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Editorial - Cenário favorável a conquistas

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      O SEESP tem feito um esforço constante e diligente em defesa dos interesses dos engenheiros, como trabalhadores, profissionais da área tecnológica e cidadãos. Um momento-chave desse empenho são as campanhas salariais, quando, por meio de acordo ou convenção coletiva, é possível pactuar novas conquistas, assegurar a manutenção das já alcançadas e avançar na relação capital-trabalho. Um momento simbólico de abertura das negociações de 2008 aconteceu em 28 de abril, com a realização do VIII Seminário das Campanhas Salariais, que reuniu na sede do SEESP analistas políticos, sindicais e econômicos e representantes de inúmeras empresas e organizações patronais com as quais a entidade trava esse diálogo todos os anos.
      Embora não haja qualquer ilusão quanto às dificuldades inerentes a essa negociação e à necessidade de constante mobilização da categoria, o evento trouxe sinalizações bastante positivas. Em primeiro lugar, a demonstração de boa vontade para sentar à mesa e ouvir as reivindicações dos trabalhadores. Em segundo lugar, uma conjuntura econômica favorável. Em fase de expansão de seus negócios, os empregadores dos engenheiros têm a consciência de que precisarão oferecer vantagens para manter essa mão-de-obra hoje tão cobiçada no mercado. Obviamente, nada virá de graça, mas as negociações deste ano travam-se sob a perspectiva de desenvolvimento e não da estagnação, que tornava a categoria quase supérflua.
      Exatamente por isso, juntamente com a representação e ação sindical, o SEESP tem como bandeira histórica e particularmente marcante nos últimos anos a retomada do desenvolvimento. Essa luta se traduziu desde 2006 no projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, lançado pela FNE (Federação Nacional dos Engenheiros). Esse, que se destacou por oferecer aos candidatos a presidente naquele ano um manifesto com propostas concretas para as áreas de infra-estrutura do País de modo a se obter um crescimento de 6%, continua a todo vapor. Com muitas de suas sugestões presentes no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), faz parte do foco de atuação do “Cresce Brasil” acompanhar a implementação do plano governamental, apontar as falhas e sugerir aprimoramentos.
      Com o sucesso obtido até aqui, espera-se agora colher os frutos do trabalho que foi feito, que deve se refletir também nos acordos salariais. Tal empenho certamente beneficia toda a sociedade, mas é sabido que sem crescimento o engenheiro perde espaço e relevância social. No cenário mais favorável, por outro lado, ganha importância.

Eng. Murilo Celso de Campos Pinheiro
Presidente

 

 

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