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Opinião – Engenheiros municipais se organizam e vão à luta

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Carlos Antonio Hannickel


É relevante o papel representado pelo quadro de engenheiros da Prefeitura Municipal de São Paulo (PMSP) em todos os aspectos da administração pública. São profissionais altamente capacitados e experientes que, não obstante uma estrutura deficiente, atuam de forma a assegurar o funcionamento básico da megalópole e fazer frente a seus desafios diários.

São 32 subprefeituras para atender verdadeiras cidades com características próprias, o que exige dos técnicos, além dos seus conhecimentos profissionais, uma grande familiaridade com os problemas da região em que atuam, como áreas de risco, de preservação, conservação e segurança do sistema viário, transportes, fiscalização de obras, defesa civil, poda de árvores etc..

Além da atuação direta junto à população, os engenheiros estão presentes nas mais diversas secretarias municipais, que envolvem Serviços e Obras, Meio Ambiente, Educação, Saúde, Cultura, Transporte, Mobilidade Urbana, Habitação, Licenciamento etc.. Enfim, em todos os setores sensíveis à qualidade de vida da população, sobretudo aquela mais carente: a periferia.

Nesse sentido, o SEESP, além de sua atribuição legal de representar os engenheiros nas campanhas salariais, em sua trajetória tem formulado propostas com o objetivo de solucionar os problemas que afligem a população. Em anos eleitorais, promove debate com os candidatos sobre seus programas e apresenta estudos sobre as mais diversas áreas da cidade. O entendimento é que essa atuação tem papel fundamental na gestão e execução de serviços essenciais no município.

Assim, o sindicato se propõe a participar de debates e elaborar propostas para agilizar os serviços e o atendimento à população, cabendo ressaltar que o quadro de profissionais na administração pública é de excelência. Para tanto, a entidade busca junto ao Executivo uma oportunidade para apresentar suas contribuições, inclusive sobre as condições de trabalho dos engenheiros da Prefeitura.

Nas últimas negociações com a PMSP, reconquistamos a carreira própria e uma tabela de remuneração que não pode ser negligenciada. Não queremos que o passado se repita e os engenheiros municipais fiquem anos sem reajuste da inflação. A reposição é ponto de honra para assegurarmos a tabela duramente conquistada, contra a deterioração.

Ainda temos a luta pelo pagamento do salário mínimo profissional, conforme a Lei 4.950-A/66. Embora tenha havido substantivo avanço, o seu valor pleno ainda não foi alcançado.

Carlos Antonio Hannickel é jornalista,
assessor especial do SEESP

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