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Opinião – O fazer diferente do Bilhete Único Metropolitano

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Gerson Bittencourt


A mobilidade urbana é tema obrigatório nos debates do cotidiano brasileiro e ganhou visibilidade ímpar após as manifestações de junho de 2013. A construção de políticas públicas para garantir o direito constitucional de ir e vir dos cidadãos com conforto, segurança, economia e rapidez é prioridade do meu mandato.

A melhora da mobilidade urbana no Estado de São Paulo requer a criação de políticas públicas que obedeçam a dois eixos estruturantes: o Bilhete Único Metropolitano (BUM) e a integração de modais. O fazer diferente dessas políticas públicas está contido em dois projetos de lei de minha autoria. O PL 295 prevê modernizar e expandir a linha 7 Rubi da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) até Campinas, organizar o transporte e integrar os ônibus das regiões ao modo ferroviário, garantindo mais economia no custo do transporte, com a integração do sistema por meio de um cartão, como o Bilhete Único Metropolitano. O PL 318 dispõe sobre o BUM e a Linha Metropolitana de Trem de Passageiros (LMTP) entre os municípios de Americana e Vinhedo, na Região de Campinas. Infelizmente, o PL 295 foi vetado pelo governador, e o PL 318 está tramitando na Casa.

A dinâmica econômica de São Paulo é tão ampla que se estende para outros territórios – de forma complementar ou integrada. Tal fenômeno faz com que as pessoas trabalhem em um lugar e morem em outro, exigindo sua circulação, bem como de bens e serviços em um mesmo contexto econômico e urbano. Uma política pública que busque o incremento de experiências positivas como o Bilhete Único para as regiões metropolitanas é o caminho que estamos trilhando na Assembleia Legislativa de São Paulo.

O Bilhete Único, da forma como vem sendo instituído em diferentes cidades de nosso Estado, como São Paulo, Campinas e Guarulhos, tem se configurado, sobretudo, em uma política pública de inclusão social. Defendemos a criação de um Bilhete Único Metropolitano que garanta as características de ser um cartão individual, intransferível e inteligente. Os prefeitos devem abraçar essa política pública, atuan­do na integração dos sistemas municipais e metropolitanos, dos sistemas de tráfego, na modernização da sinalização e na criação de um plano integrado de transporte nas regiões metropolitanas e aglomerados urbanos. Vida longa ao Bilhete Único Metropolitano e às políticas públicas que integrem os modais e proporcionem qualidade de vida ao povo paulista.


Gerson Bittencourt é deputado estadual (PT). É membro efetivo da Comissão de Transportes e Comunicação da Assembleia e coordenador das frentes parlamentares do Bilhete Único Metropolitano e do Barateamento da Tarifa do Transporte Público. Foi secretário de Transportes nas cidades de São Paulo e de Campinas, além de conselheiro da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP)

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