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Agência Fapesp
Karina Toledo, de Medellín

Apenas 25% da superfície terrestre permanece livre de impactos substanciais causados por atividades humanas. E o índice deve cair para meros 10% até 2050, segundo projeções da Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES).

“Apenas algumas regiões nos polos, desertos e as partes mais inacessíveis das florestas tropicais permanecem intactas”, afirmou o sul-africano Robert Scholes, um dos coordenadores do relatório temático sobre Degradação e Restauração de Terras Degradadas divulgado pela IPBES, nesta segunda-feira (26/3), em Medellín, na Colômbia.

O documento na íntegra e um sumário para tomadores de decisão foram aprovados pelos 129 países-membros da entidade durante a 6ª Reunião Plenária, que ocorreu entre os dias 17 e 24 de março.

Segundo o texto, até o ano de 2014, mais de 1,5 bilhão de hectares de ecossistemas naturais foram convertidos em áreas agrícolas. Plantações e pastagens cobrem atualmente mais de um terço da superfície do planeta. “Os processos mais recentes de desmatamento estão ocorrendo nas regiões do globo mais ricas em biodiversidade”, afirmaram os autores no texto.

De acordo com Scholes, pode ser definido como degradação o processo que leva um ecossistema terrestre ou aquático a sofrer um declínio persistente das funções ecossistêmicas e da biodiversidade. “É quando uma determinada região tem sua capacidade de sustentar a vida – humana ou não – persistentemente reduzida”, explicou.

A expansão não sustentável de áreas dedicadas à agricultura e à pecuária é apontada no relatório como uma das principais causas do problema – que tende a se agravar com a demanda crescente por comida e biocombustíveis. Segundo os autores, o uso de pesticidas e fertilizantes deve dobrar até 2050.

“Esses produtos químicos em excesso contaminam não apenas o solo como também os sistemas aquáticos, terminando por afetar a zona costeira. Já temos centenas de áreas mortas em regiões como o Golfo do México e isso ocorre por causa da forma que manejamos a terra. Portanto, esta é também uma questão de segurança hídrica e de preservação da costa”, disse Robert Watson, presidente da IPBES.

Outro fator importante que tem contribuído para a degradação de ecossistemas, de acordo com os cientistas da IPBES, é o estilo de vida de alto consumo dos países desenvolvidos – bem como o consumo crescente observado nos países em desenvolvimento.

O combate ao problema, afirmam, deve necessariamente incluir a adoção de uma dieta mais sustentável, com menos produtos de origem animal e maior preocupação com os métodos usados na produção dos alimentos e demais produtos consumidos.

“Não estamos dizendo para as pessoas pararem de comer carne, mas para se preocuparem com o modo com que ela foi produzida. E, acima de tudo, acabar com o desperdício de comida. Hoje, entre 35% e 40% do que é produzido nos países desenvolvidos não é aproveitado”, disse Watson.

Comunicação SEESP*

No dia 11 último, a coordenadora do Núcleo Jovem Engenheiro do SEESP participou, como convidada, do 10º Fórum sobre Mudanças Climáticas e Aquecimento Global, realizado pelo Colégio Civitatis, na capital paulista. A atividade teve como, nesta edição, o tema “Turismo sustentável para o desenvolvimento” com o foco na revitalização do rio Tietê. Alunos de diversas séries realizaram atividades e projetos respondendo a seguinte pergunta: Rio Tietê: um problema ambiental sem solução ou uma possível alternativa de exploração turística?

O professor e coordenador do fórum, Gerson Palhares, realizou uma “escuta social” para debater o tema e estiveram presentes a vereadora paulistana Edir Sales (PSD); o comandante geral do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, Reginaldo Repulho; além de Dessimoni.

A coordenadora do núcleo do sindicato falou sobre a importância da engenharia e dos recursos hídricos em São Paulo, assim como enfatizou que é possível a revitalização do rio Tietê, “porém é preciso trabalhar fortemente a educação ambiental para que governo e sociedade civil cumpram o seu papel como agentes transformadores da realidade”.

Dessimoni parabenizou o colégio pela iniciativa e sugeriu a adoção de uma escola pública para que os alunos possam realizar a sensibilização e conscientização sobre o descartes de resíduos e a importância que o rio Tietê tem para São Paulo.

Foto: Núcleo Jovem Engenheiro
Participantes do debate no Colégio Civitatis. Coordenadora do núcleo do SEESP ao centro.

 

* Com informações do Núcleo Jovem Engenheiro

 

Comunicação SEESP

O JE na TV traz uma edição especial nesta semana sobre mudanças climáticas. O que são essas mudanças? Quais efeitos? Existe aquecimento global? E o que devemos fazer? O apresentador Fabio Pereira mediou o debate entre os especialistas Antonio Carlos Zuffo, mestre e doutor em hidráulica e sanemaneto e professor de recursos hídricos da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), e Magno Botelho Castelo Branco, professor de biologia e mudanças climáticas da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Castelo Branco ressalta que o planeta está sofrendo um aquecimento maior desde a revolução industraial, inclusive os últimos 15 anos são considerados os anos mais quentes da superficie do planeta, na média, desde que começou-se a medir a temperatura por instrumentos. "O planeta está sofrendo mudanças desiguais de temperatura.;O hemisfério norte está aquecendo mais e no hemisfério sul há uma queda de temperatura, o que faz sentido porque o degelo nesse polo não ocorre de maneira acelerada", disse.

Para Zuffo, que é engenheiro civil, existe aquecimento e esfriamento global. "Eu acredito na varieabilidade natural do clima. Pelo que estudo com dados historicos, de preciptação e vazão, verifica-se que existe uma certa recorrência desses eventos. A TErra já foi mais quente, a Terra ja foi mais friae esta sempre mudando. Existe uma correlação com a emissão de energia do sol, que não emite uma quantidade constatnte de energia, tem ciclos diferentes e alemdisso, a terra  percorre o sol em uma elipse e não em uma esfera. Entao tem periodos que o planeta fica mais próximo do sol e outros que fica mais distante. Isso para mim é um dos motivos principais pela variação do clima", justifca.

O Jornal do Engenheiro na TV (JE na TV) é uma produção da Comunicação do SEESP e vai ao ar toda segunda-feira pela TV Aberta São Paulo, ao vivo e em mais de 40 cidades do Estado, sempre tratando de assuntos relevantes à engenharia. Todas as edições ficam também disponíveis no canal do SEESP no Youtube.


Confira o debate na íntegra abaixo:


https://www.youtube.com/watch?v=8JPdjN0fvpI



Da Agência Fapesp*

Os estudos do Projeto Metrópole, com apoio da Fapesp, demonstram que a cidade de Santos, no Estado de São Paulo, já está exposta a tempestades, erosão e intrusão de água salgada, de acordo com a Assessoria de Comunicação do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

Há uma tendência das alterações climáticas e a subida do nível do mar intensificarem esses riscos, conforme pesquisa coordenada pelo climatologista José Marengo, do Cemaden.

Esses impactos foram observados também em Broward, nos Estados Unidos, e Selsey, na Inglaterra. Iniciativa internacional com pesquisadores brasileiros, norte-americanos e ingleses vem desenvolvendo, desde 2013, estudos sobre adaptação às mudanças climáticas em áreas costeiras.

Os dados da pesquisa fazem projeções dos impactos associados à elevação da temperatura oceânica e chuvas extremas, além do aumento do nível do mar e aumento na frequência e na intensidade das tempestades. Esses fatores podem gerar deslizamentos de terra, enchentes urbanas e contaminação das águas subterrâneas. Na situação atual, as áreas suscetíveis à inundação já apresentam problemas de drenagem.

Na cidade de Santos, no litoral paulista, os estudos projetam que as mudanças climáticas provocarão a subida do nível do mar em pelo menos 18 centímetros até 2050, podendo chegar até 45 centímetros em 2100. Essa elevação do nível do mar poderá chegar a dois metros, durante a ocorrência de marés altas, tempestades e as ressacas.

“As adaptações serão necessárias, não há como escapar. E não estamos falando sobre mudanças do clima em um futuro distante – é preciso entrar em ação agora”, afirmou o pesquisador.

Medidas de minimização de impacto
Entre as medidas estratégicas indicadas às cidades costeiras para a gestão da adaptação, podem-se destacar o monitoramento da mudança do clima e as avaliações dos desastres socioambientais, para adequar a situação das mudanças ocasionadas ao longo do tempo.

O trabalho científico aponta dois caminhos para a preparação e diminuição dos impactos das mudanças climáticas nas áreas costeiras: as medidas proativas e planejadas para preservar e proteger os recursos – antecipando-se aos impactos (adaptação planejada) – e as medidas reativas/emergenciais, implementadas após o impacto das mudanças climáticas.

O Projeto Metrópole é uma coprodução entre a comunidade científica, os tomadores de decisões e a população. Santos foi escolhida para o projeto, segundo Marengo, porque tem os dados mais completos sobre variações de marés e o georreferenciamento mais preciso entre as cidades litorâneas. Os métodos utilizados podem ser replicados em qualquer cidade da costa brasileira.

A pesquisa aplicada desenvolvida nos últimos quatro anos faz uma avaliação conjunta sobre possíveis impactos da elevação do nível do mar, extremos de chuva e tempestades na frequência e intensidade das inundações costeiras que afetam a Ponta da Praia, no município de Santos. Segundo os dados científicos, estes impactos podem aumentar no futuro.

Mais informações: www.cemaden.gov.br/pesquisa-alerta-para-medidas-antecipadas-aos-impactos-provocados-pela-elevacao-das-mares-nas-cidades-costeiras/.

* Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo

 

Do site da CNTU

A Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU) vem manifestar sua solidariedade aos países e povos atingidos pelo Furacão Irma. A catástrofe, que já causou devastação e morte, ainda terá seus efeitos sentidos por aqueles que ficaram desabrigados e pelos danos causados à infraestrutura urbana essencial ao bem-estar da população.


Foto: Divulgação/Nasa
Furacão Irma sobre o Caribe, o mais forte registrado no Oceano Atlântico.

Além de expressar profundo pesar pelo sofrimento e prejuízos, a CNTU chama a atenção para a necessidade de que o mundo, e especialmente as nações mais ricas, encare o compromisso de reduzir as emissões de CO2 com seriedade. Embora o Irma não tenha sido produzido por ações humanas, especialistas já afirmam que os furacões em geral ganharam força e causaram cada vez mais destruição nas últimas décadas devido ao aquecimento global.

Por fim, desejamos conforto àqueles que perderam entes queridos, breve restabelecimento aos que se feriram e que a reconstrução do que foi destruído ocorra o mais brevemente possível para que as vítimas desse desastre possam retomar suas vidas com tranquilidade.

 

Do Jornal da USP

O programa Diálogos na USP (Universidade de São Paulo) recebeu os professores Pedro Leite da Silva Dias e Pedro Roberto Jacobi para um debate sobre o Protocolo de Kyoto, aquecimento global e outras mudanças climáticas.

Firmado em dezembro de 1997, na cidade japonesa de Kyoto, o documento tem o objetivo de reduzir o aquecimento global, decorrente da emissão de gases causadores do efeito estufa. Em 15 de março de 1999, o protocolo é ratificado por 55 países, que juntos produziam mais da metade das emissões de poluentes que contribuem para o aquecimento global. O Brasil assinou o Protocolo de Kyoto em 1998, mas sua ratificação só ocorreu em 2002.

Foto: Nasa via Wikimedia Commons
Simulação da quantidade de dióxido de carbono na atmosfera da Terra, se metade das emissões de aquecimento global não for absorvida.

Maior potência industrial do mundo, os Estados Unidos lideram as emissões de gases por habitante. Mas, apesar disso, sempre se mantiveram resistentes a comprometerem-se com as metas do Protocolo e, neste ano, Donald Trump anunciou a saída do Acordo de Paris, que substituirá o Protocolo de Kyoto em 2020. A justificativa de Trump é que a adesão prejudicaria o desenvolvimento econômico do país.

Jacobi, professor da Faculdade de Educação (FE) da USP, classifica como “factoide” o “estardalhaço” em torno da decisão de Trump, pois outros setores da sociedade já se mobilizam para encontrar alternativas, visando à diminuição da emissão de gás carbônico (CO2) no meio ambiente. Ele cita, inclusive, os esforços de outros países signatários do Protocolo de Kyoto, como Espanha e Portugal, “que deixaram muito claro como estão mudando suas matrizes energéticas”.

Já Silva Dias, diretor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, comentou o maior interesse dos setores produtivos e públicos em investir em tecnologia renovável. Segundo ele, “o aquecimento global criou uma série de oportunidades”, citando a produção de energia eólica no Brasil. O professor se mantém otimista em relação ao uso de fontes de energia renováveis e enxerga um “maior interesse dos formuladores em políticas públicas” em ouvir e absorver o que se produz sobre o assunto nas universidades.

 


*Por Luiz Antonio Bressani

As cidades brasileiras foram construídas num período diferente do que enfrentamos hoje e poucas foram projetadas adequadamente. Além disso, em muitas cidades houve grande expansão nas últimas décadas, praticamente sem planejamento. Lembre: as condições climáticas eram outras. O cenário para o futuro exigirá grandes alterações para que as cidades se adaptem às mudanças climáticas e possam conviver com elas de forma resiliente, mitigando efeitos ou evitando que desastres aconteçam – sobretudo de maneira tão frequente como vem ocorrendo.

São intervenções importantes, que variam para cada situação urbana e regional, muitas vezes com magnitude maior do que a população e o Poder Público atual gostariam. Em muitos casos será necessário, por exemplo, remover populações de áreas mais suscetíveis a inundação ou escorregamentos, estabilizar encostas antes mais estáveis, abrir canais de maior largura, retomando antigas áreas alagadiças, e segurar água a montante. Prédios precisarão ter depósitos para reter água de telhado. Mas o que antes era apenas uma ideia interessante para os novos empreendimentos, terá daqui por diante efeito mandatório, mesmo para construções antigas existentes (grandes estacionamentos ou telhados de supermercados, por exemplo). O custo disto terá que ser repartido para não repartirmos os prejuízos de inundações. E a sociedade terá que entender o custo do lixo nas drenagens ou da ocupação, sem critérios, de nossos morros urbanos.

Para que essas intervenções ocorram de forma correta e eficaz, só há um caminho: promover uma investigação bem clara das principais causas do que está acontecendo e, com base nas conclusões, definir as mudanças mais adequadas para cada cidade.

O que não podemos mais fazer é “varrer a sujeira para baixo do tapete”, ignorar as mudanças climáticas, as deficiências da infraestrutura, e alegar que aquela foi a maior chuva dos últimos dez anos e que não deve acontecer novamente nos próximos dez (com sorte 15) anos. Esses eventos “atípicos” estão se tornando cada vez mais corriqueiros. E pelo seu próprio crescimento, as cidades estão ficando cada vez mais frágeis diante de uma mudança tão importante do clima. Precisamos estar preparados para lidar com tudo isso.

E o Brasil tem tecnologias e profissionais suficientemente qualificados para fazer as investigações, projetos e executar as intervenções necessárias. Mas certamente não é o bastante. Nós, da comunidade técnica, precisaremos trabalhar para conscientizar as autoridades e a população quanto à necessidade de promover algumas destas intervenções. Precisaremos trabalhar para evitar mais prejuízos materiais nas cidades e, principalmente, para impedir que mais vidas e esperanças sejam levadas por inundações e escorregamentos de terra.

 

Foto: PMSS / Fotospúblicas.com
Deslizamento São Vicente2014
Casa interditada após deslizamento, em São Sebastião, que atingiu cerca de 40 famílias na região da Vila Mineira, em 15/4/2014.

 

 

Engajamento do Poder Público

O Poder Público precisa não apenas conhecer o problema, mas ser pressionado a agir para enfrentá-lo, evitando a repetição insuportável de tragédias que podem ser evitadas. Exemplo disso aconteceu há pouco tempo no Rio de Janeiro.

Vimos que em decorrência dos desastres com deslizamentos de terra (Santa Catarina em 2008; serra fluminense em 2011) houve uma maior conscientização. O Estado do Rio de Janeiro fez um grande trabalho de mapeamento das áreas de risco e prevenção de acidentes deste tipo, houve a implantação de sistemas de alerta na cidade do Rio e até de evacuação dos locais quando necessário. Houve investimentos importantes em prevenção incluindo meteorologia e instrumentação. Nas fortes chuvas ocorridas no dia 21 de junho, no entanto, estes recursos não foram utilizados adequadamente. Não houve alerta. Por quê? Mudanças na gestão pública são a indicação mais evidente; a falta de continuidade no gerenciamento.

E o mesmo vem acontecendo em diversas cidades do País. Existe um trabalho que já vem sendo realizado ao longo dos anos pelos técnicos da área e já está implantado em várias cidades espalhadas pelo Brasil, mas o Poder Público, ao não entender sua importância, subutiliza esses recursos ou não repassa a verba necessária para que os projetos se mantenham vivos.

Na maioria das vezes, os profissionais da área de fiscalização, alerta e Defesa Civil não são de carreira e não têm reconhecimento. Na maioria das cidades não existem serviços públicos permanentes de gestão de risco ou, quando existem, não têm continuidade. Há um desestímulo por parte das autoridades, uma vez que não há suporte para a realização do trabalho e nem carreiras estabelecidas nesta área.

O problema é que o desastre não avisa. Se houver descontinuidade de planejamento de obras ou fiscalização, o desastre cobrará seu preço. Mas bons exemplos existem: o mapeamento geotécnico já sendo realizado nos municípios de Santa Catarina e Pernambuco, o trabalho na área urbana de Salvador, o trabalho continuado na região metropolitana de São Paulo e capital, o trabalho de encostas no Rio, Belo Horizonte e Recife, além de várias outras cidades onde são realizados trabalhos permanentes de mapeamento e gestão de risco de escorregamentos e/ou inundações.

Precisamos que todos os municípios, com apoio dos Estados e União, sigam estes melhores exemplos e práticas, adaptando-os à sua realidade geológica. Temos que oferecer e utilizar todo o conhecimento técnico já disponível para alertar as autoridades e sociedade e trabalhar em prol de cidades mais bem preparadas para o futuro.

Devemos lançar mão do talento, do conhecimento e da força da comunidade geotécnica para ajudar a mover o estado e fazer a sociedade, maior vítima desse descaso, despertar para os riscos. E se parecia que as mudanças climáticas viriam para ficar, agora parece que elas vão continuar piorando. É só o início. Se pouco for feito, os danos decorrentes deste novo ciclo climático vão produzir perdas materiais e humanas cada vez maiores, que poderiam (e devem) ser minimizadas. Parte do desafio é nosso.

 

Foto: Arcanjo 01 CB / SC / Fotospúblicas.com 
Enchente Santa Catarina
Ruas alagadas de Rio do Sul, Santa Catarina, devido a fortes chuvas em junho último.

 

 

* Luiz Antonio Bressani é professor titular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e associado e membro da Comissão Técnica de Taludes da Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica (ABMS). Ele será um dos palestrantes na VII Conferência Brasileira sobre Estabilidade de Encostas, em Florianópolis, em novembro. Saiba mais clicando aqui.

 

 

 

 

Especialistas das áreas de meio ambiente, tecnologia, mobilidade e de comunicação se reúnem nesta quinta-feira (22/6), no auditório do SEESP, a partir das 14h, para debaterem a Lei de Mudanças Climáticas do município de São Paulo (14.933/09). A ideia é apontar caminhos a curto, médio e longo prazos.

O evento, promovido pelo sindicato em parceria com o Movimento Defesa do Trólebus  e Boletim do Transporte, é aberto a todos e gratuito. O seminário tem apoio do Diário do Transporte e realização do SEESP – Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo e Movimento Defesa do Trólebus.

As discussões entorno do lançamento do edital da nova licitação que vai definir como serão os transportes por ônibus na cidade, pelas próximas duas décadas, retomaram a necessidade do debate.

“Se a Lei de Mudanças Climáticas fosse cumprida, quanto São Paulo economizaria?” é o tema principal das palestras e do debate que vai gerar subtemas e outras discussões relacionadas ao meio ambiente em grandes metrópoles.

Ao todo, a lei 14.933 possui 51 artigos que estipulam medidas para que a cidade reduza as emissões de gases de efeito estufa e a contaminação do solo e da água, alterando as formas de produção, comercialização, consumo, deslocamentos e convivência da população.

Um dos artigos mais importantes, o de número 50, que prevê a substituição dos ônibus a diesel da frota das linhas municipais por veículos menos poluentes, como ônibus elétricos a bateria, híbridos, trólebus, a gás natural, biometano, etanol, biodiesel, entre outros modelos, até agora não há sinal de que ele será cumprido.

O artigo determina a substituição progressiva, desde 2009, de 10% dos ônibus por ano até que, em 2018, nenhum veículo de transporte coletivo na cidade dependesse exclusivamente do óleo diesel para se movimentar.

Entretanto, em junho de 2017, nem 7% da frota de ônibus da cidade conseguem atender a Lei de Mudanças Climáticas.
Na apresentação das linhas gerais da concorrência no início do mês, o secretário Municipal de Transportes e Mobilidade de São Paulo, Sérgio Avelleda, confirmou a informação já prevista por alguns especialistas do setor, como o Diário do Transporte, que a prefeitura não vai estipular os modelos de ônibus a serem comprados pelos empresários e quantidade de frota e, sim, as metas de redução. Essa será uma das questões abordadas no encontro: será que somente as metas, sem exigir troca de tecnologia, serão suficientes? Ou ainda: o que fazer tendo em vista o não cumprimento da lei?

Entre os debatedores e palestrantes estão o presidente da União Internacional de Transportes Públicos para América Latina (UITP), Jurandir Fernandes; a gerente da divisão América Latina da UITP, Eleonora Pazos; o secretário Executivo da Comissão de Meio Ambiente da Associação Nacional de Transportes Públicos – ANTP, Olimpio Melo Alvares; o presidente da Aeamesp, Pedro Armante Carneiro Machado; o representante da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), Carlos Alberto Lopes; o diretor do Movimento Respira São Paulo, Jorge Françoso de Moraes; o representante da  Associação Nacional de Veículos Elétricos (ABVE) e gerente da produtora chinesa de baterias e ônibus elétricos BYD, Adalberto Maluf  e o pesquisador de transportes, Helio Luís Oliveira.

 

debatedores lei de mudanca climatica

Comunicação SEESP
Com informações do blog Diário do Transporte



No dia 30 de junho próximo, acontece a 15ª Conferência de Produção Mais Limpa e Mudanças Climáticas, na Capital paulista. O objetivo do evento é intermediar o diálogo entre cidadãos, instituições, iniciativa privada e governo, para aprofundar a discussão sobre os três pilares da sustentabilidade: ambiental, econômico e social, além de propor políticas públicas e legislações de caráter mais objetivo e resolutivo.

Evento gratuito que na primeira edição em 2002, reuniu 350 pessoas, 6 parceiros e em 2015 contou com mais de 3.000 participantes e 350 parceiros.

Nessa edição, o tema a ser tratado é “Bairro a Bairro: São Paulo mais verde. Mudanças Climáticas- Desdobramentos da COP21”. A palestra magna será ministrada pelo urbanista Cândido Malta que é o responsável pela criação de políticas de desenvolvimento urbano em diversas cidades brasileiras e na sequência dois painéis contarão com a presença de especialistas da iniciativa privada, governo, universidade e terceiro setor.

Na área de exposição da conferência, o público terá oportunidade de conhecer diversos exemplos de projetos, produtos e serviços alinhados às questões de sustentabilidade, com o conceito de produzir mais e melhor com menos.

Para mais informação e inscrição clique aqui.


 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP








Conferencia Natalini.jpg editadaHá 15 anos acontece em São Paulo a Conferência de Produção Mais Limpa e Mudanças Climáticas, cujo objetivo é intermediar o diálogo entre cidadãos, instituições, iniciativa privada e governo, para aprofundar a discussão sobre os três pilares da sustentabilidade: ambiental, econômico e social, além de propor políticas públicas e legislações de caráter mais objetivo e resolutivo. O evento é fruto da lei de autoria do vereador Gilberto Natalini (PV), que é o proponente e presidente da conferência. A atividade é gratuita e será realizada no dia 30 de junho próximo, das 8h às 17h, na Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas (APCD), que fica na Rua Voluntários da Pátria, 547, em Santana (próxima à estação Tietê do Metrô).

O tema desta edição é “Bairro a Bairro: São Paulo mais verde. Mudanças Climáticas - Desdobramentos da COP21”. A mesa de abertura reunirá autoridades de diversas áreas do governo estadual e municipal e entidades da sociedade civil. A palestra magna será ministrada pelo urbanista Cândido Malta, responsável pela criação de políticas de desenvolvimento urbano em diversas cidades brasileiras e na sequência dois painéis contarão com a presença de especialistas da iniciativa privada, governo, universidade e terceiro setor.

Iniciativas sustentáveis
Na área de exposição, o público terá oportunidade de conhecer diversos exemplos de projetos, produtos e serviços alinhados às questões de sustentabilidade, com o conceito de produzir mais e melhor com menos. 


 

Edição Rosângela Ribeiro Gil
Com informações da Assessoria de Comunicação do vereador Gilberto Natalini








O Pantanal, a maior planície alagada do mundo, corre o risco de, em 2100, ver as suas temperaturas médias anuais elevadas em até 7 °C. Tamanho aumento de temperatura implicaria uma redução sensível no regime de chuvas da região, principalmente no inverno. Tais mudanças climáticas teriam impacto sobre a evaporação da região e a própria existência do Pantanal como o conhecemos.

Essas projeções foram estimadas a partir da aplicação ao Pantanal dos modelos climáticos globais do 5º Relatório de Avaliação (AR5) do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), de 2014.

O trabalho “Climate Change Scenarios in the Pantanal”, publicado no livro Dynamics of the Pantanal Wetland in South America, é de autoria da equipe do hidrologista e meteorologista José Antonio Marengo Orsini, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), em Cachoeira Paulista, e tem apoio da FAPESP e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) para Mudanças Climáticas  – que, por sua vez, é apoiado pela FAPESP e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O Pantanal tem uma área de 140 mil km², 80% da qual fica no Brasil, nos estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. É uma região semiárida. Não fosse o enorme fluxo anual de água para a região, o bioma seria tão seco quanto a caatinga nordestina. Isso não ocorre porque o Pantanal é um grande reservatório que armazena as águas que escoam dos planaltos circundantes.

Nos meses de novembro a março, na estação chuvosa, os rios transbordam, inundando até 70% da planície. É quando se formam os banhados, os lagos rasos e quando os pântanos incham. Tudo isso faz com que, nas áreas mais elevadas, surjam ilhas de vegetação, um refúgio para os animais. Grandes áreas permanecem inundadas por quatro a oito meses no ano, com uma cobertura de água que varia de uns poucos centímetros até 2 metros.

Durante a estação seca, de abril a setembro, as águas refluem para a calha dos rios e os banhados são parcialmente drenados. As águas antes represadas seguem seu curso através das bacias dos rios Paraguai e Paraná, em direção ao rio da Prata e ao Atlântico Sul. Deixam em seu lugar uma camada de sedimentos férteis que impulsionam o crescimento da vegetação e das pastagens.

Esse é o retrato do Pantanal hoje. Nele caem anualmente entre 1.000 e 1.250 milímetros de chuva. A temperatura média anual é 24 °C – sendo que a temperatura máxima, alguns dias no ano, atinge os 41 graus. O que as projeções climáticas de Marengo indicam para o futuro?

O 5º Relatório de Avaliação do IPCC projeta um aumento na temperatura média global em 2100 de 3,7º C a 4,8°C. Quando seus parâmetros são usados para analisar as variáveis climáticas específicas do Pantanal, o resultado impressiona. Até 2040, as temperaturas médias devem subir de 2º C a 3 °C. Em 2070, o aumento poderá ser de 4ºC a 5°C, atingindo em 2100 uma temperatura média 6 °C mais elevada do que a atual.

Embora haja muita incerteza com relação às projeções pluviométricas, os modelos sugerem que, durante o inverno no hemisfério Sul, o Pantanal poderá experimentar uma redução na quantidade de chuva de 30% a 40%.

A associação entre temperaturas mais elevadas e menos chuva implicará um aumento da evaporação no Pantanal. Dependendo da temperatura, volumes consideráveis de água represada poderão desaparecer, o que reduzirá a área total alagada e a quantidade de água nas porções de terra que permanecerão alagadas. “Um aumento da temperatura média de 5º C a 6 °C implicaria em deficiência hídrica, o que afetaria a biodiversidade e a população”, observa Marengo.

As consequências para a fauna e a flora poderão ser severas. Espécies vegetais pouco adaptáveis a um grau de umidade inferior ao atual poderão desaparecer ou migrar para outras regiões. Em seu lugar, germinariam outras espécies, que preferem climas mais secos.

A alteração na vegetação implicaria diretamente as populações de invertebrados e de vertebrados herbívoros – capivaras, antas que delas dependem (mas também o gado das fazendas) – , numa reação em cadeia que afetaria todos os nichos da cadeia alimentar, até atingir os predadores de topo, como os felinos, os jacarés e as aves de rapina.

Muito embora Marengo faça questão de salientar que as incertezas com relação às mudanças climáticas ainda são elevadas, especialmente no quesito do regime pluviométrico, um coisa é certa: as temperaturas globais estão aumentando e o mesmo acontecerá no Pantanal.

Como aquela planície alagada fica no centro da América do Sul, portanto longe da influência marítima que poderia ajudar a amenizar o clima, o aumento das temperaturas no Pantanal tende a ser mais dramático. “O dia mais quente do ano pode vir a ser até 10 °C mais quente do que hoje”, diz Marengo.

Se atualmente, nos dias mais quentes do verão, a temperatura no Pantanal passa fácil dos 40 °C, estamos falando em temperaturas máximas em torno ou superiores aos 50 °C. É temperatura de deserto. A maioria das plantas suporta pontualmente um calorão desses. Pontualmente.

 

 

Fonte: Agência Fapesp/Peter Moon

 

 

 

 

 

 

 

 

 

As mudanças climáticas globais impõem riscos às cidades e levam à necessidade de desenvolver planos de adaptação. Mas de que modo cidades como São Paulo, que contam com tantos outros problemas de infraestrutura e desenvolvimento, podem desenvolver uma capacidade adaptativa que permita responder eficientemente aos desafios impostos pelas mudanças climáticas?

Encontrar respostas para essa pergunta é um dos objetivos de umapesquisa conduzida por cientistas da Universidade de São Paulo (USP) e da University of Michigan (UM), com financiamento da universidade norte-americana em conjunto com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Segundo as coordenadoras do projeto, as professoras Gabriela Marques Di Giulio, da Faculdade de Saúde Pública da USP, e Maria Carmen Lemos, da School of Natural Resources and Environment da UM, a crescente compreensão de que ações de mitigação não serão suficientes para evitar os impactos climáticos tem levado a um aumento no número de cidades no mundo que apresentam planos de adaptação, reconhecendo os riscos associados às mudanças climáticas e os impactos nos seus sistemas socioecológicos.

Apesar disso, há muitas outras em situação de risco que pouco têm feito. E os motivos são limitações econômicas, institucionais ou políticas, que reduzem a capacidade de prover serviços básicos, infraestrutura e suporte às suas populações.

Di Giulio e Lemos, que apresentaram a pesquisa no dia 28 de março na Fapesp Week Michigan-Ohio, que ocorre até 1º de abril nas cidades de Ann Arbor e Columbus, nos Estados Unidos, apontam que pesquisas têm identificado recursos e estruturas de governança que aumentam as chances de uma adaptação bem-sucedida. E compreender como esses recursos interagem positiva e negativamente é essencial para construir cidades mais resilientes e sustentáveis.

“São Paulo, por exemplo, que é nosso foco de pesquisa, faz parte do C40 Cities Climate Leadership Group [rede de megacidades comprometida com os desafios envolvidos nas mudanças climáticas globais] e é uma das poucas megacidades que contam com uma política municipal sobre mudanças climáticas globais, instituída em 2009, ainda que a maioria dos objetivos não tenha sido atingida”, disse Di Giulio.

Segundo ela, em São Paulo o desafio é integrar políticas públicas relacionadas às mudanças climáticas com políticas de moradia, saneamento, planejamento urbano, gerenciamento de recursos hídricos e mobilidade urbana. “Trata-se de uma região metropolitana com alta heterogeneidade em termos de acessos a recursos, níveis de pobreza e capacidade de interagir com as mudanças climáticas”, disse.

A pesquisa se baseou em métodos qualitativos, que incluem revisão da literatura científica, pesquisa documental – análise de pesquisas de opinião pública, conteúdo jornalístico, documentos e dados socioeconômicos –, entrevistas com atores e grupos sociais e reuniões técnicas e científicas, explicou Di Giulio.

O projeto colaborativo apoiado pela Fapesp e pela UM conta, além de Di Giulio e Lemos, com mais dois pesquisadores no Estado de São Paulo e um em Michigan. Os pesquisadores já realizaram quatro missões no projeto desde outubro de 2014, que incluíram a realização de um seminário, um workshop e encontros em São Paulo e em Michigan.

Entre os resultados do projeto, Di Giulio mencionou a publicação de artigos como Building adaptive capacity in the megacity of São Paulo, Brazil: urgencies, possibilities and challenges, apresentado em 2015 na RC21 International Conference, International Sociological Association, na Itália, e “Megacidades e mudanças climáticas: um enfoque interdisciplinar sobre o município de São Paulo”, a ser publicado este ano como capítulo de um livro.

Outras cidades brasileiras
Os pesquisadores analisaram políticas urbanas recentes em São Paulo, entre as quais intervenções específicas em sistemas de mobilidade, moradia e iniciativas de infraestrutura sustentável, mas consideram que essas e outras medidas não têm sido descritas como ações de adaptação às mudanças climáticas.

O projeto continua com o desenvolvimento do CiAdapta (Cidades, Vulnerabilidade e Mudanças Climáticas), uma abordagem integrada e interdisciplinar para analisar ações e capacidade de adaptação. O novo projeto, com duração até 2017, é financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O CiAdapta envolve seis capitais brasileiras: São Paulo, Manaus, Fortaleza, Vitória, Curitiba e Porto Alegre.

 

 

 

Fonte: Heitor Shimizu, de Michigan | Agência Fapesp

 

 

 

 

 

 

Nunca produzimos tanto lixo como atualmente. O Brasil está na quinta posição entre os que mais produzem lixo no mundo, atrás de Estados Unidos, China, União Europeia e Japão. Para termos uma ideia, por dia, produzimos cerca de 192 mil toneladas de lixo. Deste total, cerca de 41%, ou 79 mil toneladas, não tem destinação correta.

Tanto lixo também é resultado do crescimento da produção de produtos industrializados, embalagens (representa cerca de um terço do lixo doméstico) e do nosso ciclo de vida, onde consumimos para sobreviver. O fato é que todo esse lixo gerado vai para lixões e gera biogás, um dos principais causadores do efeito estufa, além de gás carbônico, entre outras impurezas. Todos esses gases são prejudiciais para o meio ambiente.

Recentemente, observamos mudanças climáticas e instabilidades ambientais em várias partes do País. Por exemplo, a chuva forte que chegou a Porto Alegre (RS) e alcançou mais da metade da média histórica do mês de outubro, ou as catástrofes ambientais registradas em Manaus, também com fortes chuvas e alagamentos. Em São Paulo, não é possível definir em que estação estamos. Um dia faz muito calor, em outro frio abundante. Segundo alguns meteorologistas, o próximo verão promete ser um dos mais quentes de todos os tempos no país, com temperaturas que vão chegar aos 40ºC por vários dias seguidos.

Mas qual será a relação entre essa instabilidade climática e o montante de lixo produzido? Total! As mudanças climáticas têm ligação direta com a má destinação e os efeitos que os gases gerados pelos lixos causam na atmosfera, como o aquecimento global, tema hoje tão discutido por entidades especialistas. Claro que outros fatores contribuem para o aquecimento da Terra, como as queimadas e o contínuo desflorestamento, mas a questão do lixo é algo que podemos mudar. O estilo de vida do brasileiro contribui para que produzamos cada vez mais lixo e que todo esse ciclo se repita.  

Pequenas mudanças em nossos hábitos poderiam minimizar esses impactos. Claro que você pode pensar: “minhas atitudes não vão comprometer o futuro do planeta”. Esse é um engano comum. Pequenas ações, como implantar um pequeno sistema de reciclagem em casa, incentivando a família e até amigos a também reciclarem, comprar de empresas que têm essa visão sustentável, atuar contra o desperdício e repensar os produtos que você consome, são importantes medidas que irão contribuir com o meio ambiente.

Uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mostra que se todo o resíduo reaproveitável atualmente enviado a aterros e lixões em todo o país fosse reciclado, a riqueza gerada poderia chegar a R$ 8 bilhões anuais. Agora, pense nesse montante investido em iniciativas em prol do meio ambiente e durante gerações. Claro que a discussão é muito mais abrangente. É necessária uma mudança de cultura. Porém, se ninguém se atentar para essas mudanças rapidamente, corremos o risco de não ver no futuro o mundo que conhecemos hoje. Cabe a cada um de nós decidir.


 

* Francisco Oliveira é engenheiro civil e mestre em Mecânica dos Solos, Fundações e Geotecnia









Conferencia Cidade NataliniAcontece no dia 22 de setembro próximo, das 8h30 às 17h, a 14ª Conferência Produção mais limpa e mudanças climáticas, na sede da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas (APCD), na Rua Voluntários da Pátria, 547, Santana, São Paulo. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas em http://goo.gl/NQXG5S.

O objetivo do evento, conforme os organizadores, é promover um amplo debate com a iniciativa privada, administração pública, terceiro setor, instituições de ensino, associações e entidades patronais e profissionais, mídia e sociedade civil organizada sobre experiências e práticas da sustentabilidade nas empresas do setor público e privado, indústrias, comércio e serviços, órgãos públicos, universidades e ONGs.

Para tanto, prosseguem, é necessário fomentar políticas públicas que estimulem a implantação da economia verde na iniciativa privada e no setor público e estimular a melhoria contínua nas áreas de meio ambiente e saúde pública no município de São Paulo e na Região Metropolitana de São Paulo, visando a qualidade de vida do cidadão.

História e desdobramentos
A conferência foi agregando mais parceiros e apoiadores ao longo dos 13 anos, sendo que, em 2001, contou com um parceiro e cinco apoiadores, e em 2014 a atividade conseguiu 27 parceiros e 245 apoiadores.

As conferências têm inspirado novas leis municipais e projetos de lei que resultam em ganhos socioambientais e tornam realidade boas práticas. Uma relação completa encontra-se disponível em outra entrada nesta página. Destacamos em especial as leis que estabeleceram pioneiramente aplicações urbanas para a água de reúso proveniente de polimento do efluente final das estações de tratamento de esgoto (ETEs), a que criou o Programa de Aproveitamento de Madeira da Poda de Árvores (Pampa), um programa para destinar resíduos de poda de arborização para compostagem e produção de combustível alternativo e a que fomenta o uso de agregado de entulho como sub-base na pavimentação.


 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP
Informações dos organizadores da conferência








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