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Ideia defendida em 2014 pelo presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) ganhou, durante o atual governo interino, identidade própria na hierarquia governamental, com o objetivo de desenvolver uma política única de comércio exterior, em substituição às diversas políticas isoladas que, até então, cada ministério desempenhava, o que permitia muitos conflitos de interpretação e atuação. A partir do decreto nº 8.807, de 12/7/2016, a Camex passou diretamente para a esfera da presidência da República e sua secretaria administrativa para o Ministério das Relações Exteriores.


Foto: Arnaldo Alves/ ANPrParana-exporta-7-por-cento-mais-em-2016 fotos publicasPorto de Paranaguá, Paraná.


Há nessa medida um simbolismo, como a querer mostrar que é o próprio presidente da República quem, desde então, responde pela nova diretriz do comércio exterior, inclusive assumindo a responsabilidade pela aplicação das receitas oriundas das medidas de defesa comercial e a formulação da aplicação do sistema tributário. Além disso, o decreto fez a Camex assumir uma série de incumbências, inclusive algumas de fundo mais prático, que normalmente não deveriam depender de um órgão colegiado de ministros nem da presidência da República.

Obviamente, o que se espera da Camex é que estabeleça diretrizes sobre as negociações internacionais com vistas a acordos com outros países ou blocos, que prevejam, se não o livre comércio, pelo menos a redução de tarifas aduaneiras, a concessão de facilidades não tarifárias e a abertura de mercados. Tudo isso levará à ampliação das operações de importação e exportação, arrancando o Brasil do isolamento comercial em que está desde 1991, quando se tornou membro do Mercosul, e agravado nos últimos 13 anos, em razão de uma política equivocada que pretendia ainda ver o mundo como à época da Guerra Fria (1945-1991).

O resultado desse equívoco é que desde então o Brasil só assinou três acordos de livre-comércio – com Israel, Palestina e Egito, mas só o primeiro está em vigor –,  enquanto México e Chile, por exemplo, mantêm tratados comerciais com mais de 40 nações e blocos cada. Afinal, só com maior intercâmbio será possível melhorar a posição brasileira no ranking dos exportadores e ampliar sua participação no comércio exterior. Hoje, o que se prevê, até o final de 2016, é que essa participação fique abaixo do porcentual de 1,2% registrado em 2015, quando a corrente comercial  (importações/exportações) totalizou US$ 362 bilhões, inferior em 20% ao apurado em 2014.

A estimativa oficial para 2016 é que as exportações cheguem US$ 187 bilhões contra US$ 191 bilhões exportados em 2015. Em relação às importações, a expectativa é que atinjam US$ 158 bilhões, com uma queda de 9,5% em relação ao montante de US$ 173 bilhões importados no ano passado. Se a previsão se confirmar, pela primeira vez em mais de dez anos, essa participação ficará abaixo de 1%, ou seja, em torno 0,8% ou 0,7%. Será um retrocesso histórico.

 


Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Site:www.fiorde.com.br

O Boletim Emprego em Pauta, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), de agosto, compila dados de mercado de trabalho disponíveis deste ano. No primeiro semestre, o desemprego cresceu e o rendimento despencou.

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Para os trabalhadores brasileiros tem sido uma maratona enfrentar as condições do mercado de trabalho do  País. No primeiro  semestre, o desemprego cresceu e o rendimento despencou, como mostram os resultados das principais pesquisas e  o  Cadastro  Geral  de  Empregados  e  Desempregados (Caged), registro administrativo do Ministério do Trabalho que acompanha a movimentação do mercado de trabalho.

Segundo   Pesquisa   Nacional   por   Amostra   de Domicílio Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de janeiro a junhode 2016, o número de desocupados no País teve  acréscimo de  2,5  milhões  de  pessoas.

A  estimativa  é  que  o número  de  pessoas  sem  ocupação  no  Brasil  tenha  atingido 11,6 milhões, no segundo trimestre, o que corresponde a 3,2 milhões de pessoas a mais do que no mesmo período de 2015. Do total de desocupados, quase metade (1,5 milhão) trabalhava antes com carteira assinada.

Outro  dado  da  Pnadc  mostra queda  do rendimento real médio habitualmente recebido pelo trabalhador brasileiro de -1,5% no segundo trimestre e de - 1,3% no acumulado do ano.

A  Pesquisa  de  Emprego  e  Desemprego,  realizada  pelo  DIEESE,  Fundação  Seade  e demais  parceiros,  também  indica  crescimento contínuo do  desemprego em  2016.  Das  localidades pesquisadas,  o  desemprego  não  aumentou  somente  na  Região  Metropolitana  de  Porto  Alegre.  Nas demais,  DF e regiões  metropolitanas  de  São  Paulo,  Salvador  e  Fortaleza, o desemprego  não  apenas subiu, como o crescimento registrado foi superior ao do início do ano anterior.

Pelos resultados da pesquisa, fica clara a diferença entre as taxas das regiões. Em junho de 2016, a taxa variou de 24,8%, em Salvador, a 10,3%, em Porto Alegre, onde se verificou o menor patamar de desemprego. Também destaca-se, nos resultados do semestre, a estabilização da taxa de desemprego, nas regiões de Porto Alegre e Fortaleza.

A PED também confirma redução do rendimento médio real dos ocupados em todas as regiões metropolitanas pesquisadas, entre maio de 2015 e maio de 2016. A maior queda ocorreu em Salvador (-11,1%) e a menor em Fortaleza (-3,0%).

A divulgação do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho (MTb) de junho indica a queima de cerca de meio milhão de postos de trabalho formais no primeiro  semestre  deste  ano.  Além  desse  resultado  negativo,  a  rotatividade  dos  trabalhadores  tem contribuído para a redução dos salários, já que o salário médio de admissão tem sido bem inferior ao dos trabalhadores desligados.

Os resultados mostrados revelam que, no segundo trimestre de 2016, o valor médio do  salário  de  admissão  correspondeu  a  aproximadamente  87%  do  valor  médio  dos  salários  dos desligados. Os dados desfavoráveis refletem a profunda crise política e econômica que se arrasta no país. É quase um desafio olímpico para os trabalhadores, que encaram uma maratona cotidiana para sobreviver.

Inúmeros outros obstáculos devem ser enfrentados no próximo período, pois um conjunto de direitos sociais, trabalhistas e previdenciários também estão ameaçados no momento. Para responder a esses desafios, as Centrais Sindicais lançaram um documento apontando as principais lutas a serem travadas.

Pelo emprego e pela garantia de direitos
Em  julho,  as  centrais  sindicais  CUT,  Força  Sindical,  UGT, CTB, NCST e CSB se  reuniram  em assembleia e divulgaram um documento em que destacam como principais desafios da atualidade enfrentar o aumento do desemprego com redução dos salários e combater o desmonte das políticas sociais, especialmente da Previdência e da Seguridade Social.

Entre as medidas propostas pelas entidades estão:
Fortalecer as negociações coletivas;
Combater a flexibilização das relações trabalhistas
Reduzir a jornada de trabalho para 40 horas semanais;
Promover o fortalecimento do mercado interno;
Promover   o   crescimento   econômico   através   da   ampliação   do   financiamento   para investimentos  públicos  e  privados  em  infraestrutura, da  redução  da  taxa de  juros  e  de políticas públicas que deem sustentação ao setor produtivo.

As Centrais realizam na terça-feira (16/8), uma manifestação nacional, unificada, em defesa do emprego e das garantias de direitos da classe trabalhadora.




Fonte: Dieese




A Comissão de Infraestrutura (CI) reúne-se na terça-feira (16/8), às 10h, para sabatinar dois indicados a diretorias do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e outro para a diretoria da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).


Foto: Pedro França/Agência Senadoreuniao da comissao de infraestrutura Ag Senado Pedro França 600Reunião da Comissão de Infraestrutura (CI), presidida por Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN)


O engenheiro Mário Rodrigues Júnior é indicado para diretor da ANTT. Ele nasceu em São Paulo (SP), em 1957, e tem 37 anos de experiência em engenharia de transportes rodoviário, ferroviário, aéreo e fluvial. Foi diretor da ANTT entre 2008 e 2012 e atualmente trabalha na direção da Valec – Engenharia, Construções e Ferrovias S.A. No relatório sobre a indicação, o senador Vicentinho Alves (PR-TO) registra que Mário Júnior tem “experiência profissional, formação técnica adequada e afinidade intelectual e moral para o exercício do cargo”.

Vicentinho Alves também é o relator da indicação do engenheiro Gustavo Adolfo Andrade de Sá para o cargo de diretor de Administração e Finanças do Dnit. Gustavo de Sá nasceu em Aquidauana (MS), em 1956, e tem mais de 30 anos de experiência em engenharia rodoviária, com quase toda a vida profissional ligada ao Dnit. Ele ingressou no antigo Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), hoje Dnit, em 1984. Ocupou vários cargos no órgão e, desde o ano passado, ocupa o cargo de diretor-executivo.

Outro indicado a ser sabatinado é o engenheiro Halpher Luiggi Mônico Rosa. Ele deverá ocupar o cargo de diretor-executivo do Dnit. Graduado em Engenharia Civil e especialista em Logística de Transporte, nasceu em Colatina (ES), em 1974. Atualmente, é servidor de carreira da ANTT, onde ocupa o cargo de especialista em regulação. Também já foi servidor do Ministério dos Transportes e do próprio Dnit. No relatório, o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) registra que “a formação acadêmica e o histórico profissional do indicado o credenciam plenamente para o desempenho das atividades do cargo”.

Leitura de relatório
Na mesma reunião, deverá ser lido o relatório do senador Valdir Raupp (PMDB-RO) sobre a indicação do engenheiro Charles Magno Nogueira Beniz para o cargo de diretor de Infraestrutura Ferroviária do Dnit.


Fonte: Agência Senado




A CUT, CTB, CSP, CGTB, Força Sindical, Intersindical, NCST e UGT realizam na terça-feira (16/8) o Dia Nacional de Mobilização e Luta por Emprego e Garantia de Direitos. Além de paralisações nos locais de trabalho como bancos e fábricas, de uma, duas horas ou a manhã inteira, haverá atos em frente às sedes das principais federações patronais em todas as capitais do Brasil.

 

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Um dos maiores desafios do movimento sindical brasileiro hoje é defender os direitos da classe trabalhadora, que estão sendo atacados pelo Congresso Nacional e pelo governo federal, e impedir que milhares de trabalhadores sejam demitidos.

A ampliação da terceirização que explora, mutila e mata; a flexibilização de direitos trabalhistas e a reforma da Previdência Social são algumas das ameaças que o atual governo está tentando aprovar. Se não houver resistência, luta e muita pressão, podemos ter mais desemprego, o fim da CLT e da política de valorização do salário mínimo, além de aposentadoria só aos 70 anos.

“O que eles chamam de modernização enseja um tipo de escravidão contemporânea. Por trás desse discurso, querem implantar a era do “açoite” digital e quem vai sofrer na pele é a classe trabalhadora. Temerário, o conluio golpista quer desconstruir o Estado Nacional, acabar com a CLT desregulamentando o trabalho e sepultar o sonho de dias melhores de milhões de brasileiros e brasileiras”, diz o presidente nacional da CTB, Adilson Araújo.

Edson Carneiro Índio, secretário-geral da Intersindical, ressalta que a Central busca esclarecer a base sobre o que está em disputa na relação capital e trabalho, ante a influência do lobby patronal sobre o governo interino.

Índio diz que os atos do dia 16 terão papel de peso nessa conjuntura adversa. “Por isso, a orientação é que as categorias mais mobilizadas façam paralisações, além de realizar assembleias e protestos nos locais de trabalho antes do ato principal. Vamos mostrar aos patrões que resistiremos à agenda que tentam impor”, diz.

Já o presidente da Nova Central em São Paulo, Luiz Gonçalves (Luizinho), lembra que a entidade acaba de realizar seminário sobre educação, que também abordou propostas de ações unitárias. “Há muitas categorias em campanha salarial ou negociando PLR. Além destas questões, debatemos a importância da unidade do sindicalismo para defender postos de trabalho e direitos”.

A indicação da Central é que os sindicatos atrasem a entrada nos turnos e discutam com os trabalhadores o momento pelo qual o Brasil está passando. Luizinho aponta que o momento é de união para “derrotar as ameaças que pairam sobre os trabalhadores”.


Com informações da CTB, CUT e Agência Sindical





Está disponível a versão online do Projeto Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento Itaim Paulista, produzido pelo Núcleo Jovem Engenheiro do SEESP. A equipe de estudantes, recem-formados e profissionais com experiência realizou um trabalho de campo para diagnosticar a situação do bairro e seus moradores, que sofrem há décadas com enchentes durante as chuvas de verão.

O lançamento ocorreu no bairro localizado no extremo da Zona Leste da capital paulista, no último dia 6 de agosto, no salão da Paróquia São José Operário. O trabalho é um desdobramento do projeto da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), o Cresce Brasil +Engenharia + Desenvolvimento. No entanto, essa é a primeira vez que faz propostas mais específicas para um único local.

Confira aqui a publicação.


Imprensa SEESP





Nesta quinta-feira (11/8) é comemorado o Dia do Estudante em todo o Brasil. Para marcar a data, diversas manifestações estão marcadas em todo o País, como no Pará, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, no Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul. No SEESP, o estudante tem lugar certo para exercer seu protagonismo: o Núcleo Jovem Engenheiro. Além disso, o sindicato oferece uma opção de formação com qualidade. Desde 2015, o Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec) iniciou a graduação em Engenharia de Inovação, pós-graduação e cursos de extensão.


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Conhecida tradicionalmente por Jornada de Lutas da Juventude, consta na pauta da mobilização as seguintes reivindicações: por mais verba para a educação pública e não permitir os cortes anunciados; a manutenção das universidades públicas, que passam por crise finaneira, a luta nas escolas da rede pública contra o fechamento das escolas e sucateamento das instituições, além da apuração de denúncias da chamada máfia da merenda. São temas que têm levado os estudantes às ruas, principalmente os secundaristas, colocando a juventude como protagonista das questões que têm tomado o país.

A principal pauta, neste ano, definida pela União Nacional dos Estudantes (UNE), é o projeto de lei “Escola Sem Partido” que, segundo o movimento estudantil, é um ataque direto a democracia e uma descarada censura àqueles que lutam em defesa de uma educação pública e de qualidade no país. Nos Estados e universidades os estudantes devem incorporar ainda suas pautas regionais.


Núcleo Jovem
Em julho de 2015, o SEESP criou o Núcleo Jovem Engenheiro que reúne estudantes de engenharia e recém-formados com o objetivo ampliar a participação da juventude no debate em torno das questões fundamentais da engenharia no País e do movimento sindical em prol da categoria. “É fundamental apostar nas gerações futuras para manter vivo o movimento sindical”, destacou Marcellie Dessimoni, coordenadora do Núcleo.

Para se associar, o estudante de engenharia precisa ir até a sede do SEESP, na Capital paulista, ou nas delegacias sindicais do Interior (confira os endereços em http://goo.gl/wCQP3h), com comprovante da matrícula escolar e cópia (frente e verso) dos documentos pessoais (RG, CPF ou CNH). Enquanto for estudante, permanecerá vinculado ao SEESP como Jovem Associado, isento de pagar contribuições, com acesso a todos os benefícios, como descontos de até 40% nas universidades conveniadas, plano de saúde, cinema, teatro e inúmeros descontos em academia, escolas de dança etc.. Mais informações são obtidas com o departamento de Cadastro do sindicato, pelo telefone (11) 3113-2624.

Isitec

Desde fevereiro de 2015 o Isitec mantém uma graduação em Engenharia de Inovação, com carga horária obrigatória de 4.620 horas, o que torna o ensino período integral. A iniciativa é do SEESP, entidade mantenedora, que idealizou a instituição para suprir uma demanda por cursos mais dinâmicos, seguindo modelo de universidades internacionais – como os da Texas University, do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e da Harvard University. Toda proposta da instituição é constituída com base em três pilares:graduação, educação continuada e consultoria e serviços, que visam contribuir para uma visão inovadora para o ensino da engenharia nacional e com a demanda de prestação de serviços requerida por um mercado mais globalizado e exigente em seus padrões tecnológicos- estimulando uma parceria avançada e pioneira entre empresas, instituição de ensino e bancadas de pesquisa. Para saber mais sobre a proposta, acesse a página www.isitec.edu.br .



Imprensa SEESP
Com site da UNE



O sistema metroferroviário em São Paulo transporta diariamente cerca de 7,6 milhões de passageiros, sendo 4,6 milhões pelo Metrô, com seus 78 km, e 3 milhões pela CPTM. Com a implantação da integração gratuita entre o Metrô e a CPTM, a adoção do bilhete único na cidade de São Paulo e sua posterior extensão ao transporte metroferroviário, baixou-se o preço das viagens, atraindo um maior número de usuários para o transporte público. Em 2014 foi implantado pelo GESP o Bilhete BOM que permite uma integração mais barata dos usuários dos ônibus de municípios da RMSP ao Metrô e a CPTM. Hoje, com o pagamento de uma única tarifa, é possível viajar para qualquer local abrangido pela malha metroferroviária, atualmente com quase 340 quilômetros, e com desconto acessar os ônibus urbanos.


Foto: Yuri Salvador/ UNE
Protesto passe livre foto Yuri Salvador UNEMovimento estudantil faz protesto em frente à Prefeitura de São Paulo, no Viaduto do Chá, em janeiro de 2015.

 Em apresentação em evento da ANTP no Rio de Janeiro, em 2014, Jurandir Fernandes, então Secretário dos Transportes Metropolitanos de São Paulo, mostrou o esforço hercúleo que o governo paulista estava fazendo para melhorar a mobilidade em São Paulo: dez obras contratadas, oito em construção, que acrescentariam ao metrô paulista mais 107,6 quilômetros e 98 estações e 23 km à CPTM. Parte destas obras estão hoje descontinuadas e sem prazo para sua realização.

Estávamos no caminho certo para recuperar o tempo perdido e melhorar a mobilidade na maior metrópole do país, com reflexos positivos na economia, produtividade e melhoria da qualidade de vida. Porém, conforme cresce o número de linhas, cai a porcentagem de passageiros pagantes. Exemplificando, a nova Linha 4 – Amarela é moderna e bem operada, transporta cerca de 700 mil passageiros nos dias úteis, no entanto, 92% são procedentes de outras linhas metroferroviárias, sendo necessário aportes financeiros do governo. Mantendo-se esta política tarifária e o crescimento da malha metroferroviária traz à tona a questão do subsídio.

O que é o subsídio ao transporte? Teoricamente é a diferença entre o custo real da viagem e o valor pago pelo passageiro, quando este valor é inferior ao custo. Ou seja, é o valor que o usuário deixa de pagar passando a ser arcado por outros usuários ou pelo governo.  

Quando fazemos um deslocamento com o nosso carro ou moto, pagamos a amortização da compra do veículo, o combustível e os seus custos de manutenção. Todas as demais despesas, como a manutenção e operação do viário e da sinalização, limpeza, iluminação, segurança pública etc. são pagos por todos, usando ou não o transporte individual. Curiosamente este custo pago pela sociedade não é chamado de subsídio.

Quando o usuário de ônibus se desloca ele tem que pagar os custos de operação, manutenção e amortização do ônibus e o lucro do operador e em muitos casos as gratuidades e descontos dados a outros passageiros como idosos e estudantes. Se não o fizer haverá necessidade de “subsídio”, este muitas vezes questionado. Os demais custos, como sinalização, operação e manutenção do viário e da sinalização, limpeza, conservação e iluminação dos pontos de parada e terminais, etc. também são pagos por todos.

No caso do usuário do transporte sobre trilhos, é diferente; excluído o custo da amortização do material rodante todos os outros, como, energia, limpeza, manutenção e operação das vias, trens, sinalização, iluminação, estações, IPTU de estações, vias e terminais, etc. tem que ser cobertos pelas tarifas pagas pelos usuários se não é chamado de subsídio.

A sociedade não é contra o subsídio dado ao deslocamento do transporte individual, inclusive exige que os governos o façam mantendo condições para um bom deslocamento, porém temos a obrigação de estendê-los aos usuários do transporte coletivo, em especial os do transporte metroferroviário.

Nossos governantes e representantes no poder legislativo devem fazer justiça e tratar de forma, no mínimo, igualitária o deslocamento de nossa população, para isto terá que excluir do custo arcado pelos usuários do transporte coletivo aqueles subsidiados pelo poder público ao transporte individual.

Emiliano Stanislau Affonso Neto – Diretor do SEESP e presidente da Aeamesp




Um novo sistema para armazenar eletricidade, sob a forma de ar comprimido, está em estudo dentro de um cubículo escavado nos Alpes suíços. Esse projeto é único no mundo e poderá dar um impulso decisivo às fontes de renováveis de energia. E confirmar o papel da Suíça como bateria da Europa.

 

sistema de bateria de ar

 

A estocagem do excesso de energia produzida pelas centrais solar e eólica é um dos principais desafios das fontes renováveis. Sol e vento produzem eletricidade de forma irregular. Por isso, a disponibilidade de muita corrente elétrica nem sempre coincide com o período de alta demanda. Como aproveitar esse excedente e evitar o desperdício?

A resposta de Giw Zanganeh, jovem engenheiro formado pelo Politécnico Federal de Zurique, baseia-se no ar comprimido. Mais precisamente, na estocagem do ar nos túneis e cavernas escavados na montanha.

O princípio é simples, explica o responsável de Alacaes, um projeto apoiado pelo Ministério da Energia. “Com a energia excedentária é possível acionar um compressor que joga o ar num cubículo. Nos momentos de demanda o fluxo é invertido e o ar em alta pressão circula numa turbina que o converte em eletricidade”.

Ambiente submarino na caverna
O projeto-piloto de Alacaes custou 4 milhões de francos suíços e foi instalado num túnel abandonado perto de Biasca, no cantão do Ticino, sul da Suíça. Até pouco tempo atrás, ele servia para o transporte de material da escavação do túnel ferroviário de base do São Gotardo, inaugurado recentemente.

“O cubículo está como o encontramos”, nos diz Giw Zanganeh, enquanto nos acompanha pelo interior do túnel. Dentro de seu carro avançamos 700 metros no escuro absoluto, antes de nos depararmos com dois aparelhos enormes. São os compressores usados para preencher a caverna de ar. “São compressores especiais. É uma nova tecnologia”, diz o engenheiro, de origem iraniana. Um pouco mais adiante chegamos na sala de estocagem do ar, depois de ultrapassar uma porta de aço.

Num espaço longo de cem metros, o ar é comprimido a 33 bar, o equivalente à pressão da água a 300 metros de profundidade. Esse trabalho, em condição extrema, é uma das maiores dificuldades, explica Giw Zanganeh. Para monitorar o complexo foram instaladas câmeras especiais usadas em serviços submarinos.

O objetivo dessa fase inicial de testes é o estudo da reação da rocha submetida a pressões elevadas. A pesquisa concentra-se nas qualidades de impermeabilização e na ocorrência de eventuais vibrações. O engenheiro observa que, ao contrário das instalações geotérmicas, o risco de provocar terremotos não existe a rocha não é perfurada.
Calor nas pedras

Os armazéns de estocagem da energia através do ar comprimido (tecnologia CAES, Compressed Air Energy Storage) não são uma novidade. O primeiro foi construído na Alemanha, em 1978. O segundo entrou em funcionamento nos Estados Unidos, no começo dos anos 1990. Ambos foram realizados em minas de sal. Já o projeto piloto de Biasca tem um rendimento maior, afirma Giw Zanganeh e “a razão está na recuperação do calor “.

A temperatura aumenta quando o ar é comprimido. Esse é um fenômeno físico. Durante o processo de compressão, ele pode alcançar 550 graus centígrados. Esse valor é alto demais para levá-lo ao subsolo sem perigo. Na Alemanha e nos Estados Unidos, o calor acaba dissipado. Giw Zanganeh – e aqui está uma das inovações do projeto Alacaes- criou um sistema de conservação da energia e um processo para usá-la durante a fase de conversão do ar em eletricidade.

Graças à gestão do calor, o projeto de Biasca tem um rendimento de 72%, contra 45-50% nas centrais existentes, observa

Giw Zanganeh. “Nos aproximamos do eficiente sistema de bombeamento-turbinagem das usinas hidrelétricas. Custamos menos e somos mais sustentáveis do ponto de vista ambiental. Não precisa intervir no território para construir diques e represas”.

Sistema promissor, mas deve ser aperfeiçoado
“Além do baixo impacto ecológico, o recurso ao ar comprimido poderia garantir o abastecimento de grandes quantidades de energia, por um período longo. Uma exigência que se tornará sempre maior no futuro”, afirma Maurizio Barbato, professor no Instituto CIM de apoio à inovação sustentável na Escola Universitária Profissional da Suíça italiana.

Todavia, a tecnologia e, mais precisamente, aquela do armazenamento térmico, ainda não está pronta, sinaliza Maurizio Barbato. Ele acompanha de perto o experimento de Biasca no contexto de um programa do fundo nacional de pesquisa (PNR70). O uso da rocha, explica, não garante a manutenção do ar a uma temperatura constante na saída. E essa é uma condição indispensável para o funcionamento correto das turbinas. Por isso avançam as pesquisas de aplicação de ligas metálicas. O aperfeiçoamento do sistema prossegue com os estudos no Politécnico Federal de Zurique e no de Lausanne. (EPFL).

A tecnologia de Alacaes é muito interessante, concorda Sophie Haussener, pesquisadora do laboratório da ciência e engenharia de energia renovável da EPFL. “O limite talvez seja a densidade energética relativamente baixa: a quantidade de energia que pode ser armazenada por uma unidade de volume é 5 a 10 vezes menor se comparada à capacidade uma bateria recarregável”.


O consumo de Lugano num cubo
Na Europa, principalmente no norte, que produz cada vez mais eletricidade com o vento, uma central a ar comprimido poderia ter um grande potencial. Idealmente, comenta Maurizio Barbato, essa super bateria deveria ser localizada ao redor dos parques eólicos. ” Mas para aqueles de planície, como no norte da Alemanha, é complicado. Teria que colocá-la dentro de centenas de metros de profundidade ou construir caros e herméticos depósitos na superfície”. Um país de montanhas, cavernas e túneis, como a Suíça, pode assumir um papel relevante neste campo, acrescenta ele.

No entanto, nos túneis e velhos “bunkers” militares escavados nos Alpes, Giw Zanganeh acredita pouco.  Os “bunkers” são, em geral, muito pequenos e a forma alongada de um túnel não é a mais indicada para minimizar as perdas. O melhor é um cubo ou uma esfera. Essas figuras geométricas possuem uma relação superfície/volume menor. O engenheiro fez um cálculo: “Um cubo de 48 metros de lado permitiria o armazenamento de 500 MWh de energia. Esse é o consumo da cidade de Lugano, de 70 mil habitantes, por um período de 12 horas”.

Se os testes de Alacaes darão bons resultados, observa, a Suíça poderá reafirmar o seu papel de bateria da Europa. E contribuir para a estabilização da rede europeia ao compensar as flutuações das energias eólica e solar do continente.


Fonte: Swiss Info





Bob Zeidman, engenheiro e desenvolvedor de softwares de análise de códigos e copyright, está disposto a provar que a Microsoft copiou o código fonte do CP/M, sistema operacional lançado nos anos 70 para o microprocessador Intel 8080. Segundo os rumores que já se estendem por décadas, a companhia de Redmond teria utilizado o código do CP/M para desenvolver a primeira versão do MS-DOS para o IBM PC.

 

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Apesar de suas constantes pesquisas e análises sobre o assunto, Zeidman ainda não conseguiu encontrar uma evidência significativa o suficiente para comprovar que o sistema operacional da Microsoft foi uma cópia. Em 2012, o engenheiro utilizou uma série de ferramentas de software criadas por ele mesmo para analisar o código do sistema. Mesmo não tendo encontrado nada relevante para o caso, Zeidman publicou os resultados do estudo em um artigo levando a Microsoft a disponibilizar uma parte do código fonte do MS-DOS para o Computer History Museum, como uma forma de provar que o sistema é autêntico.

Com os dados disponibilizados pela Microsoft, Zeidman encontrou ao menos 22 chamadas ao sistema (ações que enviam e recebem o texto de uma impressora, fax, disco rígido, etc) que teriam sido copiadas do código do CP/M. Como apenas essa descoberta não é suficiente para comprovar a culpa da Microsoft, Zeidman está oferecendo US$ 200 mil para qualquer pessoa que conseguir provar a existência de uma conexão ilegal entre ambos os sistemas operacionais. Metade da recompensa será para quem conseguir encontrar dentro dos códigos do MS-DOS um aviso de direitos autorais com o nome de Gary Kildall, o desenvolvedor do CP/M.

Os outros US$ 100 mil serão destinados a quem descobrir, através de técnicas de análises de direitos autoriais, que o MS-DOS foi construído com base nos códigos de outros sistemas operacionais.

Zeidman disponibilizou uma análise completa do código e dos documentos de apoio existentes para quem se interessar em colaborar com a "investigação" e tentar faturar o prêmio oferecido pelo engenheiro.


Fonte: CanalTech
Via The Next Web





As escolhas do presente definem qual será o futuro de cada um de nós. E por isso as crianças e adolescentes precisam entender um pouco melhor quais os bons e maus caminhos. Pensando nisso, o Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso, o Serviço Social da Indústria (Sesi) e Ministério Público do Trabalho (MPT) desenvolveram o game Futuro em Jogo. A ideia é ensinar de forma divertida crianças e adolescentes sobre o combate ao trabalho infantil.


trabalho infantil


E nada melhor do que uma ferramenta para divertir e promover a reflexão, de uma forma lúdica, sobre as consequências de suas escolhas.

Game
Desenvolvido para um público a partir dos 10 anos, o jogo é um ‘runner’, um gênero em que o personagem se desloca continuamente, e o jogador precisa desviar de obstáculos e coletar itens para avançar. O jogo possui quatro fases que retratam a infância e a adolescência do personagem. A cada fase, novas dificuldades e elementos são inseridos. Ao longo da história, as crianças precisam enfrentar o vilão, que oferece álcool e cigarros e ainda obriga o personagem a vender drogas para ele.

Quando faz escolhas boas, como coletar instrumentos musicais, livros ou brincadeiras, o jogo fica mais rápido, e o ambiente à sua volta permanece cheio de cor. Se o jogador fizer escolhas ruins, como trabalho infantil, bebidas ou cigarros, o jogo fica mais lento e sem cor até chegar a um momento em que perde o jogo e recebe a mensagem: ‘Escolhas ruins fecham os caminhos’.

Para baixar o jogo, clique aqui.


Fonte: Site do TRT 2ª Região




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