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A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou nova proposta ao Comando Nacional dos Bancários para um acordo de dois ano. O reajuste proposta para 2016 foi de 8% mais abono de R$ 3.500, a ser pago até 10 dias após assinatura da CCT. No vale-alimentação, aumento de 15%. No vale-refeição e no auxílio creche-babá, 10% (veja quadro). Para 2017, a proposta prevê reajuste de reposição da inflação (INPC) mais 1% de aumento real para os salários e em todas as demais verbas. A PLR terá reajuste de 8% em 2016 e mais 1% de aumento real em 2017. Os valores serão levados para assembleias ainda hoje (6), em todo país, marcadas para às 17h.


Foto: Agência Brasil
bancarios em greve no RJ foto agBRBancários protestaram no Rio de Janeiro, ontem (5/10)


A proposta foi feita na quarta-feira (5/10), em rodada de negociação entre trabalhadores e o patronal, que teve início por volta das 18h. Durante a reunião houve um impasse: enquanto a Fenaban insistia na compensação total dos dias parados, o Comando não aceitou qualquer tipo de punição aos grevistas e, após cerca de cinco horas de consulta aos bancos, a Fenaban informou o abono total dos 31 dias de greve. A proposta, no entanto, só valerá para assembleias realizadas na quinta.

Em São Paulo, a assembleia dos bancos privados será realizada na Casa de Portugal (Avenida da Liberdade, 602, Liberdade). A dos funcionários do Banco do Brasil será no Centro Social Hakka Brasil (Rua São Joaquim, 460, Liberdade). A dos empregados da Caixa será na Quadra dos Bancários (Rua Tabatinguera, 192, Sé). Para participar, haverá credenciamento e será necessário apresentar crachá ou holerite junto de documento com foto.

Luta garante
A luta empreendida pelos bancários nesses 31 dias de mobilização em todo o Brasil, completados nesta quinta-feira, garantiu avanços importantes em um momento muito difícil para os trabalhadores. "Chegamos ao acordo possível nessa conjuntura de problemas na economia, tentativa da retirada de direitos dos trabalhadores, ameaça de privatizações, entrega do pré-sal, governo tentando desindexar a economia. Avaliamos que apesar dos bancos se recusarem a repor a inflação neste ano, é um avanço a correção de 15% no vale-alimentação e os aumentos maiores no vale-refeição e auxílio-creche babá. Mais importante ainda é o aumento real em 2017 e a garantia de todos os direitos da CCT e dos acordos específicos”, avalia a presidente do sindicato Em São Paulo, Osasco e Região (SPBancários), Juvandia Moreira.


“Agora, nossa greve chegou ao ápice e já começa a sofrer ataques da grande imprensa, que joga os clientes contra os trabalhadores. Por tudo isso, o Comando defende a aprovação da proposta nas assembleias que serão realizadas nesta quinta”, diz a dirigente, uma das coordenadoras do Comando.

Novas conquistas
A proposta dos bancos contempla a licença-paternidade, que passará de 5 dias para 20 dias, a partir de 2017, quando o governo anunciar  o benefício fiscal. “Uma mudança que vale muito na lógica da responsabilidade compartilhada entre homens e mulheres”, avalia a secretária-geral do Sindicato, Ivone Silva.


Emprego
A Fenaban também propôs a criação de um grupo de trabalho para analisar critérios de realocação e requalificação, cujas regras serão estabelecidas entre bancos e o Comando Nacional dos bancários. “Esse é um importante avanço para a categoria, um espaço para debater o fim das demissões causadas pela rotatividade nos bancos”, explica Ivone. “Só a luta garante avanços e os bancários, mais uma vez, mostraram a força da mobilização.”



Fonte: SPBancários




Os bancários têm nova negociação nesta terça-feira (27/9), às 14h. A federação dos bancos respondeu ofício encaminhado pelo Comando Nacional dos Bancários, na sexta-feira, no qual os dirigentes sindicais avisavam estar reunidos em São Paulo para avaliar a paralisação e reiteravam a disposição para negociar. Trabalhadores e sociedade estão revoltados com os banqueiros que, apesar do lucro de quase R$ 30 bi somente nos seis primeiros meses deste ano, jogaram a categoria na greve que hoje completa 22 dias.


Foto: Agência Brasil
greve bancos 2015



“Esperamos que eles voltem à mesa de negociação com uma proposta condizente com seus lucros. Os trabalhadores e a população não podem ser prejudicados por essa postura irresponsável dos banqueiros”, afirma Juvandia Moreira, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, e uma das coordenadoras do Comando.

“Os bancários querem reajuste digno, valorização dos vales, do auxílio-creche, melhores condições de trabalho, mecanismos de proteção ao emprego, nenhum direito a menos”, avisa a dirigente.

A campanha dos bancários se dá num cenário de tentativa de golpe nos direitos dos trabalhadores. “Os bancos se aproveitam desse cenário, compactuam com o governo e o Congresso, são sócios dessa tentativa de retirada de direitos”, critica Juvandia. “Interessa aos banqueiros mexer na Previdência, aprovar a terceirização, defender a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que limita gastos sociais, e a flexibilização na legislação trabalhista. De uma forma geral, querem reduzir o custo do trabalho e estão tentando fazer isso nessa campanha com a categoria bancária impondo reajuste rebaixado. Vivemos um momento de crise econômica, mas os bancos continuaram ganhando na crise. Nossa greve é uma reação a tudo isso! Cobramos dos bancos a responsabilidade que os bancários e a população brasileira merecem.”

Greve continua
Em São Paulo, Osasco e região, a paralisação fechou 913 unidades, na segunda-feira, com a participação de 32 mil bancários. No Brasil, o número chegou a 13.420 agências – o que representa 57% das unidades – e 33 centros administrativos.

Nesta terça, além de centenas de agências na base do Sindicato, estão paralisadas as atividades do ITM, do CAT e do prédio da Rua Fábia, do Itaú, e do Telebanco Santa Cecília do Bradesco.

Nova reunião
Trabalhadores de bancos públicos e privados podem participar da reunião do comando de greve que será realizada nesta terça, às 17h, no Sindicato (Rua São Bento, 413).

Principais reivindicações Campanha Nacional Unificada 2016:

•      Reajuste Salarial de 14,78%, sendo 5% de aumento real, com inflação de 9,31%
•      PLR – três salários mais R$ 8.317,90
•      Piso – Salário mínimo do Dieese (R$ 3.940,24)
•      Vales Alimentação, Refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá  – Salário Mínimo Nacional (R$ 880)
•      14º salário;
•      Fim das metas abusivas e assédio moral – A categoria é submetida a uma pressão abusiva por cumprimento de metas, que tem provocado alto índice de adoecimento dos bancários;
•      Emprego – Fim das demissões, ampliação das contratações, combate às terceirizações e precarização das condições de trabalho
•      Melhores condições de trabalho nas agências digitais
•      Mais segurança nas agências bancárias
•      Auxílio-educação



Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região





Bancários de todo o País decidiram iniciar, a partir de terça-feira (6/9), greve por tempo indeterminado. A categoria rejeitou a proposta de 6,5% de reajuste salarial, mais abono de R$ 3.000,00, apresentada pela Federação Nacional dos Bancos. Os trabalhadores também reclamam da falta de proteção aos empregos, perdas na PLR e nos vales-alimentação/refeição e cobram melhores condições de trabalho.


Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
greve bancarios 600 larg



O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec), Lourenço Prado, disse que a proposta dos banqueiros é uma afronta. “Diante da manutenção da contraproposta patronal e da inflexibilidade dos bancos, não nos resta outro caminho que não seja a greve", afirma.

Ele também rechaça o que chama de artimanha do abono salarial. “Nós já sofremos com o impacto da inflação. O abono não é incorporado ao salário, e ainda é descontado no imposto de renda e INSS. Que negociação é essa que só dá vantagem a um lado?”, questiona Lourenço.

A presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira Leite, denuncia que os bancos seguem demitindo e se negam a negociar proteção ao emprego. “A categoria vem sofrendo, constantemente, com as demissões. Só neste ano, já são mais de sete mil trabalhadores demitidos e os bancos sequer se disponibilizam a negociar medidas que revertam essa situação. Diante deste cenário, a paralisação é justa e necessária”, defende.

A proposta da Fenaban ao Comando Nacional dos Bancários prevê reajuste salarial de 6,5% que representa perda real de 2,8% (inflação de 9,57%) e significaria, em um ano, redução de R$ 436,39 nos vales-alimentação/refeição, se levada em conta a inflação projetada.

Nova assembleia
Se até esta segunda (5) a Federação dos Bancos não fizer contraproposta, já está marcada nova assembleia organizativa de greve. Em São Paulo, ela será realizada a partir das 19 horas, na Quadra dos Bancários (rua Tabatinguera, 192, Sé).


Fonte: Agência Sindical







Sindicatos filiados à Federação Única dos Petroleiros (FUP) iniciaram paralisação de cinco dias contra a venda dos chamados campos maduros terrestres da Petrobras. A mobilização, que começou na segunda (1º) tem como objetivo protestar contra a entrega de 104 concessões de exploração, das quais 98 produzem juntas 35 mil barris de petróleo diariamente. Os campos estão divididos pelos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Sergipe, Bahia e Espírito Santo.


Foto: FUPgrevenortefluminense2 600 largGreve no Norte Fluminense em defesa do Pré-Sal.

O coordenador geral da FUP, José Maria Rangel, disse que os Sindicatos estão mobilizando os trabalhadores desses poços terrestres, para resistir à ofensiva do governo interino para privatizar a petroleira estatal. “O governo alega que é importante se desfazer desses campos, liberando recursos para investir mais na produção do pré-sal. Porém, sabemos que os poços colocados à venda estão sendo entregues praticamente de graça”, denunciou. O sindicalista argumentou que há grande oferta de ativos petrolíferos no mundo, derrubando os preços a níveis jamais vistos.

José Maria Rangel também chama a atenção para os impactos negativos que serão gerados para as cidades onde as províncias produtoras estão instaladas. “As empresas privadas não se preocupam com a população local, com remuneração mínima, não há compromisso ambiental. Além disso, nos preocupamos com os postos de trabalhos que podem ser fechados nessas regiões e que não serão reabsorvidos”, avalia.

A FUP ainda não contabilizou o número de trabalhadores parados, mas aponta adesão massiva de trabalhadores próprios, além de terceirizados.

Carcará
A Federação também condenou a decisão do Conselho de Administração da Petrobras, que aprovou a venda da participação da estatal no bloco exploratório BM-S-8 para a norueguesa Statoil Brasil Óleo e Gás por US$ 2,5 bilhões (R$ 8,5 bi) em mais um passo do plano de desmonte da companhia.

Segundo a FUP, a venda da área de Carcará, no pré-sal da Bacia de Santos, comprovadamente de alta produtividade, é mais uma doação, pois nada justifica entregar um campo de petróleo que, por baixo, renderia à Petrobras R$ 22 bilhões pelo valor de R$ 8,5 bilhões.


Fonte: Agência Sindical







Os profissionais do magistério da rede municipal de Guarulhos, na Grande São Paulo, entraram em greve na segunda-feira (25/7) em protesto contra o não-pagamento de gratificações, equiparações e outros direitos assegurados em acordo coletivo e também em termo assinado no Tribunal Regional do Trabalho, em 21 de março. Nesta terça (26), eles voltam a se reunir na Praça Getúlio Vargas, a partir das 11h.


professores em greve em guarulhos



Cerca de mil servidores protestaram durante a manhã de ontem, em concentração realizada em frente ao Paço Municipal, no bairro no Bom Clima. Segundo o presidente em exercício do Sindicato dos Servidores Municipais de Guarulhos (Stap), Rogério de Oliveira, mais de 80 escolas aderiram ao movimento no primeiro dia. “O protesto é justo, porque a Prefeitura descumpre o que foi firmado em acordo”, afirma.

Na assembleia, os professores cobraram do prefeito Sebastião Almeida (PT) o pagamento imediato das gratificações a que têm direito e que foram reconhecidas pelo TR. O pagamento deveria ter sido realizado em junho, mas a Prefeitura não cumpriu o prazo não apresentou qualquer proposta para quitar os débitos.

Após o ato do Paço, os manifestantes seguiram em caminhada até a Praça Getúlio Vargas, Centro da cidade.

Mais informações: www.stapguarulhos.org.br


Fonte: Agência Sindical









Os engenheiros da Cetesb, reunidos em Assembleia Geral Extraordinária, ocorrida nesta quinta-feira (2/6), na empresa, rejeitaram a pífia proposta de reajuste econômico feita pela Cetesb na 2ª rodada de negociações, ocorrida ontem – de 3,5 % de reajuste salarial extensível aos demais benefícios de caráter econômico. Após rejeitá-la por unanimidade, os engenheiros deliberaram por:

- Deflagrar greve no dia 8 de junho de 2016, a partir da 0h;
- Declarar assembleia aberta em caráter permanente até o término da campanha salarial; e
- Realizar nova assembleia para avaliação e deliberação dos próximos passos da campanha salarial no dia 7 de junho de 2016.


Convocação: todos a Assembleia Geral Extraordinária
Dia: 7 de junho de 2016 (terça-feira)
Horário: 9h (1ª convocação) e 9h30 (2ª convocação)
Local: sede da empresa, na Avenida Frederico Hermann Jr., 345, Alto de Pinheiros, São Paulo/SP
Pauta: Avaliação e deliberação sobre os próximos passos da campanha salarial 2016.



Imprensa SEESP





Os petroleiros anunciaram uma paralisação nacional de 24 horas para a sexta-feira (10/6). Os trabalhadores ligados às duas federações da categoria - Federação Nacional dos Petroleiros e Federação Única dos Petroleiros - definiram como pauta a luta em defesa do pré-sal e pela manutenção do sistema de partilha, aprovado no governo Dilma. A concessão, projeto de José Serra (PSDB), já aprovado no Senado, é tida como lesiva aos interesses nacionais.


Foto: divulgação FUP

NOSSA PETROBRAS 600 larg


"Tudo indica que a nomeação de Pedro Parente se consolidará nos próximos dias e através dele será retomada a agenda de desmonte de direitos e de privatização iniciada por Fernando Henrique Cardoso nos anos 90 e que foi estancada durante o governo Lula", diz um trecho de uma nota divulgada pela categoria.


Em entrevista à Agência Sindical, Emanuel Cancella, coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio (Sindipetro-RJ) e da Federação Nacional, alerta que o Brasil corre risco de retomar o que chama de “privataria tucana”, que, segundo ele, nos fez perder a Vale e a Siderúrgica Nacional. “Agora, querem o fim da Petrobras", denuncia.

A greve visa ainda alertar para os riscos iminentes de graves retrocessos para a categoria, caso vigore a lógica da privatização. Emanuel reclama de calotes. “O abono contingencial não foi pago em 2015 e é pouco provável ser pago este ano. Também não recebemos a PLR e, no acordo coletivo de 2016, só conseguimos repor as perdas salariais após muita luta", comenta.

A Petrobras, sozinha, gera 13% do Produto Interno Bruto nacional. A empresa também descobriu o pré-sal - mais de 1 milhão de barris/dia - suficiente pra abastecer todo o Mercosul. O dirigente da Federação Nacional questiona: “A quem interessa que o Brasil abra mão de tudo isso?”

A paralisação dos petroleiros deve contar com apoio dos movimentos ligados às Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.

José Maria Rangel, dirigente da Federação Única dos Petroleiros, explica: “Na concessão, a empresa paga só o valor do lance do leilão e fica com o óleo extraído”. Ele ressalta que, ao se definir o sistema de partilha, ficaram garantidas cotas para o conteúdo nacional, com impacto positivo na indústria brasileira. Com a mudança, a exigência nacional cai. O sindicalista também vê ameaças à Educação, pois o fim do controle nacional do pré-sal acabaria com a obrigatoriedade de repasses para o setor. “O Plano Nacional de Educação, sem contar com os royalties, ficaria comprometido”, adverte.

Empresa com mais de 60 anos, a Petrobras tem sido objeto de disputas desde a lei que propôs sua criação. Suas reservas e tecnologia são alvo da cobiça internacional e mobilizam os entreguistas nacionais, de olho na dinheirama que a transação poderia gerar.


Confira abaixo a nota da FUP:

FUP indica greve de 24 horas no dia 10 de junho

Diante dos ataques contra a Petrobrás, o Pré-Sal e os direitos e conquistas da classe trabalhadora, que estão sendo desmontados pelos golpistas, a FUP e seus sindicatos indicam paralisação de 24 horas no dia 10 de junho. Esta data marcará a primeira grande mobilização nacional que as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo realizarão contra o governo ilegítimo de Michel Temer.

As representações sindicais petroleiras, reunidas nesta segunda-feira, 30, no Conselho Deliberativo da FUP, alertaram para o risco iminente de perda de direitos e de grave retrocesso que a categoria já vive e que serão intensificados com as intenções de privatização da Petrobrás e de entrega do Pré-Sal, reveladas por Michel Temer.

As medidas econômicas de seu governo ilegítimo, anunciadas na semana passada e já em curso, revelam o que vínhamos alertando: o objetivo do golpe é derrubar as conquistas que garantimos a duras penas ao longo dos últimos anos. Retirar direitos da classe trabalhadora,  arrochar salários, reduzir os investimentos do Estado na educação, saúde, habitação e outras áreas sociais, privatizar empresas públicas,  entregar o Pré-Sal e o que restou das nossas riquezas são medidas que atendem à Fiesp, às transnacionais, ao mercado de capitais e aos demais financiadores do golpe.

Na Petrobrás não será diferente. Tudo indica que a nomeação de Pedro Parente se consolidará nos próximos dias e através dele será retomada a agenda de desmonte de direitos e de privatização iniciada por Fernando Henrique Cardoso nos anos 90 e que foi estancada durante o governo Lula.

Somente com resistência e mobilização, os petroleiros terão a chance de impedir o violento retrocesso que atingirá a categoria nos próximos meses.

O dia 10 de junho  será uma resposta unitária de todos os petroleiros contra o golpe em curso no país e na Petrobrás.


Com informações da Agência Sindical





O governo francês enfrenta a partir desta segunda-feira (16/05) mais uma semana de greves e protestos contra a reforma da lei trabalhista, aprovada na semana passada por decreto.

As principais manifestações de contestação nas ruas vão ser na terça (17) e na quinta-feira (19), com protestos convocados por sete sindicatos de trabalhadores e de estudantes, que acreditam que a aprovação da reforma sem votação reforça a necessidade de "ampliar as mobilizações" que vêm sendo feitas há mais de dois meses.

A proposta de lei foi aprovada na terça-feira (10) na Assembleia Nacional em primeira leitura, embora sem votação, pois o governo recorreu ao Artigo 49-3 da Constituição, já que não tinha assegurada a maioria de votos para a proposta.

A reforma das leis trabalhistas vai ser debatida agora no Senado entre os dias 13 e 24 de junho e votado no sábado, dia 28. Na sequência, o texto volta para Assembleia Nacional, onde o governo pode voltar a invocar o Artigo 49-3 para que não haja votação.

A opção do governo de impor a não-votação do texto levou a oposição de centro-direita a apresentar uma moção de censura ao governo do presidente socialista François Hollande, vencida na quinta-feira.

“A tramitação parlamentar continua, a mobilização é mais indispensável que nunca”, destacam os sete sindicatos na convocatória.

A reforma da lei trabalhista, apresentada como a última grande reforma do governo de Hollande, é considerada pelos sindicatos como “muito liberal”, favorecendo as empresas e desprotegendo os trabalhadores.

Uma pesquisa de opinião divulgada no domingo concluiu que mais de metade (56%) dos franceses apoia os protestos contra a reforma trabalhista, embora haja uma distinção clara entre os entrevistados de esquerda (67%) e de direita (33%) que apoiam o protesto.

Nuit Début
A polícia proibiu algumas organizações, como a AçãoAntifascista AFA e o Movimento Interlutas Independente, de se manifestarem na terça-feira. Segundo a imprensa, membros dessas organizações foram notificados pessoalmente pela polícia de que não podem permanecer em determinados bairros de Paris entre 11h e 20h de terça-feira e no perímetro da Praça da República, entre 18h de terça e 7h de quarta. A restrição é amparada pelo estado de emergência.

A Praça da República, no centro da capital francesa, é palco desde o princípio de abril de um protesto dos chamados “indignados franceses”, um acampamento que os organizadores chamam Nuit Début.

As notificações são justificadas pelas autoridades como uma necessidade para prevenir distúrbios como os ocorridos em protestos anteriores, que, aliás, levaram sindicatos da polícia a convocar, para quarta-feira, um protesto dos agentes para denunciar as agressões de que são alvo e “o sentimento de desconfiança” que se instalou entre os cidadãos em relação à polícia.

Além das manifestações, várias greves estão previstas nos setores dos transportes – viários, ferroviários e aéreos -, principalmente na terça, quarta e quinta-feira.

 

 

Fonte: Agência Brasil

 

 

 

 

 

 

 

Após uma semana de paralisação, os metalúrgicos da fábrica da General Motors, em São José dos Campos, voltaram ao trabalho nesta terça-feira (26/1). Eles aprovaram a proposta de acordo sobre o pagamento da segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de 2015.

Segundo o sindicato da categoria, os trabalhadores vão receber R$ 5,6 mil, a antecipação de 50% do décimo terceiro salário, além de terem a garantia de 60 dias de emprego ou salário. De acordo com o sindicato, a GM vai pagar metade dos dias parados.

A greve foi deflagrada no dia 18 último como forma de pressionar a montadora a elevar o valor da PLR. A empresa havia proposto o pagamento de R$ 4.250, mas aumentou o valor durante a audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, em Campinas.

Por meio de nota, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Antônio Ferreira de Barros, disse que a paralisação mostrou que os trabalhadores estão mobilizados para defender seus direitos."Foi uma greve forte. Os trabalhadores começaram o ano dando um recado claro para a GM. Eles não vão ceder a pressões e vão lutar por direitos e emprego.

A unidade que estava parada produz os modelos S10 e Trailblazer, além de motores e transmissão. O total de empregados chega a 4,8 mil trabalhadores, dos quais 600 estão em lay-off (com o contrato de trabalho suspenso) até o dia 31 de janeiro.


Fonte: Agência Brasil




Bancários de instituições públicas e privadas de todo o país iniciam nesta terça-feira (6/10) greve por tempo indeterminado. Eles reivindicam reajuste salarial de 16% (reposição da inflação mais 5,7% de aumento real), entre outras reivindicações.


Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasilgreve bancos 2015Bancários entram em greve por tempo indeterminado


A paralisação foi decidida depois mais de 40 dias de negociações entre representantes dos trabalhadores e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que só ofereceu 5,5% de reajuste para os salários e vales. A proposta inclui abono de R$ 2,5 mil, não incorporado ao salário.

“Esse aumento proposto pelos bancos é inimaginável”, disse o presidente da  Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), Roberto von der Osten. “Reividicamos também garantia de emprego, melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas que adoecem os bancários, e igualdade de oportunidades”, acrescentou.

Os bancários também exigem participação no lucros equivalente a três salários mais R$ 7.246,82.

Em nota, a Fenaban afirma continuar aberta às negociações.

Consumidores

Segundo o Instituto de Defesa do Consumidor (Procon) de São Paulo, embora a greve não afaste a obrigação do consumidor de pagar as contas até o vencimento, a empresa credora tem que oferecer outras formas e locais para que as quitações sejam feitas.

Para não ser cobrado de encargos (juros e multa) e ter o nome enviado a serviços de proteção ao crédito, a recomendação do Procon é que o consumidor entre em contato com a empresa e peça opções de formas e locais de pagamento, como internet e casas lotéricas. Esse pedido deve ser documentado, ou seja, guardada a cópia do e-mail enviado ou anotado o número do protocolo de atendimento, orienta a entidade. Assim, caso o fornecedor não oriente  sobre a quitação do débito, o consumidor pode fazer a reclamação ao Procon.

Quem tem benefícios para serem sacados, segundo a Fenaban, pode fazer saques por meio da rede de caixas eletrônicos 24 horas e caixas eletrônicos dos bancos.


Com informações da Agência Brasil





Os metalúrgicos da Mercedes-Benz, em São Bernardo do Campo (ABC), decretaram greve contra demissões em massa. Cerca de sete mil trabalhadores aprovaram a paralisação, que começou na segunda-feira (24/8). Na sexta (21), a empresa iniciou as dispensas, mandando telegramas. Calcula-se que os cortes podem chegar a 1,5 mil metalúrgicos.

 

greve mercedes benz 2015



Desde o início da paralisação, assembleia na fábrica estão ocorrendo durante todos os dias, no período da manhã, conduzida pelo comitê sindical e o sindicato da categoria, quando são passadas informações sobre a greve ou eventual negociação.

Os trabalhadores de todos os turnos na Mercedes, em São Bernardo, participaram da assembleia ocorrida na manhã de terça (25) para encaminhar a luta contra as demissões. Hoje (26) a greve entra no terceiro dia, que começou com manifestação às 7h.

“Todos os trabalhadores estão na luta juntos para fortalecer o movimento e reverter as demissões. As orientações serão feitas dia a dia até que a empresa volte a negociar”, afirmou o diretor de Comunicação do Sindicato e CSE na Mercedes, Valter Sanches.

O dirigente destacou que toda solidariedade é de grande ajuda e leu a carta de apoio encaminhada pelo Comitê Mundial dos Trabalhadores na Daimler aos companheiros na fábrica do ABC.

“Até agora este apoio repercutiu em 39 meios de comunicação internacionais e é importante para a nossa luta”, contou o dirigente. A nota afirma que ´os erros de gestão não podem ser jogados nas costas dos trabalhadores´.

“Tem companheiros que ainda estão recebendo os telegramas sobre a rescisão no contrato e temos que estar juntos contra essa atrocidade que a empresa está fazendo”, prosseguiu.

O vice-presidente do Sindicato e CSE na Mercedes, Aroaldo Oliveira da Silva, destacou a importância do apoio recebido de diversas categorias, sindicatos e CSEs de empresas. “É o compromisso de cada um fazer a sua parte, dialogar com a sociedade e pressionar a direção a refletir sobre essa decisão. É fazer a luta até cancelar todas as demissões”, defendeu.

“Os trabalhadores já aprovaram as discussões sobre o Programa de Proteção ao Emprego, o PPE. Estamos dispostos a negociar e não vamos aceitar imposições nem demissões sob nenhuma hipótese”, concluiu Aroaldo.

Sérgio Nobre, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC diz que a empresa não informou o número exato de demitidos. A multinacional alega ter excedente de duas mil pessoas. “Muitos companheiros receberam telegramas no final da semana. E a empresa disse que haverá uma segunda leva”, explicou.

Resistência
O sentimento entre os funcionários é de resistência. “Será um processo forte de luta até que a empresa revogue a decisão e todos voltem a trabalhar”, avalia Sérgio Nobre, que também é secretário-geral da CUT.

A multinacional alemã se recusa a negociar conforme as regras do Programa de Proteção ao Emprego, recém-lançado pelo governo.

Fonte: Agência Sindical
Com informações do site do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC -   www.smabc.org.br




Mais de quatro mil metalúrgicos aprovaram, em assembleia nesta segunda-feira, dia 24, a proposta de acordo que leva ao cancelamento das 798 demissões pretendidas pela General Motors em São José dos Campos. Com aprovação unânime, os trabalhadores colocam fim a uma greve histórica, que durou 12 dias e é uma das maiores ocorridas na fábrica nos últimos 20 anos.


Fotos: Tanda Melo

nao as demissoes sind metal sjc



O acordo foi discutido em audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho – 15ª. Região, em Campinas, na última sexta-feira, dia 21, entre Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, filiado à CSP-Conlutas, e General Motors.

Ficou definido que todos os trabalhadores que haviam sido demitidos estão em licença remunerada (retroativa ao dia 10). Esses mesmos trabalhadores entrarão em lay-off em setembro, por um período de cinco meses. A data exata de início e término do lay-off ainda não está definida.

Na assembleia de hoje, os metalúrgicos também aprovaram o chamado a todas as centrais sindicais para uma luta unificada em defesa do emprego, especialmente nas montadoras, que têm realizado demissões em massa em todo país. É o caso, por exemplo, da Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo, da Volkswagen em Taubaté e da própria General Motors em São Caetano do Sul.

Em São José dos Campos, a GM havia demitido 798 trabalhadores, por telegrama, no dia 8 de agosto, o que levou à deflagração da greve no dia 10.

“Esta luta contra as demissões começou antes mesmo da greve. Começou há 16 dias, quando os companheiros que receberam o telegrama de demissão foram ao Sindicato e decidiram que lutariam até o final em defesa do emprego. Esses trabalhadores e suas famílias deram exemplo de luta. Permaneceram durante todos esses dias a postos nos portões da fábrica, participaram da passeata e não baixaram a guarda. Esta foi uma luta vitoriosa, que vai se espalhar por todas as outras montadoras do país”, disse o presidente do Sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.

Durante a greve, familiares dos metalúrgicos que haviam sido demitidos participaram ativamente da mobilização. No dia 12, mulheres e crianças subiram no caminhão de som do Sindicato e usaram o microfone para pedir que a GM desistisse das demissões.

A paralisação na montadora recebeu o apoio de diversas entidades internacionais, como dos Estados Unidos, Colômbia, França, Espanha, México, Itália, Palestina, Peru e Alemanha.

Mas o cancelamento das demissões não coloca um ponto final na luta em defesa do emprego. O Sindicato continuará em campanha para que a presidente Dilma Rousseff assine uma medida provisória garantindo estabilidade no emprego para todos os trabalhadores, reduza a jornada para 36 horas sem redução de salário, proíba a remessa de lucros para o exterior e estatize as empresas que demitirem.

“Essas demissões que estão acontecendo pelo Brasil afora mostram a necessidade de uma luta unificada de toda a classe trabalhadora. Os trabalhadores não podem pagar por essa crise econômica criada pelo governo e pelos patrões. É preciso também unificar a luta contra o PPE (Programa de Proteção ao Emprego), que reduz ainda mais os nossos salários e protege os lucros dos empresários”, afirma o dirigente da CSP-Conlutas, Luiz Carlos Prates, o Mancha.

Direitos conquistados no acordo:

1- Cancelamento das 798 demissões e lay-off pelo período de cinco meses;

2- licença remunerada, retroativa ao dia 10 de agosto, para os trabalhadores que entrarão em lay-off.

3- discussão com o Sindicato sobre o plano de aposentadoria;

4- abertura de um Programa de Demissão Voluntária (PDV) em toda fábrica. Cada adesão resultará no abatimento do número de excedentes considerado pela companhia;

5- os trabalhadores em lay-off também terão direito a 13º salário, reajuste salarial na data-base, convênio médico e segunda parcela da PLR;

6- a empresa se compromete em não fazer nenhuma retaliação aos grevistas;

7- nenhum desconto dos dias em greve. Metade dos dias parados será arcada pela empresa. O restante será compensado pelos trabalhadores;

8- se o trabalhador afastado pelo lay-off preferir, poderá ser desligado antecipadamente, recebendo o valor relativo aos cinco meses de lay-off (parte paga pela empresa, equivalente à diferença entre o salário e bolsa-qualificação) mais os quatro salários de indenização. Neste caso, o trabalhador terá direito a cinco parcelas do seguro-desemprego;

9- ao fim do lay-off, se houver demissões, pagamento de indenização de quatro salários nominais para cada trabalhador.



Fonte: SindMetalSJC




Com o impasse na negociação entre trabalhadores e empresa, na Emae, os engenheiros participam nesta sexta-feira (21/8) de uma greve de advertência, registrada com antecedência pelos sindicatos. Também está prevista paralisação por tempo indeterminado a partir da 0h de quarta (26) - também devidamente registrada.



Ilustração: Laerte

TODOS A GREVE 600 larg


Em atitude inusitada e em completo desrespeito ao Tribunal e aos trabalhadores, a Emae, em audiência de conciliação no Núcleo de Conciliação de Coletivos (NCC) do TRT/SP, retrocedeu em sua proposta econômica, eliminando o aumento real e o reajuste diferenciado, de 9%, para os vales refeição e alimentação. A audiência ocorreu na terça-feira (18/8).

Durante a audiência, o núcleo declarou estar esgotada a sua tarefa, remetendo os autos para a vice-presidência judicial para as deliberações que julgar necessárias, inclusive, quanto à distribuição do feito a um relator com vistas ao julgamento do Dissídio Coletivo de Greve a ser agendado.

Com a decisão da Emae, os engenheiros teriam somente 7,6% de reajuste salarial (data-base em 1º de junho), extensíveis aos demais itens de caráter econômico. Diante do fato, que causou estranheza e repúdio de todos, os sindicatos registraram que só aceitariam a assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2015 com base na proposta de conciliação do NCC, apresentada na reunião de 30 de junho passado, ou seja:


• reajuste salarial de 7,6% mais aumento real de 1%;


• reajuste de 9% nos vales refeição e alimentação;


• manutenção das cláusulas sociais anteriores;


• estabilidade no emprego a todos os trabalhadores da companhia, até que se complete o processo seletivo de novas contratações no quadro próprio da Emae, limitada até a próxima data-base; e

• liberação do representante do SEESP para atuação sindical.

O NCC ressaltou também que a questão do piso salarial dos engenheiros ainda continuava pendente de resposta do Codec sobre o realinhamento da estrutura salarial dos engenheiros da Emae.


Imprensa SEESP







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Mesmo com o final das férias de agosto, os professores das instituições federais mantêm greve em 34 universidades federais, iniciada em 28 de maio. De acordo com o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), técnicos estão parados em 67 instituições de ensino superior. Os servidores reivindicam reajuste salarial de 27,3% e data-base, reestruturação da carreira e melhores condições de trabalho. O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão propôs reajuste de 21,3%, a ser pago em quatro anos. Porém, a proposta foi considerada insuficiente pela maioria das entidades, que seguem com a mobilização.


Foto: Agência Brasil
greve nas federais foto ag br red
Ato dos servidores federais em Brasília (DF), na quarta-feira (5)


Segundo os grevistas, a greve não tem data para acabar. Ao longo da semana, professores e funcionários devem fazer novas assembleias para decidir os rumos da mobilização. Algumas entidades dizem que pretendem intensificar ainda mais o movimento em agosto, mês de retorno das aulas, para avançar nas negociações com o governo federal.

Na quinta-feira (6), mais de três mil servidores públicos federais (SPF) de todo o país realizaram mais uma marcha convocada pelo Fórum das Entidades Nacionais dos SPF, em Brasília (DF). Os servidores percorreram a Esplanada dos Ministérios, em direção ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (Mpog) para cobrar a retomada das negociações em torno da pauta unificada apresentada pelo Fórum das Entidades Nacionais dos SPF. Outra marcha, realizada pelo Fórum, ocorreu no dia 22 de julho.

De acordo com Paulo Rizzo, presidente do ANDES-SN, esse foi mais um ato em que os servidores públicos federais cobram do MPOG e do governo negociações efetivas. “Nós já rejeitamos, por unanimidade das entidades, a proposta de reajuste parcelado em quatro anos e também os cortes que estão sendo feitos no orçamento na Saúde, na Educação, Habitação, Previdência, e até agora não tivemos o retorno esperado”, contou. A proposta do Ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão (Mpog) de reajuste (21,3%) parcelado em quatro anos foi amplamente rechaçada pelas entidades que compõem o Fórum. Até o momento, o governo não apresentou um novo cenário, não abriu negociação sobre os demais itens da pauta do Fórum dos SPF e nem mesmo cumpriu o prazo que havia estipulado (31 de julho) para realizar nova reunião com o Fórum.

Fonte: Andes-SN







Os metalúrgicos da fábrica da General Motors (GM), em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, Interior, iniciaram nesta segunda-feira (10/8) greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada em assembleia, no começo da manhã e tem o objetivo de pressionar a montadora para abrir negociações e rever as demissões anunciadas, no sábado (8).


Foto: Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos
metalurgicos sjc



De acordo o sindicato da categoria, compareceram à assembleia mais de 4 mil trabalhadores dos 5,2 mil que atuam na unidade onde são produzidos os modelos S10 e Trailblazer, além de motores, transmissão e kits para exportação (CKD). O número exato de demitidos ainda não foi informado pela GM, mas pelo menos 250 metalúrgicos teriam sido informados por telegrama do seu desligamento da empresa.

Para hoje, estava previsto o retorno de 798 empregados que estavam afastado pelo sistema lay-off (suspensão temporária dos contratos do trabalho) desde o último dia 9 de março. Estes metalúrgicos não estão entre os demitidos porque têm estabilidade garantida por mais três meses.

“Fomos surpreendidos na véspera do Dia dos Pais com essa ação unilateral da GM e queremos que esse processo seja revertido porque a montadora ainda tem muita gordura para queimar”, justificou Renato de Almeida, secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos.

Ele informou que pretende pedir uma reunião com a diretoria da GM para discutir uma solução para crise no emprego. Segundo o sindicalista de janeiro até agora, as montadoras instaladas no Brasil já cortaram mais de 8 mil postos de trabalho. “Não podemos aceitar que os trabalhadores sejam penalizados e que paguem o preço dessa crise política e econômica”, defendeu.

O líder sindical afirmou que além dos piquetes para convencer os metalúrgicos dos demais turnos a cruzarem os braços, a categoria poderá fazer também passeatas. A GM foi procurada para se posicionar sobre a mobilização, mas até o fechamento desta edição ainda não havia recebeu retorno.


Fonte: Agência Brasil

 

 

 

 

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