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Deborah Moreira
Comunicação SEESP

O tema “Soberania, democracia e cidadania rumo ao Brasil 2022”, escolhido para o 4º Encontro Nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU) foi bastante saudado pelos profissionais que integraram a mesa de abertura do evento, que ocorre ao longo desta sexta-feira (1º), na capital paulista.

“No momento em que o País passa por uma grande crise, principalmente em relação à classe trabalhadora, com o desmonte de todos os direitos e conquistas ao longo da história do País [a reforma trabalhista], acertadamente, temos um tema bastante candente. Em meio a essa crise política, institucional, ética, a CNTU tem a exata noção da importância em apontar rumos para que possamos de fato sair dessa crise”, disse por José Carrij Brom, presidente da Federação Interestadual dos Odontologistas (FIO), e representante da presidente em exercício, a farmacêutica Gilda Almeida de Souza; ausente para tratar da saúde.

Também compuseram a mesa: João Carlos Gonçalves Bibbo, presidente exercício do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp), Allen Habert, diretor de Articulação Nacional da CNTU e organizador do evento, além dos vereadores Gilberto Natalini (PV) e Eliseu Gabriel (PSB.) 

O presidente em exercício do Seesp, onde ocorre o evento, destacou a articulação formada pelos profissionais reunidos pela CNTU, vindos das categorias pensantes do País. “Tenho a certeza que vamos fazer a diferença. Hoje para mim é um momento de mudança, a mudança que se inicia hoje aqui neste 4º encontro da CNTU. Estamos sempre com as portas do nosso sindicato abertas para todos”, afirmou Bibbo.

Já o vereador Natalini indagou qual o significado de sua presença no evento e respondeu: “Estou aqui porque aqui é o meu lugar. Sou conselheiro da CNTU. Outro motivo é porque esse auditório foi um dos que abriram as portas para o movimento de resistência democrática do País, numa época dura, que ninguém abria. Agora que está se formando uma nova frente conservadora no Brasil, aqui é um baluarte”.

O articulador nacional da CNTU também brindou o tema lembrando o contexto político do País, citando o fato de o Congresso não ter votado a reforma da Previdência por falta de quórum. No entanto, frisou que é essencial que se forme uma força neste final de ano para impedir que a articulação do governo ganhe força. “Precisamos fazer uma marcação cerrada para que isso de fato seja transformado numa grande vitória da democracia porque não podemos esquecer que o Temer disse, ao ser empossado, que sua principal reforma seria a da Previdência”, disse.

Habert também comentou que por conta da insegurança jurídica e da resistência do movimento dos trabalhadores, a reforma trabalhista que entrou em vigor em novembro “não deverá pegar”. “Esse movimento de resistência e as eleições no ano que vem nos darão as condições de, em 2019, a gente ter uma mudança dessa reforma trabalhista que quebra um pacto do capital e trabalho”, comentou.

O tema do encontro , em suas palavras, “é justamente pelo fato de o Brasil ter perdido sua soberania, a nossa democracia e a cidadania não conseguiu barrar essa situação. Mas, acreditamos que temos as condições de fazer uma ampla frente política e social para atravessar esse deserto e retomar a nossa democracia e desenvolvimento”, concluiu.

Eliseu Gabriel preferiu contar uma experiência recente dele na China, que visitou recentemente, onde pode constatar que há “projeto para tudo” e todos são seguidos por terem sido articulados. “Aqui falta um plano negociado e articulado para que seja aplicado”, mencionou. Como exemplo, citou o metrô paulista que começou há cerca de 50 anos, enquanto os chineses começaram em 1993, em Changai, e já possuem 650 quilômetros de trilhos, enquanto em São Paulo são 80 quilômetros, ainda.  “Em 1973, os chineses estiveram no Metrô de São Paulo para buscar capacitação. Isso mostra a capacidade técnica que o País tem, mas que falta um plano nacional de desenvolvimento econômico e social, com as varias forças políticas”, completou.

Conselho das mil cabeças
Ao lançar o projeto Brasil 2022, a CNTU trabalha com a ideia de unir os brasileiros entorno de um projeto nacional, democrático e soberano. O diretor de Articulação Nacional da Confederação destacou que “cada vez mais se mostra necessário o projeto, que tem como interesse estabelecer prioridades para a gente nos próximos quatro anos deixar o Brasil bonito, alegre, dar um novo salto no nosso desenvolvimento e enraizar a questão de uma sociedade do conhecimento”.

Ao anunciar o início da mesa, o mestre de cerimônia, o engenheiro Nestor Tupinambá, delegado sindical no Metrô de São Paulo, informou que está disponível o documento base do 4º Encontro Nacional no kit entregue aos presentes, bem como o caderno do Conselho Consultivo da CNTU, no site, com os novos integrantes que serão empossados, no final da tarde, durante a 12ª plenária. A previsão de encerramento do encontro é às 20h.

A CNTU tem como objetivo unir um número grande de profissionais no chamado conselho das mil cabeças que, em 2022, pretende reunir 22 mil profissionais. Atualmente, o número ultrapassa os 1300. 

 

 

O secretário nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades, Paulo Ferreira, afirmou, recentemente, no 6º Encontro Nacional das Águas, em São Paulo, que para uma condição humana razoável é essencial ter um componente fundamental que é o saneamento, um dos pilares da cidadania. O evento teve como tema "Cidades Saneadas, uma realidade ao alcance do Brasil?” e reuniu especialistas, profissionais de diferentes instituições e órgãos públicos e privados relacionados a atividades de saneamento e gestores privados de  concessionária de saneamento.

Para ele, o mais importante é que o assunto seja abordado a partir de vários aspectos: técnico, tecnológico e institucional. O secretário deu como exemplo o Plano Nacional de Saneamento, elaborado no Ministério das Cidades com a participação de todos os setores. “O plano fixa o alcance para a água, estabelece os recursos e como atingir as metas. Os recursos estão aí e com as imposições colocadas, o problema de esgoto nos preocupa, bem como as águas residuais, são importantes na saúde pública”, explicou.

Na atividade, Ferreira observou que o resíduo sólido urbano não tem merecido a atenção que precisa, mas possui grande importância para a saúde pública e que nem sempre tem tido. “Estamos trabalhando para vencer a burocracia. Os financiamentos estão sob responsabilidade da Caixa, BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) , e, às vezes, Banco do Brasil e até por bancos privados. Acredito que o problema de falta de recurso está caminhando em uma direção razoável”, afirmou.

 

 

Fonte: Ministério das Cidades

 

 

 

 

 

 

 

Esse foi o compromisso assumido por Celso Russomanno (PRB) durante sua participação em 26 de julho no ciclo de debates “A engenharia e a cidade”, promovido pelo SEESP, em sua sede, na Capital. No ensejo, ele afirmou: “Não vamos parar obra nenhuma. Vamos buscar a excelência na prestação do serviço público, o mínimo que podemos fazer ao cidadão que paga seus impostos.”

* Veja as fotos do debate aqui

Para tanto, a ideia é contar com uma equipe de voluntários, incluindo o que Russomanno chamou de “inspetores de quarteirão”. “Serão indicados pelas entidades de bairro e vão falar diretamente com os subprefeitos.” A proposta é, com isso, assegurar por exemplo que uma vala que tenha sido aberta por uma determinada companhia seja devidamente tampada. O corpo de voluntários que ajudará a administração a cuidar da cidade deve incluir ainda membros junto à Defesa Civil e formar um corpo de bombeiros municipal. Sua expectativa é que participe pessoal técnico qualificado, inclusive engenheiros. “Com isso, vamos construir cidadania.”

Ao chamar a sociedade civil a participar de sua gestão, Russomanno expôs alguns de seus planos para o município. Entre eles, reduzir a desigualdade e, consequentemente, a violência. “No Brasil, 90% da população que está nos presídios tem menos de 26 anos de idade. Significa falta de oportunidades. Para resolver, vamos assegurar educação pública de qualidade que permita ao jovem competir no mercado com quem sai da escola particular em igualdade de condições.” Sob essa ótica, continuou: “Vamos acabar com a promoção automática e retomar o ensino tradicional, com aulas de manhã e reforço à tarde. Vamos dar internet gratuita a partir dos bairros mais afastados para o centro.” De acordo com o candidato, oferecer o serviço de banda larga custa R$ 1,00 por habitante, mas sua pretensão não é o poder público arcar com o investimento, mas assegurá-lo mediante, por exemplo, parceria com a iniciativa privada. Nesse processo, Russomanno ponderou que a segurança pública também será melhorada, com a recuperação da antiga Guarda Civil Metropolitana, a qual trabalhará, segundo sua proposta, conveniada às polícias civil e militar. “Até o final do governo, vamos ter 20 mil guardas. Vamos atuar na prevenção e no policiamento ostensivo. Vamos monitorar com câmeras as ruas da cidade, que hoje existem, mas só servem para multar as pessoas.” Pegando o gancho, o candidato prometeu recuperar a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), “competente, mas abandonada". Mobilidade também consta de suas preocupações, ao que pediu ajuda dos engenheiros “para construir uma cidade mais digna”, via investimento em todos os modais. E foi enfático: “Exemplo de dificuldade de acessibilidade é ter que subir em ônibus montado sobre chassi de caminhão. Isso vai acabar.”

Na saúde, o caminho, para ele, é garantir que os cidadãos cuidem-se antes de ficar doentes. “Um paciente que foi parar na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) porque teve um AVC (acidente vascular cerebral) por desconhecer que era hipertenso custa R$ 120 mil. Com esse recurso, daria para pagar duas equipes multidisciplinares para cuidarem da prevenção de 2 mil pessoas.” Russomanno concluiu: “Quero construir uma cidade para todos, inclusive para a próxima geração, planejando o futuro de São Paulo.”

 

Soraya Misleh
Imprensa - SEESP



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