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O programa de entrevista Papo Jovem, do Portal do Saber, conversou com Fernando Palmezan, Engenheiro Eletricista e Coordenador Geral do Projeto Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento. Comandado por diversos jovens que se destacam em suas áreas, dessa vez quem tomou o lugar de entrevistadora foi a engenheira ambiental Marcellie Dessimoni, coordenadora do Núcleo Jovem Engenheiro, do SEESP.

Na pauta, abordaram as necessidades de infraestrutura das cidades para atender as demandas da população e a criação do Projeto Cresce Brasil que nasceu, em 2006, para atender a essa expectativa sobre o desenvolvimento e crescimento sustentável do País.

Palmezan explicou que a iniciativa do projeto, que é da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), busca preparar estudos periódicos - a cada dois anos, em anos eleitorais - sobre as questões que desafiam a engenharia, com vista à melhoria da condição humana, e que neste ano a temática escolhida foram as "Cidades", já que 85% da população brasileira vivem nas cidades.

"Elaboramos o Cresce Brasil Cidades a partir das grandes dificuldades constatadas nos grandes municípios, como habitação, iluminação pública, mobilidade, temas que são de interesse para os municípios, com a colaboração de especialistas que atuam nessas áreas", explicou Fernando Palmezan.

O Portal do Saber disponibiliza, semanalmente, vídeos com especialistas, conteúdos em biblioteca virtual e dicas sobre livros e vídeos comerciais.

Confira a entrevista completa abaixo:

 

 

 Imprensa SEESP





A Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Turismo de Jundiaí, interior paulista, disponibilizou um Inventário Turístico de Jundiaí, que demonstra o porquê o município, incluído na mais recente versão federal do Mapa Turístico do Estado de São Paulo, divulgada oficialmente em julho pelo Ministério do Turismo. A cidade aparece entre os 31 municípios paulistas da categoria B, ao lado das dez estâncias apontadas na categoria A. Com esses novos critérios técnicos, a cidade aparece então como um dos 41 municípios paulistas (6,35% do total) responsáveis pela maioria absoluta dos turistas no Estado de São Paulo.

 

panoramica jundiai



No inventário há um extenso levantamento, com 504 páginas, com base em dados de 2015, e milhares de informações sobre a cidade e suas atrações e potenciais na região. O esforço aborda aspectos como o turismo cultural, as festas, a gastronomia, os museus, o vinho, a Serra do Japi, o turismo rural, a infraestrutura turística, os atrativos turísticos, as distâncias e as rodovias de acesso.

Abrange, ainda, a história de Jundiaí, a origem do seu nome, os “primórdios” e um resumo dos séculos XVII, XVIII, XIX e XX, a imigração italiana, a ferrovia, as grandes festas, a cidade atual, a terra da uva, os símbolos, o brasão bandeira e hino, os aspectos geográficos, os mananciais, o seu território como área de proteção ambiental, a legislação, o índice de desenvolvimento humano e aspectos de educação, saúde, saneamento, transporte, esportes e economia. E também sua inserção regional no Circuito das Frutas e na região turística estadual do Bem Estar.

Para 2017, o município já solicitou ao ministério R$ 500 mil para investimentos no setor. O pedido foi feito com base na Lei 16.283/16, sancionada no último dia 15, que instituiu o Fundo de Melhorias dos Municípios Turisticos (Fumtur).


Confira o Inventário aqui.


Com informações do Portal da Prefeitura de Jundiaí





Apesar dos investimentos públicos bilionários para os Jogos Olímpicos de 2016, sobretudo em infraestrutura, apenas um centro esportivo (CT) de alto rendimento do País se enquadra aos padrões de excelência internacional. A constatação é de pesquisadores da Uniersidade de Campinas (Unicamp), que analisaram nove CTs de alto rendimento que receberam investimentos do governo federal em razão das Olimpíadas que serão disputadas neste mês no Rio de Janeiro.


Foto: divulgação
centro do voleibolCentro de Desenvolvimento do Voleibol Brasileiro, em Saquarema (RJ): o único enquadrado nos padrões internacionais de exelência.



Conforme o estudo, conduzido pela educadora física Mariana Antonelli, apenas o Centro de Desenvolvimento do Voleibol Brasileiro (CDV), localizado em Saquarema (RJ), está de acordo com os padrões internacionais de excelência. A pesquisa também avaliou outros oito centros de modalidades como judô, boxe, natação, canoagem, atletismo, handebol, vôlei de praia e ginástica artística.

Para chegar a esse resultado, a
metodologia do estudo contemplou pesquisa bibliográfica e documental, entrevistas semiestruturadas, questionários, fotos, filmagens e diários de campo. Mariana Antonelli visitou todos os CTs analisados. Durante a visita, a pesquisadora realizou entrevistas semiestruturadas com os gestores e conversas informações com atletas, treinadores e funcionários.

Houve categorização dos dados para análise de conteúdo. As informações obtidas foram estruturadas em três categorias: infraestrutura física e equipamentos; estrutura organizacional; e recursos humanos.


A meta do governo brasileiro é que o Brasil esteja classificado, pela primeira vez em sua história, entre os dez melhores da competição. A previsão de gastos para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos deve chegar a R$ 37,5 bilhões, segundo levantamento divulgado pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

“Apesar de ainda não poder ser considerado como um CT de excelência, o Centro de Treinamento de Canoagem Slalom, em Foz do Iguaçu, é bastante completo também. Já os outros estão bem aquém deste patamar internacional. Mas o problema geral é que, no Brasil, sequer existe uma política que defina critérios de como estes centros poderiam alcançar um patamar de excelência internacional. Sem esta política, o esporte de alto rendimento infelizmente se mantém de um modo voluntarista, com esforço de atletas, técnicos e familiares”, constatou a pesquisadora da Unicamp.

Mariana Antonelli esclarece que não se trata de apenas criticar o que existe no Brasil no tocante à infraestrutura e recursos humanos. Segundo a pesquisadora, os locais investigados não deixam de ser referências para o esporte do país. Ela aponta que investimentos, pesquisas e políticas esportivas de médio e longo prazo nestes CTs podem permitir que, no futuro, eles sejam considerados de excelência nos moldes dos padrões internacionais.

“Com as Olimpíadas estão sendo investido muitos recursos em infraestrutura. Mas é uma pena porque não há uma política esportiva para o alto rendimento. Entrevistei muito gestores e treinadores, alguns falavam que os investimentos eram suficientes, mas, muitas vezes, não se tem claro qual o melhor direcionamento dos recursos. Se, por exemplo, o melhor é investir em recursos humanos, espaço físico, capacitação, pesquisa, gestão, etc. Esses investimentos, que foram feitos em caráter emergencial, não são fruto de planejamento de médio e longo prazo. Portanto, o que vai ser destes centros em 2017, após os Jogos, ainda não está definido.”

O estudo de Mariana Antonelli integra dissertação de mestrado defendida pela educadora física recentemente. A pesquisa foi conduzida junto ao Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Educação Física (FEF) da Unicamp, na área de Biodinâmica do Esporte. O mestrado foi orientado pelo professor Roberto Rodrigues Paes, que atua no Departamento de Ciências do Esporte da FEF. A pesquisa, financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), insere-se no âmbito do Grupo de Estudos em Pedagogia do Esporte (Gepesp), coordenado por Roberto Paes.

Como critério para a escolha dos nove centros de treinamento de alto rendimento, Mariana Antonelli se baseou no Plano Brasil Medalhas, elaborado pelo Ministério do Esporte em 2012. Por meio do Plano, cujos investimentos totais ultrapassam R$ 1 bilhão, nove centros esportivos receberam recursos adicionais da ordem de R$ 661 milhões. Segundo o Ministério do Esporte, os investimentos extras destinam-se a CTs cujas modalidades têm maior expectativa de conquistar medalhas olímpicas em 2016.

“A ideia do governo brasileiro foi investir ainda mais nas modalidades que já tinham chance de ter medalha. Portanto, por esta lógica, os esportes com menos chances ficaram com menos investimentos”, problematiza a pesquisadora.

Fonte: Jornal da Unicamp








Plano Brasil Medalhas

Como critério para a escolha dos nove centros de treinamento de alto rendimento, Mariana Antonelli se baseou no Plano Brasil Medalhas, elaborado pelo Ministério do Esporte em 2012. Por meio do Plano, cujos investimentos totais ultrapassam R$ 1 bilhão, nove centros esportivos receberam recursos adicionais da ordem de R$ 661 milhões. Segundo o Ministério do Esporte, os investimentos extras destinam-se a CTs cujas modalidades têm maior expectativa de conquistar medalhas olímpicas em 2016.

“A ideia do governo brasileiro foi investir ainda mais nas modalidades que já tinham chance de ter medalha. Portanto, por esta lógica, os esportes com menos chances ficaram com menos investimentos”, problematiza a pesquisadora.

A Delegacia Sindical de Alto Tietê, do SEESP, participou da 6°Conferência Municipal das Cidades de Mogi das Cruzes, no Centro Municipal de Formação Pedagógica de Mogi das Cruzes (Cenforpe), no interior paulista. Na ocasião, além de participar dos debates, integrantes da delegacia foram reeleitos como conselheiros municipais do Conselho das Cidades, para o biênio 2016/2018. A atividade ocorreu no dia 2 de julho e a posse deverá ocorrer até final do mês de agosto.

“É fundamental a participação dos engenheiros, enquanto categoria organizada, nas resoluções que envolvem a sua cidade. A busca de soluções e melhorias para a comunidade deve ser uma constante no movimento sindical”, afirma o presidente da Delegacia Sindical, Mário Gallego, eleito como conselheiro titular do Conselho.

O engenheiro Luiz Fernando Ussier, 1º Tesoureiro da Delegacia, foi eleito como conselheiro suplente.

A etapa municipal da Conferência Nacional das Cidades termina na sexta-feira (5/8). A próxima fase será a estadual - 6º Conferência Estadual das Cidades em São Paulo -, prevista para ocorrer em 30 de novembro deste ano. Até lá, estão marcadas reuniões mensais preparatórias.

Já a 6ª Conferência Nacional das Cidades ocorrerá do dia 5 ao dia 9 de junho de 2017, em Brasília, e tem como tema “Função Social da Cidade e da Propriedade”, que expressa a importância do interesse coletivo e o  lema “Cidades Inclusivas, Participativas e Socialmente Justas” .


Deborah Moreira
Com informações da Delegacia Sindical de Alto Tietê





Durante as partidas de futebol dos Jogos Olímpicos, entre hoje (3/8) e 19 próximo, que ocorrerão em São Paulo, em horários e dias que não há expediente forense, o Tribunal de Justiça de São Paulo realizará plantão judiciário da Infância e Juventude nas dependências da Arena Corinthians, sob responsabilidade do Juizado de Defesa do Torcedor.

O plantão será destinado exclusivamente ao processamento e apreciação de medidas protetivas inadiáveis, que envolvam crianças e adolescentes em situação de violação de direitos e afastamento do convívio familiar, bem como acolhimento institucional emergencial (Provimento nº 2.349/2016, do Conselho Superior da Magistratura).

Nos dias e horários em que houver expediente forense, o Juizado de Defesa do Torcedor remeterá o caso para a Vara da Infância e Juventude de Itaquera, contatando imediatamente o respectivo juiz titular sobre a situação.

A Arena Corinthians, na capital paulista, receberá dez jogos dos torneios masculino e feminino nesse período. Em todas as partidas funcionará o Juizado Especial de Defesa do Torcedor. A unidade tem como objetivo fazer valer o Estatuto de Defesa do Torcedor e os direitos dos cidadãos.


Fonte: Site do TJ-SP




O engenheiro civil Horácio de Almeida Júnior, afiliado à Associação Nacional dos Inventores (ANI), inventou o "aparelho de ensaio de estanqueidade de pressão interna em instalações de hidráulicas" para realizar de forma rápida e eficiente os ensaios na obra. Apesar de ser uma etapa fundamental da obra, não havia até então aparelhos para a realização correta dos testes de estanqueidade nas instalações hidráulicas na construção civil.



Foto: Divulgação ANI
inventor engenheiroO inventor Horácio de Almeida Júnior.


Almeida já atuava na construção civil e observou que não havia nenhum equipamento no mercado que executasse o teste de estanqueidade, segundo as normas brasileiras. "Minha empresa prestava serviços de controle de qualidade e alguns clientes meus pediram esse tipo de ensaio, fui procurar equipamentos e apenas encontrei produtos com baixo desempenho e baixa produtividade e, que pior, não estavam compatíveis com as normas, principalmente para água quente", conta o inventor.

Com sistema semi-automático, o aparelho pode ser operador por uma única pessoa e é equipado com vaso de pressão para depósito e passagem de água circulante no sistema, bomba hidráulica e vários dispositivos para controle de temperatura, pressão, fluxostatos e válvulas hidráulicas.

Para o engenheiro, o seu invento levará a um alto rendimento e maior produtividade na execução dos ensaios, à especialização da mão de obra e à totalidade da obra verificada segundo as normas técnicas. O produto ainda se destaca pelo sistema automático de retirada do ar da tubulação (sangramento) e baixo custo de produção.

O equipamento tem como público-alvo as empresas instaladoras de sistemas hidráulicos em edificações, uma vez que o produto também pode ser usado em outros sistemas que exijam a estanqueidade no processo construtivo, como as caldeiras.

A inovação já foi devidamente registrada no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e atualmente busca investidores para produzir e comercializar o produto, seja por meio da venda da patente ou do seu licenciamento.



Com assessoria de imprensa







Sindicatos filiados à Federação Única dos Petroleiros (FUP) iniciaram paralisação de cinco dias contra a venda dos chamados campos maduros terrestres da Petrobras. A mobilização, que começou na segunda (1º) tem como objetivo protestar contra a entrega de 104 concessões de exploração, das quais 98 produzem juntas 35 mil barris de petróleo diariamente. Os campos estão divididos pelos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Sergipe, Bahia e Espírito Santo.


Foto: FUPgrevenortefluminense2 600 largGreve no Norte Fluminense em defesa do Pré-Sal.

O coordenador geral da FUP, José Maria Rangel, disse que os Sindicatos estão mobilizando os trabalhadores desses poços terrestres, para resistir à ofensiva do governo interino para privatizar a petroleira estatal. “O governo alega que é importante se desfazer desses campos, liberando recursos para investir mais na produção do pré-sal. Porém, sabemos que os poços colocados à venda estão sendo entregues praticamente de graça”, denunciou. O sindicalista argumentou que há grande oferta de ativos petrolíferos no mundo, derrubando os preços a níveis jamais vistos.

José Maria Rangel também chama a atenção para os impactos negativos que serão gerados para as cidades onde as províncias produtoras estão instaladas. “As empresas privadas não se preocupam com a população local, com remuneração mínima, não há compromisso ambiental. Além disso, nos preocupamos com os postos de trabalhos que podem ser fechados nessas regiões e que não serão reabsorvidos”, avalia.

A FUP ainda não contabilizou o número de trabalhadores parados, mas aponta adesão massiva de trabalhadores próprios, além de terceirizados.

Carcará
A Federação também condenou a decisão do Conselho de Administração da Petrobras, que aprovou a venda da participação da estatal no bloco exploratório BM-S-8 para a norueguesa Statoil Brasil Óleo e Gás por US$ 2,5 bilhões (R$ 8,5 bi) em mais um passo do plano de desmonte da companhia.

Segundo a FUP, a venda da área de Carcará, no pré-sal da Bacia de Santos, comprovadamente de alta produtividade, é mais uma doação, pois nada justifica entregar um campo de petróleo que, por baixo, renderia à Petrobras R$ 22 bilhões pelo valor de R$ 8,5 bilhões.


Fonte: Agência Sindical







A A.T. Kearney, juntamente com o Centro Alemão de Ciência e Inovação São Paulo (DWIH-SP) e o Instituto de Física da Universidade de São Paulo, em parceria com o Falling Walls Foundation, recebe inscrições até dia 14 próximo para o concurso de pesquisa e inovação multidisciplinar Falling Walls Lab 2016.

 

falling walls lab SP 600 larg



Trata-se de um evento global que incentiva a geração de ideias com alto potencial de impacto na sociedade. Nele, jovens estudantes, pesquisadores, profissionais ou empreendedores têm a oportunidade de apresentar suas ideias inovadoras (referente a qualquer disciplina ou indústria). Os interessados podem realizar inscrição no site http://www.falling-walls.com/lab - em Applications.

Cada candidato selecionado terá apenas 3 minutos, na noite de 19 de setembro, para apresentar, em inglês, sua pesquisa, projeto, plano de negócio, iniciativa social ou empreendimento e convencer um júri seleto, formado por acadêmicos, jornalistas e executivos. A competição ocorrerá no Instituto de Física da USP.

O júri é formado por CEOs, membros acadêmicos e um sócio da A.T. Kearney, que irão eleger as duas melhores apresentações baseando-se no grau de inovação, no potencial de impacto na sociedade e no desempenho do apresentador. Os dois vencedores irão apresentar suas ideias em Berlim, em um evento mundial, com todas as despesas pagas, programado para os dias 8 e 9 de novembro deste ano, juntamente com outros 98 vencedores selecionados em diversos países.

O Falling Walls é realizado sempre no dia do aniversário da queda do Muro de Berlim. O nome faz referência à necessidade de derrubar muros também no mundo da ciência.O Falling Walls Berlin, apoiado pelo Ministério da Educação e Pesquisa da Alemanha (BMBF), é realizado pela Falling Walls Foundation, criada em 2009. Circle.



Com informações da assessoria de imprensa




Entre os 15 maiores exportadores, 14 têm suas pautas de exportação concentradas em produtos manufaturados. O Brasil não está incluído nesse seleto grupo, ocupando apenas a 25ª colocação no ranking de 2015 elaborado pela Organização Mundial do Comércio (OMC), embora tenha o 9º Produto Interno Bruto (PIB) do planeta, o que mostra que teria tudo para estar entre os 15 maiores. O fato triste nessa constatação é que, até o final de 2016, de acordo com os resultados do primeiro semestre, o País deverá cair para a 29ª colocação.


Foto: Antônio Costa/ ANPr
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O Brasil, a exemplo do que ocorria à época colonial, ainda é visto (e assim atua) como grande fornecedor de matérias-primas. Mas com o parque industrial de que dispõe – pouco inferior ao da Coréia do Sul –, a tendência seria que fosse também grande provedor de produtos manufaturados, o que não significa que teria de deixar de continuar sendo fornecedor de commodities. No entanto, a Coréia do Sul, que está em 14º no ranking dos maiores exportadores, pouco fornece matéria-prima aos seus compradores, mas vende seis vezes mais produtos manufaturados que o Brasil.

Depois de 13 anos de má administração que levou a economia nacional ao fundo do poço, até a nossa condição de provedor de commodities está ameaçada porque o fornecimento de matéria-prima está perdendo competitividade não só porque a China não vem mantendo seu crescimento em níveis elevados como as despesas provocadas por uma infraestrutura defasada e deficiente pesam cada vez mais sobre o custo do frete.

Hoje, por exemplo, o custo do frete sobre a soja exportada representa mais de 25% do valor do produto, mas há mercadorias, como o milho, em que esse custo ultrapassa a barreira dos 50%. Como as cotações de commodities continuam a oscilar e baixar, muitos produtos podem se tornar inviáveis economicamente.

Diante disso, como as obras de infraestrutura logística seguem em ritmo lento, a saída seria que as commodities exportadas viessem a passar por um processo de industrialização ou pelo menos de agregação de valores. Mas, desde já, essa possibilidade se torna inexequível com o atual sistema tributário, que adiciona e onera custo ao produto durante o processamento industrial.

Obviamente, nas atuais circunstâncias, o que menos as autoridades fazendárias querem ouvir são sugestões de medidas que possam reduzir a arrecadação tributária. Mas a verdade é que um modelo que desonerasse o produto exportado, eliminando compensações, acúmulos de crédito ou de ressarcimento aos exportadores, haveria de estimular a economia, a tal ponto que a importação também aumentaria porque o País cresceria como um todo, especialmente com a criação de empregos e a ativação do mercado interno. E, a médio prazo, a arrecadação tributária cresceria normalmente apenas em função do crescimento da própria economia.


(*) Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Site: www.fiorde.com.br





Centrais Sindicais e entidades do funcionalismo mobilizaram dirigentes sindicais, servidores e trabalhadores em geral, a fim de acompanhar a primeira semana de trabalho da Câmara dos Deputados após o recesso parlamentar, na segunda (1º/8). Nesta terça (2), haverá nova rodada de luta contra o PLP 257/2016. O projeto pode ir a plenário e as centrais prometem continuar resistindo.


Foto: Luis Macedo / Câmara dos Deputados
PL 257 agencia camara

Reunião Extraordinária na Comissão de Constituição e Justiça, da Câmara, nesta terça (2), sobre PLP 257/16



A convocação geral enfrenta a manobra do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que agendou, ontem, uma sessão extraordinária e deliberativa para analisar o polêmico Projeto de Lei 257/16, que estabelece o Plano de Auxílio aos Estados e medidas de estímulo ao reequilíbrio fiscal.

A proposta trata da renegociação das dívidas dos Estados e do ajuste fiscal aplicado aos servidores públicos, que prevê congelamento de salários, redução de investimentos nas áreas de saúde e educação; enfim, a retomada do Estado Mínimo em detrimento das necessidades e demandas do conjunto da população.

O jornalista e diretor de Documentação do Diap, Antônio Augusto de Queiroz, disse à Agência Sindical que a decisão do novo presidente da Câmara é um atropelo, que aponta na direção de aprovar “um texto bem próximo do projeto original colocado pelo governo”.

Ao pautar o PLP 257, Maia desconsidera solenemente o pedido e articulação de entidades de servidores, do movimento sindical e da sociedade para ampliar o debate sobre a matéria. “Ninguém é contra que os Estados tenham suas dívidas repactuadas. O que não dá pra aceitar é que essa conta seja jogada nas costas dos servidores”, argumenta Toninho.

Os dirigentes sindicais pretendem negociar e fazer com que a emenda 119, do deputado Afonso Florence (PT-BA), seja aprovada pela maioria e barre a série de medidas negativas contidas no projeto original, já que ela permite a renegociação da dívida dos estados sem as condicionantes que reduzem o gasto com os servidores e a venda de patrimônios, como previsto no PLP.

Críticas
Lineu Neves Mazano, presidente da Federação dos Sindicatos dos Servidores Públicos no Estado de São Paulo e membro da Nova Central afirmou que orientação é mobilizar "muita gente" em Brasília: “Vamos levar o máximo de sindicalistas. A urgência regimental dá plenos poderes ao presidente da Câmara, que, inclusive, pode fazer acordo com os líderes de partidos e indicar o relator na hora”.

Lineu comenta que, pelo critério anterior, ou seja, de urgência constitucional, havia mais tempo e margem de manobra maior. Com a mudança, essa margem praticamente desaparece.

Sebastião Soares, dirigente da Confederação-CSPB, conta que havia entendimento com o então relator Espiridião Amin (PP-SC) para retirar do PLP 257 as matérias que afetam diretamente o Servidor e são lesivas aos serviços públicos. Segundo o dirigente, “todo mundo foi pego de surpresa” com a mudança rápida e a indicação de que a matéria possa ser votada e decidida já nesta segunda.

Para Maria das Graças Costa, secretária nacional de Relações do Trabalho da Central, “o projeto prejudicaria toda a sociedade, pois vai destruir o serviço público do qual dependem todos os trabalhadores e trabalhadoras.


Com informações da Agência Sindical e CUT







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