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Comunicação SEESP*

Família que estuda junto permanece unida. Foi mais ou menos com essa intenção que pai e filha começaram a estudar juntos em 2012, numa escola pública de Caucaia, região metropolitana de Fortaleza, no Ceará. Mais especificamente na comunidade indígena dos Tapeba, no bairro de Capua. O faxineiro João Monte Rodrigues, 52 anos, e a filha Ester Ferreira Rodrigues, 17, concluíram o Ensino Médio juntos e foram aprovados no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para estudarem na Universidade Federal do Ceará (UFC). Ela em Engenharia Ambiental e ele, que diz que nem pensava chegar tão longe, ingressou em Engenharia de Petróleo.


Foto: Arquivo pessoal
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Ester e João Rodrigues estudaram Ensino Médio juntos e entram na mesma faculdade, no Ceará.


Fora da sala desde 1979, João Monte precisou deixar a escola para trabalhar na roça e confessou que faculdade era um "desejo, mas quase impossível". Voltou à sala de aula para obter a qualificação para procurar emprego "porque é o que as empresas pedem”.


A coordenadora pedagógica da Escola de Ensino Médio José Alexandre, Eunice dos Santos, onde João Monte estudou, acompanhou a dedicação dele aos estudos. “Normalmente, os alunos dessa faixa etária trabalham o dia todo e o aprendizado se torna mais complicado. Mas não foi o caso de João, que tinha interesse e assiduidade até maior que a de jovens”, conta.

Após a aprovação no Sistema de Selação Unificada (Sisu), a matrícula foi feita no começo de fevereiro, mas ainda não sabe se poderá cursar. Tudo depende se conseguir a assistência estudantil e obtiver a Bolsa Permanência (auxílio financeiro para indígenas e quilombolas). O curso de Engenharia de Petróleo tem grade curricular integral, com aulas durante o dia, onde cumpre expediente numa repartição pública. Felizmente, João integra uma parcela da população que tem direito a ações afirmativas para a população indígena e estudantes de escolas públicas. Agora, é torcer para que essa história termine bem. Ou melhor, continue com João engenheiro.


Com informações do jornal O Povo




Deborah Moreira
Comunicação SEESP

Os engenheiros da Prefeitura Municipal de São Paulo decidiram deflagrar greve a partir do dia 8 de março próximo, data marcada para a paralisação dos demais servidores municipais, como os professores, quando ocorrerá uma grande mobilização, em frente à Câmara Municipal de São Paulo. A data coincide com o Dia Internacional da Mulher, que também levará milhares de militantes às ruas.


Foto: Beatriz Arruda/Comunicação SEESP
engenheiros prefSP aprovam greveAssembleia ocorrida na segunda-feira (26/2) aprova greve para a partir de 8 de março e pauta de reivinicação.


A decisão foi tomada em Assembleia Geral Extraordinária, realizada no SEESP, na tarde do dia 26 de fevereiro último, devido a intransigência do governo João Doria que enviou, à Câmara, seu Projeto de Lei 621/16, para criar uma previdência complementar e aumentar alíquotas de contribuição dos servidores, enterrando de vez o Instituto de Previdência Municipal (Iprem), órgão público responsável pela aposentadoria dos servidores e que há anos vem sofrendo perdas na arrecadação, devido a ausência de uma política que vise a saúde financeira do instituto. Uma das ações necessárias para manter o equilíbro nas contas é a manutenção ou aumento de servidores contribuindo. E o que vem ocorrendo é justamente o contrário: a cada ano mais servidores se aposentam sem que novos sejam contratados. Não há novos concursos públicos e tão pouco investimento na formação técnica dos mesmos que estimule a presença e manutenção da força de trabalho.

Na oportunidade, foram analisados os grandes impactos financeiros que a aprovação do PL trará aos servidores, bem como, não obstante o seu custo, não oferece garantia alguma no futuro. “Além de não nós não sermos ouvidos por eles, vão querer votar o projeto a toque de caixa, no apagar das luzes. Se nada for feito é isso que vai ocorrer. Por isso, é preciso sair daqui com um posicionamento firme sobre isso”, declarou Frederico Okabayashi, delegado sindical do SEESP, presente na assembleia.

Segundo a proposta da prefeitura, a atual alíquota que é de 11% passaria a 14%. Além disso, também será criada uma alíquota extraordinária, variando de 1% a 5%, sobre os salários acima do limite teto do INSS, de R$ 5.645,80.

Durante o encontro, os delegados sindicais comunicaram aos presentes a forte mobilização do governo nos gabinetes dos vereadores, cobrando de sua base de apoio a aprovação do PL.

Sem citar números exatos, a prefeitura alega que a intenção é diminuir o déficit do Iprem. Para este ano, a previsão é que as despesas com aposentadorias e pensões cheguem a R$ 8,5 bilhões dos R$ 56,2 bilhões previstos no Orçamento, o que representaria um crescimento de 8,3 % se comparado ao orçado para 2017. Desse total, R$ 5 bilhões deverão sair dos cofres públicos para que todos os pagamentos possam ser feitos.

Campanha salarial 2018
Também foi aprovada a pauta de reivindicação para a Campanha Salarial 2018 da categoria. Com a política de reajuste de 0,01%, que era adotada por gestões anteriores e que foi retomada pela atual administração desde maio de 2017, acumula-se perda de 3,71% (segundo índice Fipe) nos salários. “Nada nos garante que em 2018 será diferente. Ou seja, com a ausência de reposição das perdas inflacionárias tudo o que se conquistou em 2016 vai começar a se desmanchar. ”, alertou Carlos Hannickel, assessor especial do SEESP.

Os principais pontos da pauta são: reposição da inflação do período; salário mínimo profissional conforme a Lei 4.950-A/1966 (nove salários mínimos); aumento nos vale-refeição e auxílio-alimentação; defesa dos engenheiros pela Procuradoria Geral do Município; realização de concurso público para engenheiros; além da retirada do Projeto de Lei 621/16 da Câmara Municipal.

Outro ponto debatido com os presentes é a importância de garantir a manutenção da representação sindical a partir da contribuições financeiras sindical e associativa. Profissionais presentes se voluntariaram a levar a proposta da contribuição associativa aos demais colegas.

Mobilização no 8 de Março
Os engenheiros se concentrarão a partir das 10h no SEESP, no dia 8 de Março. Às 12h, realizarão nova assembleia para analisar e deliberar sobre os encaminhamentos do movimento. Às 15h, caminhada até a Câmara Municipal onde haverá grande concentração dos servidores, convocada pelo Fórum das Entidades Sindicais, de todos os servidores pela retirada do PL 621/16.





Comunicação SEESP*

Acontece na terça-feira (27/2) o Workshop Procedimentos para Projetos, Obras e Fiscalização de Infraestrutura de Telecomunicações Urbana , que contará com a participação dos engenheiros Carlos Augusto Kirchner, diretor do SEESP, Marcius Vitale, coordenador do Grupo de Trabalho de Infraestrutura de Rede, vinculado ao Conselho Tecnológico do sindicato, e Marcondes de Oliveira Buarque, diretor adjunto do sindicato e membro do Conselho Assessor de Comunicação e Telecomunicações.

O evento é voltado aos servidores públicos municipais e ocorrerá no auditório da Prefeitura na Galeria Olido, no centro da cidade de São Paulo. Além do apoio da Secretaria Municipal de Serviços e Obras da Prefeitura da Cidade de São Paulo e do Departamento de Controle de Uso de Vias Públicas da Secretaria Municipal de Serviços e Obras (Convias), o evento conta ainda com o apoio do SEESP, da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel) e do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD).

Vitale, responsável pela consultoria do evento, integrará as mesas “Redes Caóticas – Situação da Infraestrutura de Redes de Telecomunicações no Brasil”, às 8h45, logo depois da mesa de abertura, às 8h30; e às 16h “Normas e Procedimentos de Segurança na Construção e Manutenção de Redes de Telecomunicações: NR 10, NR 33, NR 35”. “O Município e a Infraestrutura de Telecomunicações” é o nome da mesa a qual participa o diretor do sindicato Carlos Kirchner.

Já Marcondes Buarque coordenará a Mesa Redonda das 16h30 composta pelos palestrantes para discussão dos temas apresentados no período da tarde.

Confira abaixo a programação completa:

Manhã

8:00 - 08:30 - Inscrição dos Participantes

8:30 – 08:45 - Abertura dos trabalhos pelo Secretário de Obras da Prefeitura da Cidade de São Paulo – Engenheiro Marcos Penido

08:45 – 09:30 - Redes Caóticas – Situação da Infraestrutura de Redes de Telecomunicações no Brasil – Marcius Vitale – SEESP / Adinatel

9:30 – 10:00 - O Município e a Infraestrutura de Telecomunicações – Carlos Augusto Kirchner - SEESP / FNE

10:00 - 10:45 - Cidades Inteligentes e Sustentáveis – Carolina Leão – Especialista em Cidades Inteligentes do INATEL – Instituto Nacional de Telecomunicações

10:45 – 11:30 - A Importância da Conectividade para Cidades Inteligentes – Vinicius Garcia - CPQD

 11:30 – 12:00 -Mesa Redonda composta pelos palestrantes para discussão dos temas apresentados no período da manhã. Coordenação dos trabalhos – Marcos Romano do CONVIAS

12:00 – 14:00 Intervalo para Almoço

Tarde

14:00 – 14:45 - A importância do inventário de rede Georeferenciado para as Utilities e Cidades Inteligentes – Maurício Tonsig – Diretoria de Negócios e Soluções de Mercado do CPQD

14:45 – 15:30 - Execução das Obras – Valmir Ferreira Dias – Especialista em Infraestrutura de Redes da Omega Engenharia

15:30 – 16:00 - Gestão da Ocupação da obra de Infraestrutura urbana no Sistema Viário – Fernando Godwin – Arquiteto Urbanista - CET

16:00 – 16:30 -Normas e Procedimentos de Segurança na Construção e Manutenção de Redes de Telecomunicações: NR 10, NR 33, NR 35 – Marcius Vitale – SEESP / Adinatel

16:30 – 17:00 - Mesa Redonda composta pelos palestrantes para discussão dos temas apresentados no período da tarde. Coordenação dos trabalhos – Marcondes de Oliveira Buarque do SEESP

17:00 – 17:30 - Palestra Convias e Encerramento – Marcos Romano – Diretor do Convias


* Com informações da assessoria de imprensa



Agência Fapesp

Em 1880, o matemático alemão Karl Hermann Amandus Schwarz (1843-1921) idealizou estruturas com geometrias complexas, em que as superfícies são mínimas e periódicas (com padrões que se repetem) e com curvatura negativa, como as de uma sela de cavalo. Mais de 100 anos depois, em 1991, o físico mexicano Humberto Terrones e o químico inglês Alan Mckay propuseram que a inclusão de anéis de carbono com mais de seis átomos em uma malha hexagonal de grafite poderia dar origem a estruturas periódicas com curvatura negativa, como as que Schwarz imaginou, e semelhante à dos zeólitos – minerais com estrutura porosa e tridimensional.


Imagem: Agência Fapesp
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Essas estruturas cristalinas esponjosas, denominadas schwarzitas por Terrones e Mckay, em homenagem ao matemático alemão, poderiam ter centenas de átomos e células porosas e dar origem a materiais rígidos semelhantes à espuma, com características e propriedades mecânicas e eletromagnéticas incomuns. Essas estruturas, contudo, só existiam em teoria.

Agora, um grupo de pesquisadores do Instituto de Física Gleb Wataghin da Universidade Estadual de Campinas (IFGW-Unicamp), vinculado ao Centro de Engenharia e Ciências Computacionais (CECC) – um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) –, conseguiu, em colaboração com colegas da Rice University, dos Estados Unidos, encontrar uma maneira prática de gerar esses materiais em escala real.

A técnica para construção e os resultados de experimentos de avaliação da resistência dos materiais à compressão e ao impacto foram descritos na revista Advanced Materials. “Conseguimos gerar em escala macroscópica materiais que só existiam em escala atômica”, disse Douglas Galvão, professor do IFGW-Unicamp e um dos autores do estudo.

Para obter o material, os pesquisadores projetaram inicialmente, por meio de algoritmos computacionais, modelos em escala atômica de estruturas porosas de duas famílias diferentes de schwarzitas, a primitiva e a giromana.

Os modelos moleculares da família primitiva continham 48 e 192 átomos por unidade de célula, respectivamente, enquanto os modelos da família giromana tinham 96 e 384 átomos. As estruturas possuíam superfícies mínimas periódicas, conforme as que foram concebidas originalmente por Schwarz.

Os dados das quatro estruturas moleculares foram compilados por um software de modelagem computacional, em modelos tridimensionais. Os modelos foram impressos em polímero, na forma de cubos e na escala de centímetros de comprimento, por impressoras 3D.

“A ideia foi desenvolver um material com propriedades exóticas, como a schwarzita, em escala atômica, construir um modelo em macroescala a partir dele e imprimir essa estrutura em escala real, por meio de uma impressora 3D, para verificar se ele mantém essas propriedades, como a de altíssima resistência”, explicou Galvão.

Testes de resistência

Os pesquisadores avaliaram a resistência à compressão e ao impacto mecânico tanto das estruturas em nível atômico – por simulação –, como dos modelos impressos em 3D.

Os resultados indicaram que as estruturas apresentam alta resistência ao impacto e à compressão mecânica em nível atômico e em macroescala, devido a um mecanismo de deformação em camadas.

Ao aplicar força em um lado do material, ele se deforma lentamente e de forma não homogênea. Isso porque os poros das camadas mais altas, que sofrem mais diretamente a pressão, se fecham primeiro e, na sequência, fecham os abaixo deles.

“Esse mecanismo de deformação do material é muito semelhante ao das conchas marinhas, que tem uma matriz mineral, composta por calcita, e uma camada de proteínas que absorve pressões extremas, sem fraturar, ao transferir o estresse em todas as suas estruturas”, disse Galvão.

“O que é interessante no caso das estruturas de schwarzitas que geramos é que elas são compostas de apenas um material – o polímero PLA, usado em impressoras 3D –, e não dois, como as conchas, que têm a matriz mineral e a parte orgânica juntas”, ressaltou.

Os resultados dos ensaios também mostraram que as estruturas de schwarzitas apresentam uma resiliência notável sob compressão mecânica. Elas podem ser reduzidas à metade do seu tamanho original antes de apresentar falha estrutural (fratura).

Os testes indicaram que a carga aplicada foi transferida para toda a geometria das estruturas, independentemente de qual lado foi comprimido, tanto nas simulações das estruturas em nível atômico como nos modelos impressos.

“Nos surpreendeu que algumas características das estruturas em escala atômica foram preservadas nas estruturas impressas em 3D”, disse Galvão, que estuda nanoestruturas por meio de simulações computacionais de dinâmica molecular.

A característica do material que mais surpreendeu os pesquisadores, entretanto, foi a resistência mecânica. Ao soltar quase 10 quilogramas do material a uma altura de 1 metro ele não quebrou.

“Estamos analisando agora outra família de schwarzita, com estrutura muito parecida com a do diamante. Os resultados são ainda mais impressionantes. Não foi possível quebrar o material com as máquinas para testes de resistência disponíveis no CNPEM [Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais]. Essa alta resistência do material é proporcionada por sua topologia”, disse Galvão.

Resistente e complexo

Algumas das possíveis aplicações das estruturas de schwarzitas geradas pelos pesquisadores são em proteção balística – em coletes à prova de bala – e em componentes resistentes a impactos e altas cargas para edifícios, carros e aeronaves.

“Como é um polímero, não sabemos se, ao ser usado em um colete à prova de bala, o calor de uma bala poderia fundi-lo localmente. Pretendemos realizar ensaios para verificar isso”, disse Galvão.

Os pesquisadores pretendem agora refinar as superfícies das estruturas com impressoras 3D de maior resolução e reduzir a quantidade de polímero para tornar os blocos ainda mais leves. Outra ideia é utilizar materiais cerâmicos e metálicos em maior escala, e não somente na forma de blocos, para construir estruturas ultraduras.

“Temos uma receita, agora, para buscar na literatura estruturas interessantes, em escala atômica, e que nunca foram sintetizadas por sua complexidade, e criar modelos delas em macroescala”, avaliou Galvão.

O vídeo sobre o processo de construção das estruturas de schwarzitas pode ser visto abaixo:

 

www.youtube.com/watch?v=VBFMYwys3k8&feature=youtu.be

 

 

Comunicação SEESP

O presidente do SEESP e da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Murilo Pinhiero, participou da solenidade oficial de posse da direção do Sindicato de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco) São Paulo, realizada na quinta-feira (22/2), na sede da Fecomercio, na capital paulista. Na ocasião também ocorreram as posses do sindicato nacional e das diretorias de outras 1o Secções Regionais.


Foto: Paula Bortolini
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Murilo Pinheiro e Fernando Mentone, novo presidente do Sinaenco SP

Em São Paulo tomou posse Fernando Mentone. Na direção nacional, tomou posse como presidente Carlos Roberto Soares Mingione, bem como membros das Seções Regionais da Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

As novas direções foram eleitas para o Biênio 2018-2019 e assumiram em 1º de janeiro as gestões do Sindicato.

A cerimônia marcou também o início das comemorações dos 30 anos de fundação do Sinaenco.



Comunicação SEESP

Os engenheiros da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) realizam na quinta-feira (22/2) uma Assembleia Geral Extraordinária, às 18h, na sede da Associação dos Engenheiros da Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, Rua José Paulino, nº 07, Bom Retiro, na capital paulista. Na pauta: horas extras.

Os profissionais discutirão e deliberarão sobre a proposta da empresa em relação às horas extras em atividades insalubres, principalmente dos que exercem atividade de sobreaviso. A atividade servirá ainda como aquecimento para a Campanha Salarial 2018.



João Guilherme Vargas Netto*

É preciso saudar enfaticamente a vitória dos metalúrgicos alemães do estado de Baden-Wuerttemberg, organizados pelo poderoso sindicato IG Metall, que após uma semana de greves conseguiram uma forte redução da jornada de trabalho, de 35 para 28 horas semanais e um aumento de salário de 4,3% (o acordo é válido por um ano para todos os trabalhadores e contém cláusulas a serem negociadas).

Esta vitória acontece depois de duas décadas em que o sindicalismo alemão sofreu a regionalização das negociações salarias com a BDI, a confederação dos patrões.

A regionalização desorganizou as negociações nacionais (vigentes desde sempre) e introduziu a flexibilização dos acordos, o que foi lesivo para os trabalhadores até mesmo quanto à redução efetiva das jornadas.

Agora, com o novo acordo regional em um dos estados mais importantes da Alemanha, espera-se uma onda que se propague em todos os outros estados federados e até mesmo em toda a União Europeia, abrindo um ciclo novo de redução das jornadas com ganhos salariais.

Se isto acontecer a tabela mundial hierarquizada de 68 países em que se relaciona a duração média das jornadas anuais trabalhadas com a produtividade feita pela FGV e publicada pelo O Globo em 15 de fevereiro (matéria assinada por Daiane Costa), deve sofrer mudanças, principalmente no topo.

Na tabela constata-se uma forte correlação entre jornadas menores e maiores produtividades o que, mesmo levando-se em conta eventuais críticas ao método aplicado, confirma a tese dos sindicatos de que a redução da jornada sem redução dos salários aumenta a produtividade.

Mesmo sabendo que o conceito de produtividade (e sua medida) é objeto de discórdia entre os economistas e um pântano teórico impõe-se aqui o dilema Tostines: jornadas menores garantem produtividades maiores ou produtividades maiores permitem jornadas menores?

Entre um biscoito e outro fica a lição: na aspiração produtivista brasileira de aumento da produtividade o movimento sindical deve lutar pela redução constitucional da jornada, um passo seguro confirmado pela experiência dos trabalhadores e das economias mais desenvolvidas.


Joao boneco atual


*Consultor sindical

 

Deborah Moreira
Comunicação SEESP

Muito se tem especulado sobre o retorno da febre amarela nos centros urbanos do Estado de São Paulo. Para especialista, é consequência da ausência total de planejamento na expansão das cidades, que atende a uma única lógica: interesse econômico.

 
Ilustração: Divulgação do Residencial Terras de Jundiaí
condominio Residencial Terras de Jundiai homeCondomínios fechados construídos cada vez mais próximos das Zonas de Amortecimento que protegem as florestas e as cidades.

 

O engenheiro agrícola Admilson Irio Ribeiro, professor de Recuperação de Áreas Degradadas e Estudos de Impacto Ambiental da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) de Sorocaba, faz o alerta: “O nosso planejamento das cidades não está bom. Em termos de instrumentos, temos os estatutos e o plano diretor das cidades. Mas observamos que sempre há um grupo de interesse econômico forte que distorce aquela condição de ocupação. Cidades como Sorocaba, Campinas e Jundiaí, por exemplo, ergueram condomínios distantes do centro urbano e muito próximos às zonas de amortecimento, fundamentais para proteger as unidades de conservação e a cidades”, explica.


A Zona de Amortecimento (ZA, também chamada de "Zona Tampão") é uma área estabelecida no entorno de uma unidade de conservação e tem como objetivo filtrar os impactos negativos das atividades que ocorrem fora dela, como ruídos, poluição, espécies invasoras e avanço da ocupação humana, especialmente nas unidades próximas a áreas intensamente ocupadas. As ZAs são previstas no artigo 2º, inciso XVIII da Lei nº 9.985/2000, que cria o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC). Essas zonas não apenas visam preservar as unidades de conservação das atividades humanas, como também previnem a fragmentação dessas áreas e o controle da espécies, como os mosquitos.

“Passamos a ocupar a condição natural de maneira distorcida. Quer dizer, o solo se torna impermeável, as florestas que ajudavam nas trocas e melhoria da qualidade do ar e das condições dos rios estão sendo eliminadas. Também o fluxo dos rios é alterado. Com isso, todo o ecossistema está sendo alterado. Então, vemos a natureza buscando um reequilíbrio." Diante disso, o especialista é categórico: preservar o ambiente e reflorestar é muito importante quando se fala em combater a febre amarela.

Causa e efeito
Alguns telejornais têm divulgado informações que contrariam essa constatação, como atribuir a febre amarela ao reflorestamento do Estado, que aumentou 16% nos últimos anos. Segundo notícias veiculadas pela mídia, a criação de corredores ecológicos entre São Paulo e Minas Gerais, onde começou o foco, seria responsável pela chegada dos mosquitos aos centros urbanos paulistas. Ribeiro ressalta: “O Estado de São Paulo hoje necessita reflorestar porque chegamos ao caos; grande parte do sistema produtivo está fora da exigência da legislação. Ele precisa aumentar a área ciliar, as reservas legais.” Ele explica que quanto maior a área verde, melhor é o controle vetorial e menores são as chances de o transmissor alcançar a área urbana. O primeiro registro de ocorrência da febre amarela no Brasil foi no final do século XVII e ocorreu de forma bem pontual, porque naquele período não havia meios de transporte próximos às florestas. Então foi possível fazer um controle local. “Nas matas, o mosquito tem um predador natural e ele pode achar um nicho de sobrevivência melhor do que no ambiente humano”, detalha o professor.

Os chamados corredores ecológicos são corredores de fluxo gene, por onde passa uma maior variação genética, contribuindo para garantir a diversidade biológica das florestas: “Muitos distorcem sua função, achando que o mosquito vai transitar por eles”, completa.

Estradas, aeroportos e tudo o mais que promove a celeridade de matéria e energia contribui para uma maior disseminação. Estudos epidemiológicos demonstram que a doença surge na Europa, em questão de dias chega no continente americano. “A intervenção urbana muito próxima a esses corredores é que causa a difusão. Por isso é importante preservar as zonas de amortecimento”, conclui.

Soluções
A preservação das zonas de amortecimento é o caminho para o equilíbrio, já que é nessas áreas que ocorre o contato humano com a condição natural das matas, onde estão os mosquitos. Para ele, uma vez que o setor mobiliário está muito forte e a tendência é o surgimento de novos condomínios nessas zonas tampão, é preciso investir em educação ambiental, o que auxilia no controle da difusão desses vetores. 

Assim, é possível reduzir ou eliminar o descarte inadequado de resíduos sólidos em como calhas, caixas e pneus, que acumulam água. “Infelizmente isso é muito comum, até mesmo em matas ciliares, as pessoas deixam entulhos de construção”, lamenta.

Ele destaca que é possível criar condições mais favoráveis, que impeçam a reprodução natural dos transmissores da febre amarela. E alerta: “É preciso pensar e planejar a ocupação, até mesmo para ter melhor gestão nas campanhas de vacinação, direcionando para áreas de maior risco.”





Fonte: Agência Sindical

Com o fim do recesso parlamentar e a volta dos deputados às atividades no Congresso Nacional, as Centrais Sindicais aproveitam o retorno dos parlamentares a Brasília para realizarem blitzes nos aeroportos de todo o País, intensificando a pressão contra a votação da reforma da Previdência.


Foto: Divulgação
se votar nao volta homeConcentração no aeroporto do Espirito Santo na manhã de segunda-feira (5).

As ações começaram na madrugada da segunda (5/2) e continuaram ontem (6). Com a palavra de ordem “Se botar pra votar, o Brasil vai parar”, centenas de manifestantes se reuniram em diversos aeroportos, a fim de abordar os deputados que estavam embarcando.


Espírito Santo
Os protestos iniciaram o esquenta para o Dia Nacional de Luta, convocado para o próximo dia 19 de fevereiro – data em que está marcado para a PEC 287 entrar na ordem do dia do plenário da Câmara dos Deputados.

Após reunião com dirigentes da CUT, Força Sindical, CTB, Nova Central, UGT, CSB e Intersindical, dia 31, as Centrais orientaram suas bases a entrarem em estado de alerta e desenvolver ações para denunciar a sociedade sobre a perversidade da proposta que reforma da Previdência Social.


Rio Grande do Sul
Ativistas ocuparam na terça (6) os aeroportos Santos Dumont, no Rio de Janeiro; Confins, em Belo Horizonte; Deputado Luís Eduardo Magalhães, em Salvador; Salgado Filho, em Porto Alegre; Eurico Aguiar Salles, em Vitória e Cunha Marchado, em São Luis.

Rio de Janeiro

“Essa conta não é nossa. As trabalhadoras e os trabalhadores dão a sua cota de sacrifício cotidianamente e querem ver esse País desenvolvido, querem o retorno do emprego que as reformas desse governo estão nos tirando”, afirma o presidente da CTB-RJ, Paulo Sérgio Farias.




Comunicação SEESP*

A empresa de sistemas aeroespaciais SpaceX lançou ontem (6/2) o foguete "Falcon Heavy",
foguete reutilizável criado pelo bilionário Elon Musk, que o classificou como o mais potente do mundo por ter capacidade de propulsão duas vezes maior que qualquer outra nave. Além disso, o foguete é capaz de enviar cargas extremamente pesadas ao espaço (mais de 60 toneladas) e possui 70 metros de altura. O Falcon Heavy levou com ele, como teste, um carro elétrico da Tesla, que será lançado na órbita de Marte.

 

Foguete carro eletrico da tesla dentro

A nave foi lançada da Estação John F. Kennedy, na Flórida, Estados Unidos, às 15h46 (horário local), ao som da música "Life on Mars" ("Vida em Marte"), de David Bowie. O lançamento estava previsto para acontecer três horas antes, mas foi adiado devido a fortes ventos na região.

Segundo Musk, o objetivo do lançamento é servir de base para missões futuras, que poderão levar pessoas e objetos pesados, como satélites de monitoramento, para o espaço. Em 2017 a empresa revelou seus planos para usar sua tecnologia de foguetes para algo além: levar pessoas de um lado ao outro da Terra em um espaço de tempo de apenas 30 minutos.

De acordo com as últimas informações, os dois propulsores laterais do "Falcon Heavy" aterrissaram perfeitamente em Cabo Canaveral, como estava previsto. "Se algo sair errado, espero que ocorra em um estágio avançado da missão, para que possamos aprender o máximo possível neste processo", declarou Musk.


*Com Agências




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