Foi diferente do 28 de abril, quando houve greve geral. Porém, os protestos deste 30 de junho também tiveram caráter nacional, mas sem a predominância da cena clássica - braços cruzados, máquinas paradas. “O saldo da jornada é positivo e amplia a resistência às reformas. Onde houve chamamento pelas direções, as bases responderam”, avalia Adílson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).
Foto: Mídia Ninja
A CTB apura fortes paralisações no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul e em Salvador. “Brasília também amanheceu parada, porque o transporte aderiu”, informa o dirigente, que ainda contabiliza protestos em agências e centros bancários de São Paulo e outras cidades grandes.
O Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos fez atos em quatro fábricas, com cerca de 1,2 mil trabalhadores. O diretor Pedro Pereira da Silva (Zoião) comenta: “Nas empresas onde falei, o pessoal mostrou muita inconformidade com as reformas trabalhista e da Previdência. Também se percebe que o trabalhador está mais atento quanto às denúncias de corrupção no governo e no Congresso. A indignação é crescente.”
Em contato com a Agência Sindical, José Maria Rangel, da coordenação geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), explicou que houve atos e paralisações em todo o complexo Petrobras, incluindo terminais, termoelétricas e plataformas. Todas as refinarias pararam a produção, por tempo indeterminado.
Nas regiões portuárias do País, Santos registrou forte paralisação, com fechamento de acessos ao complexo. No Rio de Janeiro e em Santa Catarina, prevaleceu o mesmo padrão de protesto.
Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT), Nova Central, Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas), movimentos populares e de estudantes protestaram ao meio-dia em frente ao Ministério do Trabalho, em São Paulo. Houve ato, chamado pela UGT-SP, também na Praça Ramos, centro da Capital.
Na região do Vale do Paraíba, houve greve dos Correios, metalúrgicos, químicos e do transporte público. Cidades como Campinas e Limeira também tiveram forte adesão às manifestações.
Para Adilson Araújo, há dois desafios imediatos: “reforçar a unidade das centrais e massificar a atuação junto aos senadores, em Brasília e em suas bases eleitorais.” Nesta semana, as centrais sindicais devem ampliar a pressão e mobilização contra a reforma trabalhista, a ser apreciada agora pelo plenário do Senado.
Com informações da Agência Sindical
(publicado por Deborah Moreira)
Nesta edição do JE na TV, exibida inicialmente na segunda-feira (26/6), na programação ao vivo da TV Aberta, o entrevistado foi o engenheiro Victor Bécard, palestrante do Eco SP, sobre engenharia acústica e os impactos dos ruídos na cidade estão em pauta na entrevista. A reportagem da semana abordou os jardins verticais que estão sendo implantados ao longo de avenidas da capital paulista. Confira também a fala semanal do presidente do SEESP, Murilo Pinheiro, na seção No Ponto, que destacou a luta dos engenheiros pela valorização da categoria e das boas práticas profissionais.
O JE na TV vai ao ar às segundas-feiras online pela Tv Aberta São Paulo, às 19h30. Também nos canais 9 – NET, 75 – TVA, 186 – TVA Digital e em mais de 50 cidades de todo o Estado. Além disso, as edições estão disponíveis no site do SEESP e no canal do sindicato do Youtube.
https://www.youtube.com/watch?v=DlfrXNxpK40&feature=youtu.be
Comunicação SEESP
(publciado por Deborah Moreira)
Diante da situação político-econômica brasileira, como o País vai reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 37%, abaixo dos níveis estabelecidos de 2005, até 2025, e redução em 43% abaixo dos níveis de 2005, até 2030, compromisso assumido durante o Acordo de Paris?
Dentre os diversos setores que podem contribuir com o cumprimento das metas estão o da mobilidade urbana. Para contribuir com a construção de um novo modelo nesse segmento, que estruture uma política de transporte público na capital, e posteriormente contribua para outras cidades brasileiras, o SEESP, fliado à Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), reuniu na tarde de quinta-feira (22), especialistas das áreas ambiental, tecnológica, mobilidade e comunicação para debater “Se a Lei de Mudanças Climáticas fosse cumprida, quanto São Paulo economizaria?”.
Enquanto em outros países, igualmente comprometidos com a redução de emissão de poluentes, estão em fase de implementação de seus projetos, o Brasil ainda discute um modelo. Entre as alternativas apontadas, está a eletrificação do sistema, que vem sendo adotado nas principais capitais mundiais.
“A questão do meio ambiente pode ser equacionada no Brasil se forem usadas as fontes de energia existentes, em abundância no País, como o gás e o petróleo, que vem com a exploração da camada pré-sal, devendo ser utilizados na cadeia produtiva para gerar energia elétrica, a qual já existem redes de distribuição e transmissão implantadas em todas as regiões. É muito mais fácil utilizar uma rede elétrica implementada, do que tentar implantar uma nova rede de gasoduto no interior, por exemplo, ou até mesmo em São Paulo. Isso seria mais difícil”, explicou Jurandir Fernandes, coordenador do Conselho Assessor de Mobilidade do Conselho Tecnológico do sindicato e presidente da União Internacional de Transportes Públicos (para a América Latina).
Ele lembrou que ainda assim haverá geração de gases nocivos à saúde humana e ao planeta. No entanto, ao determinar a transformação dessas fontes de energia em eletricidade, se fixa uma área para a sua deposição no ar. “Melhor emitir esses gases em uma estação fixa do que ter milhares ou milhões de motores gerando essa poluição em diversos pontos da cidade”, completou.
Coube a Fernandes a difícil tarefa de, ao final da atividade, fazer as conclusões sobre os conteúdos apresentados e apontar algumas soluções que serão analisadas mais atentamente por dirigentes do SEESP.
Foram muitas as ideias apresentadas ao longo do evento, começando com a fala do engenheiro, militante histórico do trólebus, Adriano Murgel Branco, responsável pela expansão da rede de trólebus em São Paulo, em 1978. Ele ressaltou dois pontos: os benefícios sociais e ambientais para a população que não entram na conta quando se vai planejar novos sistemas. “O lucro que o transporte coletivo dá para toda sociedade é no mínimo cinco vezes maior que os seus custos e os estudos precisam se concentrar mais nisso, até mesmo para convencer a sociedade e o próprio poder público sobre a necessidade de ampliação dos investimentos em mobilidade urbana e criação de políticas públicas que vão muito além de gestões que terminam em 4 ou 8 anos.”, afirmou.
“Se o passageiro anda menos tempo e de maneira mais confortável no ônibus, fica menos estressado, beneficiando a saúde, e produz mais, neneficiando o setor produtivo. Esses benefícios sociais não podem ser desprezados na hora de se calcular os custos de investimentos”, acrescentou.
Como Adriano Branco, outros debatedores levaram um pouco da história e curiosidades sobre o setor, como o fato de o motor movido a energia elétrica já existir em 1907, em cidades como Londres e Nova Iorque. A informação foi dada pelo representante da Associação Brasileira do Veículos Elétrico (ABVE), Vagner Rigon, em forma de ironia: “Naquela época, um vendedor conseguiu convencer o setor que um novo produto era melhor, movido a um tanque de combustível, altamente inflamável, embaixo do banco do passageiro, onde sentam seus filhos. Na frente, vai um motor com mais de 400 peças e a cada 10 mil quilômetros vai ter que trocar óleo e filtro, se não o fizer, vai travar. E durante toda a existência desse motor, vai gerar gás carbônico, material particulado, poluindo o mundo inteiro. Mas isso não será problema seu. É problema dos outros por que você vai pagar mais barato e ter mais lucro”.
Outras curiosidades foram mostradas pelo pesquisador Helio Oliveira, que apresentou alguns modelos clássicos, desde os primeiros modelos de ônibus, como o “Mamãe me leva” e o “King kong”, ambos fabricados pelos irmãos Grassi (em 1924 e 1934, respectivamente).
O presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô (Aeamesp), Pedro Machado, apresentou um levantamento sobre quanto a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e o Metrô geraram em benefícios sociais e econômicos para a Grande São Paulo e capital, em 2016: R$ 21 bilhões, levando em consideração redução de: custo de manutenção e operação de vias, da emissão de poluentes, da quantidade de acidentes, do consumo de combustíveis, do custo operacional geral dos transportes e do tempo de viagem de ônibus, automóveis e motos.
Machado enfatizou, no entanto, as dificuldades de se mensurar todos os ganhos proporcionados pelos transportes e de direcionar os recursos: “Quando eu economizo um tempo para chegar ao trabalho, é um benefício que veio para mim, enquanto que outro passageiro economiza gasolina por não usar o carro, gerando outro benefício para ele, na conta dele. A dificuldade é criar mecanismos que sejam legais ou mecanismos institucionais para se apropriar desses benefícios e que eles sejam revertidos para o próprio transporte”.
Mundo, América Latina , São Paulo
A gerente da divisão América Latina da UITP, Eleonora Pazos, começou sua apresentação lembrando que diversos países têm apostado nas parcerias público-privadas para tornar os investimentos em transportes limpos mais atrativos. Ela citou a tendência nas nações desenvolvidas da chamada eletrificação do sistema de transporte na Europa, Ásia e América do Norte.
“Começa a surgir no mundo inteiro o conceito de Fóssil Free para o transporte, semelhante ao glúten free, gordura trans free. Há um compromisso já feito por mais de 60 cidades no mundo que, para 2025, teremos uma nova realidade, em especial na Europa, onde haverá de fato uma revolução na emissão de poluentes. Seguramente, as grandes capitais terão outro barulho, já que os veículos elétricos não fazem barulho e ar completamente distinto, sem cheiro de diesel nas esquinas”, disse Pazos.
Para a especialista, é completamente possível aplicar sistemas semelhantes nas capitais latino-americanas. “Um estudo da UITP para a América Latina mostra que os custos (médios), por quilômetro percorrido, como trólebus a bateria e híbridos, levando em conta um ônibus de 18 metros de comprimento e com ar condicionado, são menores que os custos de veículos a diesel, com 20% de biocombustível no tanque (B20) ou a etanol. Ainda mais no Brasil essas vantagens de veículos à eletricidade se aplicam. Aqui não há problemas para prover energia”, enfatizou.
Ela lembrou, ainda, as metas bastante ambiciosas no Acordo de Paris, assumidas pelo governo brasileiro. “Cada cidade vai precisar assumir sua cota nesse esforço”, recordou.
Na cidade de São Paulo, os vereadores aprovaram, em 2009, a Lei de Mudanças Ambientais (14.933), que possui 51 artigos que estipulam medidas para que a cidade reduza as emissões de gases de efeito estufa e a contaminação do solo e da água, alterando as formas de produção, comercialização, consumo, deslocamentos e convivência da população. No entanto, um de seus artigos mais importantes, o de número 50, que prevê a substituição dos ônibus a diesel da frota das linhas municipais por veículos menos poluentes, como ônibus elétricos a bateria, híbridos, trólebus, a gás natural, biometano, etanol, biodiesel, entre outros modelos, não há sinal de que ele será cumprido. Até junho de 2017, nem 7% da frota de ônibus da cidade conseguem atender a legislação.
Ao final, Jurandir Fernandes concluiu que há um “posicionamento favorável em relação às fontes de energia não fosseis.” e que levará essas ideias e posicionamentos à presidência do SEESP. Entretanto, em relação à lei 14,933, foi categórico em classificá-la como um "devaneio".
“Um devaneio tremendo, feita no oba oba, dentro de uma onda de se fazer estatuto pra tudo: da cidade, da mobilidade, da metrópole, esta semana saiu o do pedestre. E ninguém lê, ninguém sabe como fazer para implementar. Daí não se implementa nada e denigre a gestão pública, as instituições, os funcionários públicos", lamentou.
Fernandes sugeriu que o grupo que vem se formando para debater as novas ideias o façam de maneira responsável "com concretude, com metas". "Vamos disseminar ideias mais concretas, criando bases com mais solidez, sem pensar em eleição, mas sim em política de estado".
Por fim, detalhou que a eletrificação do transporte pode se dar de forma parcial, pelos híbridos (ônibus movido à combustível e energia elétrica), mas que estão sendo substituídos pouco a pouco por carros 100% elétricos. Seja a partir de rede elétrica já existente (trólebus, por exemplo) seja através de baterias que estão tendo uma evolução a cada dia que passa. Ele indicou, ainda, a leitura das Recomendações de Políticas Públicas para Sistemas de Ônibus Elétricos na América Latina, produzido pela UITP.
Também participaram do debate Jorge Françozo, do movimento REspira São Paulo; Carlos Alberto, da EMTU; Olímpio de Melo, da ANTP; e o jornalista Adamo Bazani, do Diário do Transporte, que mediou um debate que ocorreu entre os convidados da mesa e da plateia.
Confira as apresentações feitas abaixo:
Evolução dos ônibus
Evolução dos ônibus 2
Custo do sistema Trólebus
Futuro Energético e Suas Tendências para o Transporte Públicopara o Transporte Público
Processo de Substituição do Diesel Convencional na Frota de ônibus Urbano
Transporte Elétrico em Debate - Aeamesp
Trólebus: presente e perspectivas
Realidade dos Ônibus Elétricos no Mundo - ABVE
Deborah Moreira
Comunicação SEESP
Especialistas das áreas de meio ambiente, tecnologia, mobilidade e de comunicação se reúnem nesta quinta-feira (22/6), no auditório do SEESP, a partir das 14h, para debaterem a Lei de Mudanças Climáticas do município de São Paulo (14.933/09). A ideia é apontar caminhos a curto, médio e longo prazos.
O evento, promovido pelo sindicato em parceria com o Movimento Defesa do Trólebus e Boletim do Transporte, é aberto a todos e gratuito. O seminário tem apoio do Diário do Transporte e realização do SEESP – Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo e Movimento Defesa do Trólebus.
As discussões entorno do lançamento do edital da nova licitação que vai definir como serão os transportes por ônibus na cidade, pelas próximas duas décadas, retomaram a necessidade do debate.
“Se a Lei de Mudanças Climáticas fosse cumprida, quanto São Paulo economizaria?” é o tema principal das palestras e do debate que vai gerar subtemas e outras discussões relacionadas ao meio ambiente em grandes metrópoles.
Ao todo, a lei 14.933 possui 51 artigos que estipulam medidas para que a cidade reduza as emissões de gases de efeito estufa e a contaminação do solo e da água, alterando as formas de produção, comercialização, consumo, deslocamentos e convivência da população.
Um dos artigos mais importantes, o de número 50, que prevê a substituição dos ônibus a diesel da frota das linhas municipais por veículos menos poluentes, como ônibus elétricos a bateria, híbridos, trólebus, a gás natural, biometano, etanol, biodiesel, entre outros modelos, até agora não há sinal de que ele será cumprido.
O artigo determina a substituição progressiva, desde 2009, de 10% dos ônibus por ano até que, em 2018, nenhum veículo de transporte coletivo na cidade dependesse exclusivamente do óleo diesel para se movimentar.
Entretanto, em junho de 2017, nem 7% da frota de ônibus da cidade conseguem atender a Lei de Mudanças Climáticas.
Na apresentação das linhas gerais da concorrência no início do mês, o secretário Municipal de Transportes e Mobilidade de São Paulo, Sérgio Avelleda, confirmou a informação já prevista por alguns especialistas do setor, como o Diário do Transporte, que a prefeitura não vai estipular os modelos de ônibus a serem comprados pelos empresários e quantidade de frota e, sim, as metas de redução. Essa será uma das questões abordadas no encontro: será que somente as metas, sem exigir troca de tecnologia, serão suficientes? Ou ainda: o que fazer tendo em vista o não cumprimento da lei?
Entre os debatedores e palestrantes estão o presidente da União Internacional de Transportes Públicos para América Latina (UITP), Jurandir Fernandes; a gerente da divisão América Latina da UITP, Eleonora Pazos; o secretário Executivo da Comissão de Meio Ambiente da Associação Nacional de Transportes Públicos – ANTP, Olimpio Melo Alvares; o presidente da Aeamesp, Pedro Armante Carneiro Machado; o representante da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), Carlos Alberto Lopes; o diretor do Movimento Respira São Paulo, Jorge Françoso de Moraes; o representante da Associação Nacional de Veículos Elétricos (ABVE) e gerente da produtora chinesa de baterias e ônibus elétricos BYD, Adalberto Maluf e o pesquisador de transportes, Helio Luís Oliveira.
Comunicação SEESP
Com informações do blog Diário do Transporte
O professor Francisco de Assis Matos de Abreu, do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Pará (UFPA), é o entrevistado do JE na TV, programa televisivo produzido pela comunicação do sindicato. Na edição exibida inicialmente na segunda-feira (19/6), o geógrafo falou sobre o estudo do Sistema Aquífero da Grande Amazônia (Saga), resultado de um trabalho interdisciplinar realizado por um grupo de pesquisadores da UFPA em conjunto com pesquisadores de outras instituições.
Na Reportagem da Semana, o assunto é a regulamentação do trabaho intermitente, proposta dentro da reforma trabalhista. "È uma afronta a dignidade do profissional. Todo profissional liberal vai acabar recebendo por hora trabalho e, na verdade, esses profissionais desenvolvem trabalho de expertise, com técnica, não é algo mecânico. Ou seja, não é possível remunerar meramente pela mão de obra e sim pelo desenvolvimento e responsabilidade técnica", explica Karen Blanco, advogada do SEESP.
O JE na TV vai ao ar às segundas-feiras online pela Tv Aberta São Paulo, às 19h30. Também nos canais 9 – NET, 75 – TVA, 186 – TVA Digital e em mais de 50 cidades de todo o Estado. Além disso, as edições estão disponíveis no site do SEESP e no canal do sindicato do Youtube.
https://www.youtube.com/watch?v=jxxrJ2jZCks
Comunicação SEESP
Com o intuito de colaborar com a melhoria da infraestrutura de redes de telecomunicações no País, que encontra em estado deplorável, o SEESP - Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo, no âmbito do Conselho Assessor de Comunicação e Telecomunicações do seu Conselho Tecnológico, criou o Grupo de Trabalho de Infraestrutura de Redes cujo foco principal é estabelecer procedimentos e normas a serem seguidos pelas diversas empresas que operam no setor.
O trabalho do grupo, que pretende levar as propostas e soluções para todo o território nacional, conta com o apoio e incentivo do engenheiro Murilo Pinheiro, presidente do SEESP e da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), bem como dos engenheiros José Roberto Cardoso e Marcelo Knörich Zuffo, coordenadores, respectivamente, do Conselho Tecnológico e do Conselho Assessor de Comunicação e Telecomunicações do sindicato.
No Brasil, cerca de seis mil provedores de internet utilizam os postes das concessionárias para lançarem cabos de fibras ópticas. Na maioria das vezes por problemas de super lotação de cabos nas estruturas, os projetos de compartilhamento não são aprovados pelas elétricas, mas são implantados mesmo assim.
“Não é possível convivermos mais com esta situação caótica da nossa infraestrutura”, afirma o engenheiro e consultor Marcius Vitale, coordenador do Grupo de Trabalho de Infraestrutura de Rede do SEESP.
“Fica evidente que com o aumento da demanda por banda larga, observamos uma queda acentuada na qualidade dos serviços ofertados aos usuários, situação esta que tende a piorar se ações contundentes não forem praticadas pelos diversos atores envolvidos no processo”, continua Vitale.
Com objetivos convergentes, a Agência Reguladora de Saneamento e Energia no Estado de São Paulo (Arsesp), por meio do Conselho de Orientação de Energia (COE), em conjunto com as distribuidoras de energia elétrica com atuação no estado de São Paulo, produziram um diagnóstico do problema, que foi complementado pelo sindicato, que elaborou um “Laudo Técnico de Engenharia”, que foi remetido às agências reguladoras Aneel (de energia) e Anatel (e de telecomunicações), bem como para alguns órgãos públicos, com responsabilidade regulatória desse assunto.
Considerando que equacionar esse grave problema técnico-regulatório se insere de forma complementar no projeto que vem sendo desenvolvido pela Prefeitura do Município de São Paulo, que objetiva o estabelecimento de uma política pública de enterramento dos fios e cabos de energia elétrica e de comunicações, o Grupo de Trabalho julgou oportuno estabelecer um posicionamento convergente do COE/Arsesp e do SEESP, com as ações que estão sendo realizadas pela prefeitura, e enviá-lo para o Secretário Municipal de Serviços e Obras de São Paulo, Marcos Penido.
A documentação preparada pelo Grupo de Trabalho poderá servir de base para a execução de projetos e obras de remanejamento das redes aéreas para o subterrâneo nas cidades brasileiras dentro das boas práticas de engenharia.
Pela longa experiência e competência dos integrantes do Grupo de Trabalho de Infraestrutura de Rede, em breve um padrão de projeto será disponibilizado, com o estabelecimento de novas diretrizes técnicas e de procedimentos operacionais e de fiscalização, para propiciar a regularização progressiva sobre o compartilhamento da infraestrutura de postes, fios e cabos na via pública.
Cada entidade do setor está sendo convidada para propor e opinar sobre o conteúdo técnico a ser inserido no documento, ainda em fase de elaboração, cujo resultado deverá facilitar a implantação de novas redes, assim como, a correção do que foi implantado de forma desordenada.
Comunicação SEESP
(publicado por Deborah Moreira)
), bem como dos engenheiros José Roberto Cardoso e Marcelo Knörich Zuffo, coordenadores, respectivamente, do Conselho Tecnológico e do Conselho Assessor de Comunicação e Telecomunicações do sindicato.
Acontecem nesta quarta (21/6) e quinta (22), na capital paulista, o Encontro de Profissionais Eletricistas e Seminário de Gerenciamento de Riscos Elétricos, que ocorrerão na cidade de São Paulo, nos dias 21 e 22 de junho, respectivamente. As duas atividades acontecerão no Auditório do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), localizado à Rua Pedro Vicente, 625, no bairro Canindé e são promovidos pela Associação Brasileira para a Conscientização dos Perigos em Eletricidade (Abracopel), com patrocínio de empresas do setor elétrico.
O público presente, basicamente formado por eletricistas, engenheiros, técnicos de segurança do trabalho e professores, terão a oportunidade de além do treinamento teórico, algumas práticas por meio da demonstração de uso dos produtos.
Os seminários são gratuitos mas é solicitada a doação de 1kg de alimento não perecível que será entregue para entidades carentes no próprio local em que o seminário será realizado. Além disso, todos os participantes receberão um certificado de participação no encerramento do seminário.
A Abracopel é uma associação sem fins lucrativos que vem treinando milhares de profissionais por meio de seminários e palestras presenciais com o intuito de construir uma cultura de segurança das instalações elétricas.
Mais informações sobre os eventos, acesse:
http://abracopel.org/eventos/encontro-de-profissionais-eletricistas-sao-paulo-2/
Comunicação SEESP
Com informações da assessoria de imprensa
Relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) - Tendências Globais divulgado hoje (19/6) revela que em 2016 cerca de 65,6 milhões de pessoas foram forçadas a se deslocar em todo o mundo. O número é o maior já registrado. As informações mostram que os dados superam os números registrados em 2015, com aumento de mais de 300 mil pessoas.
Foto: UnochaMulher prepara refeição em área improvisada ao ar livre do campo de Bab Al Salame, destinado a deslocados internos, perto da fronteira com a Turquia na província de Aleppo, Síria.
De acordo com o relatório, do total, 10,3 milhões de pessoas são novas e cerca de dois terços (6,9 milhões) delas se deslocaram dentro de seus próprios países. As crianças representam a metade do número total dos refugiados de todo o mundo. Conflitos políticos, guerras e perseguições são as principais causas.
Segundo os dados divulgados, também aumentou o número de refugiados, alcançando a marca de 22,5 milhões de pessoas. Desse total, 17,2 milhões estão sob a responsabilidade do Acnur, e o restante é formado por palestinos. O conflito na Síria mantém o país como o local de origem do maior número de refugiados (5,5 milhões).
Se não for levada em conta a situação de refugiados palestinos, conforme o Acnur, os afegãos continuam sendo a segunda maior população de refugiados (4,7 milhões) no mundo, seguidos pelos iraquianos (4,2 milhões).
O Sudão do Sul também aparece em destaque nos números de 2016, onde “a desastrosa ruptura dos esforços de paz contribuiu para o êxodo de 739,9 mil pessoas entre julho e dezembro. No total, já são 1,87 milhão de refugiados originários do Sudão do Sul”.
No fim do ano passado, a organização registrou que 40,3 milhões de pessoas foram forçadas a se deslocar dentro de seus próprios países. A Síria, o Iraque e “o ainda expressivo deslocamento dentro da Colômbia foram as situações de maior movimento interno. Esse tipo representa quase dois terços dos deslocamentos forçados em todo o mundo”, acrescenta a organização.
O relatório diz ainda que, em 2016, 2,8 milhões de pessoas pediram formalmente refúgio em outros países. Para o Acnur, os números indicam a necessidade de consolidar mecanismos de proteção para essas pessoas e de suporte para países e comunidades que apoiam refugiados e outras pessoas deslocadas.
“O retorno de refugiados e deslocados internos para as suas casas, em conjunto com outras soluções como reassentamento em outros países, significou melhores condições de vida para muitas pessoas no ano passado. No total, cerca de 37 países aceitaram 189.300 refugiados para reassentamento. Cerca de meio milhão de refugiados tiveram a oportunidade de voltar para seus países, e aproximadamente 6,5 milhões de deslocados internos regressaram para suas regiões de origem – embora muitos deles em circunstâncias abaixo do ideal e com um futuro incerto”, afirma a organização.
Fonte: Agência Brasil
(publicado por Deborah Moreira)
Segundo levantamento do setor de Oportunidades, do SEESP, houve um aumento da oferta de estágios na área de Engenharia. Em 2014, a entidade sindical divulgou 70 vagas de estágios. Já em 2016, foram 319. A nova realidade reflete o panorama atual de crise econômica. É o que afirma a psicóloga Mariles Carvalho, que atua no setor, no sindicato. "Ao invés de ter três engenheiros, são um engenheiro e dois estagiários", exemplifica Carvalho. Esse é um dos destaques do JE na TV, exibido na segunda-feira (12/6), na programação da TV Aberta.
Franscisco Cristovam , presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (SPUrbanos), é o entrevista desta semana. Entre outros pontos, ele falou sobre a discussão que ocorren neste momento no município sobre a troca dos combustíveis da frota de ônibus na capital paulista. Algumas alternativas são o ônibus elétrico, movido a bateria, ou veículos híbridos que já possuam o sistema de abastecimento por energia elétrica.
Na coluna No Ponto, o presidente do SEESP, Murilo Pinheiro, ressalta a importância em defender políticas que priorizem o conteúdo local, lembrando que o assunto está em discussão (em consulta pública ainda disponível) no site da Agência Nacional de Petróleo e que em breve haverá audiência pública para debater a questão.
O JE na TV vai ao ar às segundas-feiras online pela Tv Aberta São Paulo, às 19h30. Também nos canais 9 – NET, 75 – TVA, 186 – TVA Digital e em mais de 50 cidades de todo o Estado. Além disso, as edições estão disponíveis no site do SEESP e no canal do sindicato do Youtube.
https://www.youtube.com/watch?v=CaWbr9c6pxM&feature=youtu.be
Comunicação SEESP
(publicado por Deborah Moreira)
Nos próximos 20 anos, a frota mundial de aeronaves para mais de 100 passageiros deve mais do que dobrar e chegar à casa das 40 mil unidades, o que representa um crescimento médio de 4,4% por ano. Os dados são de um estudo entitulado Airbus Global Market Forecast 2017-2036.
Fotos: Divulgação
Para chegar ao dobro da frota comercial atual em 20 anos serão necessários 530 mil novos pilotos e 550 mil novos engenheiros de manutenção. É por isso que a Airbus expandiu seus centro de treinamentos de cinco para 16 nos últimos três anos. O mais recente é o Airbus Brazil Training Centre (ABTC), inaugurado na quinta-feira última (8/6), em Campinas (SP), o primeiro da América do Sul a ter o simulador do A320neo.
Ainda de acordo com o levantamento, o número de passageiros que voarão pela primeira vez aumentará, tal como investimentos com tráfego aéreo, expansão do Turismo, liberalização da indústria, novas rotas e novos modelos de negócios na aviação, o que demandará 34.170 aeronaves de passageiros e 730 de carga, em um montante total de US$ 5,3 trilhões.
Outro dado apontado é que mais de 70% de novas unidades serão de corredor único, com 60% de crescimento e 40% de reposição por aeronaves mais eficientes no consumo de combustível.
Com agências
Comunicação SEESP
(publicado por Deborah Moreira)