GRCS

10/08/2021

 

Enfrentar a questão climática

 

Crise é real e exige ações efetivas para controle de emissões e proteção do ambiente, conforme indica relatório do IPCC que prevê eventos catastróficos caso aquecimento global não seja contido. Brasil deve fazer a sua parte.

 

O relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) divulgado nesta segunda-feira (9/8) não deixa dúvidas: a emergência neste tema é real, deve-se à ação humana e exige medidas concretas e de monta para evitar uma catástrofe. O trabalho integra o Sexto Relatório de Avaliação (AR6) e sintetiza o conhecimento sobre as bases físicas das ciências relacionadas ao clima.  

 

Em suma, o estudo analisa dados, como as alterações produzidas pelas emissões de gases de efeito estufa e aerossóis na atmosfera, mudanças nas áreas continentais e oceanos; elevação no nível dos mares; derretimento de geleiras; e alterações dos ecossistemas.

 

O documento do órgão técnico que é ligado à Organização das Nações Unidas (ONU) e é composto por 195 países, inclusive o Brasil, é considerado o mais importante desde 2014, já que é fruto de anos de análise de 14 mil estudos científicos, devidamente revisados.

 

Entre os principais pontos do relatório, está a estimativa de alcançarmos o limite do aquecimento global de +1,5°C em relação à era pré-industrial já em 2030, uma década antes do previsto. O dado deve ser considerado um alerta vermelho, dizem os especialistas, já que o fenômeno será responsável por episódios climáticos extremos.  Como se suspeitava, e a divulgação do IPCC reforça agora com base mais consolidada na ciência, a mudança climática provocada pela ação humana já mostra seus efeitos em várias regiões do mundo, com intensas ondas de calor, secas, níveis severos de precipitações e ciclones tropicais.

 

Para fazer frente ao cenário, entre as muitas providências, conclui-se que há duas linhas de ação básicas: reduzir as emissões de poluentes de efeito estufa e proteger as florestas, o solo e os oceanos, que têm sido aliados essenciais na absorção de CO2, mas que hoje dão sinais de saturação.

 

O desafio que não pode mais ser ignorado deve ser enfrentado pelo conjunto da humanidade, dos Estados nacionais aos cidadãos individualmente, passando obviamente pelo setor produtivo. E cabe ao Brasil cumprir a sua parte, ainda que vivamos as grandes dificuldades da crise econômica, com alto desemprego e aumento da pobreza, e da pandemia fora de controle.

 

Como destacou a presidente da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), Patrícia Iglecias, em participação no programa “No Ponto”, é preciso envidar esforços de fato para que se cumpram os compromissos assumidos no Acordo de Paris. Além disso, a agenda ambiental significa eficiência na lógica empresarial e deve ser encarada dessa forma. Fazer diferente implicará comprometer cada vez mais a nossa qualidade de vida no planeta, especialmente para as futuras gerações.

 

 

Eng. Murilo Pinheiro – Presidente

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Comentários   

# COMBUSTÍVEIS FÓSSEISEdilson Reis 10-08-2021 12:22
O Seesp participa do COMFROTA (Comitê Gestor do Programa de Acompanhamento da Substituição de Frota por Alternativas mais Limpas), que tem por objetivo apoiar a implementação das recomendações e diretrizes estabelecidas pelas Leis Ambientais Municipais 14.933/2009 e 16.802/2018.
Promovemos recentemente um webinar sobre eletromobilidad e, alternativa de tração sustentável para os ônibus e, pelo estado da arte da energia de tração elétrica, que reduz as emissões de poluentes dos combustíveis fósseis que causam o efeito estufa, o Conselho Assessor de Transporte e Mobilidade Urbana do Seesp, recomenda que na retomada do programa de construção/revi talização de corredores de ônibus na cidade de São Paulo, entre eles, os eixos das Avenidas Celso Garcia, Radial Leste e Aricanduva, seja adotado o modelo operacional tipo BRT e que sejam utilizados como equipamentos rodantes os veículos elétricos movidos a bateria. Conferir maior fluidez e reduzir emissões de gases de efeito estufa causados pela energia de tração dos combustíveis fósseis.
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