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O SEESP, representado pela coordenadora do Núcleo Jovem Engenheiro, Marcellie Dessimoni, participou do 3° Fórum Empresarial Chico Mendes de Sustentabilidade promovido pelo Instituto Internacional de Pesquisa e Responsabilidade Socioambiental Chico Mendes, e teve como tema “Energia: tendências e soluções.  a convite da Editora Brasil Sustentável.


Foto: DivulgaçãoMarcellie ChicoMendes 600 largMarcellie Dessimoni (a segunda da direita para a esquerda), juntamente com participantes do evento.

A atividade ocorreu na terça-feira (29/11), no Clube Esporte Sírio, na capital paulista, e tem como proposta aglutinar ideias, discussões, propostas, análises de desafios e oportunidades para garantir o uso racional dos diferentes tipos de energia e as perspectivas de desenvolvimento do setor elétrico.

Muitos profissionais aproveitam o evento para trocar informações e experiências do setor. Nesta edição, o Fórum teve dois painéis com palestras e debates. No primeiro, representantes do Ministério de Minas e Energia (MME), da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV) debateram eficiência energética – o plano nacional, deficiências, desafios e perspectivas. No segundo painel, empresas apresentaram suas experiências em medidas de uso racional e eficiente de energia, como Itaipu Binacional, Eletrobras Amazonas, entre outras.

Comunicação do SEESP
Com informações do Núcleo Jovem Engenheiro




O debate sobre iluminação pública volta a ser pauta do JE na TV desta semana. Em entrevista ao jornalista e apresentador Fabio Pereira, o consultor da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e especialista no assunto, Carlos Augusto Kirchner, também diretor do SEESP, que abordou pontos como marco legal da iluminação pública, novas tecnologias que precisam ser incorporadas e a responsablidade dos municípios.

Sobre isso, a FNE defende que para assegurar em todos os municípios uma iluminação pública de qualidade, e com baixo custo, é preciso que haja a construção de um marco legal ao setor, ao qual deve se vincular modelo à prestação do serviço e modernização do parque nacional. Para a entidade, a parceria público-privada – amplamente defendida na atualidade e apresentada como parte de programas de governo nas últimas eleições municipais, por exemplo na cidade de São Paulo – não é a melhor alternativa nesse caso.

Entre as opções, caberia mais uma “concessão comum”. Essa ideia foi apresentada ao secretário de coordenação de projetos da Secretaria-Executiva do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Tarcísio Gomes de Freitas, em 27 de setembro último, em Brasília, por representantes da federação, entre eles o engenheiro Kirchner. O assunto se encontra em análise no órgão.

Na Reportagem da Semana, o assunto é feminicídio, crime tipificado pela lei 13.104/15. O Brasil é o quinto país em registro de casos de mortes de mulheres simplesmente por serem mulheres. São 13 mulheres assassinadas por dia.

Neste mês, o Instituto Patrícia Galvão lançou uma plataforma digital sobre feminicídio com conteúdos organizados de forma a garantir a autonomia de quem o acessa, seja para consultas específicas ou para saber mais sobre o tema de um modo geral. Com o objetivo de permitir reproduções, reusos e ampla disseminação, todo o conteúdo do Dossiê Feminicídio está sob uma licença Creative Commons que permite a livre reprodução, desde que citada a fonte. Acesse pelo link www.agenciapatriciagalvao.org.br/dossies/ .

Na coluna semanal No Ponto, Murilo Pinheiro, presidente do sindicato, fala sobre o encontro da Engenharia Unida, em Barra Bonita, no Interior de São Paulo, organizado pela FNE, entre 24 e 26 de novembro.

O JE na TV é mais um canal de comunicação importante mantido pelo SEESP para levar importantes informações e notícias aos engenheiros e também à sociedade. Assista ao programa que vai ao ar às segundas-feiras, às 19h30, para a cidade de São Paulo, nos canais 9 (NET), 72 (TVA) e 186 (TVA Digital) ou pela internet no mesmo dia e horário neste link. O JE na TV é transmitido para mais 40 municípios paulistas e de outros estados conforme grade variada, confira aqui.

Asssista a íntegra da edição desta semana:







Comunicação SEESP



“Engenharia Unida.” O chamado a esse movimento, feito pela FNE, tem ecoado em todo o Brasil. Profissionais de norte a sul do País estão presentes em Barra Bonita (SP) e demonstram o acerto da iniciativa, lançada pela federação em março último. Na noita de quinta-feira (24/11), cerca de mil abrilhantaram a abertura do evento que discutirá “Engenharia Unida – Mobilização pela retomada do crescimento e valorização profissional”, no auditório do Hotel Estância Barra Bonita, e segue até sábado (26).


Foto: Beatriz Arruda/FNE
Abertura p site 2Mesa de abertura do evento, na noite desta quinta-feira (24/11), em Barra Bonita.

 
Entre eles, além dos dirigentes dos 18 Sindicatos dos Engenheiros (Senges) filiados à FNE, representantes de câmaras e entidades municipais, do Sistema Confea/Creas, da academia, do patronato e de associações de classe, bem como estudantes. O secretário de Estado de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Arnaldo Jardim, compareceu em nome do governador Geraldo Alckmin. Também prestigiou a atividade o secretário nacional da Aviação Civil, Dario Rais Lopes, e o prefeito eleito de Barra Bonita, Zequinha Rici. Todos os três engenheiros.

“Proximidade, motivação e boas intenções. Esse é o espírito desse encontro.” Com essas palavras, Murilo Pinheiro, presidente da FNE, saudou os participantes. Na preleção inaugural, ele destacou: “É uma honra ver que a Engenharia Unida conseguiu mobilizar tantas importantes autoridades e lideranças. O objetivo primordial de nosso encontro é de forma democrática, séria, responsável, debatermos os temas e apontarmos soluções possíveis para saída de uma das piores crises que já vimos em nosso país, que trouxe 12 milhões de desempregados.

” Pinheiro citou os ataques que têm sido recorrentes a empresas nacionais e ao Estado, com desqualificação não só de políticos, mas também de profissionais, e frisou: “Não podemos nos calar. Temos que nos unir para lutar fielmente na defesa dos nossos recursos, como o pré-sal,as reservas hídricas, a Amazônia. Precisamos posicionar as entidades e os trabalhadores na proteção e incentivo ao sistema produtivo, não podendo nos render ao setor financeiro. A agronomia de ponta desenvolvida por nossos técnicos tem sustentado nosso Brasil em momentos complicados e nos apresentado ao mundo por nossa inteligência e inovação tecnológica. Sabemos que os engenheiros e profissionais da área tecnológica têm um papel fundamental, juntamente com os governantes, empresários, instituições de ensino, jovens estudantes: ser os agentes transformadores para as mudanças necessáriasàvolta do crescimento e desenvolvimento.”

Em defesa da profissão e para fazer frente aos ataques, como os representados pela Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 55, - que congela as chamadas despesas primárias, como investimentos e gastos sociais por 20 anos -, e as reformas trabalhista, sindical e previdenciária, o presidente da FNE informou que a categoria tem agora um espaço para amplificar sua voz junto ao Congresso Nacional: a Frente Parlamentar da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional, lançada na última quarta-feira (23), em Brasília (DF).

“Tivemos a oportunidade de estar presentes. Iniciativa do deputado federal Ronaldo Lessa, engenheiro, em parceria com a FNE e o Sistema Confea/Creas, e reunindo diversas entidades, a vontade política demonstrada nas falas dos parlamentares na ocasião nos faz acreditar que haverá importantes avanços para a área tecnológica, o que certamente resultará em conquistas para toda a sociedade brasileira, em busca de saídas da brutal recessão que nos assola.” E conclamou a todos a um pacto nacional. “A Engenharia Unida com certeza vai ao encontro dessa proposta.”

Entre as realizações da FNE e seus sindicatos filiados que revelam o caminho trilhado em busca não somente da defesa dos profissionais, mas do desenvolvimento sustentável nacional, Pinheiro citou o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, as negociações coletivas em todo o País, as lutas para assegurar o salário mínimo profissional e ampliá-lo aos funcionários públicos, a defesa da carreira de Estado do engenheiro, o acompanhamento de projetos de lei de interesse da categoria, a participação em conselhos e audiências públicas.

Enfatizou ainda a criação do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), “um sonho de contribuir para a educação de qualidade, com o primeiro curso de Engenharia de Inovação do Brasil e a primeira instituição de ensino criada e mantida integralmente por uma entidade sindical”. E completou: “O Isitec representa a garra e a força da FNE e do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo, em não desistir diante dos maiores desafios que podem se apresentar.” Assim, concluiu: “Ao trazer os especialistas que nos brindarão com suas palestras e os comentadores que apresentarão os pontos de vista a partir das entidades que representam, acreditamos que teremos um debate muito rico, finalizando com a Carta de Barra Bonita, que apontará os rumos que a engenharia nacional enxerga para a retomada, em tempo mais breve possível, do crescimento do Brasil. Estamos juntos por um País melhor.”

João Guilherme Vargas Netto, consultor sindical e político da FNE, homenageou o engenheiro Roberto Simonsen, idealizador da Rede de Representações de Engenheiros na primeira metade do século XX, como referência ao que propugna a Engenharia Unida. Lembrou, assim, frases célebres dele, ditas respectivamente em 1939 e em 1942, que permanecem atuais: “Insistimos, dizia ele, a atividade da grande engenharia está visceralmente condicionada ao ambiente econômico e a função primordial dos engenheiros é propiciar maior conforto ao meio social. (...).” E ainda: “Jamais foi o engenheiro tão necessário ao País e jamais teve tanta oportunidade de contribuir tão eficazmente ao seu engrandecimento. Pudesse eu ser ouvido por todas as classes sociais, faria tudo ao meu alcance para que se consolidasse a verdadeira compreensão deste momento. Essa consciência é necessária ao sadio espírito de cooperação para que se afastem as lutas externas e os objetivos secundários. (...).”

José Tadeu da Silva, presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), salientou que a abertura do encontro “mostra a inserção profissional da engenharia também na política. Quando fazemos a leitura principalmente das grandes nações, vemos que saíram inclusive de guerras e se reergueram, hoje ocupando liderança, através da engenharia. São esses os profissionais que fazem com que qualquer país se desenvolva. No Brasil, que nunca na história passou por uma recessão tão forte, vamos virar o jogo.”

Dario Rais apontou desafios que estão colocados nesse sentido: seguir garantindo prazo nas obras, sem perda de qualidade; resgatar o conceito da engenharia como formuladora de soluções de problemas; e formar profissionais que, além de técnicos, sejam empreendedores.

Já Arnaldo Jardim resumiu sua percepção da abertura do encontro, à qual apresentará ao governador de São Paulo: “Aqui está nossa Engenharia Unida, não como intenção, mas como ação concreta, em um momento estratégico ao País, que pelas circunstâncias e fatos, nos coloca a tarefa de reconstruir a economia, as instituições, as referências e valores, bem como de reescrever parte do pacto social.” Ele finalizou: “A Engenharia Unida é o fermento auxiliar, impulsionador de um acordo mínimo para a construção de um projeto nacional rumo à retomada do crescimento e garantia do amadurecimento de nossa sociedade, sob a liderança de Murilo Pinheiro. Esse me representa.”

Também saudaram o evento e manifestaram a intenção de colaborar e formar a coalizão proposta pela FNE o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-SP), Vinícius Marchese Marinelli; Paulo Guimarães, presidente da Mútua Nacional – Caixa de Assistência dos Profissionais; Modesto Ferreira dos Santos Filho, coordenador do Colégio de Presidentes do Sistema Confea/Creas; Fernando Jardim Mentone, vice-presidente de relações trabalhistas do Sindicato das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco-SP); Jorge Luiz Alcalde, diretor regional da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp); Antonio Bestana Neto, secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento de Barra Bonita, representando o prefeito Glauber Guilherme; os vereadores Eliseu Gabriel (São Paulo), Elias Chediek (presidente da Câmara Municipal de Araraquara), Edson Shimabukuro (Campo Grande), Luiz Antonio Moreira Salata (presidente da Câmara Municipal de Olímpia); José Roberto Cardoso, professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP); Saulo Krichanã Rodrigues, diretor do Isitec; Antonio Octaviano, ex-presidente da FNE; e Marcellie Dessimoni, coordenadora do Núcleo Jovem Engenheiro da federação.


Soraya Misleh
Comunicação SEESP




Neste Dia Mundial de Combate à Violência Contra a Mulher, data histórica do movimento de mulheres internacional, organizações realizam atos em diversos países. No Brasil, em São Paulo, está marcada a manifestação "Nem uma a menos! Basta de violência contra as mulheres",  para às 14h, na Praça do Patriarca, próximo ao edifício da Prefeitura de São Paulo, no centro da capital. Lá, as manifestações serão acompanhadas de apresentações musicais e teatrais até as 18h, quando o ato seguirá em marcha rumo ao Viaduto do Chá, passando pelo Largo do Paissandú, e terminando na Praça da República.


Imagem: Divulgação do movimento Ni Una Menos, da Argentinaniunamenos


O ato está sendo chamado por mais de 20 entidades, como a Marcha Mundial de Mulheres, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Levante Popular da Juventude, a Articulação Sindical e Popular de Mulheres Negras e os coletivos Juntos e RUA.

Feminicídios
Em um ano marcado pelos 10 anos da Lei Maria da Penha, mas também pelos casos de extrema violência como o estupro coletivo de uma adolescente carioca e o assassinato de uma jovem argentina de 16 anos, Carla Vitória, militante da Marcha Mundial de Mulheres, afirma que o momento histórico é propício para estabelecer relações entre estes episódios e a intensificação do conservadorismo.

"Isso se expressa também pelo controle do trabalho, da vida e da sexualidade das mulheres através da violência sexista e do aumento da barbaridade com que os crimes contra as mulheres são cometidos" , disse.

As organizadoras também se inspiraram na escalada de mobilizações e resistência feminista em todo o mundo, como o "Ni Una Menos", na Argentina. O mote deste ano é "Nenhuma a menos, nenhum direito a menos", que questiona a escalada do feminicídio na América Latina.

Em outubro, movimentos feministas argentinos convocaram a primeira greve nacional de mulheres diante da comoção pela onda de violência de gênero. Em uma semana, houve sete casos de feminicídio no país divulgados pela imprensa.

Uma pesquisa realizada pelo coletivo #NiUnaMenos (Nem Uma a Menos), divulgada hoje (25), indica que no país vizinho 99% das mulheres naquele país sofreram violência de algum dos parceiros que tiveram. Foram considerados maus tratos diversos atos culturalmente aceitos, que podem incluem desde o parceiro que força a mulher à relação sexual e o que controla a relação com base no dinheiro até tipos mais agressivos e diretos de violência e abuso, segundo a Agência Télam.

O levantamento indica, ainda, que 79% das argentinas foram tocadas pelo menos uma vez em transporte público sem o seu consentimento. Já relataram ter medo de ser estupradas 69% das mulheres, e 95% sentiram estar em uma situação que motivaria uma denúncia. Porém , uma em cada três preferiu não contar a ninguém.

América Latina
Segundo dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), 12 mulheres latino-americanas e caribenhas são assassinadas todos os dias. Em 2014, foram 2.089 mulheres mortas na região. Honduras, El Salvador, República Dominicana e Guatemala são os países com as taxas mais altas de feminicídio.

Isso ocorre mesmo com o avanço da legislação no continente: 16 países da região possuem previsão do feminicídio como crime penal ou trazem as questões de gênero como agravante de homicídio. O Brasil, por exemplo, tipificou a prática em seu código penal em 2015 para crimes que envolvem "violência doméstica e familiar e/ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher”.

Carla Vitória, no entanto, pondera que é necessário se pensar em ações que ultrapassem o tratamento das consequências do ato violento. "Pouco adianta o estado reconhecer que as mulheres são mortas só por serem mulheres sem efetivar ações de prevenção contra a violência", criticou.

Nesse sentido, ela afirma que há pouco trabalho de prevenção sendo feito no país. "Pelo contrário, existem discussões que pretendem retirar o pouco que se tem da discussão sobre a desigualdade, como o projeto que pensa a retirada da ideologia de gênero nas escolas (Escola sem Partido)", pontua.

A taxa de feminicídio estimada entre as brasileiras é de 4,8 a cada 100 mil mulheres – a quinta maior no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Sandra Mariano, membro da coordenação nacional de entidades negras, lembra também a redução da representatividade das mulheres nos ministérios, no plano federal, e a possibilidade de enxugamento das secretarias, na cidade de São Paulo, voltados às pautas de minorias.

"Depois de décadas para se construir as secretarias das mulheres e da promoção de igualdade racial, hoje nós vemos um golpe em cima das políticas para mulheres, negros e negras e juventude", pontuou.

Quando se refere às negras, a taxa de homicídio cresceu 54% nos últimos 10 anos, enquanto as mortes de mulheres brancas caiu 9,8%. Os dados do Mapa da Violência de 2015. "O aumento deste índice  e é inaceitável acordos que às vezes é feito com homens que assassinou e violentou as suas companheiros. Não vamos aceitar retrocesso na legislação", declarou Sandra.

Com agências





"A proposta desse governo é de privatizar o que for possível na bacia das almas, jogando fora o esforço de pelo menos 60 anos de construção nacional. A Petrobras é um orgulho do povo brasileiro, símbolo da capacidade realizadora do nosso povo. Ela está sendo esquartejadas." A declaração é de Pedro Celestino, presidente do Clube de Engenharia do Rio de Janeiro, que no início de novembro promoveu uma série de palestras para denunciar o desmonte da maior empresa estatal do país, sob comando do presidente Michel Temer (PMDB).


Imagem: Reproduçãoreproducao TVT petroleiros


Engenheiros e especialistas reunidos concluíram que os ataques promovidos contra a Petrobras, por conta de denúncias de corrupção investigadas pela Operação Lava Jato, atende à estratégia de enfraquecimento com vistas à privatização, satisfazendo interesses estrangeiros.

"Estamos na luta. Quem descobriu o pré-sal foi a Petrobras. Foram brasileiros descobrindo, no Brasil, grandes reservas de petróleo", diz o geólogo Guilherme Estrella, ex-diretor da estatal, que teve papel fundamental na descoberta das novas reservas.

Em entrevista à repórter Marina Vianna, para o "Seu Jornal", da TVT, ele também aponta responsabilidade de setores da mídia tradicional na campanha de enfraquecimento da Petrobras e chama a atenção para uma contradição. "A imprensa constrói uma imagem negativa junto ao público. Agora, desde o momento que há o golpe e o pessoal apoiado por essa imprensa assume, a Petrobras passa a ser lucrativa, como se fosse uma ação deles", afirma.

"Ninguém pode ser contra o combate à corrupção. O que nós somos contra é, a pretexto de se combater a corrupção, destruir não só a Petrobras, como as empresas privadas de engenharia, porque as empresas privadas e a própria Petrobras são responsáveis por centenas de milhares de emprego", ressalta o presidente do Clube de Engenharia.


Fonte: Site da CUT





As Centrais Sindicais e sindicatos filiados realizam desde as primeiras horas desta sexta-feira (25/11) o “Dia Nacional de Lutas, Mobilizações e Paralisações”, com protestos em defesa dos direitos, retomada do desenvolvimento e contra as reformas trabalhista e previdenciária. Muitos trabalhadores cruzaram os braços desde cedo, como metalúrgicos, carteiros de Campina Grande (PB), petroleiros e metroviários de Porto Alegre, que paralisaram duas horas e meia na manhã desta sexta e já avisaram que novas paralisações estão programadas ao longo de todo o dia.



Fotos: CSP-Conlutaspetroleiros angra dos reisPetroleiros em Angra dos Reis paralisam atividades na manhã de hoje (25).


Em Belo Horizonte, estudantes iniciaram uma passeata por volta das 10h30 pelas ruas centrais.

A mobilização, que tem como tema "Nenhum direito a menos na reforma da Previdência, contra a reforma trabalhista que retira direitos, menos juros, mais empregos e em defesa da Saúde e da Educação", é organizada por CSP-Conlutas, CUT, Força Sindical, CTB, Nova Central, UGT, Intersindical e CGTB. Um dos objetivos principais é barrar no Senado a PEC 55, que vem sendo chamada de PEC do fim do mundo.

Para o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna), será uma demonstração de que os trabalhadores estão se preparando para resistir às ameaças aos direitos, que o governo Temer tenta impor ao País. "É importante que cada trabalhador participe em seu Sindicato. Que discuta e opine sobre que reforma ele quer", afirmou Juruna à Agência Sindical.

Há registro de bloqueios em estradas. Em Pernambuco, manifestantes bloqueavam até às 10h desta sexta, cinco trechos da BR 101 Norte, em Goiana, na Zona da Mata Norte. Os manifestantes também fecharam a mesma estrada em Igarassu, no Grande Recife, e em Escada, na Zona da Mata Sul. Em São João Del Rei, Minas Gerais, trabalhadores da região travaram a BR 265, antes do parque industrial. Eles lembram que também está sob ameaça as aposentadorias.


bloqueio de estrada minasTrabalhadores bloqueiam estrada em São João Del Rei, Minas Gerais

Transporte
Os rodoviários se reúnem às 6 horas no CMTC Clube. O presidente da Nova Central no Estado de São Paulo, Luiz Gonçalves (Luizinho), disse à Agência Sindical que as manifestações irão expressar a indignação dos trabalhadores ante os ataques do governo aos direitos sociais.

"Esse negócio de que a classe trabalhadora não tem memória é balela. As eleições de 2018 vêm aí e nós vamos dar o troco", adverte Luizinho.

Atos
Em São Paulo estão programados atos em diversas cidades. Além de mobilização em fábricas e outros locais de trabalho, haverá atos em frente à Superintendência do INSS, no Viaduto Santa Ifigênia, e outro, à tarde, em frente ao BNDES, na Avenida Juscelino Kubitschek, Zona Sul da Capital. Também haverá manifestações em diversos pontos de Guarulhos, Osasco e na região do ABC. Previstas mobilizações também em outras regiões do Estado.


Com agências




O relatório do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 30/2015, que regulamenta a atividade de terceirização no país, com emenda que permite a terceirização das atividades-fim no setor privado, será apresentado pelo senador Paulo Paim (PT-RS), na próxima quarta-feira (30), ao plenário do Senado. Na quarta-feira (23/11), o presidente do Senado, Renan Calheiros, recebeu o senador Paulo Paim (PT-RS) e representantes de centrais sindicais. Eles pediram que Renan interceda junto ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, para que não seja votado em Plenário o Projeto de Lei 4302/1998, que trata do mesmo tema e que tramita em regime de urgência.


Foto: Jane de Araújo/Agência Senadocentrais renam no senado



Além do assunto tramitar no Congresso, o Supremo Tribunal Federal decidirá em breve sobre o conceito de atividade-fim na terceirização. Para as centrais, trata-se de um momento crucial de mobilização para barrar a regumantação da terceirização da atividade-fim, que representa a retirada de direitos trabalhistas assegurados por lei.

A reunião com Renan foi uma tentativa de buscar consenso em torno do tema. O presidente do Senado afirmou que vai procurar a presidente do STF, Carmem Lúcia, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para o entendimento. "Estamos num cenário de competição entre poderes e isso tem que evoluir. Temos que conversar e criar um relatório minimamente consensual", disse Renan.

Rodrigo Maia já havia afirmado, anteriormente, que o Projeto de Lei 4.302/98 só terá seguimento definido na Câmara depois de qualquer deliberação por parte do Senado. Desde o início da semana, o assunto vinha provocando polêmica entre os parlamentares das duas Casas, diante da articulação de integrantes da base aliada do governo, que levou à retomada da tramitação do PL, enviado ao Congresso ainda no governo Fernando Henrique Cardoso.

Para integrantes das centrais sindicais, é fundamental construir um texto de consenso que contemple os interesses dos trabalhadores. "Queremos a regulamentação, mas não a generalização", afirmou o presidente da UGT, Ricardo Patah. Segundo ele, o debate não pode ser "açodado" e precisa ser ampliado.

A secretária de Relações do Trabalho da CUT, Maria das Graças Costa, tem afirmado que os trabalhadores não podem pagar pela crise observada no País e que toda questão que venha a retirar direitos dos brasileiros, assim como mudanças na Previdência, serão amplamente rebatidas e objeto de mobilizações por parte da central.

Fôlego
Segundo a dirigente, o Executivo federal tem tentado evitar movimentos populares contra essas medidas por meio de manobras dentro do Congresso que têm o objetivo de permitir tramitações mais rápidas de matérias legislativas, como é o caso da terceirização. Motivo pelo qual foi negociado maior prazo para discussão do texto.

A diretora da CUT também afirmou que representantes do Fórum Nacional em Defesa dos Trabalhadores Ameaçados pela Terceirização vão visitar os senadores e cobrar deles a rejeição ao PLC 30 até a próxima semana.

A economista Marilane Oliveira Teixeira, integrante da coordenação do fórum, afirma que o adiamento deu algum fôlego para que se construa uma alternativa ao texto vindo da Câmara. "A ideia é que seja resgatado um texto substitutivo ao PLC, construído a partir de ampla discussão com os integrantes do fórum", disse Marilane.

O projeto da Câmara ficou parado durante anos devido a um pedido de arquivamento por parte do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas, em estratégia de bastidores, esse arquivamento nunca foi oficializado, o que fez com que a matéria pudesse voltar a ser apreciada pelas comissões técnicas. Nesse texto, cujo relatório foi aprovado na última semana pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ), é permitida a terceirização em todos os segmentos e para todas as atividades.

O PL 4.302 tem como relator o deputado Laércio Oliveira (SD-SE), que é também vice-presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC). Conforme parlamentares que reclamaram da manobra, o parecer de Oliveira possui em seu teor critérios que atendem aos interesses do empresariado. Ontem, ao ser indagado a respeito, ele se justificou dizendo que elaborou um parecer que permite “maior segurança jurídica”, tanto para as empresas como para os trabalhadores.

O PLC 30, que chegou ao Senado no ano passado, depois de ter sido aprovado pela Câmara, também foi considerado uma derrota para os movimentos, que querem a terceirização apenas para prestação de serviços na atividade-meio e sua proibição quando se tratar da atividade-fim – a atividade principal de uma empresa.

Paim chegou a afirmar recentemente que iria dar parecer no sentido de que a proposta fosse rejeitada, mas mediante resultado das audiências públicas que realizou nos estados e reuniões com especialistas, tudo indica que ele deve apresentar um texto modificado, em vez de rejeitá-lo totalmente. Só que apresentando vários critérios para a regulamentação da atividade, de forma a garantir direitos para esses tipos de trabalhadores e, ao mesmo tempo, proibir a terceirização na atividade-fim das empresas.

O relator destacou que estatísticas diversas apontam o setor de serviços feitos por terceirizados como líder em acidentes de trabalho, com mortes e sequelas destes trabalhadores, além de menos direitos que os contratados. “O terceirizado não tem direito a higiene, ganha metade do que ganha o trabalhador da empresa matriz, não tem direito ao mesmo vale-transporte. É essa a realidade que nós estamos combatendo”, disse Paim.


Com agências




O plano de redução anunciado pelo Banco do Brasil (BB) e endossado pelo governo Michel Temer (PMDB) preocupa organizações de camponeses. A instituição é hoje responsável por cerca de 60% do crédito rural concedido no país. Para o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), as medidas são “desastrosas” e trarão impactos negativos na economia de pequenos municípios.


Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasilbanco do brasil foto marcelo camargo agbr

A direção do BB, sob o argumento de “racionalização de recursos”, pretende fechar 31 superintendências, 402 agências e transformar outras 379 em postos de atendimento. A diferença entre as duas últimas categorias é que somente a primeira conta com gerentes. Ou seja, serão 781 estabelecimentos a menos, o que representa 14% do número hoje existente – 5.430, cifra que põe a instituição à frente de todos concorrentes.

Em relação ao número de trabalhadores, a direção do BB têm a expectativa de que cerca de 9 mil funcionários ingressem em um programa de aposentadoria voluntária. Atualmente, 18 mil pessoas se enquadram nos critérios para aderir à proposta. Na hipótese de essa totalidade de empregados decidir se aposentar, a redução seria equivalente à quantidade total de funcionários do banco HSBC no Brasil.

Para o Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, a medida vai na contramão das exigências para saída da situação econômica que o país vive.

"O desmonte do Banco do Brasil terá impacto no acesso ao crédito no país. Somente os bancos públicos aumentaram o crédito de 38% para 57% de 2008 para 2016, enquanto os privados tiveram redução de 5% nos últimos dois anos”, afirma a entidade em nota. “Essa agenda irá aprofundar a recessão na medida em que enfraquece o mercado interno e a infraestrutura social e econômica que nos fizeram avançar na última década”, completa.

O documento do sindicato ainda afirma que é urgente a criação de alternativas para a saída da crise, "que passem pela retomada da expansão do crédito para setores prioritários como moradia popular, agricultura familiar, pequenas e médias empresas etc.”.

Além disso, o plano favoreceria o setor bancário privado. “O governo Temer quer desmontar mais uma empresa pública. Quer fechar agências e reduzir postos de trabalho no BB. O oposto do que foi feito nessas empresas nos últimos 12 anos. Esse importante banco público é responsável, por exemplo, por cerca de 60% do crédito agrícola no país”, afirma a presidenta do sindicato, Juvandia Moreira.

“Esse desmonte só interessa aos bancos privados, que não terão concorrência. Em um sistema financeiro extremamente concentrado e sem os bancos públicos fortes, toda a sociedade perde”, declara Moreira.

Agricultura
Dado o volume de crédito para o setor agrícola representado pelo Banco do Brasil, as propostas de redução preocupam movimentos populares do campo.

"O Banco do Brasil tem sido um dos parceiros fundamentais, com apoio e crédito, da agricultura camponesa. É um elemento estratégico do ponto de vista do financiamento, com juros baixos. Só os bancos públicos oferecem esse tipo de serviço", diz Anderson Amaro, da coordenação do MPA, para quem a instituição, até hoje, vinha “facilitando a produção de alimentos”.

Para ele, a expansão do BB nos últimos anos, inclusive do ponto de vista físico, foi um dos principais fatores para esse incentivo. “A capilaridade do banco avançou nos últimos anos, aumentando a disponibilidade para a agricultura como um todo”, aponta Amaro.

“O anúncio de fechamento de uma quantidade significativa de agências vai atingir todas as famílias que tinham acesso facilitado, porque estavam próximas de seu agente financeiro. Em alguns casos, terão de se deslocar quilomêtros de distância", projeta o dirigente.

Amaro lembra que, em muitas localidades do país, a atividade agrícola é o elemento fundamental de dinamismo da economia, e que tal redução terá também efeitos indiretos sobre o país. "[Essa redução] poderá impactar no PIB. A gente sabe da importância da agricultura na economia, terá um efeito cascata", diz.

"Em todo o Brasil, municípios pequenos e médios têm sua economia baseada na agricultura. A seca que ocorreu no Espírito Santo, por exemplo, teve um impacto fortíssimo sobre a economia e o comércio locais, estagnando-a. Imagine isso no próximo período, com agências fechadas? A dificuldade será dobrada", prevê.




Fonte: Brasil de Fato




Os metalúrgicos de São José dos Campos (SP) e região irão se unir a outras categorias na sexta-feira (25), no Dia Nacional de Paralisações e Greves, para protestar contra as reformas do governo Michel Temer. As manifestações são convocadas pelas centrais sindicais - CUT, Força Sindical, UGT, Nova Central, CTB, Intersindical, CSP-Conlutas e CGTB.

cartaz ato dia 25 de novembro600 larg

Haverá paralisações nas fábricas pela manhã e um ato unificado, às 10 horas, na Praça Afonso Pena, que reunirá químicos, petroleiros, servidores municipais, condutores, vidreiros, aposentados e trabalhadores dos Correios e do setor de alimentação.

Para Luiz Carlos Prates (Mancha), diretor do Sindicato dos metalúrgicos, os protestos serão um primeiro passo rumo à greve geral a ser deflagrada no País em 2017.

“Ao lado da luta contra as reformas e a PEC 55 (antiga 241), é urgente se discutir a questão da exigência de conteúdo nacional nos financiamentos do banco de fomento estatal, BNDES, porque ela gera desemprego e agrava a crise econômica”, afirma Mancha.

“O governo e o Congresso Nacional já estão prontos para arrancar direitos históricos dos trabalhadores e aposentados. Para freiar esse trator, é preciso preparar o terreno e construir a Greve Geral. Este vai ser o papel das mobilizações do dia 25”, afirma o presidente do Sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.

Fonte: Agência Sindical e Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos





O JE na TV traz nesta semana uma entrevista com o presidente do Sindicato dos Economistas de São Paulo, Pedro Afonso Gomes, sobre a atual política econômica implantada pelo governo Michel Temer. Na Reportagem da Semana, a cobertura sobre o evento Cartografias da Agricultura Brasileira, promovido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU), que contou com a partipação de especialistas em alimentação e saúde, com foco no combate ao uso execessivo de agrotóxico.

O JE na TV é mais um canal de comunicação importante mantido pelo SEESP para levar importantes informações e notícias aos engenheiros e também à sociedade. Assista ao programa que vai ao ar às segundas-feiras, às 19h30, para a cidade de São Paulo, nos canais 9 (NET), 72 (TVA) e 186 (TVA Digital) ou pela internet no mesmo dia e horário neste link. O JE na TV é transmitido para mais 40 municípios paulistas e de outros estados conforme grade variada, confira aqui.

A íntegra do programa desta semana pode ser conferida abaixo:





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