Na edição desta semana o JE na TV, programa televisivo produzido pela Comunicação SEESP, traz uma reportagem sobre a situação das rodovias brasileiras. A entrevista da semana é com Carlos Alberto Cruz Filho, presidente da Associação Paulista de Municípios. E ainda, na seção No Ponto, a fala do presidente Murilo Pinheiro sobre o processo eleitoral do sindicato, encerrado na segunda-feira (10/4).
"O resultado [do pleito] é motivo de orgulho e alegria. Isso significa grande responsabilidade. Renovamos, portanto, nosso compromisso de continuar trabalhando pelo crescimento e fortalecimento do SEESP, para melhorar cada vez mais o atendimento e serviços ofereidos aos nossos associados. E, ainda, ampliar a luta em defesa da nossa categoria e do desenvolvimento", afirma Murilo.
Tudo isso e muito mais você confere na exibição do programa do sindicato, que vai ao ar às segundas-feiras, na capital paulista, pela TV Aberta SP, às 19h30, nos canais 9 (NET), 8 (Fibra 8) e 186 (Vivo TV). Ou pela internet no mesmo dia e horário neste link. O JE é transmitido também para 50 cidades de todo o Estado em dias e horários diversos. Confira a grade aqui.
Assista a íntegra da edição desta semana abaixo, que foi exibida primeiramente na segunda-feira (10/4), na programação da TV Aberta:
https://www.youtube.com/watch?v=WWkbAe7yGqA
Deborah Moreira
Comunicação SEESP
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O Ministério da Educação divulgou que foi dado início de uma série de reuniões com o Conselho Nacional de Educação (CNE), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Associação Brasileira de Educação em Engenharia (Abenge) para debaterem possíveis mudanças nos cursos de engenharia de todo o País. Ontem (11/4) ocorreu o primeiro encontro, em Brasília, para esse fim. Segundo o MEC, o objetivo é ampliar o debate sobre a formação dos profissionais e colher sugestões, com o propósito de atualizá-lo e colocá-lo em sintonia com as exigências do mercado de trabalho.
Foto: HackNY via Visualhunt /CC BY-SA
“Essa reunião é disparadora da renovação na formação de engenharia no Brasil. A expectativa é de imprimir um ritmo bastante objetivo [ao debate], superando iniciativas anteriores que se detinham ao diagnóstico e não conseguiam avançar”, detalhou o secretário de Educação Superior do MEC, Paulo Barone. De acordo com ele, estão em análise tanto o processo formativo dos estudantes como a avaliação dos cursos.
Além do secretário, participam da reunião o presidente da Câmara de Educação Superior (CES) do CNE, Luiz Roberto Liza Curi; o diretor de Educação e Tecnologia da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Rafael Lucchesi, o presidente da Associação Brasileira de Educação em Engenharia (Abenge), Vanderli Fava de Oliveira; e representantes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), da Academia Brasileira de Ciências (ABC), de instituições de ensino superior e de empresas do setor.
Com informações do MEC e CNE
(publicado por Deborah Moreira)
Na reunião do Colégio de Presidentes do Sistema Confea/Creas, realizada em Belém/PA, na manhã desta terça-feira (11/4), o presidente da FNE, Murilo Pinheiro, destacou a importância e parabenizou o trabalho de cada um dos Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia (Creas), que têm função fundamental na fiscalização das atividades do setor em benefício da sociedade e dos profissionais.
Foto: Paula Bortolini
Na oportunidade, Murilo abordou ainda o movimento "Engenharia Unida" e reafirmou a necessidade de que a área tecnológica tenha protagonismo no desenvolvimento nacional. Nesse sentido, ele ressaltou a importância de que o exercício profissional seja desempenhado com independência, de acordo com as competências e habilitações técnicas.
Encerrando sua participação, o dirigente salientou a firme disposição da FNE de trabalhar conjuntamente com as demais entidades em defesa dos profissionais e pela retomada do crescimento econômico.
74ª Soea
Também em Belém, aconteceu na segunda-feira (10/4), o lançamento da 74ª Semana Oficial da Engenharia e Agronomia (Soea), contando com diversas lideranças que compõem o sistema Confea/Creas, entre elas Murilo, dirigentes da FNE e dos sindicatos filiados. O evento será realizado na capital paraense, entre 8 e 11 de agosto próximo.
A atividade, promovida pelo Conselho Federal de Engenharia e Agonomia (Confea) em parceria com o Crea-PA, terá como tema central "A responsabilidade da engenharia e agronomia para o desenvolvimento do País". Os eixos temáticos serão: cenário socioeconômico e ambiental; recursos hídricos - abordagens sustentáveis; e ética e medidas anticorrupção. Saiba mais aqui.
Confira aqui imagens do Lançamento da Soea.
Fonte: FNE
(publicado por Deborah Moreira)
Já pensou em erguer uma casa feita totalmente a partir de uma impressora 3D, que sirva de laboratório de tecnologias livres digitais para uma comunidade acadêmica? Professores e estudantes da Universidade Federal do ABC pensaram e lançaram um desafio para as próximas semanas: arrecadar 63 mil reais na internet para construir a primeira casa fabricada e construída dessa forma, em São Paulo.
No Brasil, será a segunda Wikihouse, como é chamada a iniciativa que disponibiliza gratuitamente os desenhos e detalhes online para sua fabricação. A primeira foi na cidade do Rio de Janeiro, a Casa Revista, construída no início de 2015, fruto do trabalho de conclusão de curso da então estudante de Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Clarice Rohde e pesquisadora do Laboratório de Modelos 3D e Fabricação Digital (LAMO3D) da mesma universidade.
Para concluir o primeiro projeto, foi necessário imprimir 200 peças feitas de compensado de madeira usinadas, em cortadoras a laser e um equipamento chamado router CNC, conectados a um computador que envia os comandos para os cortes para a produção do material. Exatamente. Toda a montagem dispensa concreto, aço,vidro, tijolo, parafuso ou qualquer um desses elementos comuns da construção civil.
“É um projeto que junta um laboratório acadêmico [da UFABC] e o Maker Space do ABC para desenvolver soluções tecnológicas para a cultura, direitos humanos e políticas públicas democráticas. A ideia é imprimir e montar esse laboratório com os makers, alunos e pesquisadores”, explica o professor da UFABC Sergio Amadeu, integrante do Laboratório de Tecnologias Livres da UFABC (LabLivre).
Makerspace é um espaço para o desenvolvimento e criação de tecnologias, de aprendizagem autônoma e incentivo à inovação, a partir de uma cultura colaborativa de compartilhar informações.
Encontro para novos apoiadores
O Wikilab, como foi apelidada a empreitada, será construído em um terreno cedido pela UFABC e será utilizado tanto como makerspace, quanto como laboratório acadêmico, e estará aberto a todos que queiram transformar um projeto em realidade, usando tecnologias livres.
Na quinta-feira (13/4), entre 19h e 20h30, haverá uma reunião para novos apoiadores para a campanha, na sala S304, 3º andar do Bloco Alfa 2, da UFABC, em São Bernardo do Campo.
É possível contribuir com a iniciativa mesmo à distância. Doações financeiras, a partir de R$ 20, podem ser feitas pelo site do Catarse aqui, até o dia 4 de junho próximo, por cartão de crédito ou boleto bancário.
O conceito maker foi explicado na edição 167 do Jornal Engenheiro, da Federação Nacional dos Engenheiro, em abril de 2016. Confira aqui.
Conheça o Wikilab:
https://www.youtube.com/watch?v=MDD6YDJmfNI
Comunicação SEESP com informações de Catarse
(publicado por Deborah Moreira)
No Brasil, a retomada das obras paralisadas por conta do cenário político-econômico está prevista desde 2015. A expectativa é que o governo aporte R$ 30 bilhões - ou algo como US$ 10 bilhões. Como se preparar para essa retomada? Quais os caminhos que a engenharia e investidores podem trilhar para gerar um novo salto de desenvolvimento ao País? Como as Parcerias Público Privadas (PPPs) poderão ser melhor utilizadas? Essas e outras questões serão abordadas no curso “Concessões e PPP: Fundamentos e Desafios Atuais”, promovido pelo Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), mantido pelo SEESP.
A atividade, que acontecerá nos dias 16, 17 e 18 de maio próximos, das 18h30 às 22h45, é voltada para profissionais, empresários, investidores e financiadores, além de pesquisadores da academia, das várias áreas de conhecimento envolvidas na elaboração, análise, acompanhamento e avaliação de projetos de longo prazo na área de infraestrutura, realizados com o Poder Público Concedente, a partir das modalidades de Concessões Comuns e de Concessões Administrativas e Patrocinadas, sob PPP. A carga horária total é de 12 horas.
Aa aulas serão ministradas no Isitec, localizado no bairro da Bela Vista, na capital paulista, pelo professor e economista Saulo Krichanã, diretor do Isitec e que acumula uma experiência nos setores público e privado, em empresas e instituições financeiras.
Os investimentos anuais em infraestrutura são ações que contemplam uma política pública de emprego e renda, seja modernizando o acervo existente, seja ampliando o que há. Eles geram emprego e renda e costumam absorver uma média de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) para projetos que possuem uma vida útil entre 50 e 75 anos.
Mas, se por um lado o País precisaria atrair outros R$ 270 bilhões em contrapartida de recursos de investidores e financiadores privados, para atingir os 5% do PIB brasileiro atual (cerca de R$ 6 trilhões), de outro, faltam recursos do Tesouro Nacional para transferir ao BNDES e há uma conjuntura fiscal bastante rígida para controle de gastos públicos correntes. Nesse cenário, o papel dos recursos privados é crucial. Com isso, como retomar o crescimento por outros mecanismos que não a via do mercado de dívidas (via crédito ou emissão de debêntures)? Quais as alternativas existentes?
Confira o conteúdo proposto do curso:
• Panorama das Concessões Públicas: origens e formas de financiamento, na experiência mundial e na experiência brasileira, nos 49 anos do Segundo Império (2 horas/aula).
• A experiência recente no Brasil após meados dos Anos 90 e a partir da implantação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e das Agências de Regulação (2 horas/aula).
• Perfil de formação de excedente fiscal e financeiro do Estado, no contexto da LRF: papel do PPA, da LDO – notadamente dos Anexos de Riscos Fiscais (ARF) e do Anexo de Metas Fiscais (AMF) – e da LOA, notadamente a partir da fixação dos tetos para endividamento e contenção de gastos públicos (4 horas/aula).
• Expectativas do Setor Privado nos Projetos de Concessões e de Concessão sob PPP: a distinção entre contratos de fornecimento de bens e serviços públicos (como Iluminação Pública, Centros Administrativos, Centros de Convenções, Centros de Prestação de Serviços Públicos, entre outros) e Contratos de Concessão, onde existe valor adicionado efetivo a ser aportado os projetos de infraestrutura econômica e social, sob a forma de prestação de serviços, novas tecnologias, e novas funcionalidades além daquela já existente e ofertada pelo Setor Público Concedente (2 horas /aula).
• Os mecanismos alternativos de investimentos em infraestrutura: os Direitos Emergentes de Concessão (DEC), a utilização de Fundos de Investimento, o Investimento Direto Estrangeiro, a Emissão Primária de Capital (ações ou cotas de Fundos de Investimento) (2 horas/aula).
Serviço:
Curso: Concessões e PPP: Fundamentos e Desafios Atuais
Local: ISITEC (Instituto Superior de Inovação e Tecnologia), Rua Martiniano de Carvalho, 170 Bela Vista São Paulo SP
Investimento: R$ 300,00
Carga horária: 12 horas
Data: 16, 17 e 18 de maio
Horário: 18h30 às 22h45
Informações e inscrições em http://isitec.edu.br/, email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo telefone 11 3254-6850
Com informações de Isitec
(publicado por Deborah Moreira)
O Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec) sedia, no sábado (8/4), às 14h, o anúncio da lista dos projetos selecionados para a segunda edição do programa Vai Tec, da Agência São Paulo de Desenvolvimento (AdeSampa) – e o encerramento de mais uma etapa do programa, promovido em cooperação com a Prefeitura Municipal de São Paulo. Na programação do evento, alguns dos projetos serão expostos, além da participação da comissão avaliadora e investidores.
Entre os contemplados estão produtos, processos, aplicativos, jogos, técnicas ou metodologias inovadoras, em especial as ligadas à Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), que de alguma forma trazem inovação e benefícios para a cidade de São Paulo. O objetivo do Vai Tec é conceder subsídios para essas atividades, principalmente as desenvolvidas por jovens de baixa renda. Receberam destaque iniciativas que contemplam temas transversais de gênero, étnico racial, pessoas com deficiência, jovens ou idosos.
A AdeSampa é uma entidade privada, ligada à Prefeitura de São Paulo, que tem como função promover a implementação de políticas de desenvolvimento, especialmente aquelas que contribuam para o crescimento econômico.
Serviço:
Encerramento do Programa Vai Tec
Local: Isitec, Rua Martiniano de Carvalho, 170, Bela Vista
Data e horário: sábado (8), às 14h
Evento restrito aos envolvidos com os projetos e programa
Mais informações sobre o programa em http://adesampa.com.br/vaitec/
Com informações de Adesampa
(publicado por Deborah Moreira)
Dando continuidade à cobertura sobre a proposta de reforma da Previdência Social, que representa retrocesso aos trabalhadores, a Comunicação do SEESP vem produzido matérias para ampliar a divulgação do tema que precisa ser levado a todos os brasileiros. A entrevista desta semana no JE na TV, programa televisivo do sindicato, é com Margarida Lopes de Araújo, vice-presidente da Associação Paulista dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (Apafisp). Ela alerta sobre a tentativa de acabar com a aposentadoria alegando haver um déficit. Com números oficiais do governo, os auditores-fiscais vêm mostrando que esse argumento é mentiroso.
"A Previdência, que faz parte da Seguridade Social, é custeada por todos os trabalhadores e todas as outras contribuições feitas pela sociedade, como contribuição sobre o lucro líquido, faturamente, concurso de prognósticos, tem uma lista. O governo tem que pegar todas as contribuições, reduzir os benefícios pagos, e vemos que temos superávit e não déficit", comenta Margarida Lopes, que aproveita a ocasião para analisar alguns gráficos que demonstram a evolução das contribuições.
Na reportagem da semana um flagrante sobre a situação de fios e cabos de empresas prestadoras de serviços básicos. Há cabos soltos, emaranhados de fios, uma confusão que causa prejuízos como falta de energia e até cidadãos eletrocutados. Existe uma legislação, mas não é cumprida.
Tudo isso e muito mais você confere na exibição do programa do sindicato, que vai ao ar às segundas-feiras, na capital paulista, pela TV Aberta SP, às 19h30, nos canais 9 (NET), 8 (Fibra 8) e 186 (Vivo TV). Ou pela internet no mesmo dia e horário neste link. O JE é transmitido também para 50 cidades de todo o Estado em dias e horários diversos. Confira a grade aqui.
Assista a íntegra da edição desta semana abaixo, que foi exibida primeiramente na segunda-feira (3/4), na programação da TV Aberta:
https://www.youtube.com/watch?v=7_uBB3NMdsg
Publicado por Deborah Moreira
Comunicação SEESP
Os trabalhadores nos Correios de todo o País, após realizarem reunião, definiram um indicativo de greve a partir das 22h do dia 26 de abril próximo. A ação é em resposta às medidas anunciadas por Guilherme Campos, presidente da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, que reduz direitos dos trabalhadores e ameaça privatizar a empresa. Recentemente, o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, confirmou a intenção do atual governo, ao declarar que se os Correios não derem lucro neste ano, será privatizado. A reunião ocorreu na quarta (29/3).
Foto: Sintect-SPReuniões setoriais vêm ocorrendo para informar categoria sobre mobilização das ruas.
De acordo com as duas federações e 36 sindicatos da categoria, já houve suspensão das férias por um ano, demissões em massa e fechamento de agências. Após a paralisação, está prevista nova assembleia para o dia 3 de maio. A Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect) se reuniu na terça-feira (4) com a empresa para discutir o plano de saúde. Não houve acordo. Segundo os sindicalistas, os Correios não detalham quanto será a cobrança da mensalidade dos depentendes.
Na pauta de reivindicações estão ainda: nenhuma demissão, contratação já; contra o fechamento das agências; contra a falta de segurança das agências; retorno da entrega diária; auditoria da dívida pública e taxação das grandes fortunas; abertura dos livros contábeis da empresa para auditoria; contra as reformas da Previdência e trabalhista, entre outras.
Com agências
(publicado por Deborah Moreira)
Na última sexta-feira (31/3), a Prefeitura Municipal de São Paulo iniciou testes visando a circulação de ônibus sem a presença de cobradores. O Sindicato dos Condutores (Sindmotoristas) reagiu imediatamente, alegando que a medida contraria a Lei Municipal 13.207, de 2001, e protocolou uma ação na justiça, exigindo que ela seja respeitada.
Foto: SindmotoristasReunião do Sindmotoristas com representantes da gestão João Doria, em 29 de março.
"São mais de 19 mil pais e mães de família que o Prefeito Marqueteiro que colocar no "olho da rua. O Sindicato usará todos os meios jurídicos para fazer cumprir a lei municipal que determina a presença do segundo homem dentro dos ônibus", declarou o presidente do Sindmotorista, José Valdevan de Jesus Santos, o Noventa.
Já Hermenegildo Pereira Bezerra, o Hermes, assessor do sindicato, lembrou que a lei está em pleno vigor e que "o prefeito não pode descumpri-la". Ele condenou a iniciativa do Executivo, lembrando que a medida foi adotada no momento em que a categoria está voltada para a campanha salarial.
"A prefeitura está aproveitando esse momento complicado da categoria, que é o início da nossa campanha salarial para tentar prejudicar os trabalhadores", critica.
A Lei 13.207, aprovada em 11 de outubro de 2001, na gestão de Marta Suplicy, traz em seu artigo 1º uma norma que dispõe sobre a obrigatoriedade dos cobradores nos ônibus. Segundo o texto, os transportes coletivos devem ter um funcionário, além do motorista, “para fins de orientação e auxílio ao usuário, além da cobrança da passagem quando for o caso”.
No último dia 29 de março, a diretoria do sindicato se reuniu com o Secretário Municipal de Governo, Júlio Semeghini, o Secretário de Transporte e Mobilidade, Sérgio Avelleda, e assessores da Gestão Dória, para cobrar um posicionamento da gestão em relação à categoria.
Com informações de Agência Sindical e Sindmotoristas
(publicado por Deborah Moreira)
Segundo Joana Mostafa, do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), as trabalhadoras serão as mais prejudicadas se passar pelo Congresso a reforma da Previdência pretendida pelo governo. A estimativa é que entre 44% e 56% das que hoje contribuem não terão acesso à aposentadoria por idade, caso seja aprovada a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 287).
Ilustração: Maringoni
Mostafa, que coordenou o estudo do Ipea sobre o tema, afirma que a rotatividade e a informalidade do mercado de trabalho vão fazer com que a maioria dos trabalhadores não consiga alcançar 25 anos de contribuição. Para tanto, o brasileiro precisa trabalhar por um período bem maior: em média, 33 anos e 4 meses. No caso das mulheres, há um agravante por conta da jornada dupla. Na divisão do trabalho, elas assumem grande parte dos afazeres domésticos, que incluem cuidados com a casa, os filhos e familiares idosos. Com isso, têm mais dificuldade de acessar o mercado formal e, portanto, de acumular os anos de contribuição. No País, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 90% da mulheres afirmam fazer tarefas domésticas, contra 50% dos homens.
Segundo o Ipea, esse encargo assumido majoritariamente pelas trabalhadoras, chega a acrescentar oito horas a mais de trabalho por semana na rotina da mulher brasileira. Como resultado, conforme demonstrado em simulação, entre os 22 e os 65 anos, a mulher terá trabalhado 7 anos e 10 meses a mais que o homem que fique no mercado pelo mesmo período. Daí, a antecipação do benefício ser necessária e justa.
Atualmente, a mulher pode se aposentar aos 60 anos, após 15 anos de contribuição; os homens aos 65 anos. Há a ainda opção da aposentadoria por contribuição: 35 anos (homens) e 30 anos (mulheres).
Para a pesquisadora do Ipea, o País só poderá igualar as idades para o benefício quando as desigualdades de gênero forem ao menos reduzidas.
Calculadora
Quer saber quando você vai conseguir se aposentar com a nova proposta do governo? O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) preparou um aplicativo especialmente para os brasileiros neste momento: a calculadora da aposentadoria (confira abaixo).
Acesse aqui a página do Dieese.
Acesse aqui a página do Google Play.
Comunicação SEESP
Com agências
(publicada por Deborah Moreira)
(matéria atualizada às 14h em 4/4/17)