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Um prêmio pelo incentivo ao empreendedorismo

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      É o que conquistou o município de São José dos Campos. A localidade ficou em primeiro lugar tanto em nível estadual quanto nacional – concorrendo nesse caso com outras campeãs da região Sudeste. Em ambas situações, foi agraciada com o prêmio “Prefeitura Empreendedora – Mário Covas”, em cerimônias realizadas em abril último. A disputa paulista envolveu 200 cidades e a etapa brasileira, mais de mil ao todo. Promovida pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), a iniciativa está em sua quinta edição – e é a segunda vez que São José dos Campos sai vitoriosa no Estado, tendo sido congratulada também em 2003.
      Segundo Mauro Medeiros, gerente do Sebrae-SP na região, o prêmio foi criado em 2001 “para divulgar e evidenciar bons projetos de prefeituras que investem no empreendedorismo e apóiam as micro e pequenas empresas”. A cidade vencedora enquadrou-se na proposta. “Vem trabalhando em várias frentes, com ações de apoio à tecnologia, educação, crédito etc.”, atesta ele. Hoje, conforme Toshihiro Yosida, assessor da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Município, conta com 34 iniciativas nessa linha, abrangendo em torno de 50 mil pessoas. Com isso, tem-se mais empregos e renda e forma-se um “ambiente favorável ao desenvolvimento do município”.

As ações avaliadas
      Entre os programas que garantiram o primeiro lugar a São José dos Campos, alguns recém-lançados, como o de qualificação ao empreendedorismo de pessoas com necessidades especiais, a Cooperativa Futura, que atua com reciclagem, e o chamado Mundo Digital, para implantar cultura na área de informática. Além desses, entraram na avaliação outros que não são novos, mas têm sido continuamente aperfeiçoados, explica Yosida. Entre eles, o denominado São José Simplificada, que inclui a Sala do Empreendedor. Funcionando, conforme o assessor, desde 1998, propicia facilidades na abertura da empresa e obtenção de alvará de funcionamento.
     Outro programa que pesou para que a cidade fosse vitoriosa – e também existe há cerca de dez anos – é de estímulo ao crédito e à capitalização, através do Banco do Empreendedor Joseense. “O objetivo é atender empreendedores que não têm acesso às linhas tradicionais, a maioria ainda na informalidade”, diz Yosida.
     Parte das iniciativas é feita em parceria com o Sebrae, entre elas as destinadas aos jovens empreendedores, que incluem palestras e aulas desde o ensino fundamental até o superior. Além de feira anual em que são expostos projetos diversos. No ano passado, foram 80 e 37 escolas participantes. Visitaram o local, de acordo com o assessor, 122 mil pessoas.
     No apoio à tecnologia, o município conta com quatro incubadoras que reúnem, em sua grande maioria, projetos de base tecnológica. Entre os beneficiados por esse programa, a Noxt, que desenvolve produtos na linha de som sem fio, cujos sócios são engenheiros. Segundo um deles, Roberto Carvalho, antes de instalarem a empresa na cidade, pesquisaram por um ano o melhor destino. O que foi decisivo na escolha de São José foi “a existência do Cecompi (Centro para a Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista). Esse gerencia a incubadora, a qual é bastante atuante e tem o apoio do Sebrae e da Prefeitura”. Instalados há 1,5 ano no parque tecnológico e com perspectiva de permanecerem até setembro próximo, ele garante: “Não teríamos conseguido sem esse estímulo.”


Soraya Misleh

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