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Agência Sindical

 

Dados recentes sobre a desindustrialização brasileira são alarmantes. A Junta Comercial de São Paulo divulgou levantamento mostrando que, no Estado, maior pátio industrial do País, 2.325 fábricas fecharam as portas entre janeiro e maio deste ano – pior registro em uma década e 12% mais alto que em 2018.

 

No primeiro trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil caiu 0,2%, informa o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia Estatística). No caso da indústria, o recuo foi ainda maior: 0,7%, e a construção civil teve queda de 2%, acumulando, 20 trimestres seguidos de retração. 

 

Neste cenário, o desemprego só cresce. São 28,4 milhões de pessoas subutilizadas – o recorde na série histórica, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), medida desde 1996, e 13,2 milhões de desempregados. 

O economista Ilmar Ferreira, do Escritório Regional do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em São Paulo, diz que a situação confirma tendência de dois anos para cá. "A insistência em adotar medidas de flexibilização de direitos trabalhistas para impulsionar o crescimento vem se mostrando ineficaz trimestre após trimestre. No entanto, não há nenhum outro plano consistente anunciado para a área", afirma. 

 

Motor

O economista destaca que a indústria é o maior motor do desenvolvimento e amplia o dinamismo na economia. "Temos 10 milhões de trabalhadores na indústria, 63% de empregos formais. Os salários do setor são 10% mais elevados que em outros segmentos, como comércio e serviço. Isso potencializa o mercado consumidor".

 

Empregos

O vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região, Josinaldo José de Barros (Cabeça), responsabiliza a inoperância do governo pelo avanço da desindustrialização. "Estamos preocupados com a geração de empregos no setor industrial. Não existe uma política econômica governamental para a retomada do investimento e do crescimento. Há muitas obras do governo paradas. O setor metalúrgico é um dos mais atingidos", diz.

 

 

Foto: Reprodução/ Agência Sindical
Fábrica de lustres AgênciaSindical240719

Fábrica de Lustres fechou as portas em São Paulo após 40 anos de atividade.

 

 

 

 

 

 

 

Jornal Engenheiro*

A quarta revolução industrial, ou a indústria 4.0, é irreversível, conforme aponta o representante da fundação alemã Friedrich Ebert Stiftung (FES), Thomas Manz. A instituição privada, que promove pesquisas e estudos sociais, realizou, juntamente com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em 10 de outubro último, na capital paulista, o seminário “Política de inovação na era da digitalização: desafios para as relações de trabalho”.

Como destacou o coordenador de educação e comunicação do Dieese, Fausto Augusto Júnior, o movimento sindical brasileiro deve entrar nesse debate devidamente preparado. “A nossa tarefa é contribuir com essa reflexão, mostrando como as mudanças tecnológicas e digitais vão afetar o mundo do trabalho.”

O professor e pesquisador Anderson Luis Szejka, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), coordenador do curso de especialização em Engenharia e Gestão da Indústria 4.0, explica que a chamada quarta revolução industrial é ainda apenas um conceito que envolve a conectividade e a interação entre os domínios físicos, digitais e biológicos, que surgiu em 2011 na tradicional feira de Hannover, na Alemanha.

Segundo ele, esta era está inteiramente relacionada à engenharia, pois prevê a aplicação e utilização de robôs autônomos, manufatura aditiva, internet das coisas (IoT) e computação em nuvem. Tal concepção, para Manz, traz riscos e oportunidades: “Assim como pode facilitar o trabalho, ela pode significar a perda de emprego. Se antes a automatização substituiu a atividade de menos qualidade, repetitiva e perigosa, a digitalização ameaça os trabalhos de boa formação e qualidade.” Raquel Duaibs, professora na Faculdade de Tecnologia de São Paulo (Fatec), que tem se dedicado à pesquisa principalmente sobre indústria 4.0, internacionalização produtiva, sindicalismo e cooperativismo, reforça que com o avanço da inteligência artificial, quase todos os trabalhos poderão ser facilmente eliminados. “De metalúrgicos a vendedores, de professores a contadores, todos podem ser substituídos por máquinas, robôs e drones.” Para o professor da PUC paranaense, assim como algumas funções deixarão de existir, outras poderão emergir “no intuito de desenvolver e dar suporte a esses novos conceitos da indústria inteligente e conectada”.

Consequências
Duaibs avalia que ainda é cedo para dizer quais serão as reais consequências da indústria 4.0 e como elas ocorrerão em cada país. Mas em um primeiro momento, aponta, a ideia é eliminar custos, principalmente aqueles relacionados à força de trabalho humana. Por isso, problematiza: “Como o processo de eliminação dos empregos já está ocorrendo, o grande desafio para o mundo do trabalho será se reinventar de modo que a sociedade consiga criar novas formas de ocupação ou de geração de renda em um contexto sem empregos.”

Já o professor Daniel Buhr, da Universidade de Tübingen, na Alemanha, no seminário do dia 10, disse ver com cautela a empolgação com a digitalização associada à indústria e defendeu a inserção qualificada do movimento sindical e da sociedade nessa discussão para que junto com essas mudanças seja garantido e ampliado o Estado de bem-estar social, com a produção de políticas públicas que assegurem, por exemplo, a inclusão digital de qualidade de todas as pessoas, a educação e direitos sociais básicos. “Não vamos resolver tudo apenas usando a tecnologia, a questão social é do cidadão”, vaticinou. Por isso, a professora da Fatec vê com apreensão as pessoas difundindo os impactos positivos da revolução tecnológica, sem que haja o debate das consequências negativas.

Duaibs sugere que a ideia de “paraíso laboral” vendida junto com a indústria 4.0 está longe de ser realidade, “especialmente nos países que não lideram a corrida pelo desenvolvimento tecnológico de ponta, como é o caso do Brasil e da América Latina de uma forma geral”. Para ela, em um cenário como o brasileiro, certamente as pessoas trabalharão menos, “mas não porque existe uma estrutura social que viabilize a redução da jornada de trabalho sem a redução dos salários, e sim porque teremos uma massa de desempregados ou de subempregados muito maior do que a que existe hoje”.

José Silvestre, técnico do Dieese, durante o seminário, lembrou que tal discussão se dá no momento em que a legislação trabalhista passa por um sério desmonte e diante de um profundo processo de desindustrialização no País. “O debate está posto, e essa pauta deve estar devidamente incorporada ao dia a dia sindical”, advertiu, reforçando que a revolução tecnológica e digital poupa esforço, mas também mão de obra.

Apesar dos percalços, Duaibs acredita que a “indústria 4.0 pode, verdadeiramente, ser uma grande aliada de uma sociedade melhor e mais justa, pois é capaz de proporcionar aos indivíduos mais tempo para se dedicarem à família e às realizações pessoais”. Como continua ela, “isso vai depender de como cada país está se reestruturando para receber esse novo modelo de produção”. Nesse sentido, ganha força a proposta da renda básica universal, que prevê o pagamento pelo Estado de um valor mensal para todos os cidadãos, com o intuito de garantir suas necessidades básicas. “Essa ideia está sendo discutida e colocada em prática com muita seriedade em alguns países, como a Finlândia, o Canadá e a Holanda. Alguns empresários do setor de tecnologia também a defendem, como Mark Zuckerberg, Elon Musk e Stewart Butterfield.” 

* Por Rosângela Ribeiro Gil. Edição 186/Novembro de 2017

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Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referente a julho de 2016, a população em idade de trabalhar no País é superior a 166 milhões de pessoas. Desse total, 102 milhões estão no mercado de trabalho – 90,5 milhões como ocupados e 11,8 milhões como desempregados.

No último ano, 1,5 milhão de pessoas entraram no mercado de trabalho (aumento de 1,5% a.a.), integrando o estoque de 11,8 milhões de desempregados, todos à espera de uma oportunidade ocupacional.

No último ano, o IBGE estima que o País eliminou 1,7 milhão de empregos, ou seja, fez o oposto do que era minimamente necessário para contratar quem chegou ao mercado de trabalho. Se de um lado chegaram 1,5 milhão de pessoas procurando emprego e outro 1,7 milhão foi demitido, o contingente de desempregados cresceu em 3,2 milhões, aumento impressionante de 37,4% em um ano.

Há sinais de que esta grave crise econômica e política pode ter vida longa. Com isso, pode haver ainda mais redução da demanda para a produção e aumento da capacidade ociosa das empresas. Levando em consideração que, quando há demanda, principalmente em cenário como este, as empresas tendem a usar o mecanismo de horas extras, a retomada do emprego torna-se uma possibilidade para um futuro longínquo.

Dos ocupados, 34,4 milhões são trabalhadores com Carteira de Trabalho assinada; 11,2 milhões, empregados no setor público (servidores públicos e militares); 10,2 milhões, assalariados sem Carteira de Trabalho assinada; 6,2 milhões, trabalhadores domésticos (95% mulheres e a maioria, negras); outros 22,6 milhões, trabalhadores autônomos ou por conta própria. Estimam-se em 3,8 milhões o número de empregadores e em 2,1 milhões os trabalhadores familiares.

O que se observa no último ano é a queda do contingente de assalariados sem Carteira (-3,9%) e do número de empregadores (-4,6%) e dos empregados no setor público (-2,1%). Cresce, do outro lado, em 2,4% o trabalho por conta própria e em 2,1% o emprego doméstico, trabalhos precários e informais.

Cerca de 11,6 milhões estão empregados no setor industrial, onde foi observada alta queda (-10,6%) no estoque de empregos em 2015 (-1,4 milhão de ocupações). Outro agrupamento de atividades que envolve serviços de informação, comunicação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com 9,7 milhões de pessoas ocupadas, teve redução de -9,8% no emprego (-1,1 milhão de empregos fechados).

O rendimento médio dos ocupados está em R$ 1.985,00 por mês e caiu -3,0% no último ano. Enquanto o rendimento médio mensal dos assalariados com Carteira assinada é de R$ 1.900,00, os sem Carteira recebem 1.205,00 e os trabalhadores domésticos, R$ 805,00 por mês. Os empregados no setor público recebem mensalmente, em média, R$ 3.159,00, e os empregadores, R$ 4.939,00. O trabalhador por conta própria ganha R$ 1.506,00.

Quando o movimento circular destrutivo da atividade econômica ganha dinâmica, o desemprego gera queda da renda do trabalho, que provoca queda do consumo, que causa queda da demanda para as empresas, que diminui o nível de atividade, que leva a demissões e arrocho salarial. O movimento circular perverso se fortalece, ampliando a recessão. Desemprego e salários em queda provocam diminuição da massa de salários que, no último ano, caiu cerca de 4,0% (redução de R$ 183 bilhões para R$ 175 bilhões por mês).

O mercado interno e a força de trabalho coletiva são grandes ativos da economia brasileira, sempre desvalorizada e criticada pelos neoliberais. Exatamente o contrário do que eles pensam e propõem, para que a demanda desse mercado interno seja pujante, é preciso empregar os trabalhadores, que receberão salários que animarão o consumo que, por sua vez, gerará demanda. Na crise, o animador fundamental e estratégico para reverter esse círculo destrutivo é o gasto do setor público, em investimentos em infraestrutura econômica e social ou com serviços públicos, pois todos se tornam demanda na veia das empresas, que geram empregos, que aumentam ainda mais a demanda e fazem a economia voltar a crescer.

 

 

* Clemente Ganz Lúcio é sociólogo e diretor do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Artigo publicado, originalmente, no site da Agência Sindical

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em momento de ajuste fiscal, a luta contra a regulamentação da terceirização em bases precarizantes precisa ser intensificada, com contato de operadores do direito trabalhista e de lideranças sindicais com as autoridades dos três poderes.

O movimento sindical, em geral, e as centrais sindicais, em particular, tem feito um bom trabalho com os poderes Judiciário e Legislativo no combate a essa ameaça aos trabalhadores, mas precisa intensificar a pressão também sobre o Poder Executivo, que contrata terceirizados e será decisivo na regulamentação da matéria.

Em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF) a atuação das centrais, apoiado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), tem sido eficaz no sentido de inverter a tendência quanto ao Agravo de Recurso da Celulose Nipo Brasileira S/A (Cenibra), que pretende a extensão da terceirização às atividades fins das empresas.

A manifestação do MPT contra a tentativa de instituir repercussão geral da ação e contra a possibilidade de extensão da terceirização às atividades fins das empresas, combinado com o trabalho das centrais, que têm visitado os ministros e ingressado com ações de amicus curiae no processo sob exame da Corte Constitucional, tem surtido efeitos positivos no trabalho de persuasão dos magistrados.

O trabalho das entidades sindicais no Congresso Nacional, que será retomado em fevereiro, a julgar pelas ações unitárias havidas em 2014, tende a ser intenso e poderá ser fundamental para barrar a investida patronal sobre os direitos dos trabalhadores em geral e sobre a regulamentação em bases precarizantes da terceirização, em particular.

É preciso reiterar que o setor empresarial — que contará no Congresso com uma bancada forte, unida e com pauta clara — tende a priorizar a votação do projeto de terceirização. E o governo não dispõe de margem orçamentária para promover desonerações ou conceder incentivos fiscais, monetários ou creditícios, como fez em 2013 e 2014.

Pelo contrário, a tendência é de aumento de impostos e isso fará com que o setor patronal, para manter as margens de lucro, invista contra os direitos trabalhistas.

É nesse contexto que entra o Poder Executivo, cujo papel nesse tema será determinante, tanto pelo exemplo, quanto na forma de se colocar no debate sobre a regulamentação da terceirização.

No primeiro caso, as perspectivas não são muito boas. As declarações do novo ministro da Fazenda defendendo o projeto de terceirização e a iniciativa do Ministério do Planejamento, que elaborou decreto, já sob exame da Casa Civil, ampliando o escopo da terceirização no serviço público, inclusive em setores estratégicos, é muito preocupante.

A MP 664/14, que terceiriza a perícia média, entre outras maldades, foi um claro sinal nessa direção.

No segundo aspecto, sobre a regulamentação da terceirização, espera-se uma postura do governo Dilma em sintonia com a que foi pregada na campanha eleitoral, quando se criticou Marina Silva por defender a terceirização em seu programa de governo.

O governo deve ser claro no sentido de qualquer proposta que venha tratar da matéria, além de não alcançar as atividades fins das empresas, deve garantir aos trabalhadores terceirizados os mesmos direitos dos empregados da empresa contratante, sem flexibilização, redução ou precarização de direitos. E isso significar não ao PL 4.330/04!

Por tudo isso, é fundamental e urgente que o movimento sindical, os advogados trabalhistas e as lideranças dos partidos políticos identificados com os trabalhadores façam chegar à presidente da República que não aceitarão, em hipótese alguma, que a promessa na campanha de não reduzir ou suprimir direitos seja descumprida, sob pena de graves manifestações e greve geral. Do contrário, prevalecerá a posição da equipe econômica.


Antônio Augusto de Queiroz (jornalista, analista político e diretor de Documentação do Diap)


Fonte: Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar - Diap








Para dar continuidade ao estreitamento da relação do governo federal com os trabalhadores, as centrais sindicais se reúnem na segunda-feira (19/1), às 17h, com os ministros do Trabalho, Manoel Dias; da Previdência Social, Carlos Gabas; do Planejamento, Nelson Barbosa e Miguel Rossetto, secretário-geral da Presidência da República. Na pauta, as medidas provisórias do governo que reduzem direitos trabalhistas na Previdência Social, seguro-desemprego, seguro defeso e a conjuntura econômica atual.


Foto: Henri Chevalier/ Imprensa CUT
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Encontro das centrais na terça-feira, na sede da CUT


As Centrais condenaram nesta semana não só as medidas como o método utilizado pelo Governo Federal para anunciar as medidas, que antes havia se comprometido a dialogar previamente eventuais medidas que afetassem a classe trabalhadora. Para os dirigentes, o anúncio feito de forma unilateral e as medidas reduzem benefícios históricos conquistados, vai na contramão do compromisso com a manutenção dos direitos trabalhistas afirmados pela presidente Dilma Rousseff em seu discurso de posse, no dia primeiro de janeiro.

Outra pauta possível do encontro deverá ser um suposto anúncio feito pela presidente Dilma de que estaria sendo planejada a abertura de capital da Caixa Econômica Federal, banco que é 100% público, como bem lembra Adilson Araújo, presidente da CTB.

A notícia foi divulgada em 23 de dezembro de 2014. No mesmo dia, Contraf, CUT, a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal, a Fenae, juntamente com CTB, Intersindical e a CSP-Conlutas, protocolaram ofícios solicitando audiências com o governo federal. Na ocasião também foi solicitada audiências com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e com o atual presidente da Caixa, Jorge Hereda.

A retomada da produção nacional também será pautada pelas centrais na reunião. Com relação à conjuntura atual das empresas em todo o país, as centrais lembraram que a alta rotatividade das vagas, que atualmente atinge os jovens em sua maioria e setores menos especializados, é bem menor que os 18 meses imposto agora pelo governo. 

As centrais sindicais rechaçaram as medidas anunciadas pelo governo no final de 2014 e convocam todos os trabalhadores do país para irem às ruas no dia 28 de janeiro, quando ocorrerá o Dia Nacional de Luta em Defesa dos Empregos e dos Direitos. A decisão foi tomada durante a primeira reunião das centrais deste ano, na terça (13/1). Em coletiva de imprensa concedida logo depois, os dirigentes sindicais exigiram a revogação imediata das medidas provisórias 664 e 665, que retira direitos dos trabalhadores como a ampliação de 6 para 18 meses o tempo de permanência no emprego para receber o seguro-desemprego.

Estiveram reunidos os presidentes da CUT, Carmen Foro (em exercício); da Força Sindical, Miguel Torres; da CTB, Adilson Araújo; da UGT, Ricardo Patah; da CSB, Antonio neto; e o diretor de Organização Sindical da Nova Central, Geralto Ramthun.


Ouça a matéria completa com as declarações dos dirigentes, no Podcast Jornal do Engenheiro:

 
Saiba mais sobre o encontro dos dirigentes na terça (13/1):

 

 

Acesse o conteúdo completo do PodCast Jornal do Engenheiro aqui.



Deborah Moreira
Com informações da Imprensa CUT






Depois de se manter em alta nos meses de janeiro e fevereiro, o nível de emprego no setor da construção civil diminuiu 0,10%, em março sobre fevereiro, segundo a pesquisa do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP ) e da Fundação Getulio Vargas (FGV). Das cinco regiões do país, apenas o Sul indicou elevação, empregando 0,39% mais pessoas do que em fevereiro, com a abertura de 1.958 vagas.

A redução do índice foi considerada atípica para o período. “Na construção civil, a queda do emprego em um mês como março não é usual. Entretanto, é cedo para dizer que isso será uma tendência para os próximos meses”, disse, por meio de nota, o presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe.

Na comparação com março do ano passado, porém, houve crescimento de 1,27%, e no acumulado do trimestre, alta de 1,65%, com a criação de 57,1 mil postos de trabalho. O número de pessoas empregadas somou 3,5 milhões.

Watanabe observou que, enquanto alguns estados eliminaram vagas, outros ampliaram as contratações, como foi o caso de São Paulo, ao que ele atribuiu à finalização das obras por conta da Copa do Mundo e também aos empreendimentos residenciais. São Paulo teve expansão de 0,14% sobre fevereiro, com 1.192 empregos, e, no trimestre, alta de 1,76%, com um saldo de 15,1 mil trabalhadores entre demissões e contratações. Das dez regiões paulistas pesquisadas, cinco apresentaram queda no período (Campinas, Ribeirão Preto, Santos, São José dos Campos e Bauru).

Já nas regiões do país, o Norte reduziu as oferta em 0,15%, eliminando 321 postos de trabalho; o Nordeste teve queda de 0,48%, com o corte de 3.639 empregos; o Sudeste diminuiu 0,06%, com 1.055 vagas suprimidas; e, no Centro-Oeste, houve recuo de 0,18%, equivalente a 542 contratações a menos do que em fevereiro.

O SindusCon-SP também divulgou nesta segunda (5/5) a pesquisa conjunta com a FGV de torno do Custo Unitário Básico (CUB) da construção civil, que teve elevação de 0,15% em abril sobre março e um avanço acumulado no quadrimestre de 0,51%, com o valor do metro quadrado em R$ 1.105,20. Em 12 meses, o valor aumentou 7,42%. Na comparação com março, a mão de obra ficou 0,03% mais cara e os materiais de construção, 0,35%.



Fonte: Agência Brasil






 

A indústria naval brasileira deverá gerar 30 mil novos empregos nos próximos dois anos. A projeção é do Sindicato Nacional da Indústria de Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval).

Atualmente, o setor emprega por volta de 78 mil pessoas nos estaleiros em operação. Mas nos próximos dois anos, quatro estaleiros entrarão em operação: Jurong Aracruz (ES); Enseada (BA); EBR (RS); e CMO (PE), o que aumentará a oferta de mão de obra.

Em entrevista à Agência Brasil, o presidente do Sinaval, Ariovaldo Rocha, disse que o setor prevê para os próximos dez anos “uma demanda firme e continuada por navios e plataformas de petróleo” no país. Segundo ele, o Sinaval aguarda a divulgação do Plano de Negócios da Petrobras 2014-2018 que, em sua opinião, deverá “trazer uma nova perspectiva de encomendas de plataformas em função do leilão do Campo de Libra, feito no ano passado, pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

“As reservas existentes no Campo de Libra devem provocar uma revisão para cima das previsões de demanda de plataformas, de navios de apoio marítimo e de navios petroleiros”, disse Ariovaldo Rocha.

No entendimento do presidente do Sinaval, a fase atual de expansão da construção naval brasileira decorre da decisão política do governo brasileiro de que as reservas offshore de petróleo descobertas no país deveriam reverter em benefício à sociedade, com a geração de emprego e o desenvolvimento de um novo setor produtivo.

Aliado a isso, houve, segundo o Sinaval, o reconhecimento da Petrobras que a exploração de petróleo em águas cada vez mais profundas criava a demanda por navios de apoio e de plataformas com nova tecnologia.

“Como os estaleiros internacionais estavam com dificuldades para atender novas demandas e a frota de petroleiros da companhia para o transporte de petróleo e derivados era composta por navios com idade acima de 20 anos de uso, houve o entendimento que era necessário renová-la”, ressaltou o presidente do Sinaval.

Apesar dos avanços, Rocha avalia que a construção naval brasileira ainda é “modesta” no cenário mundial. “Estamos construindo cerca de 370 navios, incluindo 14 plataformas de petróleo e 28 navios-sonda. Estão em construção, no Brasil, cerca de 6 milhões de toneladas de porte bruto. No mundo, estão em construção mais de 140 milhões de toneladas de porte bruto, em 4.800 empreendimentos”.

Para ele, o projeto do governo é muito claro: utilizar a capacidade de compra, decorrente dos investimentos na expansão da produção de petróleo e gás, para criar um novo segmento industrial capaz de gerar empregos, formar pessoal e distribuir renda na rede de fornecedores.

“Para isso, [o governo] implantou a regra do conteúdo local, que prevê a substituição competitiva das importações de sistemas e equipamentos, fortalecendo empresas locais e atraindo empresas internacionais para investir no Brasil e construir aqui suas unidades industriais”, disse o presidente do Sinaval.



Imprensa - SEESP







PetroleirodentroTem sido cada vez mais comum ouvir reclamações de escritórios brasileiros de engenharia que costumavam prestar serviços para a Petrobras e, agora, estão vendo as encomendas rarearem e, consequentemente, dispensando pessoal. Uma das razões, segundo representantes de empresas ouvidos por este blog, seria a crescente utilização de prestadores de serviços em engenharia no exterior.

De acordo com a Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet), diretores da multinacional brasileira afirmaram que a empresa não possui a mesma experiência que demonstra com a produção de petróleo na construção de unidades de refino, por exemplo. Daí a necessidade de parcerias internacionais. A justificativa foi rechaçada pela associação e por engenheiros ouvidos por este blog que participaram da construção de outras refinarias da empresa.

“Uma das funções sociais da Petrobras é gerar tecnologia aqui, para que aqui se desenvolva capacitação técnica e empregos de qualidade”, explica Fernando Siqueira, vice-presidente da Aepet. “Quando o projeto é feito no Brasil, ele sai em melhores condições para a nossa realidade.” Fernando cita, como exemplo, tanques de armazenamento de petróleo com tetos cônicos para não acumular neve que foram projetados por norte-americanos para uso no Brasil.

Segundo ele, Graça Foster aprofundou a política de encomendar projetos para o exterior (notadamente China, Coreia e Índia) que já existia quando Sérgio Gabrielli era presidente da empresa.

Nos três países citados acima, o custo de mão de obra no setor de serviços é mais baixo que no Brasil – mas a proteção ao trabalhador é menor. E isso reflete no valor final de um projeto.

Este blog fez duas perguntas específicas à Petrobras para buscar entender essa política: 1) Confirmar a informação de que parte do projeto da terceira fábrica de fertilizantes nitrogenados da Petrobras (UFN III) está sendo desenvolvido por um escritório de engenharia fora do país; 2) Em caso afirmativo: não havia escritório de engenharia dentro do país com capacidade para executar o projeto com mão de obra brasileira?

A empresa informou que não iria se manifestar sobre o assunto.

É claro que cada caso é um caso e a escolha por usar parceiras internacionais depende do nível de tecnologia do qual dispõe o país em diferentes áreas. Mas, ao que tudo indica, um componente de força política dos envolvidos  também faz diferença. Dilma Rousseff assinou o decreto número 7.888, em 15 de janeiro deste ano, estabelecendo a necessidade de contratação de 100% de serviços nacionais na ações de mobilidade urbana que fazem parte do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). Isso atende a demandas de empreiteiras brasileiras, grandes doadoras de campanha, mas também contribui com a geração de empregos por aqui.

É estratégico para o Brasil o desenvolvimento de tecnologia própria e de empregos com alto nível de especialização. Como empresa de capital misto, a Petrobras deve responder aos seus acionistas e fazer valer o investimento realizado. Mas, ao mesmo tempo, o critério de resultado econômico global não deve ser o único analisado no momento em que se decide quem fará o projeto.

 

Imprensa – SEESP
Do Blog do Sakamoto - com reportagem de Stefano Wrobeski




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