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Opinião - O pólo tecnológico da Baixada Santista

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José Antonio Marques Almeida

      Um plano nacional de crescimento econômico sustentável e com inclusão social. Essa é, em síntese, a tônica do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, elaborado pela Federação Nacional dos Engenheiros e pelo Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo em 2006. Agora, neste ano, com o seminário “Cresce Brasil – Região Metropolitana de São Paulo”, esse esforço volta-se às áreas que concentram grande parte dos brasileiros e também de seus problemas.
      Em consonância com esse movimento, os engenheiros propõem buscar soluções também para os problemas da Região Metropolitana da Baixada Santista, com seus mais de um milhão de habitantes. Como primeiro passo, a proposta de criação do Conselho Municipal de Ciência e Tecnologia.
     Como diretor do Sindicato dos Engenheiros, político santista e portuário, quero, preliminarmente, neste artigo, fazer algumas e sumárias reflexões sobre as nossas características regionais e possíveis caminhos a trilhar. De início, destaco a nossa peculiaridade metropolitana portuária e o meio técnico-científico-informacional constituído por um centro universitário de excelência, como nova cara do nosso espaço, que, por suas características, tem relações longínquas, participa do comércio internacional e se torna mundial.
     Tem-se verificado que o caráter metropolitano da maioria dos locais da revolução da tecnologia da informação em todo o mundo é o ingrediente crucial para o seu desenvolvimento. Isso se dá por sua capacidade de gerar sinergia com base em conhecimento e informação, diretamente relacionada à produção industrial e às aplicações comerciais.
     Ao focarmos essa análise na nossa região, é fundamental colocar o Porto de Santos como núcleo desse debate a partir do qual, como tem sido historicamente, ocorre o processo de desenvolvimento regional. Como um elo importante do comércio internacional e que se constitui em centro de gravidade de atividades econômicas, é determinante a sua participação crescente no comércio mundial como um complexo portuário industrial globalizado. Ou seja, com processos tecnológicos e científicos de ponta.
     Para competir e atender aos padrões de demanda do mercado global da era da tecnologia, esse desenvolvimento industrial vai depender de concentração de conhecimentos científicos e tecnológicos das instituições, empresas e mão-de-obra qualificada. Nesse contexto e como ocorreu em todo o mundo, é o Estado, e não o empreendedor, que em seus diferentes níveis se constitui na força motriz que inicia essa revolução tecnológica.
     Por sua história, progresso e infra-estrutura urbana, Santos tem um papel hegemônico e indutor no desenvolvimento da nossa região metropolitana. Produzir e organizar a difusão de informações necessárias para o processo produtivo a partir desse pólo dinâmico que possibilita o reordenamento dos espaços e fluxos da região metropolitana, para gerar trabalho e riqueza, priorizando o social e a sustentabilidade. Para cumprir essa missão, são necessárias ações efetivas do poder público com a participação dos setores produtivos, associações profissionais e representantes da área acadêmica.
     Nesse sentido, propus ao prefeito João Paulo Tavares Papa, por meio da Câmara de Vereadores, a criação do Conselho Municipal de Ciência e Tecnologia, de modo a discutir o pólo tecnológico da Baixada Santista.

José Antonio Marques Almeida, o Jama, é vereador de Santos,
diretor adjunto do SEESP e funcionário da Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo)


 

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