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Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos de SJC e Região

As trabalhadoras da Blue Tech, em Caçapava, no interior paulista, mandaram um recado à direção da fábrica na quarta-feira (16/5). Em campanha por Participação nos Lucros e Resultados (PLR), as metalúrgicas aprovaram estado de greve contra a proposta rebaixada de R$ 2.200 oferecida pela empresa.



Foto: Sindicato dos Metalúrgicos de SJC e Região

metalurgicas de cacapavaAssembleia realizada na manhã de quarta (16).

 

O valor é inferior ao que foi pago no ano passado (R$ 4.600). Uma nova reunião entre o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região  e representantes da Blue Tech acontece no próximo dia 23 de maio.

“As metalúrgicas da Blue Tech mostraram que estão mobilizadas. Com a produção a mil não tem desculpa para oferecer uma proposta de PLR rebaixada. Essa choradeira tem que acabar. É hora das trabalhadoras receberem a sua parte nos lucros da empresa”, afirma a diretora do Sindicato, Isabel Cristina da Silva Orioli.



Comunicação SEESP

Foi publicada a Portaria número 37, da Secretaria Municipal de Gestão, de São Paulo, que dispõe sobre a reposição dos dias não trabalhados pelos servidores, por conta da greve deflagrada em protesto contra o PL 621/16, que pretende alterar a previdência dos servidores da capital paulista. A paralisação se deu entre os dias 8 a 27 de março de 2018.


A Coordenadoria de Gestão de Pessoas, da Secretaria de Gestão, já havia emitido um comunicado na sexta-feira (13/4),  determinando que não fossem descontados os dias parados.

Segundo a portaria, a compensação deve ser feita até duas horas por dia, no início ou no final do expediente, dentro do horário de funcionamento da unidade e sem prejuízo do cumprimento da jornada de trabalho. O período de compensação das horas não trabalhadas deverá ocorrer entre 2 de maio e 15 de outubro de 2018.




Reunidos em assembleia na tarde desta segunda-feira (12/3), na sede do SEESP, os engenheiros da Prefeitura Municipal de São Paulo (PMSP) decidiram por unanimidade retomar o movimento de paralisação iniciado na semana passada e voltam a cruzar os braços a partir de amanhã (13/3). A mobilização acontece em protesto ao Projeto de Lei 621/2016, que pretende extinguir a previdência municipal como é atualmente, criando um regime complementar para a aposentadoria a partir da ampliação da contribuição do servidor, que pode chegar a 19%. Está prevista para quarta-feira (14/3) a análise e votação da proposição na Câmara Municipal.  

No dia 8 de março, a categoria já havia realizado greve de 24h, conjuntamente com outros trabalhadores que atuam Município, como os professores, representados pelo Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem), e demais profissionais, pelo Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep). A manifestação, que também marcou o Dia Internacional da Mulher, levou às ruas 40 mil pessoas para protestar contra o projeto. 


Foto: Beatriz Arruda/Comunicação SEESP
assembleia PMSP nova greve 2018
Engenheiros da PMSP aprovaram greve por unanimidade nesta segunda (12/3).



O projeto que o prefeito João Dória pretende aprovar nesta semana foi apresentado no final de 2017 e complementa proposta da gestão anterior, de Fernando Haddad. Em linhas gerais, a proposição extingue o Instituto de Previdência Municipal (Iprem), órgão público responsável pela aposentadoria dos servidores que há anos vem perdendo arrecadação devido a ausência de novos concursos públicos e de uma política que preserve a sua saúde financeira. 


“A ordem é continuar chamando os colegas, alertar sobre a situação grave, checar se todos estão recebendo as informações e estão cientes da gravidade deste momento. O prefeito já avisou que não vai recuar. Então, para que os vereadores sintam a pressão, temos que aumentar ainda mais esse número nas ruas. Só com essas medidas anunciadas, o engenheiro vai perder um total de um mês de salário por ano. É só fazer a conta: 8% vezes 13 [12 meses mais férias] dá 104. Dá 1,04 salário por ano”, detalhou o assessor sindical Carlos Hannickel, durante a assembleia desta segunda.

Confira como foi a mobilização na quinta aqui e também nas redes sociais aqui.






Comunicação SEESP*

Os cerca de 1800 trabalhadores que participam da construção do primeiro submarino nuclear brasileiro iniciam uma greve a partir de terça-feira (13/3) para pressionar o governo federal a melhorar as condições atuais da categoria, cujos rendimentos vêm caindo nos últimos três anos com sucessivos reajustes salariais abaixo da inflação do período. Neste ano, o governo simplesmente ofereceu zero de reajuste.


Foto: Ricardo Andrade/SINTPq
assembleia da Amazul decreta greve homeAssembleia realizada entre trabalhadores da Amazul, na quinta (8/3), decide deflagrar movimento grevista.


Em assembleias realizadas na quarta e quinta-feira ( 7 e 8/3), os profissionais da Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A. – a Amazul, empresa integrante do Programa de Desenvolvimento de Submarinos – Prosub, rejeitaram a proposta imposta pelo Ministério do Planejamento para o Acordo Coletivo de Trabalho e decidiram pela paralisação. A categoria tem data-base em 1º de janeiro.

As assembleias aconteceram no Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP) e no Centro Experimental Aramar (CEA), em Iperó no interior paulista. Nos dois centros, que pertencem a marinha e estão diretamente envolvidos em seu programa nuclear, haverá mobilização na terça-feira, logo no início do expediente nas portarias dos centros tecnológicos. Na sede da Amazul, na capital paulista, também deverá ocorrer atos em outras datas.

Segundo a categoria, o Ministério e o Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Dest) não ofereceram qualquer correção salarial, nem mesmo nos benefícios que também seriam retirados. Segundo o sindicato dos trabalhadores, só foram mantidos após negociação direta com dirigentes sindicais.

Em 2017, a reposição havia sido de 50% da inflação do período. Nos dois anos anteriores (2015 e 2016) foi de 80% da inflação, em cada ano. Com isso, os profissionais da Amazul acumulam 11,2% de perda salarial.

O movimento grevista foi decidido após a visita de Michel Temer ao Complexo Naval de Itaguaí-RJ, em 20 de fevereiro, quando foi iniciada a fase de integração dos quatro submarinos convencionais da Classe Riachuelo, construídos pelo Prosub. Para o País, o Prosub é fundamental para a política de defesa brasileira e para o desenvolvimento tecnológico e científico.

“Temer diz defender a soberania e a ciência nacional, mas oferecezero de reajuste aos trabalhadores e trabalhadoras, que são os principais responsáveis pelo sucesso do Prosub. Se o sucateamento e o arrocho salarial continuarem, nosso submarino ficará ameaçado”, avalia o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Pesquisa, Ciência e Tecnologia (SINTPq), Régis Norberto Carvalho.

A Amazul foi constituída em 2013 com o objetivo de promover, desenvolver, transferir e manter tecnologias sensíveis às atividades do Programa Nuclear da Marinha (PNM), do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub) e do Programa Nuclear Brasileiro (PNB). Seu objetivo primordial é apoiar o desenvolvimento do submarino de propulsão nuclear, além de contribuir com pesquisas em radiofármacos.

Confira aqui matéria publicada sobre a construção do submarino nuclear na edição 512 do Jornal do Engenheiro, de fevereiro de 2018, publicação impressa do SEESP disponibilizada também online neste neste link

* Com informações da assessoria de imprensa do SINTPq



Soraya Misleh
Comunicação SEESP 

Marcado para sexta-feira (19), na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), leilão à concessão de duas linhas do metrô (5-Lilás e 17-Ouro) em construção por 20 anos à iniciativa privada não apenas não se justifica, como todo o processo apresenta irregularidades. É o que apontaram representantes dos metroviários e engenheiros em coletiva à imprensa nesta quarta-feira (17), na sede do SEESP, na Capital.

A pretensão de privatização tem sido objeto de questionamentos. Conforme determinação da juíza Carolina Martins Clemência Duprati Cardoso, da 11ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, em despacho à ação civil pública proposta em 12 de janeiro pela Frente Nacional Pela Volta das Ferrovias (FerroFrente), o Governo do Estado de São Paulo tem 72 horas para apresentar mais informações que expliquem melhor o processo licitatório em andamento. A tutela cautelar antecedente foi concedida na última segunda-feira (15). Assim que o governo estadual for citado o prazo começa a correr.

Como destacou José Manoel Ferreira Gonçalves, presidente da FerroFrente. a lógica por trás desse processo vai de encontro ao interesse público: “É a do capital imobiliário, que leva trabalhadores para longe e depois restringe a capacidade de mobilidade conforme o bolso.” Agraciado pelo SEESP em 2017 com o prêmio Personalidade da Tecnologia em Transporte, ele listou alguns dos problemas nesse processo: “A proposta é de conectividade de duas linhas que não estão prontas (Lilás e monotrilho). Na linha 5 há pelo menos duas estações não finalizadas e ninguém sabe quando vai acabar a 17. O edital de licitação criou um mecanismo de tarifa compensatória por 180 dias.” Ou seja, possibilidade de ressarcimento ao concessionário por seis meses pelo Governo Alckmin, por um valor de outorga a ser paga pelo ente privado muito baixa: R$ 270 milhões. “É um absurdo. O vencedor do leilão vai faturar R$ 400 milhões ao ano. Em 20 anos serão R$ 8 bilhões. E o Governo do Estado não divulgou qualquer estudo que demonstrasse a seriedade no processo, com parâmetros técnicos, a vantagem da licitação em relação à operação por uma empresa pública (Metrô de São Paulo) que já vem fazendo isso há décadas e muito bem. É dar um crédito de confiança a quem não tem, as irregularidades são inúmeras”, enfatizou Gonçalves.

Foto: Beatriz Arruda

foto coletiva metro Dirigentes sindicais mostram sérios problemas na licitação das linhas de metrô.

 

Greve e luta
Para ele, em defesa do metrô público, estatal e de qualidade, a coalizão que se formou pode criar um novo modelo, mais humano e harmônico, que valorize o projeto e a engenharia, contra a lógica que privilegia “o bolso”. Ele concluiu: “Estamos atentos. Se a privatização passar, não será com o nosso silêncio. Podemos no dia seguinte ao leilão, nesse caso, ingressar com outra ação civil pública para impedir a assinatura do contrato.”

Como parte dessa batalha, assembleia dos metroviários aprovou no início da noite de ontem greve de 24 horas a partir da zero hora desta quinta-feira (18). E na sexta, às 9h, um ato público em frente à Bovespa. “A privatização das linhas 5 e 17 é continuidade de um processo que se iniciou com a linha 4, de tirar a responsabilidade do Estado pelo transporte público e transformá-lo em mercadoria. Essa lógica que está imperando em nível nacional virou fetiche no setor metroferroviário. Parte disso é a terceirização nas bilheterias, que avança, pagando-se salários de R$ 800 e sem direitos trabalhistas”, denunciou o coordenador do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Wagner Fajardo. Segundo ele, é um jogo de cartas marcadas. “A CCR e a Odebrecht realizaram o estudo de viabilidade e vão receber R$ 204 mil por isso. E temos convicção que se a CCR não vencer, vai operar as linhas.” Isso porque é a empresa que atende os requisitos técnicos, que não por acaso ela própria definiu no estudo. O representante do Sindicato dos Metroviários frisou: “Não somos a favor de nenhuma concessão. Transporte público é direito do cidadão e dever do Estado, a única forma de garantia de qualidade é quando o serviço prestado atende o interesse do usuário, o que só pode ser feito se o metrô se mantiver público e estatal.” Fajardo lembrou que a privatização fracassou em Londres (Inglaterra), que voltou atrás, e que outras cidades de países centrais, como Paris (França) e Nova York (EUA), mantêm o metrô nas mãos do Estado.

Assim, é possível assegurar transporte acessível à população, rumo, portanto, “à tarifa zero”. Na sua ótica, quem deve arcar com o custo devem ser os empreendimentos como shopping centers e comércio ao redor das linhas, que se beneficiam com sua operação. “Se conseguirmos uma liminar que impeça o leilão, ajuda, mas temos que lutar contra a lógica neoliberal e denunciar esse processo completamente viciado, cujo princípio é a entrega do patrimônio público para obtenção de lucro, e não as condições de vida da população. Essa é uma luta de toda a sociedade”, concluiu. Essa batalha não é nova no País, como lembrou o presidente da Federação Nacional dos Metroviários (Fenametro), Celso Borba. “Teve muita luta contra a privatização do metrô em Belo Horizonte, Pernambuco, Porto Alegre e agora em São Paulo, com mais força. É uma política de destruição do patrimônio público. Precisamos nos apoiar na luta de conjunto, unindo todo o funcionalismo contra o desmonte em curso.”

Diretor do SEESP, Emiliano Affonso Neto explicitou: “A proposta é de concessão de linhas de um dos melhores metrôs do mundo sem garantia de qualidade e de construção de um metro a mais. A outorga é insignificante, não chegará a 0,5% do custo da obra. A cada bilhão de dólares investido no sistema de transporte, voltam seis para a economia.” De acordo com ele, a inversão do Estado em sistemas estruturadores como o metroferroviário ajudaria a criar novas centralidades e equilibrar a cidade, trazendo receitas não operacionais. “Há muitos exemplos no mundo. É necessário que o Governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo, com ajuda da União, preservem o Metrô como empresa pública que absorveu tecnologia. Noventa e cinco por cento da população vivem na área urbana. Se queremos voltar a crescer, é fundamental ter boa mobilidade”, finalizou.

 

 

Agência Sindical

Os auditores-fiscais do trabalho de todo o País paralisaram suas atividades em protesto contra as novas regras definidas pelo governo, que impedem o combate ao trabalho escravo.

A Procuradoria-Geral da República e o Ministério Público do Trabalho já recomendaram ao ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, a revogação da Portaria 1.129/2017, que libera a exploração de mão de obra em condições análogas à escravidão.

Porém, após reunião na última quarta-feira (18/10) com o titular da Pasta, o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), Carlos Fernando da Silva Filho, denunciou que não sentiu disposição do governo para atender a recomendação.

“A reunião foi infrutífera, o ministro Nogueira não se mostrou, em nenhum momento, favorável à revogação da Portaria. Seu teor é tão absurdo que deixou todos os auditores-fiscais do trabalho e o sindicato sem acreditar no que está acontecendo”, disse Silva Filho.

Segundo informações do Sinait, o movimento foi deflagrado de forma independente, por iniciativas locais, com adesão mais intensa em São Paulo, Espírito Santo, Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul.

Para Artur Bueno de Camargo, coordenador do Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST) e presidente da Confederação do Setor de Alimentação (CNTA Afins), a medida é mais uma maldade que será combatida em todas as manifestações sindicais.

“Não descartamos ações judiciais contra essa medida, em todas as instâncias. Esse governo demonstra, mais uma vez, que não tem responsabilidade com a população e com os trabalhadores. Como acabou o dinheiro para emendas, agora tenta se segurar no poder incentivando o trabalho escravo", ressalta Camargo.


Ilegalidades  

Segundo análise do MPT e PGE, a portaria contraria leis como o Código Penal, duas convenções da Organização Internacional do Trabalho, decisões do Supremo Tribunal Federal e a decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Protesto
Auditores-Fiscais de todo o país participaram de um ato público na Câmara dos Deputados na quinta-feira (19/10), pela revogação da Portaria nº 1.129/2017, editada pelo Ministério do Trabalho no dia 16 de outubro último, que desmantela o conceito de trabalho escravo contemporâneo, coloca entraves à fiscalização do trabalho e destrói a credibilidade da Lista Suja, o cadastro de empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas às de escravos. O protesto foi convocado pelo deputado Alessandro Molon (Rede/RJ), que também é autor de um Projeto de Decreto Legislativo – PDC nº 791/2017 para sustar a portaria. Até agora, quase 15 PDCs com o mesmo objetivo foram apresentados.

 

 Imagem da capa: Site do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait)



Comunicação SEESP

A memória sobre os fatos históricos é fundamental para compreender os acontecimentos do presente e planejar um futuro melhor. Para garntir que as informações sobre o universo sindical seja mantidas, foi criado o Centro de Memória Sindical. Sua coordenadora, a jornalista Carolina Ruy, conversa com Fábio Pereira, na Entrevista do Je na TV desta semana, que foi ao ar em primeira mão na segunda-feira (9/10), sobre um dos momentos mais marcantes do sindicalismo brasileiro: a greve geral  de 1917, que começou numa fábrica têxtil na Mooca e em poucas semanas se espalhou por São Paulo e, rapidamente, para outros estados do Brasil.


À época, em junho daquele ano, os trabalhadores cruzaram os braços para exigir redução da jornada de trabalho, melhores condições dentro das fábricas, aumento dos salários, espaços de convivência, entre outras pautas.  No mês seguinte, a paralisação já havia atingido cerca de 15 mil operários, de vários setores. No dia 9 de julho, uma passeata organizada pelos grevistas foi violentamente reprimida pela polícia. Antonio Martinez, um sapateiro, morreu, o que deixou a classe trabalhadora,  ainda mais indignada atraindo novas adesões.

Foi graças a essa greve, comandada pelo movimento anarquista, que foi desencadeada uma onda de greves no País, trazendo à tona a necessidade de uma organização maior dos trabalhadores, fortalecendo os sindicatos e, na década de 1940, a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). "A CLT é importante para a garantia de direitos e, ao mesmo tempo, tutelou o movimento sindical sob o estado. Mas, sso foi sendo burilado ao longo do tempo, e na Constituição de 1988 os sindicatos já foram considerados representantes legítimos dos trabalhadores. Hoje, nos deparamos com essa reforma trabalhista, que tem como um dos principais problemas o de enfraquecer o poder dos sindicatos", sintetisa Carolina Ruy.

Na Reportagem da Semana, saiba o que mobilizou os engenheiros no Estado de São Paulo a criarem o Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), que lançou a primeira graduação em Engenheira de Inovação, em 2015.

Confira:

https://www.youtube.com/watch?v=xKKIdJ2P3kE



JE na TV vai ao ar toda segunda-feira pela TV Aberta São Paulo, ao vivo e em mais de 40 cidades do Estado, sempre tratando de assuntos relevantes à engenharia. Todas as edições ficam também disponíveis no canal do SEESPl do SEESP no Youtube.

 

João Guilherme Vargas Netto*

Depois que a procuradoria do Trabalho no Rio Grande do Norte abriu uma ação contra o grupo Guararapes responsabilizando-o pelas péssimas condições das terceirizações que ele pratica e impondo uma multa de 38 milhões de reais (parte de seu lucro com estas terceirizações), o mundo das relações de trabalho em terras potiguares veio abaixo. Mas não só lá.

O presidente da Riachuelo, que faz parte do grupo, acionou os bons ofícios de seus assessores de imprensa e obteve uma página inteira de entrevista na Folha e um artigo assinado no Globo. Em ambos os casos uma só cantilena, a criação de empregos ameaçados pela procuradora e um só alvo, a própria procuradora que encabeça a ação.

Para demonstrar que não estavam brincando os dirigentes do grupo e os deputados que o apoiam (entre eles o famigerado Rogério Marinho) organizaram uma concentração monstro na sede regional da procuradoria, “convocando” a participarem os microempresários das facções e os trabalhadores, para quem foram oferecidos ônibus para o transporte. O terremoto nas relações do trabalho em prejuízo dos microempresários e dos trabalhadores que jazem nos escombros obriga os que vão morrer a apoiarem os seus algozes.

Em toda a manifestação agressiva do grupo Guararapes e da Riachuelo comparece com ênfase a defesa das leis da terceirização e da deforma trabalhista, como garantidoras do descalabro agora denunciado pelo MPT e que vinha sendo objeto de centenas de ações individuais dos trabalhadores prejudicados.

Embora o conflito seja feroz no Rio Grande do Norte seus desdobramentos e efeitos assolam todo o país (sirvam de exemplos as matérias citadas em dois grandes jornais). O movimento sindical, infelizmente, tem permanecido em obsequioso silêncio, dada a relevância do assunto.

Mesmo levando-se em conta a relativa fragilidade local dos sindicatos e dos trabalhadores (presos nas malhas cerradas do poder empresarial oligárquico e da ideologia reacionária) é incompreensível que as direções nacionais do movimento não percebam do que se trata (a validação das leis celeradas) e não se posicionem em defesa da iniciativa do MPT, solidarizando-se com a corajosa procuradora e execrando o papel nefasto do deputado Rogério Marinho, algoz dos trabalhadores.

Espero que na plenária do dia 29, no CMTC Clube, haja moções firmes de apoio (à procuradora) e de execração (do deputado).



* Consultor sindical





Os trabalhadores do metrô de São Paulo ameaçam parar as operações de transporte no próximo dia 1º de agosto. Em assembleia na quinta-feira última (20/7), a categoria aprovou a realização de uma greve de 24 horas contra a terceirização das bilheterias e as reformas do governo Temer.

Os metroviários da Capital travam uma árdua luta contra a privatização do sistema e a terceirização das bilheterias. No final de junho último, quando o sistema terceirizado de venda de bilhetes entrou em vigor na Linha 5 – Lilás, um grupo de trabalhadores chegou a ocupar a estação Capão Redondo para resistir à medida.

Para o coordenador da secretaria-geral do Sindicato dos Metroviários Wagner Farjado Pereira, a terceirização das bilheterias “é um desrespeito total com a classe trabalhadora”. Segundo o sindicalista, a medida vai tirar profissionais concursados para colocar no lugar pessoas recebendo salários mais baixos, de R$ 800,00, sem nenhum direito. “Essa terceirização é um absurdo! É uma total precarização do trabalho”, afirma ele.

O dirigente diz ainda que a privatização das bilheterias das estações da linha 5 - Lilás e 17 - Ouro atingirá diretamente 1.200 trabalhadores, que, segundo a empresa, seriam remanejados. Porém, até o momento, não foi dada nenhuma garantia de que os postos de trabalhos serão mantidos. Na próxima terça-feira (25), os metroviários promovem ato público na Sé, a partir das 17 horas, em protesto contra a precarização.


Ferroviários também se mobilizam

Caso seja ratificada em nova assembleia, marcada para dia 31 próximo, os ferroviários também realizarão greve no dia 1º de agosto. A categoria reivindica a iniciativa da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) de reduzir os salários.

 

 

 

Publicado por Jéssica Silva
Comunicação SEESP
Com informações da Agência Sindical

 

 

 

 

O SEESP protocolou ofício, na terça-feira (18/07), endereçado ao presidente da Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos (CPTM), Paulo de Magalhães Bento Gonçalves, onde informa a deliberação dos profissionais da companhia, reunidos em assembleia também no dia 18, de deflagração de movimento paredista no dia 1º de agosto próximo, a partir da zero hora.
 
A decisão dos engenheiros é contra comunicado da empresa de que irá cumprir decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), aplicando a redução da tabela salarial em 3,51% a partir deste mês de julho. O ofício do SEESP esclarece que a entidade mantém-se aberta à negociação sobre o assunto e à disposição da empresa para dar cumprimento fiel às exigências constantes nos artigos 9º e 11º da Lei 7.783/89, que dispõe sobre o exercício do direito de greve.
 
Antes da paralisação, os profissionais voltam a se reunir em assembleia no dia 31 de julho próximo, às 18h30 (segunda convocação), na sede da Associação dos Engenheiros da Estrada de Ferro Santos Jundiaí (Rua José Paulino, 7, Bom Retiro, São Paulo/SP).
 
 
Comunicação SEESP
 
 
 
 
 

Em reunião na segunda-feira última (5), as centrais sindicais definiram um calendário de luta para o mês de junho, com indicativo de greve geral no dia 30. A reunião, realizada na sede da Nova Central São Paulo, contou com representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Intersindical, Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas) e Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB).

As entidades esperam que a data seja referendada pelas categorias em plenárias e assembleias estaduais por todo o Brasil, previstas para acontecerem entre os dias 6 e 23 de junho. Ficou definido, também, 20 de junho como o Dia Nacional de Mobilização rumo à greve.

Em nota conjunta as centrais afirmam que “irão colocar força total na mobilização da greve em defesa dos direitos sociais e trabalhistas, contra as reformas trabalhista e previdenciária, contra a terceirização indiscriminada". 

 

 

 

Publicado por Jéssica Silva
Comunicação SEESP
Com informações da Agência Sindical

 

 

 

 

Num esforço de mostrar informações precisas diferentes da mídia tradicional, a Agência Sindical cobre a greve geral nacional, sendo realizada nesta sexta-feira (28/4), contra as reformas da Previdência e trabalhista apresentadas pelo governo. O balanço dos sindicalistas é positivo. A adesão é grande em quase todas as categorias profissionais.

Condutores, portuários, metroviários, ferroviários, motociclistas, metalúrgicos, petroleiros, químicos, bancários, professores das redes pública e privada mostram forte mobilização. O levantamento da Agência mostra que condutores pararam em quase todas as capitais do País. A categoria paralisou as atividades também em grandes cidades como Guarulhos, Baixada Santista e nas principais do ABC Paulista.

O presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, mencionou a tomada de posição do Ministério Público do Trabalho pela legalidade da greve. “Isso é muito importante, porque o Ministério Público tem peso e credibilidade”, disse. Segundo Antonio de Sousa Ramalho, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, a adesão foi “total nos canteiros de obras”.

Vias da capital paulista e rodovias foram bloqueadas. Metrô, ônibus e trens não circulam.

 

Foto: Agência Sindical
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Sindicalistas e trabalhadores em ato na garagem da empresa Vip, na zona leste de São Paulo.

 

 

Portos - Os estivadores de Santos se concentraram em frente ao Ecoporto, na Praça da Fome. “Interditamos a via porque vamos parar a produção do Porto por 12 horas contra as reformas do governo Temer”, disse Rodnei Oliveira da Silva, presidente do Sindicato dos Estivadores de Santos (Sindestiva).

Houve paralisação também no Porto do Rio de Janeiro. O presidente do Sindicato dos Portuários do Rio de Janeiro, Sérgio Magalhães Giannetto, disse à Agência Sindical que a adesão dos trabalhadores ocorreu em todos os setores, inclusive administrativo. “Adesão foi total e espontânea”, afirmou.

Vale do Paraíba - Em entrevista àRádio Web Agência Sindical, o dirigente da Central Sindical Popular (CSP-Conlutas) Luiz Carlos Prates informou que em São José dos Campos, Jacareí e Caçapava a paralisação era muito forte. “A região está dando uma resposta à altura ao governo Temer, que ameaça cortar nossos direitos. A greve está com  grande adesão e simpatia do povo”, assinalou.

Rio Grande do Sul – Pela manhã, a Agência falou com Élvio de Lima, presidente da Federação dos Metalúrgicos do Rio Grande do Sul e do Sindicato da categoria em Bento Gonçalves. “Aqui na Região de Caxias, tudo parado. Em Porto Alegre, também é muito forte o movimento.”

O dia começou com bloqueios em rodovias, avenidas, além da suspensão da circulação de trens e ônibus em Porto Alegre, região metropolitana e no interior do estado.

Paraná - Não há transporte coletivo circulando em Curitiba, Ponta Grossa, Maringá e Londrina. Manifestantes protestaram em várias rodovias. As situações mais complicadas foram na BR-277, em São José dos Pinhais, e na Avenida das Torres, que liga a capital ao aeroporto. Funcionários da coleta de lixo também aderiram às paralisações na capital paranaense.

Distrito Federal - Brasília amanheceu sem metrô e sem ônibus. A pista que leva ao Aeroporto Internacional JK foi fechada por manifestantes às 5h30, que impediram o tráfego nos dois sentidos.

Bahia - Salvador está sem ônibus por 24 horas. Os trens também não circulam. Os tribunais Regional do Trabalho e de Justiça da Bahia suspenderam os expedientes.

Minas Gerais - Ônibus funcionam parcialmente, e o metrô está totalmente parado. Há bloqueios no Anel Rodoviário, na região oeste de Belo Horizonte; MG-010, em Vespasiano; BR-356, em Itabirito; BR-040 e Avenida Cardeal Eugênio Pacelli, em Contagem.

 

Coletiva – Força Sindical e UGT farão coletiva à imprensa às 15 horas, em frente ao prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no centro paulistano. O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, deve divulgar vídeo ao final da tarde com o balanço da entidade. Segundo ele informou, por volta das 10 horas, todas as categorias ligadas à central haviam aderido ao movimento.

 

 

 

Jéssica Silva
Comunicação SEESP
Com informações da Agência Sindical

 

 

 

 

Os trabalhadores nos Correios de todo o País, após realizarem reunião, definiram um indicativo de greve a partir das 22h do dia 26 de abril próximo. A ação é em resposta às medidas anunciadas por Guilherme Campos, presidente da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, que reduz direitos dos trabalhadores e ameaça privatizar a empresa. Recentemente, o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, confirmou a intenção do atual governo, ao declarar que se os Correios não derem lucro neste ano, será privatizado. A reunião ocorreu na quarta (29/3).


Foto: Sintect-SP
carteiros mobilizacao para greve 2017Reuniões setoriais vêm ocorrendo para informar categoria sobre mobilização das ruas.


De acordo com as duas federações e 36 sindicatos da categoria, já houve suspensão das férias por um ano, demissões em massa e fechamento de agências. Após a paralisação, está prevista nova assembleia para o dia 3 de maio. A Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect) se reuniu na terça-feira (4) com a empresa para discutir o plano de saúde. Não houve acordo. Segundo os sindicalistas, os Correios não detalham quanto será a cobrança da mensalidade dos depentendes. 

Na pauta de reivindicações estão ainda: nenhuma demissão, contratação já; contra o fechamento das agências; contra a falta de segurança das agências; retorno da entrega diária; auditoria da dívida pública e taxação das grandes fortunas; abertura dos livros contábeis da empresa para auditoria; contra as reformas da Previdência e trabalhista, entre outras.

Com agências
(publicado por Deborah Moreira)







Os trabalhadores avulsos da capatazia no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, seguem de braços cruzados, sem nenhum sinal de que as empresas voltarão a negociar as reivindicações. Os funcionários, em greve desde o dia 1º de novembro, são contra a vinculação de trabalhadores por duas empresas do Porto, a ADM e a Louis Dreyfus.


Foto: Divulgação Sintraport
greve-portuarios-divulga-sintraportAssembleia dos trabalhadores avulsos do Porto de Santos


São 1.600 avulsos no corredor de exportação em greve. Segundo o Sindicato dos Operários e Trabalhadores Portuários em Geral nas Administrações dos Portos e Terminais Privativos e Retroportos (Sintraport), os embarques de cargas a granel sólidas que chegam ao Porto em vagões estão parados.

O presidente do Sindicato, Claudiomiro Machado (Miro), informa que a empresa ADM quer fazer a vinculação (contratação pela CLT) de 170 funcionários, o que prejudicaria os trabalhadores avulsos que atuam em sistema de rodízio. "As empresas oferecem um salário muito inferior. São R$ 1.400,00 contra R$ 3.500,00, que é a média", disse à Agência Sindical.

A paralisação do embarque está causando filas na área do Porto. "São dois navios parados no Porto e vários vagões de trens que ainda não foram descarregados. Tudo por causa da intransigência das empresas", afirma Miro.

A intransigência foi demonstrada em audiência de instrução e conciliação, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-SP), na tarde de quinta-feira (10/11). De acordo com o sindicato, durante a audiência, as empresas não deram nenhum sinal de aceitar negociar com os trabalhadores nem mesmo os ganhos dos vinculados. Em assembleia, os trabalhadores mantiveram a continuidade da paralisação.


Benefícios
A ADM alega que a vinculação possibilita o oferecimento de benefícios trabalhistas, como plano de carreira, Programa de Participação nos Resultados (PPR), previdência privada e incentivo educacional custeado em parte pela empresa. Porém, Claudiomiro rebate: "Todos esses benefícios os trabalhadores já têm pelo Ogmo (Órgão Gestor de Mão de obra). Essas empresas querem mesmo é rebaixar salários".


Fonte: Agência Sindical






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