Editorial

Compromisso renovado

À frente do SEESP desde 2001, a gestão “Trabalho, Integração e Compromisso” pôde desenvolver, juntamente com os engenheiros do Estado de São Paulo, uma série de ações em defesa da profissão e da categoria. Seguindo a plataforma de trabalho então eleita, foram implementados e aprimorados programas nas áreas de ação sindical, mercado de trabalho, debates técnicos setoriais e relações institucionais e políticas.

Assim, a entidade fortaleceu-se como representante dos engenheiros nas negociações coletivas, que abrangem aproximadamente 100 mil profissionais em todo o Estado; ampliou e sofisticou o atendimento da Bolsa de Empregos; promoveu inúmeros seminários e debates nas áreas de transporte, energia, saneamento básico e meio ambiente, entre outros; garantiu sua inserção nas mais importantes discussões do Estado, envolvendo outras organizações e os poderes públicos.

No que diz respeito à prestação de serviços aos filiados, ganhou-se em qualidade e quantidade. O Plano de Saúde do Engenheiro consolida-se a cada dia como a melhor opção aos filiados, que nele encontram os melhores preços e condições do mercado, além da segurança e confiabilidade que o SEESP representa. Hoje, já são mais de 30 mil vidas atendidas. Foi criado também o SEESPPrev, o fundo de pensão dos engenheiros, pioneiro na modalidade de instituidor. E oferecidos ainda inúmeros convênios nas áreas de saúde, educação, lazer, turismo etc.

Esse projeto foi reeleito pelos engenheiros paulistas no pleito realizado em 2005 e em 31 de dezembro teve início o segundo mandato sob o lema “Trabalho, Integração e Compromisso”. A proposta é dar continuidade ao projeto bem-sucedido e seguir melhorando, crescendo e garantindo aos engenheiros paulistas um sindicato que represente toda a importância que tem a categoria. Juntos, certamente atingiremos tal meta.

 

Preservar a Cteep
O ano-novo começou, lamentavelmente, com alguns fantasmas do passado. Entre eles, a ameaça de privatização da Cteep (Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista), medida na qual ainda insiste o governo estadual. Lucrativa, eficiente e estratégica ao bom funcionamento do sistema elétrico interligado, a empresa deve permanecer sob controle público, conforme já demonstraram os mais respeitáveis técnicos da área. Em ano eleitoral, agitado por natureza, e tendo o próprio governador Geraldo Alckmin se lançado candidato a presidente, o bom-senso indica que a retomada da privatização seja remetida à gaveta. Equivocado de toda forma, o processo de desestatização, levado a cabo no atual cenário de disputa, pode ocasionar prejuízos ainda maiores. Espera-se, assim, que o Executivo reconsidere a decisão de levar a companhia a leilão, a bem do interesse público.

 

Eng. Murilo Celso de Campos Pinheiro
Presidente

 

Texto anterior

Próximo texto

JE 269