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Mais engenheiros para a consultoria

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      Se na retomada do crescimento econômico o Brasil precisa de mais engenheiros para construir e produzir, esses profissionais também estão fazendo falta na área de projetos. É o que atesta João Alberto Manaus Correa, presidente do Sinaenco-SP (Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva – Regional São Paulo). “As escolas pararam de fabricar engenheiros. Hoje em dia, cerca de 25 mil se formam por ano, quando, na realidade, precisamos de no mínimo 110 mil”, calcula. 
      A carência de mão-de-obra especializada apontada por Correa vai ao encontro do que previa o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”. Lançado pela FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) em 2006, esse alerta para essa questão e indica a necessidade de ampliação das vagas nas universidades públicas e privadas, com formação de qualidade. Além disso, o documento ressalta que os estudos devem acontecer num ambiente de pesquisa, desenvolvimento e inovação, valorizando os estágios, o ensino a distância e os projetos de conclusão de curso. Ressalta também a chamada educação continuada para os profissionais já formados.
      Segundo o presidente do Sinaenco, a categoria vem fazendo falta sobretudo para suprir o atual desenvolvimento de infra-estrutura no País, incentivado pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e pela grande demanda da área de construção civil. Devido à redução da taxa de juros e a facilidades no financiamento, o segmento imobiliário cresce explosivamete e absorve cada vez mais o serviço de consultoria que desempenha a análise de terrenos, a execução de projetos, o gerenciamento e a supervisão das obras, o controle de materiais e serviços similares, a análise dos contratos de execução de obras, a vistoria e a perícia técnicas. Nesse cenário positivo, reforça Correa, a falta de profissionais é o principal nó a ser desatado. “A expectativa é que a partir de agora essa defasagem seja superada”, aposta ele.
      Na origem do problema, está o longo período de estagnação econômica que adiou obras e projetos, colocando engenheiros na inatividade ou desviando-os para outros setores, como o financeiro. O resultado são recém-formados em número insuficiente e uma parcela da categoria experiente, mas desatualizada. Para superar esse entrave, algumas empresas de consultoria – como a Herjacktech Tecnologia e Engenharia Ltda, da qual Correa é presidente –, criaram um programa de qualificação para aqueles fora do perfil que o mercado exige. “Não é nada muito amplo. Nós recrutamos estagiários ou engenheiros que estejam fora do padrão determinado e fornecemos cursos e treinamentos na área na qual eles vão atuar”, informa Correa.

O setor
      Integrando boa parte do patrimônio tecnológico do País, a engenharia consultiva é formada por profissionais especializados que são responsáveis por projetar, gerenciar e acompanhar empreendimentos nas mais diversas áreas. O consultor de engenharia atua em obras ferroviárias, portuárias, rodoviárias, oleodutos, gasodutos, metrôs, aeroportos, barragens, usinas hidrelétricas e nucleares, linhas de transmissão, obras de saneamento, sistemas de irrigação e drenagem, redes de telecomunicações, siderúrgicas, instalações industriais, construções em geral. Correa ressalta que “existe sempre uma área da engenharia para cobrir as atividades destinadas a produzir algo”. Assim, o trabalho da consultoria, independentemente da área a que se destina, incorpora um planejamento minucioso com estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental.
      Atualmente, o Sinaenco reúne cerca de 10 mil empresas de consultorias instaladas no Brasil, que têm faturamento médio anual de US$ 1 bilhão. O setor emprega cerca de 20 mil trabalhadores, sendo 50% de nível superior. Em 2005, o ramo econômico da Arquitetura & Engenharia Consultiva abrigava dentro do grupo 7.1.1 da CNAE (Classificação Nacional das Atividades Econômicas) o total de 43.156 empresas, com 150.066 pessoas ocupadas, das quais 88.739 assalariadas.


Lucélia Barbosa

 

 

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