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17/03/2016

O compromisso da engenharia com as cidades

O diretor do SEESP e representante da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) no Conselho das Cidades (ConCidades), Alberto Pereira Luz, nessa entrevista, fala da importância dos profissionais de todo o Brasil participarem das fases preparativas à 6ª Conferência Nacional das Cidades, que acontece entre 5 e 9 de junho de 2017. A conferência, explica ele, é o instrumento de garantia da gestão democrática para a promoção da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano. Nessa edição, a temática central será “A Função Social da Cidade e da Propriedade” com o lema “Cidades Inclusivas, Participativas e Socialmente Justas”. “Já estão em andamento as etapas municipais e, na sequência, serão as estaduais”, observa, alertando aos engenheiros para participarem dessas discussões e destacando que é nessas fases que são eleitos os delegados representantes de entidades. E reforça: "Hoje temos duas preocupações: a técnica e participativa. Precisamos estar nessas esferas apresentando nossas propostas e para sermos eleitos delegados à conferência nacional de 2017.” Confira o regimento da 6ª ConCidades aqui.


Foto: Beatriz Arruda/SEESP
AlbertoConcidades 
Engenheiro Alberto Pereira Luz mostra a importância da participação dos engenheiros nas
conferências das cidades: "Precisamos levar nossas propostas em defesa de uma cidade boa para se viver." 
 

A FNE, neste ano, elegeu as cidades como tema a ser discutido na nova edição do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”. Ou seja, a categoria está mais do que preparada para participar de forma ativa e com propostas dessas conferências.
Alberto Pereira Luz –
Temos uma condição especial nesse debate porque todas as questões que envolvem o espaço urbano, como mobilidade, habitação, meio ambiente, transporte, saneamento etc., fazem parte do dia a dia da nossa profissão.

Como estão as nossas cidades?
Luz –
Desde a criação do Ministério das Cidades a ideia sempre foi como tratar o desenvolvimento urbano na perspectiva do viver bem. Como sabemos, o Brasil se torna cada vez mais urbano, então esse debate é fundamental, quase vital. Existem problemas básicos, como disse, que estão diretamente ligados à engenharia. Por isso, a contribuição da FNE é valiosa. Estamos preparados para pensar o espaço urbano de forma técnica, mas ao mesmo tempo humana. Todo o nosso trabalho tem como foco a pessoa que mora nessa cidade. Dentro disso, destaco o papel fundamental do planejamento.

Quais as preocupações que permeiam a participação dos engenheiros na conferência nacional?
Luz –
No material de divulgação se teve a preocupação de mostrar todos os aspectos importantes de uma cidade, onde tem o pedestre, o ciclista, o transporte coletivo e o individual. Também tem a residência das pessoas. Nesse aspecto, cabe destacar a diferença entre casa e habitação: a primeira, é um espaço com teto, paredes, janelas e portas, vamos dizer assim; já a segunda envolve, além da moradia, a educação, o lazer, o transporte, o trabalho e a convivência. Na habitação colocamos qualidade ao morar.

Como reverter o caos em que algumas cidades já se encontram no País?
Luz –
Hoje a cidade não é mais uma opção, é uma consequência. É um local que eu tenho para viver. Por isso, preciso transformar esse local em lugar agradável e que dê qualidade de vida. Hoje as pessoas falam que querem morar no Interior, mas onde? Nas cidades. Ou seja, você não tem mais a volta. Esse interior já é cidade. A preocupação é impedir que também essas se tornem problemáticas, como uma cidade de São Paulo, por exemplo. Como evitar toda essa série de problemas. Como eu posso conectar o meu trabalho, o meu lazer, a minha escola de maneira que não seja estressante. Numa cidade do interior, você ainda pode dizer que sai do emprego e vai à academia ou ao cinema, porque existe a facilidade de acessos. Em São Paulo isso é impossível, a pessoa já pensa em sair do trabalho e ir para casa e ainda vai chegar tarde, não tem como incluir nesse percurso atividades que lhe deem saúde, lazer, educação.

Por que a engenharia não pode ficar de fora desse debate?
Luz –
A engenharia tem praticamente um compromisso com a sociedade. Porque ainda hoje boa parte dos seus profissionais é formada em escolas públicas, bancadas pelos impostos. Então, quando você se forma você tem um compromisso pessoal e outro social. Se o desenvolvimento é feito em cima da engenharia então eu tenho um compromisso com ele. É uma obrigação, um dever. Não podemos perder a oportunidade de participar e contribuir. A ideia é algo que a partir do momento que você teve não lhe é dado o direito de abrir mão dela. Se você pensou você já está compromissado. E como a engenharia vive do pensar e das ideias, ela, portanto, já nasce compromissada com a sociedade.

ConCidades
Criado em 2004, o Conselho das Cidades é um órgão deliberativo do Ministério das Cidades com objetivo de intensificar a participação da sociedade brasileira na consolidação das políticas públicas para estudar e propor diretrizes à formulação e implementação da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano (PNDU), em consonância com as resoluções aprovadas pela Conferência Nacional das Cidades, e também acompanhar a sua execução. O ConCidades é constituído por 86 titulares – 49 representantes dos segmentos da sociedade civil e 37 dos poderes públicos federal, estadual e municipal – além de 86 suplentes, com mandato de três anos. A composição inclui, ainda, nove observadores representantes dos governos em Estados que possuem Conselho das Cidades.



Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP








 

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