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Acadêmicos em todo o País estão trocando sua imagem da Plataforma Lattes, que disponibiliza os currículos profissionais de cientistas e pesquisadores, para protestar contra a fusão dos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação e das Comunicações. Ao invés da foto, estão colocando a hashtag FicaMCTI.


Imagem: divulgação redes sociais
volta MCTI 600 largNo Rio, manifestação do Instituto de Física da Universidade Federal Fluminense (UFF) na terça (7) pelo #VoltaMCTI



Entre os adeptos da campanha estão o matemático Artur Ávila, ganhador da medalha Fields 2014; Sergio Rezende, ex-ministro da Ciência e Tecnologia no governo Lula; Renato Janine Ribeiro, ex-ministro da Educação no governo dilma Rousseff; e o físico Paulo Artaxo, do Painel Internacional de Mudanças climáticas (da ONU).

Também foi criado um site para a mobilização, onde é possível enviar email aos senadores para pressioná-los a não aprovarem a fusão. Na próxima semana, alguns membros da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) do Senado debaterão o assunto com o ministro Gilberto Kassab. "Vamos aproveitar essa ocasião para pressionar os senadores e sensibilizar a sociedade sobre a necessidade de um MCTI ativo e independente. A ideia é que a comunidade científica expresse sua posição trocando as fotos de seus currículos Lattes pela imagem ao lado dizendo #FicaMCTI", diz a home da página http://ficamcti.redelivre.org.br/ .

A ação é uma iniciativa da Associação de Docentes da Universidade Federal do Rio De Janeiro (Adufrj). Lançada na segunda-feira (6/6), até ontem (7) o site já tinha registrado o envio de mais de 350 e-mails para os parlamentares da comissão.

“A mudança da foto teve um impacto muito legal com representatividade em todo o Brasil, principalmente pela participação de pesquisadores como o ex-ministro Sérgio Rezende, Artur Ávila, Paulo Artaxo, Vanderlan Bolzani e o antropólogo Otávio Velho. São pessoas de referência. Muita gente está aderindo e manifestando a inconformidade com essa extinção sem qualquer discussão”, avaliou o vice-presidente da SBPC, Ildeu Moreira, professor do Instituto de Física da UFRJ, e um dos líderes do movimento.

Com a hashtag #FicaMCTI, o protesto está no Twitter, Facebook, blogs, o que obrigou a imprensa tradicional a repercutir a notícia. Os principais jornais do país noticiaram o tema. Na manhã de terça-feira, 7, professores da UFRGS deram um abraço simbólico na universidade pela volta do Ministério. Outras agendas, como a mesa-redonda no Instituto Politécnico da Uerj nesta quarta-feira (8), chamam atenção para o tema.


Imprensa SEESP
Com informações do site Adufrj





    

A decisão do governo interino de Michel Temer, de fundir o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) com o Ministério das Comunicações (MC) foi duramente criticada durante o debate “A Banda Larga versus Infraestrutura Nacional Precária”, promovido pelo Conselho Assessor de Comunicação e Telecomunicação do Conselho Tecnológico do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP), na quarta-feira (25/5). Para Marcelo Zuffo, professor do Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos da Escola Politécnica da USP, a decisão é casuística, fundada no esvaziamento das duas Pastas ao longo dos últimos seis anos.

 

 

Foto: Beatriz Arruda/Imprensa SEESP
Marcelo ZuffoO engenheiro Marcelo Zuffo coordenou o debate sobre banda larga

 

“Se consumou a fusão desses dois ministérios devido ao desinvestimento ocorrido nos últimos seis anos. Eles foram esvaziados de forma paulatina, constante e permanente, e com a complacência de setores da comunidade científica. Essa é a verdade”, enfatizou Zuffo, que coordenou a atividade ocorrida na sede do SEESP. (Saiba como foi a atividade aqui)

Ele lembrou que um País como o Brasil, que figura nas últimas posições em termos de qualidade na estrutura de banda larga, não pode relegar a quarto plano a questão da infraestrutura nacional de telecomunicações.

Em sua análise, sob o ponto de vista do progresso e desenvolvimento de uma nação, faz até sentido reunir esses dois ministérios. “Mas, a gente sabe que foi por causa do enfraquecimento das Pastas, elas estão quebradas do ponto de vista orçamentário. Essa é a verdade que nos traz muita decepção”, completou.

Ele fez um apelo aos presentes para que ações sejam feitas no sentido de preservar as duas estruturas, que são resultado de uma luta muito grande.

“Lembro da luta travada logo após o final da ditadura militar, na década de 1980, para a criação dos dois ministérios. Precisamos resgatar essa memória e apontar ao atual ministro (Gilberto Kassab) a necessidade de se manter as duas estruturas das Pastas que são fundamentais para o desenvolvimento do País”, afirmou Zuffo.

Ele ponderou que o atual chefe do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações também é engenheiro e que, por isso, é sensível às questões técnicas de qualidade. “Apesar dele ser alheio a esses assuntos, ele é engenheiro e preza pela eficiência técnica. Nós como seus colegas temos o dever de informar ao novo ministro, que tem bom senso, o nosso conhecimento sobre os setores e tentar montar uma agenda positiva. O nosso maior problema nesses dois ministérios é orçamento”, disse o professor da Poli. De forma positiva, lembrou que, apesar do governo ter optado por um ministro que não é do setor, o ministro Kassab escolheu bons profissionais para compor a equipe técnica. Além disso, um levantamento que vem fazendo com alguns estudantes da USP demonstra que todas as nações que tiveram crises semelhantes a do Brasil é de que, apesar de cortarem verbas houve investimento em inovação para obter crescimento.

Falta recursos
Marcelo Zuffo lembrou que o fundo de pesquisa e inovação, está completamente zerado., o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Sucessivamente, os  ministérios do Planejamento e da Fazenda fizeram cortes no orçamento dos dois órgãos. Além disso, o fundo tem um déficit de R$ 1,5 bilhão.

Um dos pontos mantidos, resultante do esforço da comunidade científica, foi a manutenção das bolsas de pesquisa para os alunos. “Estamos deixando de pagar compromissos do ministério para transferir recursos para o CNPq para que não se deixe de pagar os pesquisadores. Mas, só neste ano, os pagamentos atrasaram três vezes pelo menos”, comentou.

Outro programa que foi bastante reduzido nos últimos anos foi o Ciência Sem Fronteiras que por falta de recursos ficou dependente do FNDCT.

Ele demonstrou preocupação com o que será com a estátua do Marechal Rondon, patrono das comunicações brasileiras, instalada no Ministério das Comunicações até então. “Foi o Marechal quem instalou em toda a Amazônia linhas de telégrafo. E hoje precisamos fazer o mesmo, mas com a banda larga. A coisa que mais lamento é a retirada simbólica de sua estátua no ministério”, relatou.

Ao final de sua fala, convidou a todos os presentes a se engajarem nessa luta, tal como fez os profissionais da cultura que protestaram com inúmeras atividades contra a extinção do ministério. A mobilização ganhou força e acabou resultando na volta do órgão.

Manifesto
A comunidade científica se manifestou na grande mídia ao receber a notícia sobre a junção dos ministérios. Entidades da área divulgaram um manifesto no qual chamam a junção das pastas de “medida artificial”. Além disso, observam que a ação demonstra falta de prioridade em relação aos investimentos em pesquisas.

O documento é assinado pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), junto com outras 13 entidades, e foi enviado no dia 11 de maio. Ainda de acordo com o texto, é grande a diferença de procedimentos, objetivos e missões desses dois ministérios. "A agenda do MCTI é baseada em critérios de mérito científico e tecnológico, os programas são formatados e avaliados por comissões técnicas que têm a participação da comunidade científica e também da comunidade empresarial envolvida em atividades Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação. Essa sistemática é bem diferente da adotada pelo Ministério das Comunicações, que envolve relações políticas e práticas de gestão distantes da vida cotidiana do MCTI".


Deborah Moreira
Imprensa SEESP





A decisão do governo interino de Michel Temer, de fundir o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) com o Ministério das Comunicações (MC) foi duramente criticada durante o debate “A Banda Larga versus Infraestrutura Nacional Precária”, promovido pelo Conselho Assessor de Comunicação e Telecomunicação do Conselho Tecnológico do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP), na quarta-feira (25/5). Para Marcelo Zuffo, professor do Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos da Escola Politécnica da USP, a decisão é casuística, fundada no esvaziamento das duas Pastas ao longo dos últimos seis anos.
“Se consumou a fusão desses dois ministérios devido ao desinvestimento ocorrido nos últimos seis anos. Eles foram esvaziados de forma paulatina, constante e permanente, e com a complacência de setores da comunidade científica. Essa é a verdade”, enfatizou Zuffo, que coordenou a atividade ocorrida na sede do SEESP.
Ele lembrou que um País como o Brasil, que figura nas últimas posições em termos de qualidade na estrutura de banda larga, não pode relegar a quarto plano a questão da infraestrutura nacional de telecomunicações.
Em sua análise, sob o ponto de vista do progresso e desenvolvimento de uma nação, faz até sentido reunir esses dois ministérios. “Mas, a gente sabe que foi por causa do enfraquecimento das Pastas, elas estão quebradas do ponto de vista orçamentário. Essa é a verdade que nos traz muita decepção”, completou.
Ele fez um apelo aos presentes para que ações sejam feitas no sentido de preservar as duas estruturas, que são resultado de uma luta muito grande.
“Lembro da luta travada logo após o final da ditadura militar, na década de 1980, para a criação dos dois ministérios. Precisamos resgatar essa memória e apontar ao atual ministro (Gilberto Kassab) a necessidade de se manter as duas estruturas das Pastas que são fundamentais para o desenvolvimento do País”, afirmou Zuffo.
Ele ponderou que o atual chefe do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações também é engenheiro e que, por isso, é sensível às questões técnicas de qualidade. “Apesar dele ser alheio a esses assuntos, ele é engenheiro e preza pela eficiência técnica. Nós como seus colegas temos o dever de informar ao novo ministro, que tem bom senso, o nosso conhecimento sobre os setores e tentar montar uma agenda positiva. O nosso maior problema nesses dois ministérios é orçamento”, disse o professor da Poli. De forma positiva, lembrou que, apesar do governo ter optado por um ministro que não é do setor, o ministro Kassab escolheu bons profissionais para compor a equipe técnica. Além disso, um levantamento que vem fazendo com alguns estudantes da USP demonstra que todas as nações que tiveram crises semelhantes a do Brasil é de que, apesar de cortarem verbas houve investimento em inovação para obter crescimento.

Falta recursos
Marcelo Zuffo lembrou que o fundo de pesquisa e inovação, está completamente zerado., o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Sucessivamente, os  ministérios do Planejamento e da Fazenda fizeram cortes no orçamento dos dois órgãos. Além disso, o fundo tem um déficit de R$ 1,5 bilhão.
Um dos pontos mantidos, resultante do esforço da comunidade científica, foi a manutenção das bolsas de pesquisa para os alunos. “Estamos deixando de pagar compromissos do ministério para transferir recursos para o CNPq para que não se deixe de pagar os pesquisadores. Mas, só neste ano, os pagamentos atrasaram três vezes pelo menos”, comentou.
Outro programa que foi bastante reduzido nos últimos anos foi o Ciência Sem Fronteiras que por falta de recursos ficou dependente do FNDCT.
Simbolicamente, ele demonstrou preocupação com o que será com a estátua do Marechal Rondon, patrono das comunicações brasileiras, instalada no Ministério das Comunicações até então. “Foi o Marechal quem instalou em toda a Amazônia linhas de telégrafo. E hoje precisamos fazer o mesmo, mas com a banda larga. A coisa que mais lamento é a retirada simbólica de sua estátua no ministério”, relatou.
Ao final de sua fala,. Convidou a todos os presentes a se engajarem nessa luta, tal como fez os profissionais da cultura que protestaram com inúmeras atividades contra a extinção do ministério. A mobilização ganhou força e acabou resultando na volta do órgão.

Manifesto
A comunidade científica se manifestou na grande mídia ao receber a notícia sobre a junção dos ministérios. Entidades da área divulgaram um manifesto, em meados do mês de maio, no qual chamam a junção das pastas de “medida artificial”. Além disso, observam que a ação demonstra falta de prioridade em relação aos investimentos em pesquisas.
O documento é assinado pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), junto com outras 13 entidades, e foi enviado no dia 11 de maio
Ainda de acordo com o texto, é grande a diferença de procedimentos, objetivos e missões desses dois ministérios. "A agenda do MCTI é baseada em critérios de mérito científico e tecnológico, os programas são formatados e avaliados por comissões técnicas que têm a participação da comunidade científica e também da comunidade empresarial envolvida em atividades Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação. Essa sistemática é bem diferente da adotada pelo Ministério das Comunicações, que envolve relações políticas e práticas de gestão distantes da vida cotidiana do MCTI".

Acordo de cooperação técnica entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Empresa de Planejamento e Logística (EPL) pretende incentivar as atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D) voltadas para soluções tecnológicas no setor de transporte. O acordo, com prazo de vigência de cinco anos, foi assinado nesta quinta-feira (25/04), pelo ministro Marco Antonio Raupp e pelo diretor presidente da EPL, Bernardo Figueiredo.

O acordo visa a ações conjuntas, ao desenvolvimento colaborativo em iniciativas que envolvam transferência e absorção de tecnologia e à disponibilização de sistema de informação que consolide os dados do setor de transportes. A parceria incluirá as áreas marítima, ferroviária e rodoviária, em projetos como o do trem de alta velocidade, de redes de transmissão de dados e de identificação por radiofrequência (RFID).

“Esses grandes projetos abrem um campo de oportunidades para nós”, disse o ministro Raupp, ao reforçar a possibilidade de articulações com as diversas secretarias do MCTI e demais instituições do sistema de ciência, tecnologia e inovação com o sistema EPL. “É a oportunidade de, ao recuperarmos deficiências na área de infraestrutura, já incrementarmos o melhor padrão tecnológico possível. Esse é o nosso propósito”, completou.

A EPL é uma empresa pública federal vinculada ao Ministério dos Transportes, instituída pela Lei 12.404/11, que tem como um dos seus objetivos o desenvolvimento do serviço ferroviário de alta velocidade de forma integrada às demais modalidades de transportes.

O diretor Bernardo Figueiredo falou sobre a extensão desse trabalho, que, segundo ele, vai além do gerenciamento de obras. “O que nós precisamos na área de logística é de tecnologia, até para utilizarmos a infraestrutura já instalada”, acrescentou, ao recordar o histórico de cooperação com o MCTI na área.

Trabalho conjunto
A empresa já tem um acordo com a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP, organização social supervisionada pelo MCTI) com foco na montagem de um backbone (espinha dorsal) de uma rede para interconexão de dados de sistemas voltada para transporte e logística.

O ministério também foi parceiro da EPL na concepção do projeto de mapeamento de toda a tecnologia do trem de alta velocidade e na formulação da proposta de absorção de tecnologia. “Então já temos um trabalho conjunto e estamos agora estendendo-o a outras áreas em que a logística necessita de um aperfeiçoamento e de inovação tecnológica para a melhoria do seu desempenho”, afirmou Bernardo Figueiredo.

De acordo com o representante da EPL, está criada uma rede de fibra ótica pelos editais de ferrovia e rodovia. “Temos a possibilidade de trabalhar de forma articulada com o MCTI e isso criará um canal para levarmos o acesso da rede a regiões do interior do país em locais ainda não atendidos”, afirmou. “Então, nós temos um campo imenso de trabalho pela frente e é isso que agora vai ser orientado em função deste acordo.”

Também participaram do ato, pela pasta, o secretário executivo Luiz Antonio Elias, o secretário de Desenvolvimento, Tecnológico e Inovação, Alvaro Prata, o secretário de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social, Oswaldo Barba, e a diretora do Departamento de Políticas Programas Setoriais da Secretaria de Política de Informática, Marylin Peixoto. Pela EPL, o diretor Hederverton Santos e o coordenador do Núcleo de Desenvolvimento Tecnológico, Manuel Poppe, entre outros representantes.

 

Imprensa – SEESP
Fonte: MCTI




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O governo anunciou na quinta-feira, 14 de março, um novo pacote de medidas – o 15º da atual administração – com o objetivo de fomentar a inovação, particularmente em sete setores: agroindústria, energia, petróleo & gás, defesa, sustentabilidade ambiental e tecnologias da informação e comunicações. Serão R$ 32,5 bilhões a serem aplicados em 2013 e 2014 através de linhas de financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos).

 

As medidas foram anunciadas pela presidenta Dilma Rousseff durante reunião, no Palácio do Planalto, do Movimento Empresarial pela Inovação. Além desses recursos já programados, outros R$ 3,5 bilhões serão aplicados via Agência Nacional de Telecomunicações para atividades ligadas à pesquisa e desenvolvimento no setor. Esses recursos, no entanto, ainda dependem do regulamento de P&D, em tramitação na agência.

 

“Estamos dando um passo muito importante. Se formos olhar em termos numéricos, são R$ 32,5 bilhões para apoiar os processos inovadores, elevar a nossa produtividade e garantir a nossa competitividade. Mas acho que a grande característica não são os R$ 32 bilhões, mas integrarmos, botarmos na mesma matriz todos os gastos do governo em todas as áreas”, destacou a presidenta. “Agora vamos olhar a eficácia, monitorar, assegurar que aquele dinheiro saia daqui e vá para a inovação. Nenhuma agência do governo tem autorização para tratar, a partir de agora, como se fosse seu o recurso da inovação. É para ser decidido de forma compartilhada e essa é uma questão essencial desse plano Inova Empresa. É um salto de governança, salto de foco e salto da nossa determinação em dar prioridade à inovação. Isso significa que nós vamos ter uma porta única também para que esses recursos, tanto daqueles diferentes órgãos, bancos e agências, trilhem um caminho”, explicou.

 

Nesse sentido, o plano Inova Empresa terá um comitê gestor formado pela Casa Civil e os ministérios de Ciência, Tecnologia e Inovação; do Desenvolvimento; e da Fazenda, além da recém-criada Secretaria da Micro e Pequena Empresa. Participarão, ainda, outros oito ministérios: Saúde, Defesa, Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Educação, Trabalho e Emprego, Comunicações, Minas e Energia e Meio Ambiente.

 

A ideia é contemplar empresas de todos os portes, dos setores industrial, agrícola e de serviços. O plano contém quatro linhas de financiamento a atividades de P, D & I (pesquisa, desenvolvimento e inovação): subvenção econômica a empresas (R$ 1,2 bilhão); fomento para projetos em parceria entre instituições de pesquisa e empresas (R$ 4,2 bi); participação acionária em empresas de base tecnológica (R$ 2,2 bi) e crédito para empresas. Nessa vertente de crédito, serão R$ 20,9 bilhões em empréstimos com taxas de juros subsidiadas (2,5% a 5% ao ano), quatro anos de carência e 12 anos para pagamento. Os agentes executores são o BNDES e a Finep.

 

Cada setor terá privilegiado os seguintes eixos estratégicos:

 

Agropecuária e Agroindústria: insumos; mecanização e agricultura de precisão; genética; rastreabilidade, planejamento e controle de produção agropecuária; sanidade agropecuária e bem-estar animal; equipamentos, tecnologia de alimentos e embalagens com novas funcionalidades.

 

Energia: redes elétricas inteligentes; veículos híbridos e eficiência energética veicular; tecnologias para gaseificação da biomassa.

 

Petróleo e gás: tecnologias para a cadeia do pré-sal e para a exploração do gás não convencional.

 

Saúde: investimentos em oncologia e biotecnologia; equipamentos e dispositivos médicos.

 

Defesa: propulsão espacial, satélites e plataformas especiais; sensores de comando e controle.

 

Tecnologia da Informação e Comunicação: computação em nuvem, mobilidade e internet; semicondutores e displays; softwares; banda larga e conteúdos digitais.

 

Sustentabilidade socioambiental: combate aos efeitos de mudanças climáticas, efeito estufa e poluentes; tratamento de resíduos, águas e solos contaminados; redução do desmatamento da Amazônia; mobilidade e transportes sustentáveis; saneamento ambiental.

 

Fonte: Instituto Telecom

Imprensa SEESP     

O Cietec (Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia), localizado na Cidade Universitária, no campus do Ipen/USP (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares da Universidade de São Paulo), lançou um edital para o processo seletivo que busca atrair cerca de 40 novas empresas para incubação até o fim do ano. A ideia é atrair principalmente startups dos setores de tecnologia da informação, que possam acessar os incentivos da Lei de Informática. As inscrições vão até 18 de março. Lançada em 2002, a lei estimula as empresas que desejam investir em pesquisa e desenvolvimento por meio de startups localizadas em incubadoras.

 

O Cietec é uma das instituições credenciadas pela Secretaria de Informática, do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, para apoiar empresas que desenvolvam projetos beneficiados por essa lei. Nesse edital de 2013 – aberto a empresas dos setores de TI, biotecnologia, eletroeletrônicos, medicina e saúde, meio ambiente e química – há um enfoque maior a projetos não residentes, que não precisem necessariamente estar instalados dentro do centro. O Cietec promove o empreendedorismo inovador, incentivando a criação e o fortalecimento de micro e pequenas empresas de base tecnológica.

 O processo seletivo, que terá a avaliação de consultores especializados, será realizado em várias etapas, que incluem um curso de capacitação para o desenvolvimento de plano de negócios. O resultado final é publicado após a entrega da redação final desse documento.

Mais informações: www.cietec.org.br

 

 

Fonte: Agência Fapesp     

Com a retomada do crescimento da economia na última década e o consequente aumento da demanda por projetos de inovação tecnológica, a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), agência de fomento vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, está com a perspectiva de contratar neste ano 40% a mais em financiamentos em relação ao ano passado.

Segundo o diretor de Inovação da Finep, João De Negri, em 2011, foram contratados cerca de R$ 3 bilhões em crédito para projetos de inovação e mais R$ 2 bilhões em recursos não reembolsáveis para universidades e centros de pesquisa.

A Finep financia exclusivamente inovação tecnológica e a demanda nessa área tem sido crescente. “A Finep tem hoje uma carteira de demanda por novos projetos da ordem de R$ 12,4 bilhões. São empresas brasileiras de diferentes portes e tamanhos, com diferentes estratégias do ponto de vista do processo de inovação”, disse De Negri.

O diretor da Finep explicou que os projetos têm elevado risco tecnológico e longo prazo de maturação, o que demonstra uma economia em crescimento. “Ou seja, as empresas mirando no longo prazo, com uma estratégia de investimento em novos produtos e novos serviços, que elas estão dispostas a ofertar no médio e longo prazo”.

Além do financiamento de produtos e processos inovadores, a Finep dispõe de outra ferramenta, o venture capital, ou capital de risco, voltado para o investimento em empresas emergentes.

De Negri ressaltou a importância de se reconhecer a estreita relação que a inovação tem com a ciência. “Não existe inovação sem ciência. [...] As empresas que estão demandando hoje [financiamento para projetos] estão em sintonia com a academia e os institutos que produzem conhecimento voltado para a geração de emprego e renda”.

O apoio da Finep é destinado também a universidades e institutos de pesquisa que desenvolvem atividades que vão desde a pesquisa básica ao lote pioneiro, que é o primeiro lote do produto inovador. Outro público-alvo são as empresas que têm programas de pesquisa de longo prazo e também as empresas nascidas a partir das universidades.

Apesar de o país mostrar que tem potencial para o desenvolvimento tecnológico, De Negri considera que o Brasil ainda não se acha na fronteira da inovação tecnológica. “No Brasil, há uma estrutura de produção de ciência e de empresas que nos coloca em uma posição intermediária, do ponto de vista do desenvolvimento científico e tecnológico no mundo”.

Segundo o diretor, não há limite para o financiamento à inovação pela Finep. “Não tem limite de funding [recursos]”. O governo autorizou a agência a trabalhar sem limite. “Quem quiser inovar pode vir à Finep que nós temos dinheiro para aplicar em inovação, em ciência”.

 

Imprensa – SEESP
Informação da Agência Brasil



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