Logos

GRCS

×

Atenção

JUser: :_load: Não foi possível carregar usuário com ID: 69

28/08/2017

Evitar a privatização da Eletrobras

Da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE)
25 de agosto de 2017

A privatização da Eletrobras, anunciada em 21 de agosto último, caso se confirme, significará grave deterioração do setor elétrico brasileiro, atingirá frontalmente os interesses estratégicos do País e certamente representará prejuízo aos empregados da companhia e à população como um todo. Portanto, deve ser rejeitada e combatida pela sociedade brasileira.

A atração de capitais privados para a venda de ações se dará justamente pela transformação dos atuais contratos de concessão de subsidiárias da Eletrobras, que estabelecem as receitas de 14 usinas hidrelétricas antigas, remuneradas pelo regime de cotas. Isso provocará aumento brutal das tarifas a serem pagas pelas distribuidoras de energia, o que, obviamente, será repassado aos consumidores finais.

Ainda que não tenha sido divulgada a completa modelagem da privatização pretendida para a Eletrobras, fica claro que se trata de iniciativa contrária à modicidade tarifária e ao interesse público, cujo objetivo principal é levantar arrecadação ao Governo Federal.

Entregar ao controle privado a Eletrobras, que é responsável por 31% da geração de energia e de 47% do sistema de transmissão no País, é abrir mão da maior holding do setor na América Latina dentro da qual nasceu o bem-sucedido sistema interligado brasileiro.

A tarefa a ser cumprida é o resgate da Eletrobras e o aprimoramento do setor elétrico no País. Energia é bem essencial e deve permanecer sob controle do Estado para que se garantam desenvolvimento econômico, bem-estar social e soberania nacional.

 

 

Lido 1607 vezes

Comentários   

# REPENSAR A NOSSA MISSÃOEng. Johannes Luyten 01-09-2017 11:25
Na qualidade de sócio do SEESP do que me orgulho, pois representa boa parcela de Engenheiros no Estado de São Paulo, e no final da minha carreira, deixo um desafio para o nosso Sindicato se reinventar:
Se perguntarmos aos nossos sócios: "Você poderia mencionar o nome do Presidente ou algum Diretor da nossa Associação?", acredito que eu mesmo não saberia responder! Parece uma recorrente sucessão dentro de um grupo homogêneo. Tenho visto neste período de quase 50 anos, que a maioria dos ocupantes estão ou foram de alguma forma ligados ao governo e estatais. Não querendo ser injusto, parece ser um "trampolim para vôos mais altos", e na maioria das vezes divulga-se com exaltação atos do governo ou realizações pessoais.

Tenho a propor que o Sindicato se torne uma entidade verdadeiramente representativa: Não permitir que membros de sua diretoria tenha ligação e participação em qualquer nível estatal. Está na hora do Sindicato entender que somos uma entidade forte, muito representativa e que O GOVERNO tem que nos procurar e ouvir nossas sugestões. Gostaria que os futuros membros da nossa diretoria, fossem algum Professor, Pesquisador, Engenheiros que se destacam no nosso meio Empresarial e Universitário, também jovens "que ousem mudar", além de alguns "velhos da minha faixa etária", que não tenham pretensões políticas nem aspirações pessoais, além de transmitir vivência e colaborar. Está na hora do SEESP estar no foco da Sociedade e Governo, e não o contrario: os ficar enfocando.
# A raposa toma conta do galinheiro?Marcelo M. Azevedo 31-08-2017 16:38
Prezados,

Entendo que o governo deva agir em caráter supletivo, ou seja, nos assuntos específicos em que a iniciativa privada não tenha interesse.

Caso contrário, como aceitar que uma entidade responsável pela regulamentação e pela fiscalização exerça atividade que ela mesma deve fiscalizar? É o caso do título que sugiro. Se todos os cidadãos fossem honestos, muito provavelmente nossos representantes também o fossem e não teríamos casos de corrupção como temos. Quanto mais político o uso das empresas do governo, mais interesses escusos aparecem.

Em tempo: concordo com as opiniões de Emmanuel Britto F., Helberth e Johannes Luyten.
# Privatizar é moralizarclaudio do valle 31-08-2017 16:29
É com pesar que percebemos que o corporativismo de entidades ainda suplantam os interesses da nação.
Estado mínimo é estado voltado a todos e não para privilegiados.
Parece que em prol de seus interesses imbelicais, o exemplo do que ocorreu no país, nos últimos 13 anos não serviram para nada.
Estatal é porta aberta para a corrupção e nisso o PT é doutor.
Vamos enxugar o estado para termos saúde, segurança e educação básica como prioridades.
Pensem e enxerguem além de seus próprios umbigos
# PRIVATIZAÇÃOEng. Johannes Luyten 31-08-2017 12:17
O governo existe para administrar o que lhe foi conferido pela constituição e povo. Na maioria dos países, poucas instituições são governamentais, sobrando as de segurança nacional ou onde o setor privado não está capacitado ou é desinteressado. Acredito que nós do setor privado somos tão bons ou melhores que qualquer setor público e amamos o nosso país da mesma foram. Pergunto ao SEESP, do qual sou sócio há quase 50 anos: "O nosso sindicato é composto exclusivamente por engenheiros que atuam no setor governamental, ou também integra aqueles do setor privado?, Acredito que quem trabalha para governo não queira perder direitos legítimos, mas não significa que tenham que ser mantidas ad eternum as empresas governamentais, que sabidamente na sua maioria não são exemplo de eficiência e administração". Em último caso, deixe o povo decidir, pois dele emana o poder e não de um Sindicato específico.
# Falta dados para entenderHeberth 31-08-2017 10:18
Ao ler o título da matéria, a primeira sensação é de preocupação. No entando, ao pesquisar um pouco na internet, verifiquei que pode não ser tão ruim para o país essa privatização devido a diversos fatores. Um deles é o défcit que infelizmente o país tem.
Uma outra implicação na privatização seria uma administração mais profissional, uma vez que deixará de ser objeto de jogo político. Para mais informações sugiro que leiam o artigo publicado no site da bbc 'O que significa privatizar a Petrobrás?'. Lá o leitor encontrará maiores informações para fundamentar sua opinião.
# Falar em meu nomeEmmanuel Britto F. 31-08-2017 09:48
Prezados,
Desejo que fique claro que sua opinião não expressa, de forma alguma, a minha.
Saudações

Adicionar comentário

Código de segurança
Atualizar

VAGAS DE ESTÁGIO

agenda