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Fonte: Unicamp

O futuro da indústria brasileira frente ao avanço tecnológico acaba de ser delineado por estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Campinhas (Unicamp) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Instituto Euvaldo Lodi (IEL). A iniciativa, denominada Projeto Indústria 2027, avaliou os impactos de oito tecnologias disruptivas em dez sistemas produtivos, no horizonte de cinco e dez anos. Além de descortinar esse horizonte, o documento traz recomendações às empresas para ampliarem a sua competitividade a partir das vantagens proporcionadas pela inovação. “Esse projeto é um bom exemplo de como a aproximação entre a academia e o setor produtivo pode gerar resultados que contribuam para o desenvolvimento do país”, avalia o professor Mariano Laplane, titular da Diretoria Executiva de Relações Internacionais (Deri) e coordenador do estudo no âmbito da Unicamp.



Foto: Divulgação Unicamp

linha de montagem honda em Sumare SP foto unicampLinha de montagem Honda, em Sumaré (SP)

 

 

Os detalhes do Projeto Indústria 2027, que foi desenvolvido ao longo de 14 meses e contou com a coordenação-geral do ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e professor colaborador aposentado do Instituto de Economia (IE) da Unicamp, Luciano Coutinho, foram divulgados na quinta-feira (24/5) pela CNI. Em linhas gerais, o documento, construído pelo esforço de 75 pesquisadores, considera que o setor industrial enfrentará importantes desafios pela frente, mas também terá boas oportunidades para crescer no período analisado. “O Brasil pode e deve pensar em construir o futuro da indústria com ambição, além de ter visão de longo prazo”, entende Luciano Coutinho. “Investir na capacitação de pessoas e de empresas, além de ações por meio de programas e instrumentos coordenados, monitorados e sintonizados às empresas são alguns dos direcionamentos para avançarmos”, acrescenta.

A diretora de Inovação da CNI e superintendente nacional do IEL, Gianna Sagazio, elogia o trabalho realizado por Unicamp e UFRJ e destaca a importância do estudo para orientar o planejamento estratégico das empresas. “O Projeto Indústria 2027 desenhou um cenário até então desconhecido para a indústria brasileira. A disrupção está em curso, mudando modelos de negócio, a forma de produzir, os produtos produzidos. É um novo peso, de influência crescente, na competitividade das empresas e, consequentemente, dos países. Por isso, essa iniciativa da CNI e do IEL é tão importante. É uma contribuição valorosa ao desenho de estratégias nacionais e corporativas para nos direcionarmos rumo ao desenvolvimento”.

Ainda segundo a executiva, construir essa perspectiva e avaliar a capacidade de resposta do Brasil “somente foi possível porque contamos com duas das melhores universidades do país - a UFRJ e a Unicamp - no projeto, além do engajamento das lideranças empresariais da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI). O projeto buscou, e conseguiu, aproximar indústria e academia para entender a transformação digital pela qual passamos”.


Mariano Laplane explica que o estudo reuniu dois grupos de pesquisadores das duas universidades: um especializado em pesquisa e inovação e outro nos setores industriais. Os primeiros analisaram quais tecnologias trarão impactos significativos para a indústria ao longo da próxima década. Os segundos fizeram uma avaliação do atual estágio da produção e qual a capacidade dos segmentos de incorporar tecnologias disruptivas. “Depois, fizemos o cruzamento das avaliações. Para chegarmos às conclusões contidas no estudo, nós também promovemos várias rodadas de discussão, entrevistamos centenas de empresários e consultamos especialistas do exterior, por meio de parcerias com a Universidade de Cambridge e com a OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico] em Paris”, detalha.


De acordo com o coordenador do Projeto Indústria 2027 na Unicamp, a mensagem que emergiu desse esforço de investigação foi que tanto no plano doméstico quanto no internacional as novas tecnologias trarão grande impacto para o desenvolvimento industrial. “Entretanto, segundo os especialistas, a incorporação da inovação por parte das empresas não ocorrerá naturalmente. Há uma série de obstáculos a serem superados, tanto dentro quanto fora das corporações.  No âmbito das empresas, há a questão, por exemplo, da adaptação da produção às novas tecnologias. No âmbito da sociedade, há questões fundamentais a serem discutidas, como a segurança cibernética e a privacidade dos cidadãos no mundo digital”, pondera.

O cenário desenhado pelo estudo, reafirma Mariano Laplane, abre inúmeras oportunidades para a indústria brasileira, mas é preciso saber aproveitá-las. “Temos que estar preparados, pois essas oportunidades serão rapidamente capturadas. Do contrário, teremos que pagar royalties pelo uso de determinadas tecnologias. Nunca é demais lembrar que o Brasil possui atributos muito positivos, como biodiversidade, clima, população ainda jovem e um enorme mercado interno. Temos condições de sermos originais, de sermos criativos. Não temos capacidade de liderar esse processo, visto que enfrentamos um momento importante de fragilidade política e econômica, mas podemos participar do jogo”, pontua o docente.

Uma boa maneira de se empregar as novas tecnologias, afirma Mariano Laplane, é aplicá-las na melhoria da qualidade de vida dos brasileiros, por meio da qualificação de setores como educação, saúde, segurança e transporte. “Obviamente, a sociedade terá que participar desse processo e manifestar o seu desejo. O governo, por seu turno, terá que agir e incluir essas questões na sua agenda. Nunca é demais lembrar que o mundo passou por três revoluções industriais. Estas não somente transformaram os modos de produção, mas também mudaram comportamentos e modos de vida”, finaliza.

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Comunicação SEESP*

Até domingo (17/12), a Avenida Paulista terá um makerspace montado na forma de cubo mágico, com diversas atividades gratuitas ligadas à inovação, criatividade, conhecimentos associados ao plástico. A proposta é da Braskem, indústria ligada ao plástico. Os horários de funcionamento são de terça a sexta, das 11h às 19h e sábados e domingos, das 10h às 18h. Com entrada gratuita e por ordem de chegada, para participar das oficinas, palestras e até hackathons, é necessário fazer uma pré-inscrição pelo site www.plastcolab.com.br.


plastCoLab

São três andares com diversas atrações. No primeiro andar, haverá uma série de exposições interativas, entre elas o hockey de robôs, uma demonstração das inúmeras possibilidades da robótica, e os Bonecxs para Todxs, brinquedos criados pelo pessoal da MiranteLab que têm como proposta uma reflexão sobre padrões e identidades. Ainda no mesmo espaço, também será possível manipular objetos produzidos na impressora 3D do Made In Space (que fornece impressoras p/ a NASA que operam em gravidade zero).

No segundo, acontecem as oficinas como: Impressão 3D na Prática, Robótica para Crianças, Construção de Fliperama e de Moldes Plásticos, Hortas Automatizadas, Oficina de Brinquedos e Oficina de Drones.

No terceiro andar ocorrem palestras com especialistas ligados ao movimento maker. Entre eles, marcam presença Silvana Bahia, diretora de Projetos da Olabi & Preta Lab, projeto que estimula o protagonismo de meninas e mulheres negras e indígenas no campo da inovação e da tecnologia; Heloisa Neves, diretora Executiva da Associação Fab Lab Brasil e que lançou recentemente o livro “Fab Lab: a vanguarda da nova revolução industrial” e a palestrante mirim de 9 anos Manoela Meroti, que empreende desde os 6, vendendo pulseiras de elástico e quadros pintados à mão.

É no terceiro piso que ocorrem os hackathons. O professor Charles Esteves Lima, diretor pedagógico do Adoro Robótica, e Maria Augusta Bueno, diretora do São Paulo Lab, organizarão grupos de até 30 pessoas divididas em times de quatro ou cinco que irão prototipar acessórios em plástico e kits associados ao pensamento maker.

À noite o público poderá participar da obra interativa “O Mestre Mandou”, de Lina Lopes. A fachada do PlastCoLab apresentará uma sequência de luz e cores que o participante deverá reproduzir com passos em um tablado com botões nas cores correspondentes. À medida que acertar, passará ao próximo nível de dificuldade. Para interagir com a obra, bastará postar uma foto com a hashtag da ação: #plasticotransforma.

Programação:

1o andar

De terça a sexta, das 11h às 19h e sábados e domingos, das 10h às 18h.

Entre 3 e 17/12: Exposições Hockey de Robôs, Robôs Humanoides, Bonecxs para Todxs, O que é o Plástico?, Imprimindo o Futuro.

2o andar

Oficinas sempre das 14h às 17h.

05/12 (terça-feira): Oficina de Objetos de Plástico com Moldes de Fabricação Digital;

06/12 (quarta-feira): Oficina de Stencil;

07/12 (quinta-feira): Oficina Impressão 3D na Prática;

08/12 (sexta-feira): Oficina de Robótica para Crianças;

09/12 (sábado): Oficina de Construção de Fliperamas;

12/12 (terça-feira): Oficina de Montagem e Pilotagem de Drones;

13/12 (quarta-feira): Oficina de Hortas Automatizadas;

14/12 (quinta-feira): Oficina de Vacuum Forming;

15/12 (sexta-feira): Oficina de Brinquedos em Impressoras 3D;

16/12 (sábado): Oficina de Acessórios em Acrílico com Corte a Laser

3o andar

Palestras e Hackathons

08/12 (sexta-feira) das 15h às 16h: Palestra “Você Ainda vai Ser um Maker”, com Heloisa Neves;

09/12 (sábado) das 14h às 15h: Palestra “Maker Inclusivo”, com Silvana Bahia;

10/12 (domingo) das 10h às 18h: Hackathon “Educação Maker” com o Professor Charles Esteves Lima;

16/12 (sábado) das 14h às 15h: Palestra “Como Ganhei meu Primeiro Hackathon criando Brinquedo” com Manoela Meroti;

17/12 (domingo) das 10h às 18h: Hackathon “Mobilidade Urbana”, com Maria Augusta Bueno.


Local: calçada do Shopping Cidade São Paulo, localizado na avenida Paulista, 1230 - Bela Vista, São Paulo – SP

*Com informações da Assessoria de Imprensa



Imprensa MCTIC*

Um aplicativo desenvolvido pelo Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/Inpe) permite a previsão imediata de chuvas e tempestades. Entre as funcionalidades oferecidas pela ferramenta, está a possibilidade de aplicar filtros à pesquisa para que o usuário obtenha avisos sobre tempestades nos minutos seguintes e em determinada distância. Além disso, o usuário pode fazer alertas de chuvas, que serão visualizados por outros.

 

app previsao tempo

A ferramanta, batizada de SOS Chuva, pode ajudar a população a se prevenir nos casos de eventos extremos. Até o momento, mais de 60 mil downloads foram feitos. “O objetivo principal do aplicativo é levar a informação do tempo diretamente ao usuário. Se a informação chega com rapidez, o usuário pode tomar a decisão”, afirma o pesquisador Luiz Machado, do Inpe.

Satélite
O SOS Chuva foi desenvolvido a partir das imagens fornecidas por um moderno satélite geoestacionário, o GOES-16, que cobre toda a América do Sul. “O CPTEC recebe os dados desses instrumentos, processa as informações e disponibiliza os produtos meteorológicos, que podem ser acessados no aplicativo e no site do projeto. Os algoritmos e o conhecimento técnico usados para processamento foram aprimorados ao longo de anos por pesquisadores de excelência do Inpe”, explica o coordenador-geral do projeto SOS Chuva, Luiz Guarino.

Segundo ele, o conhecimento sobre as propriedades físicas das nuvens permitiu o desenvolvimento do aplicativo. “A base desta pesquisa é o radar de dupla polarização operando em Campinas por 24 meses, ou seja, duas estações chuvosas, para capturar eventos intensos de precipitação. Esses dados formam os alicerces do estudo dos processos físicos no interior das nuvens, aprimorando a previsibilidade em curto prazo, a detecção de severidade e a estimativa de precipitação com radar e satélite em alta resolução temporal e espacial”, acrescenta.

Além do radar em Campinas (SP), são usados equipamentos meteorológicos do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e do Centro de Meteorologia de Bauru (IPMET/Unesp). Com isso, os pesquisadores conseguiram a cobertura parcial dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais. Por enquanto, apenas os relatos de chuvas podem ser visualizados em todo o Brasil.

“Essa é uma ação inovadora na linha de frente do desenvolvimento mundial. Talvez, sejamos os primeiros no mundo a ter isso operando”, diz Machado.

Mudanças climáticas
Os pesquisadores lembram que o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) alerta para o aumento da ocorrência de eventos extremos por causa do aquecimento global. “No projeto, tratamos deste segundo tipo de evento, os extremos de precipitação. O enunciado do problema é básico e simples: Como prever eventos extremos a curtíssimo prazo, ou seja, em poucas horas? Como fazer essa informação chegar ao tomador de decisão e ao cidadão de forma adequada? Como reduzir perdas de vidas e bens materiais em decorrência de deslizamentos de terra e inundações? Apesar de o enunciado ser simples, a resolução do problema é bastante complexa”, afirma Guarino.

Segundo ele, a previsão em curto prazo é uma ciência relativamente nova, e pouco se sabe sobre os processos no interior das nuvens que definem a severidade dos fenômenos. Além disso, os modelos numéricos não têm destreza para previsões de curto prazo.

“Este assunto ainda é um grande desafio das ciências atmosféricas. Esse projeto visa, em face de todo esse desafio, prover um sistema que reduza a vulnerabilidade da população a eventos extremos de chuva”, conclui.

O aplicativo SOS Chuva está disponível gratuitamente nas lojas online PlayStore (Android) e Apple Store (iOS).


Mais informações podem ser obtidas nesta página.


*Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações



Comunicação SEESP*

O Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), em conjunto com a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU-SP), promove a Maratona de Inovação 2017, entre as 8h de sábado (16/9) até às 18h do domingo (17), na sede do instituto, na Rua Martiniano de Carvalho, 170 – Bela Vista - São Paulo, SP.

A proposta é uma imersão para estudantes universitários, somente maiores de 18 anos, de todas as áreas que terão como desafio desenvolver protótipos, softwares e outros projetos tecnológicos que possam ser aplicados para os objetivos e desafios propostos. Para uma melhor experiência, recomenda-se que os estudantes sejam dos cursos de engenharia, ciências da computação e design.

Trata-se de uma oportunidade sem custo para alunos tanto do Isitec quanto de outras universidades para participar de um evento nos mesmos moldes aos que estão transformando empresas e universidades no Brasil e no mundo.

Para participar, é preciso preencher com antecedência o formulário na página do evento. As vagas são limitadas e a inscrição será confirmada posteriormente pelos organizadores. Serão permitidos times de até quatro pessoas, com um integrante assumindo como responsável. Mesmo participando com um time, todos devem se cadastrar individualmente. No dia do evento, basta informar qual o seu time. Ao final, a sua equipe poderá ter o projeto incubado por uma das empresas apoiadoras.
Também podem participar professores e profissionais de mercado como mentores voluntários. Até a data do evento, serão oferecidos workshops gratuitos para os inscritos.

Os três semifinalistas ganham o direito de apresentar seus projetos a um auditório formado por representantes das empresas participantes, convidados do setor de engenharia e de empreendedorismo. Os vencedores gerais de cada tema ganham a participação na incubadora de inovação da EMTU para desenvolver seus projetos.

Mais informações em http://www.isitec.edu.br/maratona2017

Inscrições aqui.

maratona de inovacao isitec


* Com informações da Comunicação Isitec





A área de engenharia de computação vem passando por uma profunda transformação. Capacidade de inovar, de trabalhar em colaboração e de empreender são competências cada vez mais exigidas nesse campo, que já nasceu transdisciplinar, na intersecção entre a eletrônica e a computação.
 
“Apesar de termos um curso muito bem estruturado pedagogicamente, considerando a grade curricular, com professores qualificados e laboratórios bem equipados, faltava esse algo a mais que, hoje, está sendo solicitado nesse campo de atuação”, explica o professor Fernando Osório, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC). Ele é coordenador do curso de Engenharia de Computação, oferecido em parceria pelo ICMC e pela Escola de Engenharia de São Carlos (Eesc) da USP.
 
Segundo o professor, nesse novo cenário, não basta propiciar aos estudantes aulas seguindo o modelo clássico: “É preciso ter um espaço onde se possa inovar de verdade, experimentar, sair do currículo que está predefinido e desenvolver projetos que possam levar à criação de novos produtos.” Para atender a essa necessidade, nasceu o projeto Espaço EngComp. “É um ambiente colaborativo, no estilo de coworking, um lugar para inovar e empreender. Isso é indispensável em um curso moderno na área de engenharia de computação”, completa Osório.
 
Inaugurado no dia 22 de junho, o Espaço EngComp foi concebido desde o início levando em conta os princípios da gestão participativa. A partir da criação de uma Comissão Gestora Administrativa da Engenharia de Computação, que conta com a participação de professores, funcionários e alunos do ICMC e da Eesc, o espaço foi ganhando forma. “São vários laboratórios que têm ambientes compartilhados e podem ser utilizados por todos os atores envolvidos no processo. A missão desse lugar é gerar inovação, ampliar as relações interpessoais e, principalmente, integrar-se aos projetos de graduação”, revelou o professor Ivan Nunes da Silva, da Eesc, que coordena a Comissão.
 
Além de um vão livre, que conecta o Espaço EngComp ao prédio onde hoje acontece a maioria das atividades do curso de Engenharia de Computação, na área II do campus da USP, em São Carlos, o ambiente também abriga um auditório no andar térreo. Subindo as escadas, é possível acessar os oito laboratórios especializados, o laboratório multiuso, a sala de reuniões e os espaços de convivência. Na sala 8-117, está o Espaço Maker. “Nesse ambiente temos impressora 3D, diversos kits, osciloscópios, placas de circuitos e toda a infraestrutura necessária para desenvolver um projeto de eletrônica e computação”, explica Osório, que coordena o local juntamente com o professor Maximiliam Luppe, da Eesc.
 
A criação do espaço foi pautada pela perspectiva do aprendizado ativo. É um lugar propício para a prática do aprendizado a partir da resolução de problemas e para abordagens do tipo mão na massa.

 

Reprodução editada de texto da Assessoria de Comunicação do ICMC/USP
Comunicação SEESP

 

 

 

 

 

Mesmo sem recursos e incentivo, inventores brasileiros resistem. Alguns se desfazem de patrimônio pessoal e colocam produto no mercado, outros aguardam parceria privada, já que o poder público não consolida uma política em apoio a essas iniciativas, que podem mudar positivamente o setor. O Podcast Jornal do Engenheiro produziu uma matéria a partir de alguns trechos das entrevistas realizadas com esses profissionais para reportagem publicada na edição deste mês do jornal Engenheiro, da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE).

A ausência de uma política nacional forte e eficaz de ciência, tecnologia e inovação, somada à crise político-econômica recente, levou o Ministério, em março, a um corte de 44% no orçamento de 2017, o pior das últimas décadas. Para denunciar essa situação, que é similar em outros países, milhares de pesquisadores em todo o mundo foram às ruas, em 22 de abril último, na Marcha pela Ciência.

Confira abaixo o Podcast:


Leia matéria no jornal da FNE neste link 


Deborah Moreira
Comunicação SEESP



O gás natural, usado no transporte terrestre em automóveis e em veículos pesados como ônibus e caminhões, tem ganhado espaço no transporte naval para abastecer navios em países como Estados Unidos e Noruega. Um grupo de pesquisadores do Centro de Pesquisa para Inovação em Gás Natural – Research Centre for Gas Innovation (RCGI, na sigla em inglês) –, apoiado pela Fapesp, BG Group-Shell e instituições de pesquisa, tem estudado a viabilidade de utilizar no Brasil o combustível considerado “de transição”, por ter uma queima mais limpa do que outros de origem fóssil empregados em aplicações navais.


Fotos Públicas/Marinha do Brasil
explosao navio petrobras Foto Marinha do Brasil redNavio da Petrobras, no Espírito Santo, em 2015


O escopo do projeto foi apresentado durante o “1st Day Sustainable Gas Research & Innovation Conference 2016”, realizado nos dias 27 e 28 de setembro, em São Paulo. O evento reuniu cerca de 140 pesquisadores do RCGI e do Sustainable Gas Institute (SGI) do Imperial College London, da Inglaterra, para discutir projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação em gás natural, biogás e hidrogênio, incluindo novas tecnologias e aplicações e formas de diminuir as emissões de gases de efeito estufa.

“Faremos inicialmente um roadmap [conjunto de diretrizes e instruções] para avaliar as possibilidades de empregar o gás natural no setor marítimo brasileiro, levando em conta fatores tecnológicos, econômicos e ambientais”, disse Claudio Muller Prado Sampaio, professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e um dos coordenadores do projeto.

De acordo com Sampaio, o combustível usado hoje no setor marítimo internacional é o óleo combustível pesado ou residual – heavy fuel oil (HFO, na sigla em inglês). O HFO é considerado o pior produto do petróleo, por ser a parte remanescente da destilação das frações pesadas obtidas em vários processos de refino do petróleo, e precisa ser aquecido e purificado para ser usado em motores de combustão interna para geração de calor.

O processo de combustão do óleo nos motores para geração de calor causa a liberação para a atmosfera de grandes quantidades de óxido de enxofre (NOX) contido no produto e de material particulado, explicou Sampaio.

A fim de regular as emissões desses poluentes pelo transporte marítimo – responsável por mais de 3% das emissões globais de CO2, podendo chegar a 5% em 2050 –, a Organização Internacional Marítima (IMO, na sigla em inglês) estabeleceu, em 2008, que a partir de 2015 os navios que navegarem pelas chamadas zonas de controle de emissões de enxofre – como o mar Báltico, o mar do Norte e o canal da Mancha – não podem utilizar combustível com mais de 0,1% de enxofre. E que os armadores poderiam optar por diferentes métodos para estar de acordo com a regulamentação.

Entre esses métodos estão a utilização de combustível com baixo teor de enxofre, de gás natural liquefeito para propulsão ou o uso de lavadores ou outras tecnologias que purifiquem os gases de escape dos motores.

“Essa busca por combustíveis com baixo teor de enxofre tornou o gás natural liquefeito competitivo e interessante para o setor marítimo internacional, uma vez que ele praticamente não possui enxofre e outros compostos nocivos como o óxido de nitrogênio”, disse Sampaio. “Além disso, com a entrada dos Estados Unidos na exploração de gás de xisto, passando a produzir uma grande quantidade de gás natural, houve um aumento da oferta de gás natural liquefeito no mercado internacional. Isso levou a um barateamento do produto.”

Alguns países produtores de gás natural, como os Estados Unidos, saíram na frente e começaram a construir embarcações com motor dual fuel – movidas a dois tipos de combustível – e a criar regiões de armazenamento de gás natural liquefeito para reabastecimento das embarcações. E, mais recentemente, começaram a desenvolver projetos de navios porta-contêineres e de apoio a plataformas offshore movidos a gás natural.

A Noruega, por sua vez, subsidiou projetos voltados a desenvolver embarcações com motores híbridos, também movidos com gás natural liquefeito, a fim de aumentar a economia de combustível e diminuir as emissões de gases de efeito estufa, apontou Sampaio. “Como a maioria dessas embarcações tem sido desenvolvida no exterior, não sabemos quais técnicas foram utilizadas para construí-las”, disse.

“Pretendemos desenvolver projetos de embarcações movidas a gás natural liquefeito mais adaptadas às condições marítimas brasileiras, como com menor calado, ou outro sistema de posicionamento dinâmico [usado pelas embarcações para manter uma posição estável ao fazer operações de carga e descarga, independentemente das condições de mar e vento]”, disse o professor da Poli-USP.  

Reservas brasileiras
Os pesquisadores também avaliarão a disponibilidade de gás natural das reservas brasileiras e farão projeções de oferta e demanda do produto para o setor marítimo nacional nas próximas décadas.

Com 500 bilhões de metros cúbicos de reservas provadas, o Brasil tem a segunda maior reserva de gás natural da América Latina, perdendo apenas para a Venezuela.


Fonte: Agência Fapesp



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