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O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) acaba de lançar a Nota Técnica 159 onde avalia os impactos da recessão econômica e do ajuste fiscal sobre o mercado de trabalho no Brasil. O estudo analisa a evolução dos principais indicadores do mercado de trabalho brasileiro no período recente, com foco no desempenho apresentado a partir do último ano, quando o processo recessivo se aprofunda no País. Com o novo quadro, o governo federal implementa políticas econômicas com o objetivo de promover um ajuste fiscal do setor público e estabilizar o nível de preços da economia.

Entre os anos 2004 e 2014, o mercado de trabalho brasileiro apresentou uma melhora generalizada de seus principais indicadores: a taxa de desemprego diminuiu substancialmente; a qualidade do emprego foi ampliada, com o aumento expressivo dos vínculos empregatícios com carteira de trabalho assinada e, em menor medida, do emprego público; e o rendimento médio real do trabalho se elevou, acompanhado de uma melhora do seu perfil distributivo.

Estes resultados, em um primeiro momento, foram tributários de um cenário externo especialmente favorável, que se estendeu até meados de 2008, dado pelo maior crescimento da economia mundial – China à frente – e pela elevação da demanda e dos preços das commodities no mercado internacional (como minério de ferro, soja, petróleo etc.), impulsionando o crescimento econômico local.

Em um segundo momento, porém, o eixo do dinamismo econômico deslocou-se para o mercado interno, resultado da adoção de políticas de estímulos à demanda, como a valorização do salário mínimo, a ampliação do crédito – em um contexto de redefinição do papel dos bancos públicos –, a maior abrangência das políticas de transferência de renda e a elevação do investimento público. A título ilustrativo, entre 2004 e 2010, não obstante o contágio da crise internacional no final de 2008, a taxa média de crescimento do PIB brasileiro foi de 4,5%, contra apenas 1,6% no período 1998-2003.

A partir de 2011, no entanto, os ambientes interno e externo se deterioraram,substancialmente, minando o ritmo que o desempenho econômico vinha mantendo até então. De um lado, houve uma intensificação da crise internacional, que diminuiu o crescimento da economia mundial – e também dos países emergentes –, provocou uma queda da demanda e dos preços das commodities e piorou as expectativas dos empresários, temerosos quanto aos impactos da crise na Europa sobre a economia mundial.

 

* Confira a Nota Técnica na íntegra clicando aqui.





Edição Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP
A partir da Nota Técnica








 

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