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Instituto de Energia e Ambiente da USP

Nos dias 19 e 20 de março o Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE/USP) coloca em debate o estado da arte do armazenamento de energia e da inserção de fontes renováveis.     

O objetivo do seminário é discutir a área em questão no cenário mundial, com a participação de pesquisadores, reguladores e empreendedores do América Latina, EUA e Europa, bem como explorar o potencial de contribuição e benefícios do armazenamento para o Sistema Interligado Nacionais (SIN).

Estão em pauta os termos tecnológicos, as estratégias de armazenamento que serão foco do seminário serão principalmente eletroquímica e com base em hidrogênio. A atividade será no auditório do IEE/USP (Av. Prof. Luciano Gualberto, 1.289 - Cidade Universitária, SP) e as inscrições devem ser realizadas através do e-mail: comunicaçãEste endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. com dados de nome/ cargo/ instituição do profissional interessado.

 

>>> Confira a programação clicando aqui. 

 

 

 

 

Agência do Rádio Mais

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mudou a bandeira tarifária das contas de luz e, neste mês de outubro, passou a ser a vermelha patamar 2. Esta é a tarifa mais cara do modelo e representa a cobrança de taxa extra de R$ 3,50 a cada 100 Quilowatt-hora (kWh) consumidos. O valor extra se deve à necessidade de operar mais usinas térmicas, cujo custo de produção da energia é mais alto que a da produzida nas hidrelétricas.

Para economizar, o especialista em energia elétrica, Maurício Lopes Tavares, afirma que, além do esforço dedicado aos campeões de consumo, como o chuveiro ou ar condicionado, é preciso retirar da tomada aparelhos que não são utilizados com frequência. “Um aparelho de DVD ou outro equipamento deste tipo, deve ser retirado da tomada. Quando ele está conectado, mesmo que desligado, ele está na verdade ligado, esperando um sinal do controle remoto. Isto tem um consumo de energia que é pequeno, mas é diário e acumulativo”, ele aponta.


Saiba como funcionam as bandeiras tarifárias

As cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração.


Fonte: Aneel
Tabela Tarifa Aneel

 

 

 

 

 

 

No Jornal do Engenheiro na TV desta semana, que foi ao ar na segunda-feira última (17/7), saneamento básico e meio ambiente estão na pauta da entrevista com Manuellito Pereira Guimarães Junior, diretor de gestão corporativa da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

“O estado de São Paulo e diversas regiões estão passando por escassez hídrica (...) é importante ter um consumo consciente. Nós precisamos levar à sociedade a importância de evitar desperdícios”, conta Guimarães Junior sobre consciência ambiental, tema que foi abordado na participação da Sabesp no VIII Encontro Ambiental São Paulo, o Eco SP, realizado pelo SEESP em abril último

Muitas pessoas podem não saber, mas o lixo é capaz de gerar energia. Este é o tema da reportagem desta edição. No Brasil existem 23 aterros sanitários que produzem energia por meio de resíduos sólidos, segundo a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesp).

Mas, para alguns especialistas, o aterro sanitário não é a melhor forma de se produzir este tipo de energia, o que acalenta o debate. É o que defende o engenheiro civil, mestre e doutor pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) Francisco Dantas. “As condições de um aterro sanitário é um tipo de tecnologia que impacta o meio ambiente de uma maneira rigorosa”, afirma.

Em sua fala semanal, na seção No Ponto, o presidente do SEESP, Murilo Pinheiro, fala sobre a Emenda Constitucional 95, que colocou o Brasil numa camisa de força, pois se trata do teto dos gastos públicos. “Apesar disso, não há escapatória (...) é necessário investimentos para sair da crise”, opina o engenheiro.

 

Confira:


https://www.youtube.com/watch?v=DwW20FrpGZs


O JE na TV dessa semana e todas as edições anteriores estão disponíveis no canal do SEESP no Youtube. Acesse: www.youtube.com/EngenheirosdeSP

 

 

Publicado por Jéssica Silva
Comunicação SEESP

 

 

 

 

A Organização das Nações Unidas (ONU) definiu como tema do Dia Mundial da Água deste ano, comemorado em 22 de março, “Águas residuais”, conceito que diz respeito basicamente a qualquer tipo de esgoto, seja de origem doméstica, comercial ou industrial. Conforme informe do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), a questão é complexa e heterogênea, porque apenas cerca de 68% da população mundial contam com instalações sanitárias adequadas.

“Tecnicamente falando, atualmente dispomos de tecnologias para transformar de toda e qualquer forma a qualidade da água”, explica Luciano Zanella, pesquisador do Laboratório de Instalações Prediais e Saneamento do IPT. “A tendência dos últimos anos é não encarar a água residual como algo a ser tratado e lançado de volta ao meio ambiente apenas. No tratamento desse tipo de efluente, é possível encontrar água, nutrientes, matéria orgânica, até mesmo gases para a geração de energia. O esgoto é uma fonte de subprodutos, cujo aproveitamento depende da viabilização financeira do tipo de tratamento necessário para obtê-los.”

 

Publicado por Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP
Com informações da assessoria de imprensa do IPT

 

 

A Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a University of Birmingham, entre outras universidades do Reino Unido, vão fazer uma pesquisa que analisará a percepção do jovem para a relação entre os recursos hídricos, energéticos e alimento, o chamado “nexo água-energia-alimento”. A proposta foi escolhida em uma chamada da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) em parceria com a Economic and Social Research Council (ESRC).

Coordenador do projeto, o professor José Antonio Perrella Balestieri, da Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá, explica que a maior parte das pesquisas que estudam este nexo abordam aspectos quantitativos ou políticos, mas que é fundamental também a percepção e o aprendizado das pessoas, em especial das crianças e jovens, uma vez que representam 42% da população e desempenham um papel determinante no acesso a esses recursos, na produtividade econômica, coesão social e na vida comunitária.

Além do professor Peter Kraftl, o coordenador por parte da Universidade de Birmingham, o projeto também terá a colaboração de Sophie Hadfield-Hill, da mesma universidade, John Horton, da University of Northamptom, e Benjamin Coles, da University of Leicester. Todos já haviam trabalhado juntos em um projeto chamado Sharing Futures, financiado pela ESRC ao longo do último ano.

Além do coordenador Balestieri, a equipe brasileira é formada por Rubens Alves Dias, Arminda Eugênia Marques Campos, Mauricio César Delamaro, todos da Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá (FEG), e por Mateus Ricardo Nogueira Vilanova, do Instituto de Ciência e Tecnologia (ICT).
Para o professor, o trabalho no Sharing Futures serviu para aprimorar o projeto que no início de fevereiro foi aprovado na chamada divulgada pela Fapesp. “Havia uma série de questões que a gente discutiu durante o processo do Sharing Futures que achamos interessantes, mas que não cabia naquele momento do projeto em andamento”, explica Balestieri. “Quando a Fapesp e o ESRC abriram essa chamada, a gente pegou as idéias em discussão e colocou neste novo projeto”.

Uma das ações do projeto pretende aplicar cinco mil questionários nas escolas do Vale do Paraíba e Litoral Norte do Estado de São Paulo pra saber qual é o entendimento, as experiências e a participação destes estudantes no nexo água-energia-alimento. Em outro momento, perguntas mais aprofundadas também serão endereçadas a formuladores de políticas públicas e formadores de opinião.

O projeto temático tem previsão de durar dois anos, podendo ser ampliado para três anos. A proposta também involve a mobilidade de cinco pós-doutorandos e dez bolsas de iniciação científica.

 

 

Fonte: Unesp Agência de Notícias

 

 

 

 

 

 

 

A Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo (FEC) está à frente de um projeto internacional de pesquisa e desenvolvimento na área de energia supervisionado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Intitulado “Smart Sen: um modelo de simulação do sistema elétrico nacional com presença de geração de renováveis intermitentes – impactos operacionais, regulatórios e custos”, o projeto deverá ter duração de três anos e será desenvolvido em cooperação com a Princeton University, Estados Unidos. A iniciativa já conta com financiamento no valor de R$ 8 milhões de mais de dez empresas do setor elétrico nacional, sob a liderança da AES.

A proposta é desenvolver um modelo computacional de grande porte para coordenar a operação do sistema interligado nacional de produção e transmissão de energia. Trata-se de uma ferramenta computacional que permite ao operador nacional do sistema elétrico (ONS) coordenar e planejar ações para evitar sobrecarga no sistema elétrico. A pesquisa é sediada no Departamento de Recursos Hídricos da FEC, em especial junto ao Grupo de Pesquisa em Planejamento Energético e Sistemas Elétricos da FEC, que têm como responsável o professor Carlos Alberto Mariottoni e de onde se originou o Smart Sen.

Segundo o coordenador do projeto, o professor da FEC Paulo Sérgio Franco Barbosa, trata-se de um projeto de fôlego já aprovado pelo Departamento de Recursos Hídricos e pela Congregação da FEC, estando em tramitação na Universidade. Deve tratar do problema da exploração de uma variedade de energias renováveis que está aparecendo agora no Brasil e que já apareceu com intensidade em outros países. “Já nos posicionamos bem na nossa matriz elétrica quanto à presença de energias renováveis, até porque temos muito a presença hidráulica, que é uma energia renovável”, situou.

No entanto, o Brasil também tem presença nas energias renováveis não hidráulicas, que são a biomassa, a eólica e a solar. Mas, especialmente em relação à eólica e à solar, a tendência ainda é galgar novos patamares, visto que elas estão ainda num estágio modesto. O que se vislumbra é o crescimento expressivo dessas energias na próxima década, aí aparecendo benefícios como por exemplo a redução da emissão de CO2  na atmosfera.

Esse projeto tem como premissa que diversos países, inclusive o Brasil, irão priorizar as energias renováveis. Ocorre que algumas fontes têm característica de intermitência – com produção que se interrompe e se reinicia. Assim, não é possível controlar a produção de energias eólicas porque se depende da variável que está fora do controle, que é a velocidade do vento.

A existência ou ausência do vento em determinados momentos faz com que a produção das usinas seja intermitente. Mas qual é o problema disso para um grande sistema? O coordenador explica que a energia elétrica é consumida instantaneamente e tem que ter uma produção na mesma taxa de consumo. Todavia, em horários de pico, de vez em quando, existem problemas na oferta de energia elétrica.

Em 19 de janeiro de 2015, por exemplo, cresceu muito a demanda de energia elétrica no país, por ser um dia excessivamente quente. Com isso, muitas pessoas ligaram o ar-condicionado. Por volta das 15 horas, tudo o que se produzia de energia naquele horário era insuficiente para atender aos requisitos do consumo. “E esses requisitos logram com parâmetros de qualidade, a priori o controle da voltagem ou da tensão da rede e da frequência do fornecimento de energia elétrica”, lembrou Mariottoni.

Diante dessa instabilidade, o operador nacional do sistema elétrico (que controla as usinas e os fluxos energéticos) optou por fazer o seu desligamento. Logo, uma parte do país ficou horas sem energia. De acordo com Mariottoni, esse problema pode aumentar se não for planejado tendo em vista as eólicas e solares, porque pode faltar vento ou energia solar em momentos críticos do abastecimento de energia elétrica, isso no calor e em estações/anos secos em que o estoque de água estiver menor.

Em julho ou agosto, no Brasil, há tipicamente baixas vazões nos rios e portanto o fornecimento a partir das hidráulicas diminui, esclareceu ele. Se houver uma infeliz coincidência de estoque baixo de água e ventos, a situação pode piorar. Quando passa uma nuvem [que também traz incerteza na produção solar], diminui muito a quantidade de energia do sistema fotovoltaico (sistema de energia solar). Logo, o sistema brasileiro tem que usar diferentes fontes de energia, provisionar reservas operativas e tem que lidar com uma estrutura de consumo de energia muito variada ao longo do dia e das estações. “Esse projeto se apresenta como uma solução para coordenar a operação de todas essas fontes, para atender à demanda com segurança”, sugeriu Mariottoni.


Fonte: Jornal da Unicamp



Esse foi o tema abordado na tarde desta sexta-feira (13), durante a mesa que encerrou o seminário “Água e energia – Enfrentar a crise e buscar o desenvolvimento”. Realizada na sede do SEESP, em São Paulo, a atividade teve início no dia 12 e inaugurou os debates sobre o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento” em 2015 – iniciativa da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) lançada há mais de oito anos e que vem sendo atualizada desde então.


Foto: Beatriz Arruda
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Diante das crises hídrica e energética, soluções para ambos setores são prioridade na etapa atual e serão ainda objeto de outros eventos pelo País ao longo do ano.

O presidente da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), Paulo Pedrosa, abriu as falas à mesa que discorreu sobre “Energia para o desenvolvimento”. Ele enfatizou que as saídas para as dificuldades atuais encontram-se não apenas na engenharia clássica, mas também “econômica, institucional e regulatória”. Destacando que tem havido diálogo sobre uma agenda positiva com o governo federal na busca de tais soluções, ele frisou: “A expectativa é que haja medidas suficientes para superar os problemas ainda em 2015, de modo que o ano seguinte seja de retomada.” Entre os desafios, reduzir o impacto do custo da energia à produção. “Empresas distribuidoras cada vez mais têm se tornado um negócio de aluguel de fios e outros meios de transporte da energia. Investir em eficiência energética envolve preservar a renda associada a um ativo.” Ele complementou: “Nossos competidores internacionais vêm sendo beneficiados, porque têm acesso a energia mais barata. A Conta de Desenvolvimento Energético (CDE, um dos itens que compõem a tarifa) representa 33% do custo de produção de algumas empresas.” Na sua avaliação, para recuperar a competitividade da indústria brasileira, os preços do insumo de curto prazo devem ser realinhados sob a lógica do consumidor. “É preciso ter previsibilidade na produção e contratos de longo prazo que travem riscos”, acrescentou.

Também para o ex-secretário de Energia do Estado de São Paulo e suplente de senador José Aníbal (PSDB-SP), as dificuldades vivenciadas não dependem apenas de soluções técnicas oriundas da engenharia brasileira – que, como salientou, “é de competência extraordinária”. Têm a ver, na sua ótica, com decisões políticas equivocadas tomadas pelo governo federal nos últimos anos. “A CDE na sua criação chegou a ser subsidiada, hoje é indistinta, todos pagam igual. Cai na conta do povo e vai impactar a renda das famílias.” Ele calcula que terão gasto anual de cerca de R$ 1.200,00 em seu orçamento doméstico somente com energia. Diante desse quadro, José Aníbal propõe que se construa no Parlamento um novo marco regulatório, institucional e econômico para o setor crucial ao desenvolvimento. Sobre os reajustes extraordinários, o consultor e engenheiro Carlos Kirchner, representante da FNE na Frente de Defesa do Consumidor de Energia, lembrou que devem chegar a 60%. “Metade do consumidor de baixa renda perdeu esse direito. Enquanto alguns não vão conseguir pagar suas contas, inclusive indústrias de pequeno porte, essa é a época em que alguns agentes do setor mais têm ganhado dinheiro.” Em alguns setores, segundo Kirchner, empresas cessaram sua produção para revender energia que haviam acumulado a preços gigantescos. Muitos transformaram o insumo essencial em capital especulativo. “A FNE considera que ter energia e não vender é infração contra a ordem econômica. Temos que envolver a sociedade para fazer os ajustes de modo a rever essa situação.”

Mais demanda
Diretor de Economia da Energia e Meio Ambiente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Amilcar Guerreiro ressaltou: “O setor elétrico ainda não sofreu a revolução que precisa. Governo, sociedade e corporações têm que se articular para garantir segurança energética, modicidade tarifária, mais tecnologia e eficiência e bem-estar.”

Ele traçou um panorama do País, apontando o aumento da demanda por energia: “A cada ano, são 1,2 milhão de pessoas novas (crescimento da população brasileira) e 500 mil migram da área rural para a cidade. A cada mês, são 300 mil novos carros emplacados e 125 mil residências ligadas à rede. Diariamente, 70 mil pessoas são transportadas por ônibus nas cidades e 40 milhões navegam pelo menos uma hora.” Consequentemente, de acordo com Guerreiro, o consumo em 2014 cresceu 3% e neste ano deve ser ainda maior. A expansão na geração –, como indicou o palestrante, deve ficar em 6 a 9 mil MW/hora por ano no próximo período. “Até 2023, serão perto de 200 mil MW/hora, 92% por fontes renováveis. Entre as hidroelétricas (20 mil MW/hora), a maior parte já está contratada ou licenciada e se situará na Amazônia.” Outro caminho importante foi também identificado pelo diretor da EPE: eficiência energética. “A quantidade de energia poupada equivale à geração hídrica de 10.400 MW. Significa que 24% do crescimento do consumo pode ser atendido dessa forma.”




Soraya Misleh
Imprensa SEESP




 

 

Confira o pronunciamento do presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Murilo Pinheiro, também presidente do SEESP, durante abertura do seminário “Água e energia – Enfrentar a crise e buscar o desenvolvimento”, na quinta-feria (12/3). Realizada pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), a atividade inaugurou a série de eventos que nortearão a próxima etapa do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”. Abaixo o discurso transcrito:


Foto: Beatriz Arruda/Imprensa SEESP
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Murilo Pinheiro durante abertura do seminário da FNE, em 12/3


Desde 2006, os engenheiros brasileiros vêm dedicando grandes esforços à formulação de um programa consistente que conduza ao crescimento da economia brasileira, de modo contínuo e sustentável, aliado à melhoria das condições de vida de todos os nossos cidadãos.

É o projeto Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento que, ao longo destes mais de oito anos, tem sido capaz de promover a convergência de ideias e ações de centenas de especialistas, dos mais diversos ramos profissionais, e tem permitido que suas proposições alcancem um amplo público, desde altas autoridades públicas a lideranças empresariais, meios de comunicação, a categoria profissional dos engenheiros, o ambiente acadêmico e a sociedade em geral.

Uma premissa decisiva do Cresce Brasil é que o Brasil precisa, pode e deve crescer a taxas anuais significativas e que todas as eventuais dificuldades de um processo de crescimento acelerado não podem servir de suporte para concepções negativas, entre as quais as teses de um pequeno ”PIB potencial”, de um “inevitável” risco inflacionário intrínseco e de uma “incapacidade estrutural” de nosso setor produtivo.

Nossa preocupação constante é buscar soluções factíveis para contornar os percalços da aceleração da produção e do consumo e temos sempre insistido que as ferramentas da engenharia podem contribuir muito para isso. Esse é o sentido maior que nossa federação vê no evento que ora iniciamos – o seminário Água e energia –, sobre o qual gostaríamos de discorrer brevemente.

Queremos debater o quadro de fornecimento de dois insumos-chave, água e luz, para adotarmos uma linguagem coloquial, do ponto de vista das demandas produtivas do País e evitar, ao máximo possível, uma postura que tem preponderado, principalmente na abordagem cotidiana dos meios de comunicação: o enfoque “individual”, do consumidor doméstico, do usuário “pessoa física”.

Propomos que nossas atenções se concentrem nos aspectos estruturais das atividades de produção e distribuição de recursos hídricos e de energia elétrica e nos impactos que provocam no processo econômico do País. Nossa opinião é que, se bem formulados os desafios e as soluções “macro” para esses setores, uma das consequências automáticas será o bom atendimento, a preços razoáveis, das demandas por energia elétrica e água tratada dos lares brasileiros.

Vivemos um momento de sérias preocupações para aqueles que, como nós, estão convencidos que o único caminho viável para a superação das desigualdades sociais em nosso país e para a melhoria significativa do padrão de vida dos brasileiros é o da expansão econômica.

Como já frisamos no convite para este seminário, a Federação Nacional dos Engenheiros coloca em pauta tema que a entidade considera essencial neste cenário: a necessidade de se combater a recessão econômica, mantendo a meta do desenvolvimento, com geração de emprego e renda. Como vem defendendo a FNE, por meio do seu projeto Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento, é fundamental dotar o País da infraestrutura produtiva adequada ao crescimento, assim como desenvolver programas efetivos de eficiência energética e economia de água. No entanto, refrear a produção e as chances de o País avançar não pode ser considerada uma alternativa”.

Com a intenção explícita de situar nossas discussões sobre recursos hídricos e energia elétrica como parte integrante de um debate maior – o dos rumos da economia e da estrutura produtiva do País –, convidamos o professor Antonio Correia de Lacerda para proferir a conferência inicial Evitar a recessão no Brasil. Ele, com certeza, trará contribuições fundantes para nós e não temos nenhuma pretensão de substituí-lo nessa intervenção de abertura. Gostaríamos, no entanto, de tecer alguns comentários sobre o quadro presente e as possíveis rotas de superação.

Não se pode negar que há um mal-estar generalizado com o desempenho econômico brasileiro, particularmente nos dois últimos anos.

A expansão do consumo de massas não se dá mais no mesmo ritmo de antes. Surgem desequilíbrios sérios nas finanças públicas. A demanda interna por bens é cada vez menos suprida por oferta de produção nacional, gerando crescentes déficits de balança comercial e de pagamentos. As taxas de juros, já exageradas e crescentes, inibem o consumo e penalizam os investimentos produtivos. O descompasso cambial, associado a uma estrutura tributária excessivamente complexa e regressiva, é fator que induz a uma desindustrialização precoce e perigosa. A criação de novos empregos e o aumento do valor real dos salários começam a ser ameaçados.

Para enfrentar tais problemas, cristalizam-se, em linhas muito gerais, duas correntes.

De um lado, sob forte influência dos interesses financeiros e das concepções rentistas, há os que pregam a “austeridade”, um choque recessivo que, pela redução de salários, pelo aumento das taxas de desemprego, pela severa restrição aos investimentos públicos e pela interrupção de medidas de política industrial afirmativa, viria a “colocar a economia brasileira no ritmo que lhe é possível”.

O economista Paul Krugman, ao referir-se a tal projeto, conforme vem sendo adotado em vários países europeus, emprega uma expressão que nos parece muito adequada: é um “austericídio”.

Provoca-se, em nome de um hipotético futuro reequilibrado, uma “morte social súbita”, trazendo de volta fenômenos como os do desemprego em massa, dos salários aviltantes e da acelerada ampliação dos desníveis econômicos entre os cidadãos, cenário que vinha sendo superado por décadas em todos os países que adotavam uma relação equilibrada e profícua entre as condicionantes de mercado e as demandas da população.

Outro caminho, ao qual se filia a Federação Nacional dos Engenheiros, é o da superação das dificuldades e contradições da trilha do desenvolvimento através da contínua expansão do consumo, da produção e do investimento, inclusive estatal naqueles setores que assim o exigem.

Para nós, a solução para os problemas do crescimento é mais crescimento, e a chave para que isso se dê de modo virtuoso é um conceito muito caro aos engenheiros: nosso desafio é o da produtividade.

De imediato, queremos estabelecer um parâmetro: não se trata, como se faz nas abordagens mais ligeiras ou guiadas por interesses particulares, de focar exclusivamente a produtividade do trabalho humano. Temos que, também, analisar a urgente necessidade de ganhos na produtividade do capital.

O custo de capital no Brasil, artificialmente elevado pela prática de taxas de juros em completo descompasso com os padrões internacionais, é a primeira grande barreira a ser eliminada para ampliação da produtividade geral, seja no financiamento de estoques, no acesso a recursos de giro ou, principalmente, na redução dos custos de investimentos produtivos.

Ao mesmo tempo em que onera a operação produtiva privada, a ciranda financeira penaliza o Estado, reduzindo sua capacidade de prestação de serviços públicos, deteriorando sua possibilidade de regulação e controle e impedindo que seja executada satisfatoriamente sua tarefa de investidor, mais notadamente como provedor de infraestruturas de uso comum.

Simultaneamente, temos o dever de ampliar a produtividade do trabalho, sem que isso provoque a redução generalizada de postos de trabalho. Sensíveis melhorias no ensino formal; universalização do acesso à informação e ao conhecimento; programas sérios de treinamento e recapacitação profissional; redução da excessiva rotatividade – que desperdiça, continuamente, as competências adquiridas – são algumas das diretrizes a balizar iniciativas corretas nesse campo.

O suporte público e a disposição empresarial para a inovação, para a adoção de métodos e processos produtivos continuamente modernizados, aumentando eficiências, reduzindo desperdícios, eliminando redundâncias e baixando os custos de produção são uma frente que tem que ser abordada com seriedade e dedicação.

Alocação de recursos, públicos e privados, para pesquisa e desenvolvimento; estabelecimento de um mercado dinâmico de capital de risco; orientação do parque produtivo para a absorção das melhores práticas são elementos que permitem o aumento simultâneo de produtividade do trabalho e do capital.

Para sintetizar em um mote, “menos finanças, mais engenharia”.

Outra necessidade urgente é ampliar a produtividade na obtenção e fornecimento de insumos essenciais, como água e energia elétrica. Para tratar do tema, teremos amanhã a participação de Newton Lima de Azevedo, João Alberto Viol e João Sérgio Cordeiro. Eles certamente abordarão a questão com muito mais profundidade e exatidão do que nos cabe fazer agora. O que esboçaremos, portanto, são mais linhas de indagação e sugestões de enfoque para nossos trabalhos, através de uma singela listagem de tópicos para debate.

A escassez de chuvas nas principais regiões de produção industrial do Brasil desnudou a inter-relação entre os sistemas de fornecimento de água e energia elétrica no Brasil, já que temos a espinha dorsal de nosso sistema elétrico na geração hídrica. Isso implica reequacionamento racional da destinação da água captada, evitando conflitos de uso.

Ao mesmo tempo, as restrições naturais com que nos defrontamos – e que podem vir a se repetir no futuro – colocam em pauta o desenho de nossa estrutura de produção de energia elétrica. Temos que compatibilizar sustentabilidade ambiental, diversificação de fontes e métodos e a melhor relação custo/benefício possível. Geração térmica, eólica, solar, nuclear, entre outras, passam a exigir séria atenção.

Julgamos, também, merecer atenção especial a utilização de água pelo setor agropecuário, que é um dos fortes sustentáculos de nossa economia. A agricultura brasileira, altamente produtiva, é o maior usuário de água no País e não pode ter seu desenvolvimento interrompido. Isso demanda um esforço científico e tecnológico, nos mesmos moldes do que permitiu nosso sucesso produtivo no campo, no sentido da implantação de sistemas de irrigação de eficiência máxima.

Quanto à obtenção de água, há, também, que se estudar seriamente a viabilidade da redução da dependência do regime pluviométrico, o que implica analisar alternativas de captação de subsolos, técnicas avançadas de transposição, processos de dessalinização e métodos eficazes de reservação estratégica.

Um tema que nos parece decisivo é o da redução das perdas e dos desperdícios. Há um evidente descompasso entre os volumes de energia elétrica e água produzidos no País e o quanto efetivamente é empregado pelos usuários desses insumos. Melhorias nos sistemas de transmissão e distribuição; maior eficiência energética dos equipamentos produtivos; redes de monitoramento; adoção de métodos de reúso; processos de manutenção preventiva e corretiva são algumas das abordagens que gostaríamos de ver tratadas neste seminário.

No caso da energia elétrica, precisamos discutir intensamente dois aspectos adicionais: as políticas tarifárias e os planos de expansão das estruturas de geração, transmissão e distribuição.

A correta decisão do governo federal, de redução substancial dos custos de energia elétrica no Brasil, principalmente a destinada a fins produtivos, teve que confrontar-se com interesses setoriais os mais diversos e provocou descompassos entre “mercado livre” e as operações reguladas. Ao mesmo tempo, a necessidade, provocada pela falta de chuvas, de acionamento contínuo do parque gerador térmico, de custos bem mais elevados, operou no sentido contrário ao intencionado. A resultante desses processos é a criação de um cenário de insegurança econômica, com efeitos deletérios na formação de preços de produtos e no investimento produtivo.

Urge estabelecer políticas realistas e de longo prazo que pacifiquem o desenho tarifário e permitam o planejamento da produção.

De outra parte, é de suma importância superar gargalos – como, por exemplo, o dos descompassos entre os projetos de geração e de transmissão – e examinar, sem preconceitos, modelos como os das pequenas unidades geradoras, da cogeração a partir de biomassas e a combinação de alternativas de hidrelétricas com reservatórios e a fio de água.

Para abordar tais questões, contaremos com Paulo Pedrosa, Amilcar Guerreiro e José Aníbal, que o farão com maestria.

A Federação Nacional dos Engenheiros também gostaria de realçar o papel de multiplicador que os investimentos em água e energia elétrica têm no processo econômico. Além de sua essencialidade – pois sem um fornecimento seguro e crescente desses insumos a custos razoáveis, toda a estrutura produtiva do País fica ameaçada –, o volume de investimentos demandados pela ampliação e manutenção dos sistemas de abastecimento de eletricidade e água é uma alavanca poderosa na geração de lucros e empregos.

Setores dinâmicos como os das construções pesadas, da indústria de bens de capital, da metalurgia e de componentes eletrônicos, entre muitos outros, serão fortemente estimulados por uma política firme de segurança hídrica e energética, em um processo de sinergia positiva.

Por fim, queremos deixar um misto de alerta e sugestão: tem havido, a nosso ver, uma excessiva e má ”politização” nas discussões mais recentes sobre água e luz no Brasil. Sabemos da importância da política em qualquer sociedade democrática e avançada e não temos nenhum preconceito quanto ao seu exercício. Tampouco nos guia alguma “inocência interessada”.

Cremos, porém, que a melhor contribuição que os engenheiros podem dar para o correto tratamento desses temas é a do primado da ciência, da técnica e do interesse nacional. Portanto, convidamos todos os participantes deste seminário a deixarem de lado, ainda que momentaneamente, a busca de “culpados” ou “responsáveis”, concentrando-se no que marca nossa profissão: a busca das melhores soluções possíveis, condicionadas pela realidade, sem fantasias e com o máximo de postura cidadã.

São Paulo, 12 de março de 2015.



*Murilo Celso de Campos Pinheiro é presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) - Pronunciamento de abertura do seminário “Água e energia – Enfrentar a crise e buscar o desenvolvimento”







A China deu início à construção da maior usina solar do mundo, segunda megausina fotovoltaica do país, que possui capacidade instalada de dez mil megawatts e será erguida na remota localidade de Xinjiang. O projeto levará quatro anos para ser finalizado, mas os primeiros painéis começarão a operar ainda em 2014, contribuindo para uma matriz energética mais sustentável em meio ao preocupante cenário de degradação ambiental encontrado no país asiático.

O projeto foi anunciado no final do ano passado pelo governo chinês, que contratou a empresa nacional Trina Solar para construir a central de geração. Frente à dependência do país às fontes não renováveis de energia, as autoridades chinesas estabeleceram que a usina solar de Xinjiang comece suas atividades nos próximos meses, produzindo, inicialmente, 300 megawatts de eletricidade limpa, que serão distribuídos à população enquanto o projeto ainda não é concluído.

Além desta usina solar mais recente – que, atualmente, pode ser considerada como a maior do mundo – em 2009, a China anunciou a criação de outra central de produção fotovoltaica, no isolado deserto da Mongólia. O projeto seria o mais amplo do planeta, com capacidade instalada de dois mil megawatts – no entanto, a Índia já executa a construção de um parque fotovoltaico no deserto do Rajastão, com capacidade de gerar quatro mil megawatts. 

Como a construção da megacentral em Xinjiang é realizada por uma empresa nacional, a China se afirma cada vez mais à frente do mercado de energias renováveis. Assim, além da comercialização de equipamentos de geração (como painéis fotovoltaicos e turbinas eólicas), os projetos de usinas elevam a preocupação do país asiático com as fontes limpas. Entretanto, devido à grande extensão do território chinês e da dependência da queima de carvão mineral, especialistas acreditam que, dificilmente, a remota usina aliviará a poluição nos grandes centros urbanos.


 

Fonte: CicloVivo







O programa de televisão do SEESP, desta semana, o Jornal do Engenheiro (JE), traz entrevista especial com o advogado previdenciarista Nelson Noronha Gustavo Jr. sobre o que é desaposentação, quais as últimas decisões da Justiça sobre o tema e quem pode requerer o benefício.

O quadro “No Ponto”, com o presidente do sindicato, Murilo Celso de Campos Pinheiro, mostra a importância da entidade dos engenheiros para a discussão dos grandes temas da sociedade e também os específicos da categoria, como condições de trabalho e o piso salarial de acordo com a Lei 4.950-A/66.

A reportagem discorre sobre um assunto de suma importância para o futuro do País, sem energia não há desenvolvimento. Em 15 anos, o Brasil terá de dobrar sua capacidade energética, como isso poderá e deverá ser feito? O tema é debatido com o engenheiro Carlos Augusto Kirchner, diretor do SEESP, e com o especialista em energia José Paulo Vieira.

Tudo isso e muito mais você confere no JE na TV que é exibido às segundas-feiras, às 19h30, na capital paulista, nos canais 9 (NET), 72 (TVA) e 186 (TVA Digital) ou pela internet (neste link) no mesmo dia e horário. O programa é transmitido para mais 40 municípios paulistas e de outros estados conforme grade variada, confira aqui.

 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa – SEESP 




A FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) vem desenvolvendo desde 2006 o projeto Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento com uma equipe de consultores e a participação de especialistas, profissionais, acadêmicos, executivos das indústrias e empresas. O Cresce Brasil é realizado por meio de seminários em todo o País, cujo material produzido até o presente momento está disponibilizado no site www.fne.org.br.

No dia 18 de julho próximo, a partir das 8h30, será realizado um seminário em Santa Catarina, na sede da Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina), na Rodovia Admar Gonzaga, 2765, Itacorubi, em Florianópolis, sobre energia e saneamento. O objetivo é realizar um grande debate com o tema “Cresce Brasil SC – saneamento em xeque e energia em choque”.

Na área de energia haverá uma programação com abordagem da qualidade do suprimento, a visão do legislativo e a instabilidade regulativa. Na área de saneamento serão debatidos as diretrizes da Lei Federal 11.445, a qualidade de gestão, os planos de saneamento e a regulação no setor.

As inscrições são online neste link. Como o evento é gratuito as vagas são limitadas e serão selecionadas por ordem de inscrição.

 

Fonte: Senge-SC




A hidrelétrica Porto Primavera, uma das principais usinas da região Sudeste, produz menos energia do que a capacidade para a qual foi construída. A subutilização do patrimônio levou o Tribunal de Contas da União (TCU) a acusar formalmente a Cesp de ter realizado "investimento antieconômico" sob a leniência da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O órgão protocolou uma representação no Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE/SP) pedindo uma investigação para o caso. O Tribunal paulista confirmou que irá investigar "in loco" a denúncia, mas não estipulou prazo.

Segundo denúncia do Sindicato dos Engenheiros de São Paulo, o Estado gastou R$ 2,8 bilhões a mais num projeto não utilizado. Esse valor representa cerca de 20% do custo total do projeto, de R$ 14 bilhões.

A origem desse desperdício se efetivou em 1995, quando a Cesp decidiu concluir a construção e operar a usina com o reservatório em um nível inferior ao que previa o projeto original.

A usina foi construída para ter o lago na cota 259 metros em relação ao nível do mar, mas a usina chegou apenas a 257 metros.

Desde a inauguração, em fevereiro de 1999, a hidrelétrica - localizada no rio Paraná, entre São Paulo e Mato Grosso do Sul - tem desperdiçado parte da estrutura erguida em mais de 20 anos de obra. Idealizado em 1975, o projeto foi entregue ao governo paulista em 1979 e deveria ter ficado pronto em 1985.

Se operasse no limite da capacidade, Porto Primavera ajudaria o país a reduzir o uso da geração termelétrica, mais cara e poluente. As térmicas são a única opção do país para suprir a falta de potência instalada para atender os consumidores no horário de pico, das 18h às 21h.

Operação
Se fosse dimensionada para o atual nível de operação, a usina não precisaria ter uma barragem de 11,3 quilômetros de extensão (a maior entre as hidrelétricas brasileiras), a previsão para 18 turbinas (quatro não usadas) e a desapropriação de mais de 200 quilômetros quadrados de área hoje ociosa.

A operação da usina numa cota inferior, de acordo com o TCU, converteu a hidrelétrica de Porto Primavera numa usina "fio d´água", quando o reservatório não tem capacidade de acumulação de água para uso nos períodos secos.
 

Imprensa – SEESP
Fontes: Folha de S. Paulo e Portal Vermelho – 13 de abril de 2013




termeltricadentroO nível abaixo do normal na maioria dos reservatórios do país faz com que quase um quarto da energia distribuída pelo Sistema Interligado Nacional (SIN) e consumida em todo o país seja proveniente de usinas termelétricas. Segundo o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), pelo menos 60 usinas termelétricas estão despachando energia, por meio do sistema, de todas os tipos de fontes: eólica, a carvão, a óleo diesel e combustível, nuclear e a gás natural.

De acordo com o ONS, o despacho térmico atualmente chega a 12,9 mil megawatts (MW), o equivalente a 24% da demanda total do país. A Eletronuclear informou à Agência Brasil que, das duas usinas nucleares operadas pela subsidiária da Eletrobras, a única que está operando no momento é a de Angra 2, que está despachando para o SIN 1.356 MW, 6 MW acima da sua capacidade – que é gerar 1.350 MW.

Angra 1, a primeira das nucleares produzidas no país, e que tem capacidade de geração de 640 MW, deixou de fornecer energia ao Sistema Interligado Nacional nesse sábado (5), quando foi desligada para a troca da tampa do reator – componente importante do circuito primário de uma usina nuclear – e o reabastecimento de combustível.

A Eletronuclear explicou que a parada programada ocorreu “em comum acordo” com o ONS e tem previsão de duração de 56 dias. A tampa faz o fechamento do reator (que contém os elementos combustíveis), sendo uma das barreiras contra a liberação de radiação para o exterior.

O ONS admitiu que os níveis dos reservatórios estão abaixo do normal e que no subsistema Sudeste/Centro Oeste o nível dos reservatórios das hidrelétricas é hoje de 28,9 – o mais baixo para os meses de janeiro dos últimos 12 anos – menor do que o verificado no mesmo mês de 2001, quando houve o último  racionamento de energia elétrica no país.

Em todos os subsistemas, o nível dos reservatórios está abaixo ou próximo da Curva de Aversão ao Risco (CAR). No Nordeste, o nível dos reservatórios está em 30,96%; na Região Norte, em 40,48%; e no Sul, em 40,39%.

 

Imprensa – SEESP
Com informação da Agência Brasil



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