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Editorial – Segue a luta pelo desenvolvimento

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Chega a uma nova etapa com a publicação intitulada “Novos desafios”, que circula a partir deste mês, o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, lançado pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) em 2006. Criada frente a uma realidade de estagnação econômica, a iniciativa desde então tem o objetivo de propor a discussão sobre a necessidade e a possibilidade de se expandir a economia nacional de forma sustentável e com distribuição de renda. As premissas básicas da proposta eram a meta de ampliação do Produto Interno Bruto (PIB) de 6% ao ano, com 25% de investimentos públicos e privados, e uma administração da macroeconomia de forma a reduzir juros e estimular o gasto produtivo.

Uma primeira fase desse esforço passou por apontar a necessidade de investimento em infraestrutura, cujas deficiên­cias representavam sérios gargalos. A instituição do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em 2007, de certa forma respondeu a essa demanda e estimulou a economia.  Ainda, medidas de distribuição de renda, sobretudo a valorização do salário mínimo, acertadamente garantiram o fortalecimento do mercado interno, o que serviu inclusive como anteparo frente à crise financeira que varreu o mundo a partir do segundo semestre de 2008.

Hoje, deparamo-nos com um duplo desafio: dar continuidade ao esforço de melhorar a infraestrutura nacional, ainda seriamente insuficiente apesar dos progressos feitos, e buscar o avanço industrial, sem o qual não escaparemos ao subdesenvolvimento. Apesar da importância gigantesca da agricultura, um país com tais dimensões e complexidades não poderá viver eternamente da venda de commodities se quiser transformar-se numa nação em que haja condições de vida digna para todos e com inserção qualificada no panorama global. 

Partindo desse pressuposto, os engenheiros brasileiros, por meio do projeto “Cresce Brasil”, incluem na sua pauta de debates com os governantes, parlamentares e a sociedade em geral a necessidade de reindustrializar o Brasil, com inovação e ganhos de produtividade. Dar conta dessa tarefa implica tomar medidas corretas na área econômica e estabelecer uma política de Estado estrategicamente voltada a tal objetivo, por exemplo adensando cadeias produtivas promissoras. É urgente também investir em pesquisa e desenvolvimento.

Por fim, é preciso que se pense na mão de obra essencial a alcançar tais metas. Um dado positivo é que, desde 2006, quando teve início o “Cresce Brasil”, houve significativo aumento da procura pelos cursos de engenharia por parte dos jovens estudantes. De um patamar de 30 mil concluintes por ano, saltamos para cerca de 54 mil, em 2012, conforme dados do censo do ensino superior do Ministério da Educação (MEC). É necessário manter a dinâmica que estimule as carreiras voltadas ao desenvolvimento e ponto essencial nesse sentido é a valorização profissional, que inclui remuneração justa, condições adequadas de trabalho e reconhecimento.

A FNE e o SEESP apresentam, assim, à sociedade e, especialmente, aos candidatos nas eleições deste ano, uma proposta de debate sobre o futuro do Brasil. Convidamos todos a integrá-lo.


Eng. Murilo Celso de Campos Pinheiro
Presidente

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