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Opinião – Mais manutenção, mais engenharia

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Carlos Eduardo de Lacerda e Silva e Frederico Jun Okabayashi

 

A ruptura do apoio do tabuleiro do viaduto na Marginal Pinheiros é bastante emblemática no que tange à falta de uma devida avaliação e manutenção das estruturas públicas na cidade de São Paulo. Após o incidente, a população toma conhecimento de que dezenas de outras pontes e estruturas, utilizadas por milhões de pessoas diariamente, encontram-se de alguma forma comprometidas e colocando sob risco os seus usuários, o que demanda urgência do poder público e custos maiores ao cofre municipal.

 

A responsabilidade pela manutenção municipal, todavia, abrange ainda muitos outros setores, como edificações, pavimentos, equipamentos públicos, redes de drenagem, áreas de risco, monitoramento de árvores. É certo que no período de chuvas, como se repete ano após ano, a cidade enfrentará o caos com alagamentos e queda de árvores, causando grandes transtornos à população, com vítimas, inclusive fatais, e danos materiais de grande monta. Ou seja, se os fatos decorrentes de fenômenos climáticos são devidamente previsíveis do ponto de vista técnico, sobretudo do pleno conhecimento de onde se dão essas ocorrências, não se justifica a ausência de uma política de manutenção que proporcione a devida segurança e qualidade de vida à população.

 

Tendo em vista acompanhar os trabalhos desenvolvidos pelos engenheiros da Prefeitura Municipal de São Paulo (PMSP), o SEESP sente-se no imperioso papel de alertar as autoridades sobre a necessidade de se investir na engenharia municipal.

 

Por que não se aplica a necessária prática de uma política de manutenção preventiva e corretiva?

 

A PMSP, em todas as suas instituições, dispõe de um corpo de engenheiros altamente capacitado, que conhece profundamente a cidade e seus problemas, não obstante aquém do contingente necessário. São servidores profissionais aptos a diagnosticar possíveis riscos, apontando e priorizando os serviços de manutenção preventiva e corretiva onde sejam necessários.

 

Um adequado programa de manutenção preventiva representará, sem dúvida, uma grande economia de recursos para a municipalidade e bem-estar e segurança para os munícipes.

Uma metrópole como São Paulo, com 12 milhões de habitantes e problemas complexos carentes de solução, demandará sempre mais investimentos em engenharia pública. Infelizmente, temos uma cultura política que busca priorizar os investimentos em obras novas e serviços que dão visibilidade aos seus gestores, relegando para um segundo plano a manutenção e modernização dos equipamentos públicos já existentes, muitos dos quais não visíveis, embora vitais. A necessidade está nos apontando um novo caminho a ser seguido.

 

 

Engenheiros Carlos Eduardo de Lacerda e Silva e Frederico Jun Okabayashi, diretores do SEESP e servidores municipais

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