GRCS

Mostrando itens por marcador: greve geral

João Guilherme Vargas Netto*

 

A greve geral e as manifestações que ocorreram no dia 14 de junho demonstraram o empenho, a vontade unitária e a capacidade de luta dos trabalhadores e seus aliados. Foi um passo à frente.

 

No Brasil inteiro, em pelo menos 350 cidades, constatou-se a vontade militante e foram erguidas as faixas contra a deforma previdenciária, contra os cortes na Educação e pela retomada do crescimento econômico com a criação de empregos.

 

Em muitas delas as fábricas, as escolas públicas e privadas, os bancos e os serviços foram paralisados. Metalúrgicos, professores, bancários, comerciários, petroleiros, condutores, metroviários todos deram sua contribuição efetiva cruzando os braços nos locais de trabalho ou não comparecendo a eles.

 

Nas capitais e grandes cidades, mas também em inúmeras cidades menores, as manifestações foram muito fortes e em sua quase totalidade ordeiras e pacíficas. Os pouquíssimos casos de violência podem ser atribuídos a exaltados que contrariaram as orientações das centrais sindicais e foram manipulados pelos serviços de segurança ostensivos ou clandestinos.

 

14 de junho foi uma grande jornada sindical, demonstrando a relevância do movimento dos trabalhadores nas discussões que ocorrem no Congresso Nacional e na sociedade.

 

Como se tratava de uma demonstração de força e de unidade não houve, como consequência da greve, uma mudança efetiva na correlação de forças políticas e sociais, mas houve um acúmulo de forças no campo sindical e um esclarecimento maior dos trabalhadores e da sociedade. O posicionamento unitário das centrais sindicais ficou mais consolidado.

 

Embora tenha caído na mídia grande uma cortina de silêncio sobre os resultados da greve geral e das manifestações os acontecimentos do dia 14 de junho estão tendo grande repercussão na conferência mundial da OIT que está acontecendo em Genebra; a delegação sindical brasileira tem informado aos colegas estrangeiros o balanço da jornada e reforçado as denúncias sobre as ações antissindicais do governo.

 

A grande falha ocorrida na greve foi a clamorosa traição aos propósitos afirmados e confirmados solenemente por dirigentes rodoviários de São Paulo, que ainda devem aos trabalhadores, às direções sindicais e à sociedade uma explicação do acontecido e uma autocrítica do vergonhoso passo que não deram.

 

 

 

 

 

Joao boneco 

 

 

  *Consultor sindical.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

João Guilherme Vargas Netto*

 

Continua em ritmo acelerado nas direções e nas bases a preparação da greve geral do dia 14 de junho contra o fim das aposentadorias.

 

Em São Paulo uma aguerrida plenária estadual (03/06) traçou as diretivas e determinou as tarefas. Em Brasília a plenária nacional dos transportes (05/06) aprovou unanimemente fazer a greve e a assembleia dos metroviários de São Paulo (06/06) confirmou o voto.

 

Entre os metalúrgicos, petroleiros, químicos, bancários e muitas outras categorias sucedem-se as assembleias nos locais de trabalho que reforçam a convocação e a mobilização.

 

Em muitas cidades pelo Brasil afora as direções de categorias se reúnem e organizam as paralisações e manifestações do dia 14. Os comerciários, por exemplo, (agredidos irresponsavelmente por Guedes e Cia.) preparam atos a serem efetivados durante a jornada.

 

Há um clima animado e com responsabilidade crescente. Está chegando a hora da onça beber água.

 

Neste clima vou reproduzir o poeta Geir Campos do Violão de Rua de 1962.

 

“Eu quisera ser claro de tal forma

que ao dizer


     - rosa!


todos soubessem o que haviam de pensar.

Mais: quisera ser claro de tal forma

que ao dizer


      - já!


todos soubessem o que haviam de fazer.”

 

 

 

 

 

 

Joao boneco atual  

 

 *consultor sindical.

 

 

 

 

 

 

 

João Guilherme Vargas Netto*

 

O sucesso é estimulante, mas não deve subir à cabeça. Cria as melhores condições para a continuidade da luta, mas exige criteriosa análise que corrija os erros e supere as fragilidades.

 

A manifestação unitária do 1º de maio, no Vale do Anhangabaú, com as 10 centrais representadas no palanque e os vários discursos aí pronunciados reforçou o papel da unidade de ação como método estratégico. O repúdio à deforma Previdenciária do governo foi unânime, apesar de algumas ressalvas que não levaram em conta o desprezo de Bolsonaro pelo movimento sindical.

 

Mas, em comparação com o evento de São Paulo, as manifestações que aconteceram no país inteiro foram menos pujantes talvez devido à novidade unitária, talvez devido às falhas na mobilização.

 

Em todas elas ecoou o grito “greve geral”. Trata-se agora de prepara-la com afinco, inteligência e unidade, sem ilusões sobre a dificuldade de sua realização na data indicativa.

 

A “construção” da greve geral, para deixar de ser apenas um mito de excitação (e disfarce de impotência real) exige a continuidade da coleta de assinaturas do abaixo-assinado, ocasião propícia ao contato esclarecedor com as bases sindicais nos locais de trabalho.

 

Exige também uma criteriosa análise – a tempo e a hora – das condições reais de paralisação em cada destacamento sindical. Não se pode, por exemplo, eludir as dificuldades criadas pelo posicionamento do presidente da UGT, contrário à greve, às pretensões grevistas dos condutores em são Paulo.

 

A tática das Greves Programadas Simultâneas, aplicada com afinco, pode coordenar nossas iniciativas com o andamento das discussões no Congresso Nacional ao mesmo que serve de “esquenta” na preparação efetiva da greve.

 

A pedagogia do sucesso pode nos ser favorável desde que, no mês de maio e metade de junho (se for mantida a data prevista para a greve geral) aproveitemos todo o tempo para mobilizar as bases e convencer os trabalhadores.

 

 

 

 

 

 

 

Joao boneco atual 

 

 *Consultor sindical.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os petroleiros se mobilizam, em todo o País, e voltam a cruzar os braços na próxima sexta-feira (30/06) contra as reformas do governo Temer e o desmonte da Petrobras. A Federação Única dos Petroleiros (FUP) informa que haverá paralisações em plataformas, áreas administrativas e terminais, para reforçar o dia de mobilizações convocado pelas Centrais Sindicais.

O coordenador-geral da FUP, José Maria Rangel (Zé Maria), disse à Agência Sindical que a mobilização envolve diversos setores da estatal. “Aprovamos em todas as bases a participação na Greve Geral. Nas refinarias, a greve começa no dia 30 e não há previsão de cessar”, explica.

Zé Maria alerta que a situação é crítica. “A atual gestão da Petrobras sucateia as refinarias propositalmente, para entregá-las às multinacionais”, denuncia o dirigente petroleiro.

“A greve geral mobiliza os trabalhadores contra esse governo ilegítimo e corrupto, que entrega a Petrobras às multinacionais e destrói nossa soberania, usando o velho discurso de combate à corrupção. Somente os trabalhadores na rua poderão pautar novas eleições presidenciais”, diz.

Para Fábio Mello, diretor de Comunicação do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro-LP), os trabalhadores estão se preparando para a greve na região. “Há uma intensa mobilização. Os petroleiros, em sua grande maioria, são favoráveis à paralisação”, relata.

O dirigente informou que nesta quarta (28) haverá uma plenária ampliada em Santos (SP), com participação das centrais sindicais, para definir os últimos detalhes da mobilização. O encontro será na sede do Sindipetro.

 

Informação da Agência Sindical
Comunicação SEESP

 

 

 

 

 

Em reunião na segunda-feira última (5), as centrais sindicais definiram um calendário de luta para o mês de junho, com indicativo de greve geral no dia 30. A reunião, realizada na sede da Nova Central São Paulo, contou com representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Intersindical, Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas) e Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB).

As entidades esperam que a data seja referendada pelas categorias em plenárias e assembleias estaduais por todo o Brasil, previstas para acontecerem entre os dias 6 e 23 de junho. Ficou definido, também, 20 de junho como o Dia Nacional de Mobilização rumo à greve.

Em nota conjunta as centrais afirmam que “irão colocar força total na mobilização da greve em defesa dos direitos sociais e trabalhistas, contra as reformas trabalhista e previdenciária, contra a terceirização indiscriminada". 

 

 

 

Publicado por Jéssica Silva
Comunicação SEESP
Com informações da Agência Sindical

 

 

 

 

“O 28 de Abril já se transformou numa efeméride na história sindical e político-social brasileira. Foi a maior manifestação com greve desde a democratização do País.” Essa é a avaliação do consultor João Guilherme Vargas Netto. Em entrevista ao JE na TV, ele faz uma análise da reação do movimento sindical diante das ameaças de retrocessos contidas nas propostas de reformas trabalhista e da Previdência.

Para Vargas Netto, a greve geral, que mobilizou milhões em todo o Brasil, se caracterizou por ter sido “forte, nacional, unitária e de resistência”.

Além disso, o JE na TV traz, em "Reportagem da Semana", um resumo dos temas tratados no 8º Encontro Ambiental de São Paulo (EcoSP), que ocorreu nos dias 27 e 28 de abril último. Em sua coluna "No Ponto", Murilo Pinheiro, presidente do SEESP, falou sobre o momento delicado por que passa a ciência, tecnologia e inovação no País, que teve corte de 44% neste ano.

Tudo isso e muito mais você confere na exibição do programa do sindicato, que vai ao ar às segundas-feiras, na capital paulista, pela TV Aberta SP, às 19h30, nos canais 9 (NET), 8 (Fibra 8) e 186 (Vivo TV). Ou pela internet no mesmo dia e horário neste link. O JE é transmitido também para 50 cidades de todo o Estado em dias e horários diversos. Confira a grade aqui.

Acesse a edição completa, que foi ao ar primeiramente na segunda-feira (8/5), na TV Aberta:



https://www.youtube.com/watch?v=jmfQfqMK5hQ&feature=youtu.be

Comunicação SEESP
(publicado por Deborah Moreira)




A greve geral de sexta-feira (28/4), organizada pelas centrais sindicais, contra as reformas da Previdência e trabalhista, do governo Michel Temer, foi um sucesso. Os protestos ocorreram nos 26 Estados e no Distrito Federal, mobilizando 40 milhões que aderiram à greve e milhares que foram às ruas para protestarem contra as reformas trabalhista e previdenciária, além da terceirização ilimitada que impõe o capitalismo selvagem aos trabalhadores. 


Foto: Mídia Ninja
greve geral 28A Ninja homeLargo da Batata, em Pinheiros, São Paulo, reúne milhares que seguiram em caminhada até a casa de Michel Temer, no Alto de Pinheiros.

Servidores públicos, bancários, motoristas de ônibus e outros trabalhadores no setor de transportes, como metroviários, ferroviários e rodoviários, além de professores do setor público e privado, metalúrgicos, petroleiros e portuários estão entre as categorias que mais aderiram ao movimento.

Sem transporte público, ruas de várias capitais e cidades do interior, em todas as regiões do País, ficaram vazias no maior movimento grevista dos últimos anos. Também houve bloqueios em rodovias como no Maranhão, Bahia, Pará, Rio Grande do Sul e Espírito Santo. Nas cidades, grandes avenidas foram transformadas em palco de manifestações.

A paralisação foi realizada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, União Geral de Trabalhadores (UGT), Central de Trabalhadores do Brasil (CTB), Nova Central, Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), CSP-Conlutas, Intersindical e Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB). Na avaliação unânime dos dirigentes sindicais que organizaram o movimento, a paralisação superou as expectativas. Estima-se que pelo menos 40 milhões de trabalhadores cruzaram os braços.

A mobilização de 24 horas foi manchete na imprensa internacional que, ao contrário da grande mídia brasileira, falou abertamente sobre a adesão de milhões de brasileiros ao movimento.

Por aqui, a imprensa sindical fez a diferença na cobertura, como a Agência Sindical, que
cobriu desde as 5 horas da manhã, por meio da Rádio Web Agência Sindical, redes sociais e site, além de alimentar os veículos eletrônicos de diversas entidades.

Para manter a imprensa informada, foram realizadas duas coletivas de imprensa: uma com dirigentes nacionais das centrais, em frente ao prédio do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), no Viaduto Santa Ifigênia, em São Paulo; e a outra organizada pelos sindicalistas de Guarulhos, na sede da regional da Força Sindical.

Fonte: Agência Sindical





A mobilização do dia 28 de abril contra a reforma da Previdência Social e a perda de direitos também está presente durante a realização do Encontro Ambiental de São Paulo (EcoSP), que acontece desde esta quinta-feira (27/4), na sede do SEESP, na capital paulista. A atividade termina nesta sexta.

À abertura do evento, o presidente do sindicato, Murilo Pinheiro, reforçou o apoio da entidade à greve geral contra as reformas pretendidas pelo governo: “A participação neste dia 28 é fundamental e especial. A nossa federação, a nossa confederação [CNTU], os nossos sindicatos em todo o Brasil vão participar e mostrar a indignação com todas essas mudanças que ameaçam nosso trabalho e qualidade de vida.”


Foto: Beatriz Arruda/SEESP
Faixa mostra importância das mobilizações do dia 28 de abril na entrada do SEESP.

Sob aplausos, ele lembrou ainda que mudanças são necessárias, mas “precisam ser feitas para o bem” e devem ser objeto de debate entre todos. “O trabalhador é quem faz deste País forte e pujante, que queremos nos orgulhar, é ele quem faz as mudanças diariamente e tem que ser respeitado”, completou.

>> Leia mais sobre a oitava edição do EcoSP aqui

 

Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP

 

 

 

 

Capitais e principais cidades do País amanheceram paralisadas nesta sexta-feira (28), dia da greve geral convocada pelo movimento sindical e frentes populares em protesto contra as reformas da Previdência e trabalhista propostas pelo governo Temer. Em São Paulo, linhas do metrô, ônibus e trens não circulam – com exceção da Linha 4 do metrô, que funciona normalmente. Estradas que dão acesso à cidade e avenidas foram trancadas.


Fotos: Rede Brasil Atual
Terminal Sacomã, na zona sul de São Paulo, segue paralisado.

Na Marginal Tietê, as pistas central e expressa foram bloqueadas na altura da Rodoviária Tietê. As avenidas Francisco Morato, do Estado e Tiradentes (centro) também estão bloqueadas. Manifestações também interditaram as avenidas Vital Brasil, Brigadeiro Faria Lima e Ragueb Chohfi e a Estrada do M' Boi Mirim, todas na zona sul. No centro, foram fechadas a Avenida Higienópolis e a Rua Coronel Xavier de Toledo, junto ao Viaduto do Chá.

As rodovias Anhanguera (na região de Jundiaí, sentido São Paulo), Dutra (em Guarulhos e São José dos Campos), Régis Bittencourt (em Taboão da Serra e Embú das Artes), Anchieta (sentido litoral), Cônego Domênico Rangoni (no litoral sul), também estão bloqueadas.

Por volta das 8h15, Wagner Fajardo, dirigente do Sindicato dos Metroviários, em entrevista à Rádio Brasil Atual, fez um balanço das primeiras horas de paralisação. "Já podemos considerar que a greve é um sucesso. A adesão dos trabalhadores foi muito grande, todas as linhas estão completamente paradas. E a população compreendeu a greve e não está chegando em grande quantidade nas estações, então está tudo bem tranquilo. Se houver algum funcionamento no metrô, será em caráter de contingência, quando a empresa coloca servidores da chefia para operar os trens, o que coloca em risco a população."

Em Mogi das Cruzes, interior de São Paulo, o comércio no centro da cidade está fechado, enquanto entidades sindicais e movimentos sociais mantêm protestos em ruas do centro.

 

Terminal Barra Funda 28abril
Terminal Barra Funda na manhã desta sexta-feira (Terminal que integra Linha 3-Vermelha do Metrô e Linhas 7, 8 e 10 da CPTM).

 

 

Terminal Bandeira 28abril
Terminal Bandeira, um dos mais movimentados de São Paulo, completamente paralisado.

 


Outras capitais

No Rio, manifestantes trancaram a ponte Rio-Niterói. Belo Horizonte amanheceu sem metrô.

Em Porto Alegre, foram realizados bloqueios na Avenida Baltazar Oliveira Garcia, na zona norte; na Avenida Mauá, no centro; na Ponte do Guaíba, na BR-290; e na Bento Gonçalves, na zona leste.  Ônibus e trens não operam.

Em Santa Catarina, Blumenau e Florianópolis amanheceram sem ônibus. Motoristas e cobradores também pararam nas cidades paulistas de São José dos Campos, Jacareí, Bauru, Sorocaba, região do ABC e Guarulhos. O mesmo ocorre em Salvador, Recife, Fortaleza e Curitiba. Em Natal e Campo Grande, a paralisação do transporte público é parcial. João Pessoa está sem ônibus e trens e com avenidas fechadas, bloqueando acesso à região metropolitana.

Em São Luís, todas as garagens de ônibus estão ocupadas e não há circulação de nenhum transporte coletivo. A BR 135 foi bloqueada, o Porto do Itaqui, também ocupado. Bancos e comércio estão paralisados.

Os principais acessos a Curitiba estão bloqueados – BR-116 e BR-277 – e também a Avenida das Torres, que dá acesso ao Aeroporto Afonso Pena. A capital paranaense está com 100% dos ônibus parados.

Trabalhadores de Sergipe fecham a ponte do Marcos Freire II, em Socorro, e a Avenida Heráclito Rollemberg, em Aracaju.

Portuários ocupam a Companhia Docas do Pará e trancam as ruas de acesso ao mercado Ver-o-peso, no centro de Belém.

 

Bahia 28abril
Na Bahia, Salvador, avenidas foram fechadas na região do centro comercial.

 

Aeroportos
Mais de mil integrantes da Frente Povo Sem Medo fizeram trancamento da Rodovia Hélio Smidt, que dá acesso ao Aeroporto de Guarulhos (SP) no início da manhã. O aeroporto funciona com atrasos nas operações, mesma situação de Congonhas, na zona sul da capital paulista. 

Manifestantes também bloquearam os acessos aos principais aeroportos, como Santos Dumont (Rio) e Juscelino Kubitschek (Brasília). 

 

Guarulhos 28abril
Frente Povo Sem Medo bloqueia acesso ao aeroporto de Guarulhos (SP).

 

 

Comunicação SEESP
Reprodução de notícia da Rede Brasil Atual

 

 

 

 

 

Num esforço de mostrar informações precisas diferentes da mídia tradicional, a Agência Sindical cobre a greve geral nacional, sendo realizada nesta sexta-feira (28/4), contra as reformas da Previdência e trabalhista apresentadas pelo governo. O balanço dos sindicalistas é positivo. A adesão é grande em quase todas as categorias profissionais.

Condutores, portuários, metroviários, ferroviários, motociclistas, metalúrgicos, petroleiros, químicos, bancários, professores das redes pública e privada mostram forte mobilização. O levantamento da Agência mostra que condutores pararam em quase todas as capitais do País. A categoria paralisou as atividades também em grandes cidades como Guarulhos, Baixada Santista e nas principais do ABC Paulista.

O presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, mencionou a tomada de posição do Ministério Público do Trabalho pela legalidade da greve. “Isso é muito importante, porque o Ministério Público tem peso e credibilidade”, disse. Segundo Antonio de Sousa Ramalho, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, a adesão foi “total nos canteiros de obras”.

Vias da capital paulista e rodovias foram bloqueadas. Metrô, ônibus e trens não circulam.

 

Foto: Agência Sindical
850 Greve 28A AgênciaSindical
Sindicalistas e trabalhadores em ato na garagem da empresa Vip, na zona leste de São Paulo.

 

 

Portos - Os estivadores de Santos se concentraram em frente ao Ecoporto, na Praça da Fome. “Interditamos a via porque vamos parar a produção do Porto por 12 horas contra as reformas do governo Temer”, disse Rodnei Oliveira da Silva, presidente do Sindicato dos Estivadores de Santos (Sindestiva).

Houve paralisação também no Porto do Rio de Janeiro. O presidente do Sindicato dos Portuários do Rio de Janeiro, Sérgio Magalhães Giannetto, disse à Agência Sindical que a adesão dos trabalhadores ocorreu em todos os setores, inclusive administrativo. “Adesão foi total e espontânea”, afirmou.

Vale do Paraíba - Em entrevista àRádio Web Agência Sindical, o dirigente da Central Sindical Popular (CSP-Conlutas) Luiz Carlos Prates informou que em São José dos Campos, Jacareí e Caçapava a paralisação era muito forte. “A região está dando uma resposta à altura ao governo Temer, que ameaça cortar nossos direitos. A greve está com  grande adesão e simpatia do povo”, assinalou.

Rio Grande do Sul – Pela manhã, a Agência falou com Élvio de Lima, presidente da Federação dos Metalúrgicos do Rio Grande do Sul e do Sindicato da categoria em Bento Gonçalves. “Aqui na Região de Caxias, tudo parado. Em Porto Alegre, também é muito forte o movimento.”

O dia começou com bloqueios em rodovias, avenidas, além da suspensão da circulação de trens e ônibus em Porto Alegre, região metropolitana e no interior do estado.

Paraná - Não há transporte coletivo circulando em Curitiba, Ponta Grossa, Maringá e Londrina. Manifestantes protestaram em várias rodovias. As situações mais complicadas foram na BR-277, em São José dos Pinhais, e na Avenida das Torres, que liga a capital ao aeroporto. Funcionários da coleta de lixo também aderiram às paralisações na capital paranaense.

Distrito Federal - Brasília amanheceu sem metrô e sem ônibus. A pista que leva ao Aeroporto Internacional JK foi fechada por manifestantes às 5h30, que impediram o tráfego nos dois sentidos.

Bahia - Salvador está sem ônibus por 24 horas. Os trens também não circulam. Os tribunais Regional do Trabalho e de Justiça da Bahia suspenderam os expedientes.

Minas Gerais - Ônibus funcionam parcialmente, e o metrô está totalmente parado. Há bloqueios no Anel Rodoviário, na região oeste de Belo Horizonte; MG-010, em Vespasiano; BR-356, em Itabirito; BR-040 e Avenida Cardeal Eugênio Pacelli, em Contagem.

 

Coletiva – Força Sindical e UGT farão coletiva à imprensa às 15 horas, em frente ao prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no centro paulistano. O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, deve divulgar vídeo ao final da tarde com o balanço da entidade. Segundo ele informou, por volta das 10 horas, todas as categorias ligadas à central haviam aderido ao movimento.

 

 

 

Jéssica Silva
Comunicação SEESP
Com informações da Agência Sindical

 

 

 

 

Promovido pelo SEESP, com apoio da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), o Encontro Ambiental de São Paulo (EcoSP) inaugurou sua 8ª edição na manhã desta quinta-feira (27). À abertura, Murilo Pinheiro, presidente de ambas entidades, declarou apoio à greve geral contra as reformas pretendidas pelo governo: “A participação neste dia 28 é fundamental e especial. A nossa federação, a nossa confederação [CNTU], os nossos sindicatos em todo o Brasil vão participar e mostrar a indignação com todas essas mudanças que ameaçam nosso trabalho e qualidade de vida”, declarou Murilo Pinheiro.

Foto: Beatriz Arruda/SEESP
escolhida site


Murilo, que anunciou em primeira mão a realização do EcoBrasil, em 2018, lembrou do objetivo da atividade, que ocorre em meio a uma série de acontecimentos graves no cenário político, quando tramitam no Congresso Nacional as reformas trabalhista e previdenciária: “Montamos o nosso EcoSP e vamos dar continuidade amanhã às discussões sobre ecologia. Mas esse sindicato e os demais em todo o País, que discordam dessas propostas que retiram direitos, têm a obrigação de participar. Cada um de nós tem que procurar alguma forma de demonstrar sua indignação.”

Sob aplausos, ele lembrou ainda que mudanças são necessárias, mas “precisam ser feitas para o bem” e devem ser objeto de debate entre todos. “O trabalhador é quem faz deste País forte e pujante, que queremos nos orgulhar, é ele quem faz as mudanças diariamente e tem que ser respeitado”, completou.

Dialogando com o público, o secretário municipal do Verde e Meio Ambiente de São Paulo, Gilberto Natalini, destacou: “Venho neste auditório há décadas, a esta casa que abriu as portas para organizarmos a luta democrática no Brasil. Essa categoria fez parte dessa batalha, em uma época difícil, quando fomos presos, torturados. Hoje, voltamos a nos encontrar para colocar nossa democracia nos trilhos. Cabe a nós, junto com essa juventude, cumprir esse papel de novo.”

O vice-presidente do SEESP, idealizador e coordenador do evento, Carlos Alberto Guimarães Garcez, fez um agradecimento especial aos funcionários do SEESP que acolheram a iniciativa, que ocorre pela primeira vez na sede da entidade. Ele lembrou que é a 12ª vez que o encontro ocorre, contadas as quatro primeiras edições ocorridas no Vale do Paraíba, como EcoVale. “Estamos na 12ª jornada por causa do nosso presidente Murilo que, naquela ocasião, em Taubaté, onde ocorria, falou em expandi-lo para levar exemplos de boas práticas ambientais a mais gente. Essa missão procuramos cumprir em parceria com engenheiros, e neste ano, temos grandes profissionais de todos os setores presentes”, frisou.

Mudanças
Muitas falas durante a abertura remeteram à importância de refletir sobre as mudanças climáticas que já estão ocorrendo e seus impactos. “O olhar do engenheiro é importante, eu sou engenheiro, mas não só. Também tem o olhar de geólogos, biólogos, profissionais de outras áreas. Essa interdisciplinaridade é muito importante nas questões ambientais. Algo interessante que vejo na plateia é uma mistura de gerações e a possiblidade da troca de experiências e ideias”, observou Eduardo Luís Serpa, diretor da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e representante do Secretario Estadual de Meio Ambiente de São Paulo, Ricardo de Aquino Salles.

Cristine Mota de Farias, assessora técnica da Secretaria Municipal da Saúde, abordou as discussões em torno do binômio saúde e meio ambiente. "É um momento de aprimorar o conhecimento e de pensar ações levando em consideração o desenvolvimento econômico com respeito à saúde, que é o nosso bem maior”, destacou.

Também integraram a mesa o deputado estadual por São Paulo Antonio de Sousa Ramalho (PSDB); o secretário especial de Relações Governamentais da Prefeitura de São Paulo, Milton Flávio Lautens Chlager; o vice-prefeito de Mariana (MG), Newton Godoy; o superintendente do Departamento Nacional de Produção Mineral do Ministério de Minas e Energia, Paulo Afonso Rabelo; e o diretor-geral do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), Saulo Krichanã.

O Eco São Paulo reunirá, até sexta (28), especialistas para debater as questões ambientais na construção de uma sociedade sustentável e justa. Tem como empresas patrocinadoras  Sabesp, Comgas, Grupo Semmler, além da Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea São Paulo (Mútua-SP). O evento é parte integrante do projeto "Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento", criado em 2006 pela FNE.


Deborah Moreira
Comunicação SEESP






Página 1 de 2

agenda