*Comunicação SEESP
As operações da Barragem Casa de Pedra (BCP), que pertence à mineradora CSN em Congonhas, na Região Central de Minas Gerais, foram interditadas pelo Ministério do Trabalho. O termo foi emitido na quarta-feira (11/10) mas os trabalhos não foram suspensos, conforme informação veiculada pela imprensa.
Foto: Dam Projetos de Engenharia
“Fica determinada a Interdição das atividades de operação da barragem Casa de Pedra e de execução de obras de drenagem e de bermas de reforço executadas junto às ombreiras do digue de sela, em razão da constatação da situação de grave e iminente risco (…), diz o termo, assinado por dois auditores fiscais do trabalho ligados à Superintendência Regional do Trabalho em Minas Gerais.
O documento alega que na inspeção realizada em 26 de setembro, na barragem de rejeitos da mina, que fica na zona rural de Congonhas, e após análise documental, foi constada a existência de “risco grave e iminente”, podendo causar acidentes graves com os trabalhadores que participam da operação da barragem, e também com os que atuam nas “obras de drenagem e de bermas de reforço executadas junto às ombreiras do dique de sela”.
Homens do corpo de bombeiros estiveram na barragem, em agosto, para averiguar denúncia de um possível deslizamento de terra informado ao órgão pela população que vive a jusante da estrutura, que passa por obras. As obras no local são de drenagem, para controle de águas, e de terraplenagem, para recomposição e proteção do terreno contra processos erosivos. Na época, a constatação foi de que a obra era regular.
O Ministério Público cita que “apesar da divergência entre números e de acordo com o apurado pela Auditoria Fiscal do Trabalho” em setembro, a Barragem Casa de Pedra “já atingiu seu limite de armazenamento seguro”.
A CSN disse, por meio de nota divulgada no sábado (14), que prestou os esclarecimentos solicitados pelo Ministério do Trablho e que as atividades na barragem ocorrem normalmente:
"A CSN Mineração esclarece que as obras no dique de sela da barragem Casa de Pedra, em Congonhas, e as operações da mineradora continuam sem interrupção. As solicitações do Ministério do Trabalho foram atendidas e esclarecidas, reafirmando a estabilidade garantida e fiscalizada pelo DNPM, Ministério Público de Minas Gerais e órgãos ambientais. A Companhia reitera não há risco para os trabalhadores e moradores do município. A empresa continuará a prestar todos os esclarecimentos necessários às autoridades e órgãos competentes."
A mineradora tem 10 dias para recorrer da interdição e poderá solicitar a suspensão da mesma desde que sejam adotadas medidas de segurança impostas pelo Ministério do Trabalho, como instalação de sirenes próximas das comunidades que residem nas imediações da barragem, sinalização de rotas de fuga e de pontos de encontro, além da realização de simulação de emergência com a população de Congonhas e Jeceaba. Outra exigência é a “elaboração de um novo relatório técnico que comprove a establidade da BCP após o término das obras, inclusive quanto à liquefação estática e dinâmica”.
*Com agências
Comunicação FSM
Prévia de importantes debates que ocorrerão no Fórum Social Mundial em 2018, o Coletivo Facilitador do Fórum Social Mundial (FSM) realizará, terça e quarta-feira (17/10 e 18), um Seminário Internacional preparatório integrando a programação geral do Congresso de Pesquisa, Ensino e Extensão da Universidade Federal da Bahia (UFBA), que será aberto nesta segunda-feira (16), em Salvador. A programação da Universidade incluirá uma infinidade de debates de interesse da sociedade civil e acadêmica, especialmente neste momento de preocupação com o futuro das universidades públicas no Brasil.
No Seminário Internacional FSM, o debate sobre a integração latino-americana e dos povos da África, com participantes do Brasil, Marrocos e Saara Ocidental, abrirá uma série de sete mesas que tratarão das lutas dos povos por suas terras e territórios, justiça ambiental, comunicação e democracia, intolerâncias, racismo e xenofobias, revolução dos gêneros, mundo do trabalho, arte e cultura frente ao avanço do conservadorismo. Com isso, os movimentos e organizações sociais que hoje se articulam para resistir e reverter retrocessos colocarão suas agendas no centro das discussões com ativistas, comunidade acadêmica e o público em geral. De acordo com Damien Hazard, membro do Conselho Internacional do FSM, as organizações integrantes do Fórum trarão para o encontro debates e questões sobre problemas que circundam todo o mundo.
Resistir é Criar, Resistir é Transformar – lema da edição 2018, expressa o espírito da programação de aliar a análise crítica da conjuntura com a busca de estratégias comuns e alternativas para Um Outro Mundo Possível – lema histórico do Fórum.
O Seminário Internacional FSM terá início no Dia Nacional pela Democratização da Comunicação (17/10) reunindo representantes do Fórum Nacional de Democratização da Comunicação e do Fórum Mundial de Mídia Livre em uma mesa dedicada às lutas internacionais por outra comunicação e, no Brasil, a campanha “Calar Jamais!”, do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), que vem denunciando a prática de censura desde o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. A mesa, em Salvador, abrirá a programação da Semana Nacional pela Democratização da Comunicação, em diversos estados brasileiros.
A conexão do próximo FSM com as lutas pela água também será tratada no seminário, com a participação de Renata Boulos, coordenadora do Fórum Alternativo Mundial da Água (FAMA) que ocorrerá em Brasília, logo em seguida, recebendo delegações do evento mundial de Salvador. Renata é também responsável pela área de relações internacionais do MTST.
O Seminário será realizado na sequência da reunião do Conselho Internacional do FSM que ocorrerá dias 15 e 16, também na UFBA, com agenda relacionada ao papel do FSM na atual conjuntura mundial e organização da edição 2018. Representantes de organizações de países da Europa, África, América do Sul e do Canadá – sede da última edição do Fórum Social Mundial – já confirmaram presença.
Os eventos marcarão o lançamento oficial do FSM 2018, já com a identidade visual criada para a edição de Salvador. A nova logomarca do FSM é fruto de um concurso promovido com o objetivo de estimular a participação e a reflexão sobre a identidade simbólica do próximo FSM 2018. Em uma junção criada pelo designer gaúcho, Beto Fagundes e a designer baiana, Flora Farias, a arte vencedora recebeu a melhor avaliação dos votos pela internet e foi criada a partir do redesign da logo tradicional, com tipografia brasileira e a incorporação de elementos regionais da Bahia.
Programação:
Dia 16/10/2017 (segunda-feira)
9h: Reunião do Conselho Internacional do FSM
15h: Lançamento oficial do FSM 2018
Local: Reitoria da UFBA (Rua Padre Feijó, s/n, Canela, Salvador/BA)
Dias 17 e 18 de 2017 (terça e quarta-feira)
8h30 às 22h: Seminário Internacional do FSM 2018.
Local: Universidade Federal da Bahia, Campus de Ondina (Av. Adhemar de Barros, s/n, Ondina, Salvador/BA)
Mais informações no site fsm2018.org
Comunicação SEESP
A memória sobre os fatos históricos é fundamental para compreender os acontecimentos do presente e planejar um futuro melhor. Para garntir que as informações sobre o universo sindical seja mantidas, foi criado o Centro de Memória Sindical. Sua coordenadora, a jornalista Carolina Ruy, conversa com Fábio Pereira, na Entrevista do Je na TV desta semana, que foi ao ar em primeira mão na segunda-feira (9/10), sobre um dos momentos mais marcantes do sindicalismo brasileiro: a greve geral de 1917, que começou numa fábrica têxtil na Mooca e em poucas semanas se espalhou por São Paulo e, rapidamente, para outros estados do Brasil.
À época, em junho daquele ano, os trabalhadores cruzaram os braços para exigir redução da jornada de trabalho, melhores condições dentro das fábricas, aumento dos salários, espaços de convivência, entre outras pautas. No mês seguinte, a paralisação já havia atingido cerca de 15 mil operários, de vários setores. No dia 9 de julho, uma passeata organizada pelos grevistas foi violentamente reprimida pela polícia. Antonio Martinez, um sapateiro, morreu, o que deixou a classe trabalhadora, ainda mais indignada atraindo novas adesões.
Foi graças a essa greve, comandada pelo movimento anarquista, que foi desencadeada uma onda de greves no País, trazendo à tona a necessidade de uma organização maior dos trabalhadores, fortalecendo os sindicatos e, na década de 1940, a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). "A CLT é importante para a garantia de direitos e, ao mesmo tempo, tutelou o movimento sindical sob o estado. Mas, sso foi sendo burilado ao longo do tempo, e na Constituição de 1988 os sindicatos já foram considerados representantes legítimos dos trabalhadores. Hoje, nos deparamos com essa reforma trabalhista, que tem como um dos principais problemas o de enfraquecer o poder dos sindicatos", sintetisa Carolina Ruy.
Na Reportagem da Semana, saiba o que mobilizou os engenheiros no Estado de São Paulo a criarem o Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), que lançou a primeira graduação em Engenheira de Inovação, em 2015.
Confira:
https://www.youtube.com/watch?v=xKKIdJ2P3kE
JE na TV vai ao ar toda segunda-feira pela TV Aberta São Paulo, ao vivo e em mais de 40 cidades do Estado, sempre tratando de assuntos relevantes à engenharia. Todas as edições ficam também disponíveis no canal do SEESPl do SEESP no Youtube.
Imprensa MCTIC*
Um aplicativo desenvolvido pelo Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/Inpe) permite a previsão imediata de chuvas e tempestades. Entre as funcionalidades oferecidas pela ferramenta, está a possibilidade de aplicar filtros à pesquisa para que o usuário obtenha avisos sobre tempestades nos minutos seguintes e em determinada distância. Além disso, o usuário pode fazer alertas de chuvas, que serão visualizados por outros.
A ferramanta, batizada de SOS Chuva, pode ajudar a população a se prevenir nos casos de eventos extremos. Até o momento, mais de 60 mil downloads foram feitos. “O objetivo principal do aplicativo é levar a informação do tempo diretamente ao usuário. Se a informação chega com rapidez, o usuário pode tomar a decisão”, afirma o pesquisador Luiz Machado, do Inpe.
Satélite
O SOS Chuva foi desenvolvido a partir das imagens fornecidas por um moderno satélite geoestacionário, o GOES-16, que cobre toda a América do Sul. “O CPTEC recebe os dados desses instrumentos, processa as informações e disponibiliza os produtos meteorológicos, que podem ser acessados no aplicativo e no site do projeto. Os algoritmos e o conhecimento técnico usados para processamento foram aprimorados ao longo de anos por pesquisadores de excelência do Inpe”, explica o coordenador-geral do projeto SOS Chuva, Luiz Guarino.
Segundo ele, o conhecimento sobre as propriedades físicas das nuvens permitiu o desenvolvimento do aplicativo. “A base desta pesquisa é o radar de dupla polarização operando em Campinas por 24 meses, ou seja, duas estações chuvosas, para capturar eventos intensos de precipitação. Esses dados formam os alicerces do estudo dos processos físicos no interior das nuvens, aprimorando a previsibilidade em curto prazo, a detecção de severidade e a estimativa de precipitação com radar e satélite em alta resolução temporal e espacial”, acrescenta.
Além do radar em Campinas (SP), são usados equipamentos meteorológicos do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e do Centro de Meteorologia de Bauru (IPMET/Unesp). Com isso, os pesquisadores conseguiram a cobertura parcial dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais. Por enquanto, apenas os relatos de chuvas podem ser visualizados em todo o Brasil.
“Essa é uma ação inovadora na linha de frente do desenvolvimento mundial. Talvez, sejamos os primeiros no mundo a ter isso operando”, diz Machado.
Mudanças climáticas
Os pesquisadores lembram que o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) alerta para o aumento da ocorrência de eventos extremos por causa do aquecimento global. “No projeto, tratamos deste segundo tipo de evento, os extremos de precipitação. O enunciado do problema é básico e simples: Como prever eventos extremos a curtíssimo prazo, ou seja, em poucas horas? Como fazer essa informação chegar ao tomador de decisão e ao cidadão de forma adequada? Como reduzir perdas de vidas e bens materiais em decorrência de deslizamentos de terra e inundações? Apesar de o enunciado ser simples, a resolução do problema é bastante complexa”, afirma Guarino.
Segundo ele, a previsão em curto prazo é uma ciência relativamente nova, e pouco se sabe sobre os processos no interior das nuvens que definem a severidade dos fenômenos. Além disso, os modelos numéricos não têm destreza para previsões de curto prazo.
“Este assunto ainda é um grande desafio das ciências atmosféricas. Esse projeto visa, em face de todo esse desafio, prover um sistema que reduza a vulnerabilidade da população a eventos extremos de chuva”, conclui.
O aplicativo SOS Chuva está disponível gratuitamente nas lojas online PlayStore (Android) e Apple Store (iOS).
Mais informações podem ser obtidas nesta página.
*Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações
João Guilherme Vargas Neto*
Na situação em que hoje se encontra o movimento sindical dos trabalhadores qualquer vitória é muito bem vinda e merece ser valorizada. Um grama de boa notícia pesa mais que cinco quilos de realidade bruta.
Os sites sindicais noticiosos e a Agência Sindical registraram algumas vitórias recentes de categorias em luta, mantendo válidas suas Convenções Coletivas, conquistando aumentos reais de salário, recebendo atrasados e garantindo, com greve, o atendimento de suas reivindicações.
Quero destacar neste relicário duas joias.
A Folha noticiou, no dia 4 de outubro, que “acordo entre INSS e Sindicatos deve agilizar aposentadoria”.
A notícia listava os primeiros Sindicatos que assinaram acordos de cooperação com o INSS: Sindpd (trabalhadores em tecnologia de informação), Sinpro-SP (professores de escolas privadas), SindMetal (metalúrgicos de Osasco e região) e Saesp (administradores do Estado de São Paulo).
Alguns Sindicatos, como o próprio Sinpro-SP (agora com acordo de cooperação) e o dos metalúrgicos de São Paulo e Mogi já vinham realizando todos os trâmites para a aposentadoria de trabalhadores de suas bases.
O acordo firmado e a notícia publicada aumentarão, com certeza, esta prestação de serviços sindicais que configura o que em meu último artigo prescrevi como uma das portas de entrada para valorização dos Sindicatos, ou seja, o atendimento e resolução de demandas pontuais dos trabalhadores.
A segunda boa notícia é que um grupo de profissionais de comunicação, com apoio das Centrais Força, UGT e CSB, está criando o jornal virtual Rádio Peão Brasil com foco no mundo do trabalho. Para conhecimento do projeto: http://fpazzini.com.br/projetos/radiopeaobrasil/
A inauguração do novo site ocorrerá no dia 23 de outubro no auditório do Dieese (rua Aurora, 957) quando acontecerá também um debate sobre um novo Brasil entre Aldo Rebelo, Luiz Gonzaga Belluzzo e Marcos Verlaine e será lançada a revista do Centro de Memória Sindical sobre os 100 anos da greve de 1917. Tarde cheia!
* Consultor sindical
Agência Sindical
O Repórter Sindical na Web, na TV Agência Sindical, entrevistou Edson Bicalho, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas, Farmacêuticas e da Fabricação do Alcool, Etanol, Bioetanol e Biocombustível de Bauru e Região (SP) e secretário-geral da Federação da categoria (Fequimfar, ligada à Força Sindical). Bicalho, que integra o Comitê Executivo Mundial da IndustriALL, Sindicato internacional de trabalhadores fabris, abriu a série “Ações sindicais ante a crise econômica”.
Alguns destaques da entrevista abaixo.
Na marra - “A mudança na legislação trabalhista é antidemocrática. Não houve discussão com a sociedade e muito menos com o movimento sindical. Foi feita pra devastar a classe trabalhadora”.
Custeio - “No momento em que o Brasil tem 14 milhões de desempregados, impor uma legislação que tira o financiamento sindical é covardia. Altera e piora o equilíbrio de forças”.
Ajustes - “Devemos conter despesas. Mas não podemos errar na dose. Reduzir a comunicação e o jurídico é um erro. A comunicação é quem pode aproximar mais as entidades das bases e mostrar o valor da ação sindical. A precarização pela reforma vai aumentar a procura pelo Jurídico”.
Sindicalização - “Estive no Japão. Lá o trabalhador entra na empresa e automaticamente é sindicalizado. Quando procura emprego, passa pelo Sindicato que o encaminha à vaga. É ilusão acreditar em sindicalização espontânea e em massa”.
Indústria - “Não basta só uma política industrial, que, aliás, nem temos. Faltam políticas públicas, qualificar a mão de obra e baixar a rotatividade, que, no setor de brinquedos, por exemplo, chega a 60% ao ano”.
Assista ao programa completo aqui.
Comunicação SEESP
Você sabe como trabalham as empresas voltadas ao desenvolvimento de tecnologias da construção? O JE na TV desta semana traz uma entrevista com a diretora da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Construção Civil, Paula Baillot Lacerda.
A Reportagem da Semana é sobre a primeira Maratona de Inovação do Isitec, onde alunos encararam mais de 30 horas no desenvolvimento de soluções inovadoras. O assunto também é tema da matéria de capa do Jornal do Engenheiro, publicação impressa que é disponibilizado no site do sindicato e você pode conferir aqui.
JE na TV vai ao ar toda segunda-feira pela TV Aberta São Paulo, ao vivo e em mais de 40 cidades do Estado, sempre tratando de assuntos relevantes à engenharia. Todas as edições ficam também disponíveis no canal do SEESPl do SEESP no Youtube.
A edição que foi ao ar primeiramente na segunda-feira (2/10) pode ser vista abaixo:
https://www.youtube.com/watch?v=BUgQvSbIUBA
Comunicação SEESP*
A vida na Terra está adaptada à rotação do planeta. Durante muitos anos, sabe-se que os organismos vivos, incluindo os humanos, possuem um relógio interno e biológico que os ajuda a antecipar e a se adaptarem ao ritmo regular do dia. Mas como esse relógio realmente funciona? Os biólogos Jeffrey C. Hall, Michael Rosbash e Michael W. Young conseguiram observar o ritmo circadiano, que é o relógio biológico interno dos seres vivos, e descobriram parte de seu funcionamento. Suas descobertas explicam como as plantas, os animais e os seres humanos adaptam seu ritmo biológico para que seja sincronizado com as mudanças da Terra. Os três foram anunciados na manhã desta segunda-feira (2), na Suécia, como vencedores do Prêmio Nobel de Medicina 2017.
Usando Drosophilas (moscas da fruta) como fontes de pesquisa, os cientistas isolaram um gene que controla o ritmo biológico diário normal. Eles mostraram que esse gene codifica uma proteína que se acumula na célula durante a noite e, em seguida, é degradada durante o dia. Posteriormente, eles identificaram componentes de proteína adicionais dessa maquinaria, expondo o mecanismo que regula o mecanismo de automanutenção dentro da célula. Agora reconhecemos que os relógios biológicos funcionam pelos mesmos princípios em células de outros organismos multicelulares, inclusive humanos.
Com precisão, o relógio biológico adapta a fisiologia às fases diferentes que existem ao longo do dia e da noite. O relógio regula funções críticas, como comportamento, níveis hormonais, sono, temperatura corporal e metabolismo. Por exemplo, mecanismos associados a esse sistema podem mandar um "aviso" para que o corpo aumente a sua temperatura quando está previsto que a temperatura vai cair em determinada hora do dia. Esse mecanismo também deflagra uma série de mudanças fisiológicas que nos leva a ficar mais ativos durante o dia e menos ativos durante à noite.
Nosso bem-estar é afetado quando existe um desajuste temporário entre nosso ambiente externo e este relógio biológico interno, por exemplo, quando viajamos em vários fusos horários e experimentamos os chamados jet lags. Há também indícios de que o desalinhamento crónico entre o estilo de vida e o ritmo ditado pelo cronometrista interno está associado ao aumento do risco de várias doenças, como a depressão.
* Com informações da página do Prêmio Nobel
Coalizão Direitos na Rede
Todos os dias, ao fazer pesquisas na internet, compras, usar aplicativos, preencher cadastros de serviços e até utilizar o transporte público, são gerados e compartilhados centenas de milhares de dados pessoais. Você sabe o que é feito com estes dados? Concorda em ser discriminado a partir do que faz nas redes sociais ou de conteúdos que visita, produz e compartilha na Internet? Considera válido que empresas vendam as informações que você confiou somente a elas? Acha normal que usem seus dados para fins que você não consentiu? Você se sente seguro ao saber que esses dados podem ser fruto de uso ilegal ou abusivo?
A campanha "Seus Dados São Você: liberdade, proteção e regulação" quer alertar a todos sobre os riscos do uso feito por empresas e instituições públicas das informações pessoais e chamar sua atenção para a necessidade da aprovação de uma lei que garanta a proteção dos dados pessoais dos brasileiros. O tema já está em discussão no Congresso Nacional através de alguns projetos de lei. A Câmara dos Deputados criou uma comissão especial voltada a analisar o PL 5276/2016. A proposta já foi amplamente discutida em consultas públicas ao longo de 2015 e 2016 e agora vem novamente motivando diversos debates. Confira a Carta Aberta de Apoio ao PL 5276/2016.
O que está em jogo?
Os dados pessoais são chamados de “novo petróleo” da economia mundial por serem um recurso valiosíssimo. É como no dito popular: não há almoço grátis. E neste caso, a oferta aparentemente gratuita de diversas tecnologias importantes no nosso dia-a-dia (como o acesso a websites, redes sociais e outros tipos de aplicativos) é estimulada pela busca desse recurso. Para manter este tipo de negócios, é de interesse das empresas coletar o máximo de informações pessoais e fazer o que quiser com elas.
Os riscos são Inúmeros e afetam todos nós. O primeiro prejuízo da coleta, guarda e comercialização ou compartilhamento dos nossos dados pessoais de maneira desregulada é para a privacidade dos cidadãos. O que está em jogo é o o direito de escolher autonomamente o que queremos compartilhar e com quem. E não se trata de querer esconder algo, mas de poder decidir o que você quer divulgar ou não. Além disso, a coleta e venda desregulada dos dados pessoais é um perigo para a liberdade. Ao gerir nossos dados, as empresas ganham controle sobre nossas vidas. Com base nisso, ficamos expostos a inúmeras propagandas direcionadas, juntas de diversos “filtros” discriminátórios na hora de contratar um serviço ou acessar um direito e podemos ter a liberdade de expressão cerceada.
Por que precisamos de uma lei que proteja nossos dados pessoais?
Proteger os dados pessoais é proteger as pessoas. Empresas e instituições não podem coletar ou comercializar seus dados sem consentimento. As informações registradas não podem ser para além daquilo que foi pedido, e todos nós, usuárias e usuários, temos de ter disponíveis formas de saber quais dados são retidos e, a qualquer momento, desistir da permissão. Para isto, é preciso que haja uma autoridade pública que fiscalize essas garantias e evite violações e abusos.
Diversos países já estão atentos sobre a importância da regulação dos dados pessoais. Na Europa, a legislação que trata do tema existe há mais de 20 anos. Na América Latina, oito países já contam com regras neste sentido. No Brasil, a Constituição Federal fixa a privacidade e a liberdade como direitos fundamentais. O Marco Civil da Internet também estabelece como princípios a proteção da privacidade e dos dados pessoais. Ainda assim, para a segurança sobre nossas informações, é fundamental a aprovação de uma legislação específica que garanta nossa liberdade e proteção. Venha conosco neste movimento.
Mais informações sobre a campanha “Seus Dados São Você” em https://direitosnarede.org.br/c/seus-dados-sao-vc/
Comunicação SEESP
Inteligência artificial, realidade aumentada, digitalização dos processos, carros autônomos, maior interatividade entre diversos setores. Tecnologias que compõem a chamada Indústria 4.0. Para falar um pouco sobre o tema e apontar quais os caminhos para a formação do profissional que precisa se integrar a esse novo cenário, sujeito à mudanças radicais e rápidas, o JE na TV desta semana entrevistou Maurício Muramoto, vice-presidente da VDI Brasil - Associação de Engenheiros Brasil-Alemanha.
Na Reportagem da Semana, a mobilização nacional dos metalúrgicos ocorrida no último dia 14 de setembro para protestar contra as reformas trabalhista e previdenciária.
O JE na TV vai ao ar toda segunda-feira pela TV Aberta São Paulo, ao vivo e em mais de 40 cidades do Estado, sempre tratando de assuntos relevantes à engenharia. Todas as edições ficam também disponíveis no canal do SEESPl do SEESP no Youtube.
A edição que foi ao ar primeiramente na segunda-feira (18/9) pode ser vista abaixo.
https://www.youtube.com/watch?v=2OfUSLu3o7M