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Fonte: Sopa Cultural

A nova diretora da Escola Politécnica da UFRJ (Poli-UFRJ), professora Cláudia do Rosário Vaz Morgado, e novo vice-diretor, professor Vinícius Carvalho Cardoso, tomaram posse na segunda-feira (2/4), em cerimônia presidida pelo reitor da UFRJ, professor Roberto Leher. Na mesa estavam a vice-reitora, professora Denise Fernandes Lopez Nascimento, o decano do Centro de Tecnologia, Fernando Luiz Ribeiro, e o ex-diretor da Poli-UFRJ, prof. João Carlos dos Santos Basílio.


Foto: Marcos Andre Pinto
Posse Claudia Morgado Poli RJ Foto Marcos Andre Pinto home
Posse da engenheira Cláudia Morgado como diretora da Poli-UFRJ.

Ex-aluna da Poli-UFRJ, a professora Cláudia Morgado, 53 anos, é a primeira mulher a dirigir a instituição de ensino de Engenharia mais antiga das Américas – com origem em 1792 – e uma das mais reconhecidas no País. São 13 cursos de graduação e 32 de pós-graduação lato sensu, além de três mestrados profissionais. “Espero que de alguma forma esse fato contribua para o crescimento da participação feminina na Engenharia”, disse.

A professora Cláudia Morgado e todos os que discursaram na cerimônia destacaram a tradição e a contribuição da instituição no desenvolvimento da Engenharia e do Brasil. E ela apontou a necessidade de formação de mais engenheiros. “Comparando o número de formados na Engenharia brasileira com outros países, estamos muito aquém de uma massa crítica de engenheiros capaz de impulsionar o desenvolvimento nacional: formamos menos de 3 engenheiros por 10 mil habitantes, quando os Estados Unidos e o Japão formam na ordem de 9, o Reino Unido e o México 14, Portugal e Polônia 25 e a Coréia do Sul mais de 32 engenheiros”, disse.

Um dos desafios da gestão pelos próximos quatro anos da nova diretoria será estimular a inovação e o empreendedorismo. “Precisamos fomentar a criação de startups. Formar engenheiros inovadores e líderes. O envolvimento do alunado com os problemas socioeconômicos regionais, propiciará uma atuação mais protagonista de nossos alunos no desenvolvimento nacional”, disse.

Outros compromissos são a defesa da universidade pública, gratuita e de qualidade; a manutenção da excelência dos cursos oferecidos; e com uma gestão democrática e participativa. A expectativa é ampliar os programas de intercâmbio com instituições de ensino internacionais e a parceria com instituições públicas e privadas.

A nova diretoria pretende estreitar ainda mais a cooperação entre as unidades do Centro de Tecnologia, Coppe, Escola de Química, Instituto de Macromoléculas e o Nides, integrando a graduação, a pós-graduação, a pesquisa e extensão em Engenharia. Promover iniciativas conjuntas com o CREA-RJ, a Abenge, o Clube de Engenharia e outras associações e instituições em prol do desenvolvimento da Engenharia Nacional. E instituir o Conselho Técnico-Científico e Industrial da Poli-UFRJ para intercâmbio de estratégias de desenvolvimento e apoio aos projetos da Escola.

O reitor Roberto Leher encerrou a cerimônia com discurso no qual também assinalou a relevância da UFRJ no cenário nacional, mencionando a capacidade de contribuição da Escola Politécnica em grandes problemas do país. Ele destacou o mandato inspirado do professor João Carlos Basílio, por vislumbrar grandes temas da engenharia e pelo espírito colaborativo. Saudou a diretora e o vice-diretor, manifestou confiança no trabalho a ser desenvolvido pela nova gestão e considerou significativa a escolha de uma engenheira para direção da Poli. Finalizou desejando que a instituição de ensino de Engenharia mais antiga da Américas continue “jovem, pulsante, inquieta e corajosa para fazer frente aos desafios futuros”.

A cerimônia de posse coincidiu com o Dia Mundial de Conscientização do Autismo e foi aberta com uma apresentação do cantor lírico Saulo Laucas, cego e portador de transtorno do espectro autista, que concluiu o curso na Escola de Música da UFRJ. A preparação da Poli-UFRJ para o acolhimento a pessoas com deficiências e a atenção às questões ligadas à diversidade também esteve presente nos discursos da diretora e do vice-diretor, professor Vinícius Carvalho Cardoso.

Compareceram à posse no auditório Horta Barbosa, no Centro de Tecnologia, professores, decanos, diretores de várias Unidades da UFRJ, representantes de entidades profissionais e de instituições de ensino de Engenharia, e dirigentes do Clube de Engenharia, do Conselho Regional de Engenharia (CREA-RJ), entre outros.

Trajetória da diretora da Poli-UFRJ
Engenheira civil (Poli-UFRJ, 1987) e de segurança do trabalho (UFF, 1996), com doutorado em Engenharia de Produção (1994, Coppe/UFRJ), Cláudia Morgado, 53 anos, ingressou no corpo docente da Poli em 1997. Foi coordenadora do Curso de Pós-Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho (1998-2017) e do primeiro curso de Mestrado Profissional da UFRJ – o Programa de Engenharia Ambiental da UFRJ (2007-2011).

Ela foi presidente do Fórum Nacional dos Mestrados Profissionais (2009-2013) e coordenadora do Programa de Recursos Humanos ANP/MCTI- PRH41/UFRJ (2010-2017). Entre 2014 a 2017, liderou o movimento nacional para garantir o financiamento dos cursos de pós-graduação lato sensu nas universidades públicas, que culminou com a decisão favorável do STF, de 9 a 1 dos ministros.

Trajetória do vice-diretor da Poli-UFRJ
O professor Vinícius Carvalho Cardoso, 47 anos, é engenheiro de produção (Poli-UFRJ, 1996), com mestrado (1998) e doutorado em Engenharia de Produção (PEP/COPPE, 2004). É professor da Poli desde 2007. Foi chefe do Departamento de Engenharia Industrial (2014-2017); vice-coordenador do Curso de Engenharia de Produção (2008-2011); membro da Comissão de Ensino da Escola Politécnica (2014-2017); membro da Comissão de Pontuação da Progressão Docente da POLI (2014); e é professor conselheiro da Enactus UFRJ desde 2014.



A vida de Nadia Ayad, recém-formada em engenharia de materiais pelo Instituto Militar de Engenharia (IME), mudou bastante em 2016. Além de se formar pela instituição, localizada no Rio de Janeiro, Nadia levou o primeiro lugar no desafio mundial da Sandvik sobre a utilização do grafeno, um material à base de carbono.


Foto: Divulgação

Nadia Ayad engenheira ganhadora de premio mundialA engenheira brasileira Nadia Ayad


Era uma oportunidade de ouro. Com a chamada para o desafio, Nadia se debruçou sobre os estudos que existiam sobre a substância, encarada com entusiasmo pelos cientistas. Derivado do grafite, trata-se de um composto 200 vezes mais resistente que o aço e que ganhou título de melhor condutor térmico e elétrico do mundo. Coube à brasileira, que já possuía experiência em pesquisa, elaborar um projeto para utilizar o material em dispositivos de filtragem e sistemas de dessalinização. O projeto tem como base uma preocupação constante e justificada: como garantir que, no futuro, tenhamos acesso à água potável? Iniciativas como a elaborada pela brasileira podem sugerir um caminho.

Ciência no exterior, ciência no Brasil

Ainda que Nadia já tivesse um pezinho na área de pesquisa desde cedo, graças à carreira acadêmica dos pais de origem sudanesa, a experiência nas universidades onde estudou valeram muito. Depois de iniciar a formação em engenharia no IME, instituição de destaque no Brasil, conseguiu uma bolsa do Ciência Sem Fronteiras para estudar na Inglaterra.

Na Universidade de Manchester, onde passou um ano, teve contato com grandes nomes da área e com os campos de pesquisa pelos quais se interessava. “Na Inglaterra, pude ver onde está a pesquisa hoje. Eles tem muitos recursos e acesso a muitas facilidades para fazer acontecer”, sintetiza Nadia.

Essa experiência no Reino Unido fez com que tivesse acesso também a estágios, como o que realizou na Imperial College London. Por lá, ela pode trabalhar no desenvolvimento de um polímero que substituísse válvulas cardíacas. Era uma forma de entender, em termos mais gerais, a parte mecânica das células, e como os estímulos ao redor — como o aumento no fluxo de sangue, por exemplo — influenciavam o funcionamento do coração.

“Quero melhorar a ciência no Brasil”
Com o estágio na Imperial College na bagagem e uma formação forte em engenharia de materiais, Nadia resolveu aplicar diretamente para o PhD no exterior. Em vez de passar pelo mestrado, ela se candidatou diretamente a universidades dos Estados Unidos e do Reino Unido. Na lista de instituições, estão nomes conhecidos, como o americano MIT (Massachussetts Institute of Technology) e a britânica Universidade de Cambridge.

O projeto de Nadia Ayad para o PhD trata do uso de biomateriais para induzir as células-tronco a formar tecidos como os das cartilagens, por exemplo, em versão 3D. Nas universidades estrangeiras, a brasileira encontra mais oportunidades para o tema e também mais recursos. “Mas também vejo que há muitos aspectos positivos no Brasil. A experiência no exterior mostra que dá para aprender com o que se faz lá fora e, ao mesmo tempo, entender o que fazemos de bom aqui”, explica Nadia.

De olho na carreira acadêmica e focada nos potenciais usos de biomateriais dentro da medicina, Nadia pretende trazer mais discussões sobre o seu tema de análise ao Brasil, onde o campo de estudos dá os primeiros passos. “Quero que, no futuro, as pessoas não precisem ir para fora para ter acesso à pesquisa de ponta”.


Fonte: Site Estudar Fora




Na edição desta semana do JE na TV a entrevista aborda a crise hídrica, que ainda é uma realidade no Estado, apesar das fortes chuvas deste período. Para Ivanildo Hespanhol, professor titular da Escola Politécnica da Uuniversidade de São Paulo (USP), "temos que tomar providência em termos de planejamento para não vir outra crise".

"O que está sendo feito hoje é um enfoque errado, que consiste em grandes investimento para trazer água de fora. Temos hoje duas adutoras, uma delas que traz lá do Ribeiro de Iguape, Rio São Lourenço, uma adutora de 100 quilometros, um verdadeiro arqueoduto romano. Ou seja, ainda vivemos um paradigma de dois mil anos atrás, trazendo água de regiões cada vez mais longinquas", atesta Hespanhol, que é fundador e diretor do Centro Internacional e Referência em Reúso de Água (Cirra), do Departamento de Engenharia e Hidráulica e Ambiental da USP.


Na matéria, destaque para uma avaliação sobre a questão de gênero na categoria. Na coluna No Ponto, Murilo Pinheiro conta o que vem por aí na nova edição do Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento: a discussão sobre os problemas nas cidades.

Tudo isso e muito mais você confere no JE na TV, programa do SEESP, que vai ao ar às segundas-feiras, às 19h30, para a cidade de São Paulo, nos canais 9 (NET), 72 (TVA) e 186 (TVA Digital) ou pela internet no mesmo dia e horário neste link. O JE na TV é transmitido para mais 40 municípios paulistas e de outros estados conforme grade variada, confira aqui.

 






Deborah Moreira
Imprensa SEESP

 







Acontece no sábado (15/8) a 4ª Conferência Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres, em Piracicaba, no Interior, para debater e apontar os temas relevantes para a região e que, posteriormente, serão propostos para o governo municipal a fim de que se tornem medidas efetivas na busca de maior representatividade dos direitos femininos.

A conferência é aberta ao público e ocorre das 8h às 16h, no Armazém da Cultura “Maria Dirce Camargo”, na Estação da Paulista. A realização é da Secretaria Municipal de Governo e do Conselho Municipal da Mulher.

Para a presidente do conselho, Thais Aparecida Progete, a conferência irá debater o contexto enfrentado pela mulher na sociedade. “Embora existam leis, as mulheres têm seus direitos violados diariamente. Sofrem discriminação, são vítimas de violência, entre outros atos. A conferência visa garantir que a mulher participe da sociedade no aspecto econômico e político tanto quanto os homens”, afirmou.

A conferência também irá eleger as delegadas que irão participar da conferência estadual, que será realizada em novembro, e local onde as propostas debatidas em âmbito municipal também serão apresentadas. Para votar ou se tornar candidata, é necessário fazer um credenciamento no dia do evento, das 8h às 9h.

Segundo a comissão organizadora, durante o evento, serão levantadas cinco estratégias principais que serão apresentadas ao município como políticas públicas para as mulheres. “Convidamos as mulheres para que se preparem e participem do evento, já que queremos levar nossas prioridades ao Executivo. As propostas apresentadas serão levadas para votação durante o próprio evento e vamos elencar cinco que sejam realmente a necessidade do município”, afirmou Cláudia Renata Novolette, que representa o conselho na comissão organizadora da conferência.

Para o prefeito Gabriel Ferrato, a conferência é importante por oferecer subsídios para que o poder público promova o aperfeiçoamento das políticas públicas para mulheres.

Para Eliete Nunes, secretária municipal e presidente da conferência, o município precisa de mais mulheres atuando na política. “Elas precisam ocupar mais cadeiras no Legislativo e Executivo”, afirmou.

A programação do evento será iniciada com uma palestra e, durante o dia, haverá o debate de quatro eixos centrais.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 19 3403-1053.


Fonte: Jornal de Piracicaba





A engenheira de software, a americana Isis Wenger, que mora em São Francisco, Estados Unidos, resolveu lutar contra a interpretação de que uma mulher engenheira tem que se parecer com uma. Depois de ter sua imagem divulgada em uma campanha de recrutamento da companhia em que trabalha, a OneLogin, que recebeu diversos comentários sobre "como uma engenheira deve parecer", ela postou um texto sobre sexismo na indústria da tecnologia e acabou se tornando um viral na internet, reforçado pela hashtag #ilooklikeanengineer (em tradução livre, "eu me pareço com uma engenheira"). As informações são do site do jornal inglês The Independent.
 


Foto: The Coffeelicious/Reprodução
engenheira de software


A foto acabou tendo uma repercussão negativa no Faceboook. Uma internauta comentou que a campanha parecia estranha. Segundo ela, não seria “remotamente plausível" que mulheres comprassem aquela imagem de alguém que não se parece uma engenheira. Uma outra pessoa complementou. “Se sua intenção é atrair mais mulheres, seria melhor ter escolhido a foto com um sorriso caloroso e amigável, no lugar de um sorriso sexy.”

Em resposta, Isis disse que ela não é uma representação de uma engenheira porque isso simplesmente não existe. No texto, ela afirma que é um indivíduo, como qualquer outra engenheira do sexo feminino. “Algumas pessoas pensam que não fiz a ‘cara certa’. Outras acham que isso é inacreditável, como as engenheiras do sexo feminino se parecem", indignou-se.


A engenheira lembrou que em nenhum momento fez algo para parecer aquilo que os outros esperam que ela pareça. “Esta é literalmente apenas eu, apenas um exemplo de uma engenheira na OneLogin. O anúncio era para ser autêntico”, acrescentou.

Com a atitude, ela acabou encorajando outras mulheres a compartilharem fotos de si próprias usando a hashtag, para provar que não existe um estereótipo que caiba em todo mundo. “Eu pareço com uma engenheira que poderia dormir mais. Não preciso dos meus créditos, eu ainda serei uma engenheira sem a sua validação”, postou @EricaJoy. “Sou uma engenheira do IOS, criadora do @WeReadTooApp”, completou @kthomas. “Eu pareço com uma engenheira, porque não importa a forma como me visto”, postou @juliaferraioli.


Com agências




Será exibido neste sábado (14/3), às 23h, o programa especial do JE na TV, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, nos canais 9 (NET), 72 (TVA) e 186 (TVA Digital). Também é possível acompanhar na internet, no mesmo dia e horário neste link.


Imagem: Reprodução

silvana je na tv


Nesta edição, a entrevista é com a presidente da Delegacia Sindical do SEESP do Grande ABC e vice-prefeita de Diadema, Silvana Guarnieri. Ela fala dos avanços das mulheres na profissão e na sociedade.

A reportagem mostra as articulações das centrais sindicais em defesa de mais direitos e contra as Medidas Provisórias 664 e 665. No quadro "No Ponto", o presidente do SEESP, Murilo Celso de Campos Pinheiro, fala sobre a importância do 8 de Março.


“É uma data que precisamos sempre relembrar, pois significa importante bandeira de luta do movimento sindical em defesa de uma sociedade justa e igualitária", afirma Murilo Pinheiro, lembrando que ao longo dos anos o salário das engenheiras tem aumentado mas, "ainda existe uma luta muito grande a ser travada" pela equiparação dos rendimentos de homens e mulheres.

O JE será transmitido também para 48 cidades de todo o Estado em dias e horários diversos.

Confira aqui a grade já disponível.


Imprensa SEESP





A Organização das Nações Unidas (ONU) lança nesta segunda-feira (28/4), em São Paulo, uma campanha para promover a igualdade e o respeito aos direitos da população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais). A campanha "Livres e Iguais" é uma parceria com a prefeitura de São Paulo e faz parte das atividades do Mês do Orgulho LGBT de São Paulo.

A intenção é aumentar a conscientização das pessoas sobre a violência e a discriminação homofóbica e transfóbica e promover mais respeito pelos direitos da população LGBT. Segundo a prefeitura, a campanha vai defender a necessidade de reformas legais e na educação pública para o combate à homofobia.

Criada pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (Acnudh) em parceria com a Fundação Purpose, a iniciativa foi lançada mundialmente em julho do ano passado e chega agora ao Brasil. Além da campanha, a ONU lançou uma cartilha sobre o tema da campanha, disponível no site http://www.onu.org.br/img/2013/03/nascidos_livres_e_iguais.pdf.

Relatório divulgado no início deste ano pelo Grupo Gay da Bahia mostrou que 312 gays, travestis e lésbicas foram assassinados no Brasil no ano passado, o que representa uma morte a cada 28 horas, em média. Só em janeiro deste ano, segundo a organização, 42 pessoas da população LGBT foram mortas no país.

De acordo com o grupo, o Brasil é o campeão mundial de crimes homotransfóbicos: 40% dos assassinatos de pessoas LGBT ocorreram no país. Pernambuco (34 mortes) e São Paulo (29 mortes) foram os estados onde esses crimes mais ocorreram.

Um relatório sobre violência homofóbica divulgado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, com dados referentes a 2012, revelou que o número de denúncias de violência homofóbica cresceu 166% em relação ao ano anterior, saltando de 1.159 para 3.084 registros. O número de violações de direitos humanos relacionadas à população LGBT também cresceu: saiu de 6.809 casos em 2011 para 9.982 em 2012, o que representou um aumento de 46,6%. O número de violações é maior porque em uma única denúncia pode haver mais de um tipo de transgressão. As denúncias mais comuns foram de violência psicológica, discriminação e violência física, respectivamente. As denúncias envolveram, segundo a secretaria, 4.851 vítimas.

A 18ª edição da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo ocorre no domingo (4) e tem como tema País Vencedor É País sem Homolesbotransfobia: Chega de Mortes! Criminalização Já! Pela Aprovação da Lei de Identidade de Gênero.


Fonte: Agência Brasil 






 

Nesta terça-feira (15/4), a Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU) promove o 1º Encontro da Profissional Universitária para debater as “Diretrizes para uma Política de Igualdade de Gênero da CNTU: Trabalho, Saúde e Política”, elaboradas pelo Coletivo de Mulheres da entidade.

Criado em 8 de março de 2013, o coletivo tem como intuito inserir a discussão das questões de gênero no âmbito da CNTU e de sua base, contribuindo para que as mulheres ganhem mais espaço em assuntos referentes ao trabalho, à profissão, à política e à militância sindical, além de atendimento adequado à saúde. “Temos que sair do 1º Encontro com o tema incorporado pelas nossas categorias. Se conseguirmos que as federações façam o debate sobre como mobilizar as mulheres e fazer cursos de formação, será um grande avanço”, afirma Gilda Almeida de Souza, vice-presidente da entidade e coordenadora do evento.

A atividade contará com profissionais de todo o Brasil, que terão a oportunidade de contribuir com a definição das diretrizes da CNTU. As palestras sobre os temas-chave da discussão ficarão por conta de Patrícia Lino Costa, economista e pesquisadora do Dieese (trabalho); Clair Castilho, farmacêutica e secretária executiva da Rede Nacional  Feminista de Saúde e Direitos Sexuais e Reprodutivos (saúde), e Muna Zeyn, assistente social e chefe de gabinete da deputada federal Luiza Erundina (política). Entre os assuntos em pauta, entrarão dupla jornada de trabalho, insuficiência de políticas públicas como creches, educação infantil em período integral, desigualdade na remuneração e oportunidades de ascensão profissional e direitos sexuais e reprodutivos. 

Programação

14h Abertura

15h Palestras e debates 

Mulher e Trabalho
Patrícia Lino Costa - Economista, pesquisadora do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese)

Mulher e Saúde
Clair Castilhos - Farmacêutica, secretária executiva da Rede Nacional Feminista de Saúde e Direitos Sexuais e Reprodutivos

Mulher e Política
Muna Zeyn - Assistente social, chefe de gabinete da deputada federal Luiza Erundina

18h Encerramento

18h30 Coquetel e música popular brasileira ao vivo


Imprensa - CNTU










Mulheres1dentroAs taxas de desemprego das mulheres são mais altas do que as dos homens em escala mundial e não se preveem melhoras nos próximos anos, segundo relatório da OIT (Organização Internacional do Trabalho). O relatório Tendências Mundiais de Emprego das Mulheres 2012 (aqui você lê o trabalho em inglês) analisa as desigualdades de gênero em matéria de desemprego, emprego, participação na força de trabalho, vulnerabilidade e segregação setorial e profissional.

Em nível mundial, antes da crise, as diferenças entre homens e mulheres em termos de desemprego e da relação emprego-população foram atenuadas. No entanto, a crise reverteu essa tendência nas regiões mais afetadas.

Nas economias avançadas, a crise parece haver afetado aos homens nos setores que dependem do comércio mais do que as mulheres que trabalham em saúde e educação. Nos países em desenvolvimento, as mulheres foram particularmente afetadas nos setores relacionados com o comércio.

“Embora as mulheres contribuam para a economia e a produtividade em todo o mundo, continuam enfrentando muitos obstáculos que lhes impedem realizar seu pleno potencial econômico. Isto não somente inibe as mulheres, mas também representa um freio ao rendimento econômico e ao crescimento”, declarou Michelle Bachelet, Diretora Executiva da ONU Mulheres, que contribuiu com o relatório.

Outras conclusões importantes

· De 2002 a 2007, a taxa de desemprego feminina situou-se em 5,8 por cento, comparada com 5,3 por cento para os homens. A crise aumentou esta disparidade em 0,5 a 0,7 pontos percentuais e destruiu 13 milhões de empregos para as mulheres.

· A diferença de gênero na relação emprego-população diminuiu levemente antes da crise, mas permaneceu alta, em 24,5 pontos. A redução foi particularmente alta na América Latina e no Caribe, nas economias avançadas e no Oriente Médio.

· A disparidade na participação da força laboral se reduziu nos anos 1990, mas mostrou pouca ou nenhuma convergência na década passada. Tanto as taxas dos homens como as das mulheres caíram do mesmo modo na última década, em grande parte por causa da educação, o envelhecimento e o efeito de “trabalhadores desalentados”.

· Em 2012, a proporção de mulheres em emprego vulnerável (trabalhadores familiares não remunerados e trabalhadores por conta própria) era de 50 por cento e a dos homens 48 por cento. Mas as disparidades são muito maiores no Norte da África (24 pontos percentuais) e no Oriente Médio e África Subsaariana (15 pontos).

· O indicador de segregação por setores econômicos mostra que as mulheres estão mais limitadas em sua escolha de emprego em todos os setores. A segregação setorial aumentou ao longo do tempo, com mulheres que abandonam a agricultura nas economias em desenvolvimento e passam da indústria aos serviços nas economias desenvolvidas.

· Nas economias desenvolvidas, o emprego das mulheres na indústria se reduziu à metade, deslocando 85 por cento delas no setor de serviços, sobretudo na educação e saúde.

Reduzir preconceito
O relatório enumera ainda uma série de diretrizes políticas para ajudar as famílias a reduzir os preconceitos de gênero nas decisões relativas ao trabalho e a diminuir as disparidades de gênero no mercado laboral:

· Melhorar a infraestrutura com o objetivo de reduzir a carga do trabalho em casa. Segundo o nível de desenvolvimento, isto pode variar desde a disponibilidade de eletricidade e água, ao saneamento e aos meios de transporte.

· Fornecer serviços de cuidado, sobretudo às crianças.

· Equilibrar a divisão de trabalho remunerado ou não remunerado entre mulheres e homens, principalmente através de programas que promovam a repartição das responsabilidades familiares.

· Modificar os custos e os benefícios da especialização de gênero, sobretudo garantindo que os impostos e as transferências não criem desincentivos para as famílias com duas fontes de renda.

· Compensar as desigualdades das oportunidades de emprego entre homens e mulheres, sobretudo através de medidas dirigidas a eliminar o impacto negativo da interrupção da atividade profissional através de uma licença maternidade remunerada e do direito a regressar ao posto de trabalho.

· Realizar campanhas de sensibilização para mudar os estereótipos de gênero e para garantir a implementação da legislação contra a discriminação.

 

Imprensa – SEESP
Notícia da OIT/Brasil
Ilustração do site da UFPA 



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