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Engenharia, desenvolvimento e trabalho na pauta

 

Eventos planejados pelo SEESP colocam em discussão temas prementes da realidade da profissão e essenciais ao bem-estar da sociedade.

 

O Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo, juntamente com sua atuação de representação coletiva da categoria e de prestação de serviços aos associados, tem forte compromisso com o debate do desenvolvimento e de políticas públicas.

 

Dando sequência a essa tripla vocação, a entidade programou uma série de eventos online, transmitidos pelas suas redes sociais, abordando questões de extrema relevância na atualidade, com impactos no exercício da profissão, no cotidiano dos cidadãos e no destino do País.

 

O primeiro tema foi tratado num debate realizado na segunda-feira (7/6) sobre questão essencial à cidade de São Paulo, a partir de um alerta dos engenheiros que atuam no município. A discussão trouxe à tona a impossibilidade de se realizar a revisão do Plano Diretor neste ano.

 

Conforme demonstrado durante a atividade, a pandemia da Covid-19 e a necessidade de distanciamento social são uma impossibilidade prática de garantir a participação popular essencial a esse processo.

 

Importante notar que não é razoável pensar em substituir as audiências e reuniões presenciais por consultas online, já que lamentavelmente parcela considerável da população não tem acesso adequado à internet.

 

Além disso, há dados essenciais, como as mudanças ocorridas em transporte, moradia e trabalho na cidade em decorrência das quarentenas que vigoram desde março de 2020. Outro ponto a dificultar esse processo é a não realização do Censo Demográfico, adiado para 2022.

 

O próximo evento da série está programado para dia 17 e terá como tema “Teletrabalho e home office: regras, direitos e perspectivas”. Com a participação de representantes da Justiça do Trabalho, do governo federal e do setor produtivo, a proposta é lançar luz sobre a tendência crescente de opção pelo trabalho remoto. Entre outros temas, a discussão abordará as diferenças entre teletrabalho e home office, regulamentação existente e ainda necessária, direitos e deveres dos profissionais e dos empregadores, Saúde e Segurança do Trabalho e perspectivas para o futuro.

 

No dia 30 de junho, o assunto serão os impactos da automação e da digitalização sobre os arranjos produtivos. Especialistas de altíssimo nível falarão a respeito dos avanços tecnológicos que redundaram na Indústria 4.0, Internet das Coisas e nas inúmeras aplicações da inteligência artificial, transformando o mundo do trabalho profundamente.

 

Ainda em junho, entra na pauta o impacto social dos avanços tecnológicos. Para os meses de julho e agosto, já estão programadas discussões sobre a retomada das obras paralisadas e a necessidade de reindustrialização do País, duas bandeiras do SEESP e do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”; as oportunidades no setor de saneamento; e o financiamento da seguridade social.

 

Com esse calendário, o SEESP espera contribuir para o debate de forma qualificada e levar à categoria e ao público em geral informações e opiniões balizadas que propiciem o pensamento crítico e a tomada de posição pelo bem da sociedade em geral.

 

Participe!

João Guilherme Vargas Netto*

Refletindo sobre a inacreditável ausência do tema sindical no simpósio internacional da USP sobre os 100 anos da Revolução Russa, constato que tal desprezo é uma deformação presente nas produções acadêmicas aqui no Brasil e no mundo.

A categoria “trabalho” foi evacuada no dia-a-dia do pensamento neoliberal hegemônico, seja nas pesquisas acadêmicas, seja na cobertura midiática, seja na literatura e nas artes e, sobretudo, no mundo econômico. O trabalho perdeu a centralidade nas teorias correntes e na ideologia dominante.

Uma consequência disso é o abandono dos Sindicatos como entidades fundamentais no arranjo societário capitalista. O pensamento hegemônico culturalista e individualista despreza a ação coletiva dos Sindicatos, organizações históricas de resistência dos trabalhadores.

Há muitas razões justificativas de tal alienação, mas seus efeitos convergem para uma visão deformada da vida em sociedade ofuscando o papel dos trabalhadores e de suas organizações. O descaso com os Sindicatos, sua subestimação e até mesmo o ódio a eles é a contrapartida do abandono do trabalho, principalmente do trabalho industrial, como categoria estruturante de pensamento pós-moderno.

Em 2007, John Womack Jr editou em espanhol, pelo Fundo de Cultura Econômica do México, o seu importante livro sobre a posição estratégica e a força dos trabalhadores. Ao descrever nele as formas de fazer a história dos trabalhadores, Womack registra que “os historiadores acadêmicos se interessam agora em quase qualquer coisa que não seja o trabalho industrial”.

Para demonstrar isto, recorre às aquisições da biblioteca da universidade de Harvard nos últimos dez anos: mais de duas vezes sobre gênero que sobre trabalho, 18 vezes mais sobre sexo que sobre trabalho industrial e um terço mais sobre pornografia que sobre trabalho industrial.

Provocadoramente, afirma que “resulta absurdo que careça de interesse estudar a história da atividade necessária para que ocorra qualquer outra história humana. É histórica e materialmente interessante o fato de que a espécie se extinguiria muito mais rapidamente sem trabalho do que sem copulação”.

 


*Consultor sindical

Comunicação SEESP


O diretor da Organização Internacional do Trabalho (OIT) parabenizou a CNTU pela iniciativa do projeto "Rumo ao Brasil 2022", diante do atual contexto de crise política e econômica. Peter Poschen, que falou sobre a importância do trabalho para o desenvolvimento do País durante a 11ª Jornada Brasil Inteligente, ocorrida no dia 18 de agosto último, também concedeu na ocasião uma entrevista exclusiva ao JE na TV. "O trabalho também é identidade. Temos orgulho do que fazemos. E o brasileiro valoriza muito pouco as competências. E isso deveria ser valorizado. O trabalho e as competências técnicas do trabalhador", disse Poschen.

Na Reportagem, a tentativa de privatizar as companhias estaduais de saneamento em todo o País. Entre os entrevistados, representante do Dieese, Patrícia Pelatieri, aponta que só quem ganha são as empresas.

O JE na TV vai ao ar toda segunda-feira pela TV Aberta São Paulo, ao vivo e em mais de 40 cidades do Estado, sempre tratando de assuntos relevantes à engenharia. Todas as edições ficam também disponíveis no canal do SEESPl do SEESP no Youtube.

A edição que foi ao ar primeiramente na segunda-feira (11/9) pode ser vista abaixo.

https://www.youtube.com/watch?v=nYwCApInrjQ





 

A Fundacentro, órgão ligado ao Ministério do Trabalho e Previdência Social, realiza em diversos Estados brasileiros cerca de 160 cursos, envolvendo aproximadamente 5.000 participantes, entre profissionais d a área de Segurança e Saúde do Trabalhador de órgãos públicos, empresas e sindicatos. Essas atividades educativas têm o papel de difundir os resultados de estudos e pesquisas desenvolvidas na área nos últimos anos, atualizando os técnicos que atuam nesse campo.

E a fundação já inicia 2017 com boas discussões ao promover o curso sobre os impactos das novas tecnologias na precarização do trabalho. Será no dia 23 de janeiro próximo, das 8h às 17h, no Centro Técnico Nacional da instituição, que fica na Rua Capote Valente, 710, no bairro Pinheiro, em São Paulo (SP). Carga total de oito horas.

O objetivo é apresentar e discutir os impactos das novas tecnologias, entre as quais se inserem as nanotecnologias. A coordenação técnica estará a cargo de Paulo Martins, Luis Renato Balbão Andrade e Arline Sydneia Abel Arcuri.

Interessados devem enviar e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..


Comunicação SEESP
Informação da Fundacentro








 

A previsão de um feliz 2017 é muito difícil de ser feita. Se alguém a faz, esconde uma ponta de hipocrisia.

A recessão é forte e apenas um pudor midiático esconde sua verdadeira face depressiva. O desemprego continua crescente, os salários perdem para a inflação renitente e o colchão social se esgarça.

No fim do ano passado o governo anunciou algumas medidas para tentar recauchutá-lo. Refiro-me, por exemplo, ao acesso dos trabalhadores às suas contas inativas do FGTS.

Cada Sindicato deve, independentemente de seu julgamento sobre a intenção do governo e sobre o alcance da medida, ajudar os trabalhadores de sua base (filiados, antigos filiados, não filiados e desempregados) a garantir, com presteza e correção, o benefício.

Leve-se em conta que a alta rotatividade e o período anterior de formalização dos empregos fizeram com que os trabalhadores “rodassem”, dentro e fora de sua categoria original.

Com o quadro recessivo e o previsível esgotamento da capacidade de endividamento dos trabalhadores, a utilização mais provável desses recursos adicionais deve ser, de imediato, o pagamento de dívidas e não a circulação do dinheiro em compras novas.

Registre-se, mais uma vez, que na situação hegemônica da bancolândia e do rentismo, estes setores sempre saem ganhando, mesmo quando o trabalhador é contemplado (algo parecido com o que acontece no crédito consignado).

Mas, um risco adicional assombra os trabalhadores em 2017: o risco da divisão do movimento sindical, que dificultará o êxito de sua resistência nas mobilizações e no Congresso Nacional e poderá oferecer ao barata-voa da política os pretextos para piorar ainda mais as reformas pretendidas – e encaminhadas – pelo governo.

A convicção solitária e a precipitação não serão nunca garantia de nada, muito menos de acerto.

Assim como o povo recomenda para uma mulher recém-parida, recomenda-se para todo dirigente sindical cautela e caldo de galinha, que não fazem mal a ninguém. 

 

* João Guilherme Vargas Netto é analista político e consultor sindical

 

 

 

 

 

João Guilherme MAI2015 dentroEm meus escritos semanais quase sempre evito fazer comentários abertamente políticos, ou sobre política partidária, a menos que possam ser relacionados à ação e às preocupações sindicais.

Não vou abrir, portanto, nenhuma exceção ao comentar a recente eleição da presidência da Câmara dos Deputados, já que tal fato tem implicações fortes no desenvolvimento de pautas congressuais que interessam ao movimento sindical.

Certa vez perguntaram a Stalin o que era pior, se o esquerdismo ou se o direitismo. Ele respondeu com um paradoxo, que se tornou clássico: - Ambos são piores.

É o que se poderia dizer sobre a escolha do presidente da Câmara, em segundo escrutínio.

Se um dos candidatos era representante declarado do “Centrão” e defensor do famigerado Eduardo Cunha, o outro, o eleito com maioria esmagadora dos deputados, é bem mais coerente em se tratando de uma pauta adversa aos trabalhadores e ao movimento sindical, sem prejuízo dos cálculos eminentemente políticos e partidários que o levaram à vitória e derrotaram o outro.

Com a nova presidência-tampão, ao mesmo tempo em que haverá pressa em pautar, discutir e aprovar propostas relacionadas à previdência e aos direitos trabalhistas e sindicais de maneira contrária às posições unitárias das centrais, a janela de oportunidades que estava aberta (decorrente das contradições entre a equipe econômica e a base “parlamentarista” do governo Temer) se fechou. Tudo o que é ideológico se petrifica.

Com este viés de analise podemos compreender que, no fim das contas e de uma maneira torta, Henrique Meirelles ganhou, derrotando o governo Temer e suas composições partidárias artificiais, desequilibradas e fisiológicas, mas que poderiam oferecer melhores condições de resistência para o movimento sindical.

Acredito, por exemplo, que o projeto que legaliza os recursos sindicais negociados subiu definitivamente no telhado. 

 

 

* João Guilherme Vargas Netto, consultor sindical

 

 

 

 

 

 

 

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) acaba de lançar a Nota Técnica 159 onde avalia os impactos da recessão econômica e do ajuste fiscal sobre o mercado de trabalho no Brasil. O estudo analisa a evolução dos principais indicadores do mercado de trabalho brasileiro no período recente, com foco no desempenho apresentado a partir do último ano, quando o processo recessivo se aprofunda no País. Com o novo quadro, o governo federal implementa políticas econômicas com o objetivo de promover um ajuste fiscal do setor público e estabilizar o nível de preços da economia.

Entre os anos 2004 e 2014, o mercado de trabalho brasileiro apresentou uma melhora generalizada de seus principais indicadores: a taxa de desemprego diminuiu substancialmente; a qualidade do emprego foi ampliada, com o aumento expressivo dos vínculos empregatícios com carteira de trabalho assinada e, em menor medida, do emprego público; e o rendimento médio real do trabalho se elevou, acompanhado de uma melhora do seu perfil distributivo.

Estes resultados, em um primeiro momento, foram tributários de um cenário externo especialmente favorável, que se estendeu até meados de 2008, dado pelo maior crescimento da economia mundial – China à frente – e pela elevação da demanda e dos preços das commodities no mercado internacional (como minério de ferro, soja, petróleo etc.), impulsionando o crescimento econômico local.

Em um segundo momento, porém, o eixo do dinamismo econômico deslocou-se para o mercado interno, resultado da adoção de políticas de estímulos à demanda, como a valorização do salário mínimo, a ampliação do crédito – em um contexto de redefinição do papel dos bancos públicos –, a maior abrangência das políticas de transferência de renda e a elevação do investimento público. A título ilustrativo, entre 2004 e 2010, não obstante o contágio da crise internacional no final de 2008, a taxa média de crescimento do PIB brasileiro foi de 4,5%, contra apenas 1,6% no período 1998-2003.

A partir de 2011, no entanto, os ambientes interno e externo se deterioraram,substancialmente, minando o ritmo que o desempenho econômico vinha mantendo até então. De um lado, houve uma intensificação da crise internacional, que diminuiu o crescimento da economia mundial – e também dos países emergentes –, provocou uma queda da demanda e dos preços das commodities e piorou as expectativas dos empresários, temerosos quanto aos impactos da crise na Europa sobre a economia mundial.

 

* Confira a Nota Técnica na íntegra clicando aqui.





Edição Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP
A partir da Nota Técnica








 

Será lançada nesta terça-feira (5/8), às 15h, no auditório do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com o apoio da Fundação Friedrich Ebert (FES), a publicação "Rotatividade Setorial: dados e diretrizes para a ação sindical”.

A obra é resultado de uma série de seminários promovidos com entidades sindicais de trabalhadores bancários, da construção, do ramo metalúrgico, do comércio, de alojamento e alimentação e dos químicos. Os setores estudados recebem análise individual sobre a referente rotatividade, abordando também alternativas de enfrentamento.

Serviço
Rotatividade Setorial: Dados e Diretrizes para Ação Sindical
Data: 05/08/2014
Horário: 15h
Local: Rua Aurora, 957, Centro – SP



Imprensa SEESP






Depois de se manter em alta nos meses de janeiro e fevereiro, o nível de emprego no setor da construção civil diminuiu 0,10%, em março sobre fevereiro, segundo a pesquisa do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP ) e da Fundação Getulio Vargas (FGV). Das cinco regiões do país, apenas o Sul indicou elevação, empregando 0,39% mais pessoas do que em fevereiro, com a abertura de 1.958 vagas.

A redução do índice foi considerada atípica para o período. “Na construção civil, a queda do emprego em um mês como março não é usual. Entretanto, é cedo para dizer que isso será uma tendência para os próximos meses”, disse, por meio de nota, o presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe.

Na comparação com março do ano passado, porém, houve crescimento de 1,27%, e no acumulado do trimestre, alta de 1,65%, com a criação de 57,1 mil postos de trabalho. O número de pessoas empregadas somou 3,5 milhões.

Watanabe observou que, enquanto alguns estados eliminaram vagas, outros ampliaram as contratações, como foi o caso de São Paulo, ao que ele atribuiu à finalização das obras por conta da Copa do Mundo e também aos empreendimentos residenciais. São Paulo teve expansão de 0,14% sobre fevereiro, com 1.192 empregos, e, no trimestre, alta de 1,76%, com um saldo de 15,1 mil trabalhadores entre demissões e contratações. Das dez regiões paulistas pesquisadas, cinco apresentaram queda no período (Campinas, Ribeirão Preto, Santos, São José dos Campos e Bauru).

Já nas regiões do país, o Norte reduziu as oferta em 0,15%, eliminando 321 postos de trabalho; o Nordeste teve queda de 0,48%, com o corte de 3.639 empregos; o Sudeste diminuiu 0,06%, com 1.055 vagas suprimidas; e, no Centro-Oeste, houve recuo de 0,18%, equivalente a 542 contratações a menos do que em fevereiro.

O SindusCon-SP também divulgou nesta segunda (5/5) a pesquisa conjunta com a FGV de torno do Custo Unitário Básico (CUB) da construção civil, que teve elevação de 0,15% em abril sobre março e um avanço acumulado no quadrimestre de 0,51%, com o valor do metro quadrado em R$ 1.105,20. Em 12 meses, o valor aumentou 7,42%. Na comparação com março, a mão de obra ficou 0,03% mais cara e os materiais de construção, 0,35%.



Fonte: Agência Brasil






 

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