentam nosso desenvolvimento e bem-estar, por meio do uso sustentável e inclusivo, bem como do compartilhamento justo dos benefícios da utilização da biodiversidade.
 
A Rede WWF faz um apelo às Partes da CDB para que elas cumpram seus compromissos e ajam com urgência para alcançar as Metas de Aichi nos anos que restam. Isso exigirá passos vigorosos para assegurar que possamos incorporar a conservação ambiental em todos os setores, políticas públicas e portfólios ministeriais e melhorem a governança das medidas de conservação da biodiversidade para garantir o uso sustentável e equitativo dos recursos naturais.

Por Mariana Napolitano, coordenadora do Programa de Ciências do WWF Brasil

Informações adicionais
Desde domingo (4/12), pesquisadores, cinetistas e autoridades locais estão reunidos na 13ª Conferência das Partes (COP 13) da Convenção sobre Diversidade Biológica (CBD) Nações Unidas, em Cancún, no México. Ao todo, eles representam 196 países para debater e avaliar políticas públicas voltadas à preservação da biodiversidade do planeta.

Informações divulgadas no Portal Brasil, do governo federal, afirmam que o País defende, entre outros pontos, a integração das medidas de proteção da biodiversidade com o setor produtivo. Os temas prioritários para o País incluem proteção florestal, planejamento espacial marinho, ecoturismo, agricultura sustentável e segurança alimentar.

Na segunda (5), foi lançado, durante o evento paralelo “Áreas Protegidas da Amazônia – Soluções naturais para as mudanças climáticas”, organizado pela Rede Latino-Americana de Parques Naturais e Áreas Protegidas (Redparques) e pela Comissão Mundial de Áreas Protegidas e World Wildlife Fund (WWF), o Observatório de Áreas Protegidas e Clima da Amazônia com o objetivo de promover uma gestão mais qualificada e integrada de áreas protegidas da Região Amazônica e obter um melhor entendimento sobre sua relação com as mudanças climáticas. (com agências)

Quem, há alguns meses, ou dias, poderia imaginar que uma das principais respostas aos retrocessos que o país vem passando viesse de jovens, principalmente que cursam o ensino médio, e em estados como Paraná e Santa Catarina e no Distrito Federal, que estão entre os mais conservadores do Brasil? A reportagem da Revista do Brasil visitou escolas, entrevistou estudantes e participou de oficinas em locais ocupados para tentar entender quem são e o que pretendem esses novos ativistas, que têm entre 13 e 18 anos e não haviam ainda participado de um movimento social.


Fonte: Facebook Ocupa Paraná
ocupacao escolas contra a pec 55

 

“Antes de vir para cá, a gente não tinha nenhuma vinculação política, partido, nada”, diz Maria, uma das líderes de ocupação numa escola na periferia de Curitiba – os nomes dos estudantes usados na reportagem são fictícios. “Algumas pessoas falaram que o PT estava fazendo nossa cabeça, coisa assim. Mas a gente veio por conta própria. Fizemos assembleia e os alunos decidiram”, diz a aluna do Colégio Estadual Olívio Belich, no bairro do Cajuru, na região leste de Curitiba.

“A gente nem se conhecia direito antes, não tem militância até hoje. Sou contra todos os partidos”, complementa Paulo, do Colégio Estadual Teotônio Vilela, na Cidade Industrial, também em Curitiba. O que os move, mais do que questões do ambiente escolar – como a tentativa de alterar a base curricular do ensino médio por meio de uma medida provisória – diz respeito a ataques do governo de Michel Temer que, segundo eles, põem em risco o futuro de políticas públicas afetarão as próximas gerações.

“Queremos barrar a reforma, mas não é só isso, lutamos contra a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que tira dinheiro da saúde e da educação, contra a reforma da Previdência... A saúde e a educação já são precárias e ainda querem tirar dinheiro”, afirma Larissa, do Olívio Belich. “O que a gente mais queria era o apoio das pessoas que vão perder com isso. Mas a maioria não consegue enxergar. Até porque as leis são escritas pro pessoal da elite. O pessoal mais carente não entende o que vai perder”, avalia Marina, do Teotônio.

A desatenção da maioria das pessoas em não reconhecer o que está acontecendo com o País lembra um pouco o que ocorreu com movimentos globais, como a chamada Primavera Árabe e o ­Ocuppy, nos Estados Unidos. No livro Occupy (Editora Boitempo), o geógrafo britânico David Harvey, ao escrever sobre o que levou pessoas a tomar as ruas do coração financeiro dos Estados Unidos, diz que aquela luta é contra o que chama de Partido de Wall Street, que “domina muito do aparato estatal, do Judiciário, em particular a Suprema Corte, cujas decisões partidárias estão crescentemente a favor dos interesses venais do dinheiro, em esferas tão diversas, como a eleitoral, a trabalhista, ambiental e comercial”.

Para Harvey, muitas pessoas decentes estão presas a um sistema que está podre. “Se querem um salário razoável, não têm outra opção além de render-se à tentação do diabo.” Ele observa que leis “coercitivas” da competição forçam os cidadãos a obedecer as regras desse “sistema cruel e insensível”. “O problema é sistêmico, não individual.” De acordo com o britânico, os mais ricos acionam uma enorme variedade de opiniões de “especialistas” e colunistas espalhados na mídia que eles controlam. “Em um momento, só se fala da austeridade necessária a todas as outras pessoas para tratar do déficit e, em outro, propõe redução de sua própria tributação sem se importar sobre o efeito que terá sobre o déficit.”

No Brasil, essa situação é exemplificada na discussão sobre a PEC 241, agora com o número 55 no Senado. A justificativa é de que para diminuir o déficit público serão congelados por 20 anos os investimentos em saúde, educação, desenvolvimento tecnológico, agricultura etc. Ao mesmo tempo, não há previsão de limitar o pagamento de juros da dívida pública brasileira, responsável por cerca de 90% desse mesmo déficit. São os mandamentos de Wall Street.

Poder da mídia

Alunos entrevistados não citam o geógrafo britânico, mas sentem na pele os efeitos da narrativa contra seu movimento. Após uma primeira tentativa de desqualificação, em que foram retratados como “manipulados”, “baderneiros”, “drogados” etc., passaram a ser denominados como aqueles que prejudicariam milhões de outros estudantes, que não poderiam fazer o Enem ou estudar para o vestibular. “Vêm pressionar a gente, dizendo que estamos prejudicando seus filhos, mas eles não deveriam estar estudando desde o começo do ano? Agora não vai adiantar nada”, diz Marina.

A pressão também aumentou depois que numa briga entre dois garotos dentro de uma escola ocupada um deles foi assassinado. “Muitos pais agora estão contra pelo medo de que aconteça alguma coisa com a gente. Medo do que passa na Globo. A Globo só passa desgraça. As pessoas aceitam sem saber, sem tentar entender o que está acontecendo”, diz Maria. Os pais de Larissa apoiam, mas ficam chocados com o que veem na TV. “Hoje de manhã meu pai estava assistindo ao jornal e disse: ‘Nossa, como eles mentem’.”

Quem está na ocupação desfruta o convívio. “Nesse tempo a gente ficou amigo de verdade. Antes estudávamos na mesma escola e nem nos conhecíamos direito. Se via no corredor, mas nem se falava. É uma união mesmo.” Ao contrário do que vem sendo divulgado, nas escolas visitadas pela reportagem os alunos falaram da organização e das regras adotadas. Todos se revezam para fazer limpeza, comida e manter a segurança – como nas experiências do ano passado em São Paulo, depois Goiás, Rio de Janeiro, Ceará... É proibido que meninos e meninas durmam no mesmo quarto, ou que se consuma bebida alcoólica ou droga.

“Há a questão de limpeza, arrumação, deixar organizado, comer e tapar as panelas, horário de comer e de dormir. Adolescente é meio difícil, quer ficar direto no celular, mas a gente tem um horário de dormir porque tem de acordar cedo”, diz Maria. Ela conta que na escola há distribuição de leite do governo para a população e eles têm de abrir o portão para o rapaz que faz a entrega e para os funcionários responsáveis pela distribuição.

No Teotônio Vilela, os primeiros dias foram difíceis, mas depois se organizaram. “Na primeira semana, a gente tinha para comer pão, salame e mortadela. A gente ficou magro aqui. Chegamos a passar fome. Depois abrimos a cozinha e, quando começamos a cozinhar, precisa ver nossa alegria, ver o alho, a cebola fritando, comer um arrozinho”, afirma Paulo. “Os pais vêm, alguns universitários também cozinham para a gente, a gente mesmo faz.”

Além de doar alimentos e cozinhar, estudantes universitários, professores e diversas outras pessoas foram às escolas para contribuir com debates, workshops, aulas abertas, oficinas. Teve oficina sobre direito à cidade por alunos e professores de Arquitetura, acompanhada pela reportagem da RdB na escola Professor Nilo Brandão, no Canguru, também em Curitiba. Além de rodas de capoeira, de circo, aulas de xadrez, pingue-pongue, Português, História, Geografia, preparatório para o vestibular, entre outras atividades.

Se há apoio, a pressão também é grande. Vai de diretores, professores, comerciantes do bairro, outros alunos e, principalmente, a Justiça. “Estamos sofrendo ameaças de invasão”, diz Paulo. “Se vierem, não vão vir desarmados, vai dar merda. A gente conhece a comunidade. Mas estamos preparados para qualquer coisa, psicologicamente e fisicamente. Mas não sabemos o que vai acontecer na hora.” Paulo falou numa sexta-feira, 28 de outubro. No domingo, 30, um dos colegas foi barbaramente agredido quando saiu da escola. Mesmo querendo continuar, os outros decidiram desocupar.

Além das pessoas no entorno e da polícia, a pressão da Justiça aterroriza. Foram concedidas dezenas de liminares de reintegração de posse, mas os métodos vão muito além. Em Brasília, por exemplo, o juiz Alex Costa de Oliveira, da Vara da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), autorizou o uso de técnicas de tortura para “restrição à habitabilidade” das escolas, com objetivo de convencer os estudantes a desocupar. Um juiz, por ironia da vara da infância e juventude, manda impedir o contato dos jovens com amigos e a família, restringir a entrada de alimentos e autoriza o uso de “instrumentos sonoros contínuos, direcionados ao local da ocupação, para impedir o período de sono” dos adolescentes.

Alunos que estavam ocupando o Centro de Ensino Médio Dona Filomena ­Moreira de Paula, na cidade de Miracema (TO), também foram retirados à força pela PM acionada pelo promotor de Justiça do ­Ministério Público Estadual (MPE). Foram levados para a delegacia, alguns algemados, sem mandado judicial. Em Chapecó (SC), há relato de invasão de policiais em uma ocupação com fuzis em punho.

Além dessas práticas que passam por cima das leis e dos direitos humanos, os estudantes ainda enfrentaram a atuação de grupos que agem à margem do Estado. Com práticas que lembram a forma de atuar das milícias fascistas dos anos 1930, 1960 e 1970, organizações como o Movimento Brasil Livre (MBL) arregimentam recursos, estrutura e apoiadores para “desocupar escolas”. Isso já aconteceu em Brasília e no Paraná. No início do ano, práticas semelhantes, associadas a pessoas do crime organizado e milícias, ocorreram em São Paulo e no Rio de Janeiro.
O que vem depois

A Primavera Árabe, as manifestações de junho de 2013, o Occupy Wall Street, a ocupação das escolas no ano passado e no início deste ano e as deste outubro têm, pelo menos, um fator em comum: trazem para a arena da disputa política novos atores desatrelados de partidos ou movimentos sociais tradicionais.

Na apresentação do livro Ocuppy, feita por Henrique Soares Carneiro, o historiador destaca o caráter espontâneo de rebeliões contra as estruturas políticas convencionais, o que mostra a necessidade de um novo projeto que articule uma representação dos anseios de transformação e ruptura. Argumenta também que existe uma participação política protagonizada pela nova geração, por meio difuso de propagação da informação, via internet, sobretudo as redes sociais. E que esse despertar para uma nova euforia política, num mundo dominado pelos ideais do individualismo, e pela carência de projetos coletivos para o futuro, causa essa profunda indignação, que pode ser o germe de uma revolução.

Ao mesmo tempo em que esses novos atores agem, as forças dominantes hegemônicas se rearticulam, absorvem ou repelem movimentos por mudanças. Um sopro de esperança está no aparecimento de jovens que pela primeira vez participam da disputa política por uma sociedade melhor. É emblemática a forma como a estudante Ana Júlia, de 16 anos, cala deputados na Assembleia Legislativa paranaense. Sua voz em defesa de um país mais justo – baseado não em teorias revolucionárias, mas no que determina a Constituição – virou símbolo das lutas atuais.

Mas o que acontecerá daqui por diante? A resposta pode estar nas palavras de outra jovem, também de 16 anos, ouvida pela revista. “A PEC 241 pode passar, a gente pode ser derrotado, mas a gente sabe o que está tentando. O povo brasileiro está sendo roubado, literalmente, mas a gente está fazendo nossa história.” Tanto está que a onda de rebeldia ultrapassou a praia dos secundaristas e banhou o meio universitário. No momento que em que esta reportagem era concluída, estudantes ocupavam campi em Brasília, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Em todos os casos, universidades públicas, ameaçadas pela PEC 55.


Fonte: Rede Brasil Atual




O Repórter Sindical na Web, na TV Agência Sindical, entrevista nesta quinta (8/12) João Guilherme Vargas Netto, consultor de entidades sindicais, como do SEESP, também membro do corpo técnico do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). O programa, que vai ao ar das 20 às 21 horas, será o último ao vivo de 2016 e fará um balanço das lutas sindicais deste ano.


Foto: Beatriz Arruda/Comunicação SEESP
joao-guilhermedentroJoão Guilherme Vargas Netto



Na pauta, a resistência do movimento dos trabalhadores aos ataques a direitos e das mobilizações que se destacaram no período. Vargas Netto abordará a conjuntura econômica e política que marcou o ano e suas repercussões na classe trabalhadora. Ele também analisará as perspectivas para 2017.

O Repórter na Web pode ser acessado, ao vivo, no site da TV Agência Sindical. Também pode ser visto por Smartphone ou Smart TV. Assista, posteriormente, em nosso canal do YouTube. Exibido aos sábados na TV Guarulhos, das 20h30 às 21h30. Canal 3 da NET.


Fonte: Agência Sindical




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O JE na TV traz nesta semana uma entrevista especial com o presidente do SEESP, Murilo Pinheiro, que faz um balanço das atividades do movimento sindical da categoria e do panorama político-econômico do País. "Se formos falar do balanço político-brasileiro e da economia, posso dizer que estamos com problemas como o restante do Brasil. Mas, em relação à atuação dos profissionais, à participação em debates e eventos para fortalecer a categoria e o desenvolvimento do País, foi muito rico", afirma Murilo Pinheiro.

Na matéria, descubra o que é o programa Bike SP, instituído pela Lei 16.547/2016, sancionada em setembro último. O programa entra em vigor em janeiro de 2017 e concederá incentivos financeiros para quem se desloca de bicicleta na cidade.

O JE na TV é mais um canal de comunicação importante mantido pelo SEESP para levar importantes informações e notícias aos engenheiros e também à sociedade. Assista ao programa que vai ao ar às segundas-feiras, às 19h30, para a cidade de São Paulo, nos canais 9 (NET), 72 (TVA) e 186 (TVA Digital) ou pela internet no mesmo dia e horário neste link. O JE na TV é transmitido para mais 40 municípios paulistas e de outros estados conforme grade variada, confira aqui.


Assista a íntegra do programa, abaixo: 




Comunicação SEESP





Profissionais e personalidades de Jundiaí e região prestigiaram a cerimônia de inauguração da Terceira Mostra de Engenharia, no dia 22 de novembro último, promovida pela Delegacia Sindical do SEESP, do município, em parceria com o Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), o Instituto de Tecnologia Industrial de Edificações (Itie), Polo Doc e Sindicato do Comércio Varejista de Jundiaí (Sincomércio). Neste ano, o conjunto em exposição é sobre o Parque Tecnológico, o Tecnovale.


Fotos: Câmara Municipal de Jundiaí
mostra engenharia jundiai 2


A exposição, que ficará aberta até o dia 16 de dezembro próximo, no edifício Anexo da Câmara Municipal de Jundiaí (Rua Barão de Jundiaí, 153), faz parte das comemorações da Semana Municipal de Engenharia, instituída desde 2014.

A Mostra é apresentada em vários painéis que contam a trajetória desde a obtenção do terreno do Parque Tecnológico, os projetos do complexo e o status atual do empreendimento.

Nesta trajetória, destaca-se a cerimônia ocorrida, em agosto deste ano, em que o presidente do SEESP, Murilo Pinheiro, formalizou o protocolo de intenção para construção da Faculdade de Engenharia de Inovação, o Isitec, no Tecnovale. Estiveram presentes naquela oportunidade os secretários municipais de Obras, Rose Mingotti; de Planejamento e Meio Ambiente, Daniela da Câmara Sutti; de Serviços Públicos, Lucas Rodrigues; o superintendente da Fundação de Ação Social (Fumas), Waldemar Foelkel; o presidente da DAE, Jamil Yatim e o Presidente da Delegacia Sindical em Jundiaí do Seesp, o engenheiro Luiz Antônio Pellegrini Bandini.

Para Murilo, uma das motivações para levar o Isitec, mantido pelo sindicato, para Jundiaí é a inovação aplicada em muitos projetos públicos com a participação direta de engenheiros, arquitetos e técnicos das mais diversas áreas.

 

mostra engenharia jundiai 1Da esquerda para a direita: vereadores Márcio Petencostes de Sousa, Marilena Negro, Gustavo Martinelli; presidente da Câmara, o vereador Marcelo Gastaldo; secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Marcelo Cereser, representando o prefeito Pedro Bigardi; o engenheiro Luiz Roberto de Oliveira, da Delegacia Sindical do SEESP; vereador Gerson Sartori; o engenheiro José Augusto de Moraes, da Delegacia Sindical do SEESP; e o diretor do Itie, Antônio Gilberto de Freitas.

O projeto para implementação do Tecnovale está em pleno curso pelo Poder Executivo Municipal que, em breve, apresentará o projeto de lei para regulamentar a ocupação de solo, com incentivos fiscais, segurança jurídica e, desta forma, atrair investidores de empresas de alta tecnologia para o complexo e seu entorno.

A matéria será objeto de debate na Câmara Municipal. O objetivo da mostra é divulgar a iniciativa para a cidade, com transparência nas ações.

O Tecnovale
Em 2014, a Fundação Antônio e Antonieta Cintra Gordinho fez a doação à Prefeitura de Jundiaí de uma gleba de terra com 216 mil metros quadrados a noroeste do centro de Jundiaí destinando seu uso ao Parque Tecnológico.

A Prefeitura, por sua vez, realizou diversas ações as quais se destacam a Legislação Municipal para o local e para o sistema de inovação. Também foi realizada uma audiência pública com chamamento aos interessados qualificados na ocupação do Parque.

Habilitaram-se ao chamamento público três instituições educacionais voltadas à inovação tecnológica: Polo Doc, Itie e Isitec, constituindo assim um campus numa área segregada do parque com aproximadamente 30 mil metros quadrados.

O Sincomércio habilitou-se, no chamamento público, para a implantação do Centro de inovação Tecnológico e suas incubadoras em outras áreas do parque.

Atualmente este empreendimento conta com projetos urbanísticos e em processo de escrituração das áreas.

 

mostra engenharia jundiai 3


O diretor da Delegacia Sindical, Luiz Roberto de Oliveira, foi à tribuna da Câmara para formalizar o convite a todos os vereadores e deu detalhes sobre o trabalho. "A mostra traz a evolução do Parque nos últimos três anos até o estágio atual, desde a doação das terras, os projetos urbanísticos e de infraestrutura do complexo e o status atual de sua implantação", disse Oliveira, que concluiu: "A exposição tem foco no empreendedorismo, na inovação e na educação. Trata-se de uma iniciativa fundamental para o desenvolvimento da cidade e a Engenharia se faz presente neste desenvolvimento".

O Secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Marcelo Cereser, em complemento as palavras de Oliveira, enfatizou as ações do executivo para que Jundiaí fosse inserida no sistema de inovação do governo do estado de São Paulo, bem como a proposição de leis municipais do sistema de inovação, as incubadoras de base tecnológica funcionando a mais de dois anos atendendo às exigências legais e atraindo para o parque tecnológico empresas de base tecnológica - que vão gerar empregos mais qualificados e gerar renda para a cidade. Também lembrou que em breve tramitará na Câmara nova proposta de lei para ordenação do uso do solo no parque oferecendo incentivo fiscais e segurança jurídica a estes investidores.


Edição Deborah Moreira
Comunicação SEESP
Com informações da Delegacia Sindical de Jundiaí





O Sindicado dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP) realizará na sexta-feira (9/12) a entrega do prémio Personalidade da Tecnologia 2016, agraciando os destaques do ano em suas áreas de atuação. A premiação faz parte das comemorações ao Dia do Engenheiro – 11 de dezembro.

A tradicional homenagem, promovida pelo sindicato desde 1987 aos profissionais que se destacam em sua área de atuação, será realizada às 19h, na sede da entidade sindical, localizada na rua Genebra, 25, em São Paulo.

Em um ano marcado pela crise política e econômica, reveste-se de relevância ímpar o fortalecimento do chamado à “Engenharia Unida”, iniciativa da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), a qual o SEESP é filiado. A "Engenharia Unida" é uma coalizão em torno de propostas, ideias e ações para reverter o quadro atual.


Imagem: Comunicação SEESPPersonalidade Tecnologia 2015 600 larg

 

Ou seja, trata-se da defesa sobre a continuidade e ampliação dos investimentos em infraestrutura, ciência, tecnologia e inovação como respostas à complexa conjuntura atual – tal qual propugna o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, iniciativa da FNE que tem a adesão do sindicato paulista.


O documento “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento” é um dos pilares desse posicionamento. Elaborado pela FNE, apresenta diagnóstico da situação nacional e propõe medidas voltadas à superação das dificuldades que o país enfrenta.

Confira abaixo as “Personalidades da Tecnologia 2016”:

Educação – Anderson Ribeiro Correia

Energia – Diomedes Cesário da Silva

Agricultura – Maurício Antônio Lopes

Inovação – Paulo Cezar de Souza e Silva

Defesa da Engenharia – Ronaldo Lessa

Valorização Profissional – Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Campinas


Ao final, será servido coquetel de confraternização. É preciso confirmar presença até esta quinta-feira (8) pelo telefone (11) 3113-2641 ou e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. .


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