GRCS

16/07/2012

Rejeitada proposta da Emae na terceira mesa de negociação

Foi no dia 13 último, quando os sindicatos apontaram como avanço o índice de reajuste apresentado de 4,71%, o que representa 0,5% de aumento real em relação à proposta anterior de 4,19%, conforme o IPC Fipe; mas que ainda está bem abaixo dos índices propostos pela Cesp, Metrô e Sabesp. Com relação à garantia de emprego (Gerenciamento de Pessoal) foi mantida a proposta anterior de 92,5% do quadro de 31 de maio de 2012. Os sindicatos destacaram que a proposta da Cesp mantém o estabelecido em 2011, de 97,5%.

O SEESP lembrou que a cláusula 6 (salário mínimo do profissional, conforme a Lei 4.950/A) e a cláusula 19 (Plano de Cargos e Salários), da pauta de reivindicações dos engenheiros,  foram apontadas pela assembleia que necessitam de encaminhamento para que a proposta da empresa possa ser levada para avaliação e aprovação da categoria.

O sindicato questionou, também, a forma de condução da PRR (Política de Remuneração por Resultados), pois, ao invés de motivar (princípio de sua criação para obter maior produtividade), desmotiva os trabalhadores. Além disso, propôs que os índices sejam estabelecidos realmente por consenso entre a empresa e os trabalhadores e encaminhados ao Codec (Comissão de Política Salarial) para aprovação da metodologia. Após aprovada, bastaria apenas o cálculo do índice e não o processo “ter de ir e vir” para a aprovação dessa comissão. Acrescentou ainda que, mesmo com o valor extremamente baixo, a Emae não pagou a PRR 2011 aos seus empregados — o que já foi feito pela Cesp.

A proposta colocada à mesa reeditou a cláusula de Planejamento de Pessoal (2%). Os sindicatos manifestaram que seria melhor trocá-la por ganho real de salários, tendo em vista que não detém nenhum controle sob as avaliações dos gerentes e que há muitas reclamações de profissionais que estão há mais de dez anos sem movimentação salarial por mérito.

Adicionalmente, o SEESP solicitou que na próxima reunião, programada para o dia 18, a Emae apresente uma proposta para reduzir a taxa de rateio das despesas médicas paga pelos trabalhadores, e que estudos econômicos sejam feitos de forma que a empresa assuma uma parte maior desse pagamento.

A companhia manifestou sua expectativa de concluir com sucesso as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho 2012-2013 no dia 18. Os representantes dos sindicatos consideraram positiva esta manifestação e esperam obter avanços que permitam levar a proposta da mesa de negociações para as assembleias dos trabalhadores.

 

Lourdes Silva
Imprensa – SEESP



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