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As centrais sindicais articulam um forte protesto unitário, e nacional, para sexta-feira (25/11). Para organizar o ato, CUT, Força Sindical, UGT, Nova Central, CTB, Intersindical, CGTB e CSP-Conlutas se reuniram na manhã de ontem (16), no Dieese, em São Paulo. O objetivo principal do “Dia Unificado de Protestos e Paralisações” é enfrentar os ataques a direitos trabalhistas, denunciar as reformas neoliberais do governo Michel Temer e mobilizar os trabalhadores pelo crescimento da economia e mais empregos.


Foto: Agência Sindical
reuniao centrais 16 de novembroCentrais sindicais se reuniram no Dieese, na manhã de quarta (16)


As Centrais vão produzir um boletim de mobilização e também devem publicar manifesto na grande mídia, a fim de convocar para o ato e também explicar as razões do protesto. Adilson Araújo, único presidente nacional de central presente ao encontro, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), propõe que o ato do dia 25 tenha forte participação das categorias. “Entendo que devemos parar pelo menos uma hora setores importantes e de impacto na economia, além dos transportes públicos”.

Para Sérgio Nobre, secretário-geral da Central Única de Trabalhadores (CUT), as centrais devem valorizar a bandeira do emprego, relacionada como um dos eixos principais da manifestação do dia 25. Os quatro pontos principais são: 1) Combate à reforma da Previdência e em defesa da aposentadoria; 2) Defesa da saúde e educação e combate à PEC 55 - que vem sendo chamada pelos movimentos sociais de “PEC da Maldade”; 3) Defesa dos direitos e conquistas trabalhistas, reforçando a pauta trabalhista unificada; e 4) Retomada do desenvolvimento com geração de empregos.

Dirigente nacional da Força Sindical e presidente da Federação dos Químicos do Estado de SP (Fequimfar), Sérgio Luiz Leite (Serginho) criticou a desnacionalização da economia brasileira, acelerada por recentes medidas do governo. “Isso gera um forte impacto negativo nos setores químico, petroquímicos e em outros segmentos produtivos”, afirma.


Com informações da Agência Sindical




Entidades sindicais e movimentos populares farão atos e protestos em todo País nesta sexta-feira (11/11) contra ataques a direitos trabalhistas e sociais. O lema é “Nenhum direito a menos!”.

Wagner Gomes, secretário-geral da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), adianta o formato: “Entidades de base farão atos pela manhã, junto às suas categorias – podem ser concentrações ou paralisações. Às 14 horas, a Apeoesp (professores do Estado) faz assembleia na Praça da Republica e movimentos sociais se encontram no vão livre do Masp, na avenida Paulista, às 15 horas. O evento principal acontece às 16 horas na Praça da Sé, reunindo as entidades sindicais e movimentos."

A coordenação do protesto, que deve acumular forças para manifestação mais ampla, dia 25 de novembro, está a cargo da CUT, CTB, CSP-Conlutas e Intersindical. A manifestação de hoje deve ter participação de categorias ligadas aos transportes, embora a maioria das entidades do setor esteja articulando presença mais forte no dia 25 – ato também nacional.

Para Wagner Gomes, o descontentamento ante os ataques a direitos trabalhistas vem crescendo com a ofensiva do governo, iniciada pela PEC 241, agora PEC 55 no Senado. “O governo Temer quer desmontar o Estado. Mas, sem um Estado efetivo e investimentos públicos, não haverá como fazer o País crescer, gerar empregos e promover inclusão social”.

Guarulhos
O presidente do Sindicato dos Condutores, Orlando Maurício Jr. (Brinquinho), afirma que a categoria vai paralisar as atividades já nas garagens. “O setor de transportes é estratégico, porque alcançamos mais rápido o objetivo de atingir o bolso do patrão, que perde dinheiro quando os meios de transportes param”, observa.

Paulo Eustasia, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), informou que o segmento vai cruzar os braços de zero hora até o meio-dia e circular ao menos com 30% da frota em nível nacional apenas para cumprie a lei de greve.



Comunicação SEESP
Reprodução de notícia da Agência Sindical







 

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) lançou a Nota Técnica 163, neste mês de outubro, com análise das propostas apresentadas pelas centrais Força Sindical, CSB, Nova Central e UGT para a Reforma da Previdência. O texto confronta os argumentos com os quais o governo federal busca justificar seu projeto.

A Nota Técnica aponta que as centrais sindicais não têm se negado a discutir os problemas da Previdência Social, mas divergem em relação ao diagnóstico do problema feito pelo governo – cuja visão é meramente fiscalista.

“As sugestões mostram que é possível pensar em sustentabilidade em longo prazo na Previdência, sem passar de imediato pela redução da proteção social”, destaca o estudo, elaborado pelos técnicos Clóvis Scherer, Frederico Melo e Maria de Fátima Lage Guerra.

As propostas das entidades sindicais foram apresentadas ao governo em junho, com carta na qual as entidades consideram “inoportuna qualquer proposta de reforma paramétrica que signifique supressão ou restrição de direitos adquiridos pelos trabalhadores”. Entre as sugestões, o fim das desonerações e isenções, venda de imóveis, fim da aplicação da DRU, melhorias na fiscalização e cobrança, além do reforço de caixa com a regulamentação dos bingos.

A Agência Sindical falou a técnica Lage Guerra, do escritório do Dieese em Minas Gerais. "É preciso uma mudança de pensamento com relação à Previdência. Enquanto o governo pensa pelo lado das despesas, as Centrais olham pelo lado das receitas", defende a economista.

"Há várias questões que deveriam estar sendo discutidas e encaminhadas juntas. Por exemplo: a estrutura salarial no Brasil. Os salários são muito baixos. A qualidade dos postos de trabalho ocupados em longo prazo é muito ruim. Deveríamos discutir como aumentar a participação do salário na renda, visando a longo prazo um cenário em que se tem menos contribuintes para a Previdência. Então, menos contribuintes, e ainda precarizados, é o pior dos mundos", explica Maria de Fátima.

O estudo aponta ainda que o balanço de receitas e despesas da Seguridade Social tem sido superavitário nos últimos anos, inclusive em 2015. O excedente entre receitas e despesas oscilou entre R$ 75 e 83 bilhões, entre 2011 e 2013, com queda para R$ 54 bilhões em 2014. Mesmo em 2015 houve superávit de R$ 11 bilhões.


* Leia a Nota Técnica aqui

 

Comunicação SEESP
Informação da Agência Sindical







Após pressões e mobilização do sindicalismo pela geração de empregos, o governo federal decidiu criar fóruns de discussões para ouvir sugestões e propostas que resultem na retomada do crescimento. Um exemplo é o Fórum Nacional do Desenvolvimento Produtivo, que busca reativar a experiência bem sucedida das Câmaras Setoriais. O novo órgão foi instalado na terça-feira (27/9), em Brasília, com representantes da CUT, UGT e Força Sindical.


Foto: Agência Sindicalcentrais gov e empresas 27 de set 2016Lançamento do Fórum ocorreu durante reunião no Planalto


Instalado com a finalidade de avaliar os problemas dos setores produtivos, o Fórum é formado por representantes de empresários e trabalhadores e coordenado pela Casa Civil e Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

As reuniões serão periódicas e a próxima já está agendada para a próxima terça-feira (4). O objetivo é incorporar ao grupo as seis Centrais, além das Confederações patronais da indústria, comércio, agricultura, transporte, cooperativas e financeira.

Infraestrutura
Neste primeiro encontro, ficou definido como prioridade iniciar a discussão de medidas que destravem o setor de infraestrutura, mais especificamente a construção pesada e naval.

Segundo João Carlos Gonçalves (Juruna), secretário-geral da Força Sindical, a escolha deve-se essencialmente ao grande potencial gerador de emprego. “O setor de infraestrutura é prioritário. Além disso, ele melhora o custo Brasil, a competitividade de nossos produtos e a geração de emprego, que é fundamental para a recuperação da economia”, disse à Agência Sindical.

Juruna também ressaltou a importância de regulamentar os acordos de leniência, que permitam a retomada de obras que estão paradas. “O acordo de leniência precisa ser aprovado o quanto antes. Muitas empresas investigadas, como a Odebrecht, por exemplo, empregam muitas pessoas e são produtoras de tecnologia própria. Não é justo que, por causa de um ou dois diretores, todos os trabalhadores sejam prejudicados”, comentou.

Tributações
De acordo com o secretário de assuntos jurídicos da CUT, Valeir Ertle, a reforma tributária precisa ser discutida, porque os impostos no País oneram, acima de tudo, os trabalhadores. “É um percentual muito alto que é cobrado na fonte e isso precisa ser revisto. Primeiro porque é injusto; e, segundo, porque medidas que resultem em mais dinheiro para os trabalhadores acabam refletindo em setores como o do comércio”, concluiu.

Para Miguel Salaberry Filho, secretário de Relações Institucionais da UGT, apesar de ter sido ainda preparatório, o encontro foi produtivo. "Definimos uma pauta e critérios de funcionamento do Fórum. Agora, é colocar as coisas em andamento", ressaltou.

O diretor-técnico do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), Clemente Ganz Lúcio, chamou a atenção para a necessidade de se atacar questões estratégicas como câmbio e juros altos. “Vamos tentar pautar esses temas, que são essenciais à retomada da produção e do crescimento”, observou.


Fonte: Boletim Repórter Sindical



Em São Paulo (SP), cerca de 30 mil pessoas participaram do ato do Dia Nacional de Paralisação e Mobilização, Rumo à Greve Geral, Nenhum Direito a Menos", chamado por centrais sindicais e organizações das frentes Brasil Popular e Povo sem Medo. A estimativa é dos organizadores, que também avaliam que o objetivo da manifestação foi cumprido, o de fazer um "esquenta" para uma greve geral, que deverá ser chamada como forma enfrentamento à tentativa de retirar direitos trabalhistas e sociais, proposta pelo governo Michel Temer.


Foto: Paulo Pinto/Fotos Públicas

Manifestacao Centrais 22 set paulo pinto fotos pubAto em São Paulo teve concentração na Paulista e se encerrou na Praça da República


Pela manhã, ocorreu um protesto em frente à Fiesp. Durante à tarde, houve concentração desde às 16h, em frente ao vão livre do Masp, na Avenida Paulista e, às 17h30, os manifestantes saíram rumo à Praça da República, no centro.

Douglas Izzy, dirigente da Central Única de Trabalhadores (CUT), explica quais são as consequências de uma das propostas, que é deixar o negociado prevalecer sobre a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). "Portanto, 13º, férias, licença maternidade, licença paternidade e outros direitos que estão garantidos na lei iriam para a Convenção Coletiva. Ou seja, os direitos estariam sujeitos a uma negociação direta entre patrão e empregado. Significa rebaixar o direitos dos trabalhadores, e nós somos contra".

Izzy afirmou que, embora o ato desta quinta tenha sido um aquecimento para a greve geral, as centrais ainda não definiram uma data para a movimentação nacional.

João Paulo Rodrigues, da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), avalia que "acima de tudo, a retirada de direitos, que vai implicar não só nos trabalhadores da cidade como nos trabalhadores do campo". "Diante disso, o MST e a Via Campesina se soma a esta manifestação, e acreditamos na possibilidade da construção da greve geral", afirmou.


Com informações de Brasil de Fato





 

Em todo o País, no campo e na cidade, trabalhadores estão mobilizados, nesta quinta-feira (22/9), para denunciar projetos de lei que retiram direitos trabalhistas. Em ao menos 13 estados, diversas categorias cruzaram os braços e organizaram atos públicos convocados pelas centrais sindicais CUT, CTB, UGT, Força, NCST, CSP-Conlutas, Intersindical e entidades que formam as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo. O "Dia Nacional de Paralisação, rumo à greve geral – Nenhum direito a menos" reuniu durante a manhã, na capital paulista, manifestantes na avenida Paulista, em frenet à Fiesp. Durante à tarde, nova concentração a partir das 16h no vão livre do Masp.


Foto: Adonis Guerra/SMABCAto 22 de set em SBC foto Adonis GuerraManifestação em São Bernardo, no ABC


Na região do ABC, metalúrgicos de 22 empresas paralisaram as atividades durante a manhã, em São Bernardo, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. Ao todo, Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SMABC), as atividades reuniram cerca de 8 mil trabalhadores.

Em São Bernardo, participaram cerca de cinco mil metalúrgicos de 12 empresas, incluindo as montadoras Scania e Toyota. Eles saíram de seus locais de trabalho e foram em caminhada até a Av. Robert Kennedy, onde aconteceu o ato político. Em Diadema, oito fábricas foram paralisadas e o ato com cerca de 2,5 mil trabalhadores foi realizado na Rua Álvares Cabral. Duas fábricas foram paralisadas em Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, reunindo cerca de 500 pessoas.

Na sede do Bradesco, na Cidade de Deus, em Osasco, onde atuam 10 mil pessoas, ocorreu paralisação.

O pessoal da garagem do serviço funerário da cidade de São Paulo suspendeu as atividades. Os operários do canteiro de obras da Sirius e os trabalhadores centro de tecnologia de Campinas também se integraram à mobilização.

Houve paralisação do Sindicato dos Metalúrgicos em Taubaté, que se concentram na Praça Dom Epaminondas e seguiram em caminhada até a Rodoviária Velha. Em São Carlos, houve atraso na entrada do turno dos metalúrgicos na empresa Tecumseh.

Outros estados
Capitais e cidades de outros estados como Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Espírito Santo, Pará, Santa Catarina, Piauí, Rio Grande do Norte e Ceará também promovem atos.

Nas redes sociais também houve manifetações. No microblog Twitter, um tuitaço com a tag #EsquetaGreveGeral mobiliza a rede durante todo o dia. Uma greve geral está sendo convocada para daqui uma semana, no dia 29 de setembro (uma quinta-feira).


Com informações do SMABC, CUT, Mídia Ninja




As centrais sindicais CUT, CTB, UGT, Força, NCST, CSP-Conlutas, Intersindical e entidades que formam as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo realizam na quinta-feira (22/9) o "Dia Nacional de Paralisação, rumo à greve geral – Nenhum direito a menos". As paralisações, atrasos na entrada, assembleias nas portas dos locais de trabalho, passeatas e manifestações ocorrerão durante todo o dia, em diversas cidades do País.
 

Foto: Beatriz Arruda/Comunicação SEESPato pelo emprego 2016 foto bia 600 largAto realizado pelas centrais, pela manutenção do emprego, na Paulista, em 22 de julho.


São Paulo

Em São Paulo, o ato está marcado para às 10h. Os trabalhadores iniciarão uma concentração na frente da Fiesp, Avenida Paulista, 1313, onde às 11h, os sindicalistas entregarão a diretores da instituição empresarial a pauta em defesa dos direitos sociais e trabalhistas.

Às 15h, os manifestantes programaram uma concentração em frente ao Vão Livre do Masp, onde os professores da Rede Pública Estadual estarão reunidos em assembleia.

Às 16h, haverá um ato público com todas as categorias profissionais que vão participar do Dia de Paralisação.

Nenhum direito a menos
Além das dezenas de projetos que preveem a ampliação da terceirização em pauta no Congresso Nacional, ministros do governo Michel Temer têm dado declarações que colocam em risco os direitos da classe trabalhadora, entre elas, a reforma da Previdência, com idade mínima de 65 anos e redução de benefício; mudanças na Lei trabalhista para permitir acordos de redução de salários, alteração no 13º e fatiamento das férias. A PEC 241, que reduz os investimentos sociais, em especial as áreas de saúde e educação, também é outra pauta dos manifestantes.

É contra esses ataques aos direitos sociais e trabalhistas que todos os trabalhadores têm de participar do Dia Nacional de Paralisação e se preparar para a greve geral, explica o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas.

Para Adilson Araújo, da CTB, “o degaste será acelerado conforme os trabalhadores da ativa e aposentados forem sentindo na pele que são o alvo do ajuste neoliberal do governo”.

Na segunda-feira (19), a Nova Central SP e a Federação dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de São Paulo (FTTRESP) realizaram uma plenária, com cerca de 250 pessoas, de diferentes categorias, no CMTC Clube, Zona Norte de São Paulo. "Fizemos um debate amplo. Alertamos os trabalhadores sobre a urgência de estarmos mobilizados para preservar direitos. Mostramos o que pode acontecer, caso nossas conquistas sejam perdidas", diz Luiz Gonçalves (Luizinho), presidente da Nova Central - SP.

As centrais sindicais defendem um projeto de desenvolvimento com geração de emprego e distribuição de renda, trabalho decente, aposentadoria digna e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário.



Comunicação SEESP
Com informações da Agência Sindical e CUT







Nesta segunda-feira (19/9) será lançado, em São Paulo, livro comemorativo aos 130 anos do 1º de Maio. A publicação repete, de forma ampliada, iniciativa de 1986, quando o Centro de Memória Sindical publicou “1º de Maio - Cem anos de Luta/1886-1986”. O autor é José Luiz Del Roio.

 

Primeiro Maio 1980 Porto by Henrique Matos 600 larg



O livro dos "Cem Anos" (Editora Global/Oboré) teve ampla repercussão em 1986 e, muitos, pela primeira vez, conheceram o fato originário da data. Ou seja, "o massacre de Chicago”, praticado contra trabalhadores em greve, no dia 1º de maio de 1886. Faziam greve por jornada de oito horas.

A presente edição tem apoio das Centrais e suporte de diversos Sindicatos, o que assegura uma tiragem inicial de 25 mil exemplares. O lançamento é pelo Centro de Memória Sindical (CMS). Em 1986, assinava o prefácio Carmem Lúcia Evangelho, então diretora executiva do CMS.

Importância
A Agência Sindical ouviu o consultor João Guilherme Vargas Neto, que assina o prefácio atual. Ele destaca dois aspectos do lançamento: “Primeiro, a própria valorização da efeméride. Segundo, a unidade do movimento materializada na edição coletiva do livro”.

Para Vargas Neto, a dimensão do 1º de Maio deve ser entendida também como um marco civilizatório do próprio capitalismo. Ele chama atenção para o que era o Brasil há 130 anos: “Uma grande fazenda, repleta de escravos, onde a vida era marcada pela precariedade”.

Nova edição
Autor - O ítalo-brasileiro José Luiz Del Roio é escritor, historiador, ex-senador pela Itália e ex-deputado do Parlamento Europeu. Em recente entrevista ao Canal Comunitário da Cidade de São Paulo (TV Aberta SP), ele lembrou: “Não é Natal, nem Ano Novo. A data mais conhecida e comemorada no mundo é o 1º de Maio, Dia do Trabalhador”.

Os Estados Unidos, país onde polícia e patrões massacraram os manifestantes, há 130 anos, não comemoram o 1º de Maio.

Serviço
O lançamento acontece segunda (19), às 17 horas, no Sindicato dos Comerciários de São Paulo, à rua Formosa, 99, térreo, Vale do Anhangabaú. O livro será vendido a R$ 20,00. Confirme presença com Luciana ou Marta pelo telefone (11) 2121.5973.


Fonte: Agência Sindical



Pela primeira vez, as seis Centrais Sindicais reconhecidas oficialmente participaram juntas de reunião, em Brasília, com o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira. O encontro ocorreu depois do mal estar causado por declarações do ministro na semana passada, que endossaram propostas de aumento da jornada de trabalho e retrocessos em direitos consagrados na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O encontro ocorreu na quarta-feira (14/9).


Foto: Facebook da Força Sindical
centrais e ministro do trabalho nogueiraRepresentantes das centrais se reúnem com atual ministro do Trabalho


O encontro foi uma iniciativa do ministro, que tentou amenizar o clima em torno das reformas anunciadas pelo agora consolidado governo de Michel Temer no âmbito trabalhista e da Previdência Social. Compareceram dirigentes da Central Única dos Trabalhadores, Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Central dos Sindicatos Brasileiros e Nova Central Sindical de Trabalhadores.

Segundo Ricardo Patah, presidente da UGT, a reunião foi positiva por ter reunido as seis Centrais, que se colocaram contra as reformas trabalhistas e previdenciárias que possam prejudicar os trabalhadores. “O fato de estarmos juntos, diante do ministro, falando sobre nosso posicionamento em relação a qualquer ataque contra os trabalhadores, fortalece a luta”, defende Patah.

O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna), chamou a atenção para o fato de que o Ronaldo Nogueira desmentiu as notícias sobre aumento de jornada, por exemplo. “Como em outras ocasiões, o ministro se posicionou sensível à nossa causa, valoriza o trabalhador e se comprometeu a apoiar medidas que valorizem o emprego e o trabalho decente sem perdas de direitos”, afirma o forcista.

Por fim, ficou definida a criação de um fórum permanente de discussões trabalhistas, que fomente o diálogo e atue no sentido de que as decisões que envolvam os direitos dos trabalhadores não sejam tomadas de forma arbitrária.


Fonte: Agência Sindical




O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), receberá integrantes das seis maiores centrais sindicais do País (CUTUGTCTBForça SindicalCSB e NCST)  em sua residência oficial nesta terça-feira (30/08), no período da manhã.

Ligadas ao governo de Dilma Rousseff, CUT e CTB confirmaram presença na reunião. A audiência será realizada no mesmo dia em que deve ser definido o futuro do mandato da petista.

Essa é a primeira vez que as duas entidades, abertamente contrárias ao impeachment de Dilma, participarão de um encontro com um aliado do governo de Michel Temer. A reunião foi costurada pelo presidente da Força Sindical, deputado Paulinho da Força (SD-SP).

As informações são do repórter do UOL Luiz Felipe Barbiéri.

No começo deste mês, Rafael Marques da Silva, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, associado à CUT, reuniu-se com o ministro Ronaldo Nogueira (Trabalho) em Brasília. Marques da Silva, entretanto, não atuou como representante da central sindical.

Até agora, CUT e CTB se negaram a participar das discussões sobre reformas na Previdência. As entidades dizem não reconhecer a legitimidade do governo interino. Se aprovado o afastamento definitivo de Dilma, os sindicalistas já sinalizaram que podem aderir às negociações, comandadas pelo ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) junto às demais centrais e confederações de empregadores.

Na reunião de 3ª feira, os sindicalistas tratarão de projetos sensíveis aos direitos dos trabalhadores, como as reformas da Previdência e trabalhista. Estão interessados em particular no projeto que pretende regulamentar a terceirização. Essas pautas são consideradas retrógradas pelas entidades.

O Planalto pretende enviar ao Congresso o projeto sobre alterações no sistema previdenciário talvez já em setembro – essa data ainda é incerta. Os sindicalistas atuam para adiar a votação da proposta para 2017. Fonte: Blog do Fernando Rodrigues.

 

 

Fonte: Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap)

 

 

 

 

 

 

 

Refinado observador das lutas sociais e consultor presente nas mobilizações sindicais nos últimos 40 anos, João Guilherme Vargas Netto (foto) faz um balanço otimista do ato unitário de oito Centrais Sindicais, ocorrido na terça-feira (16), em São Paulo e em outras regiões do País.

Em entrevista à Agência Sindical, ele destaca o que considera mais positivo: “Primeiro de tudo a unidade e o esforço concreto do movimento nesse sentido. O ato contou também com representações qualificadas, com grandes categorias profissionais, várias em campanha salarial ou na defesa do emprego – caso principalmente dos trabalhadores nas montadoras”.

A uniformidade dos discursos
Em defesa do emprego e contra o corte de direitos – a seu ver, explicita não só a vontade unitária das direções, como expressa ações presentes nas categorias. “Os metalúrgicos de São Paulo, por exemplo, antes de ir à Avenida Paulista, fizeram 50 assembleias na base naquela manhã. O desejo de vencer a recessão e de impedir agressão a direitos fortalece as mobilizações”, avalia.

Vargas Netto ressalta a abrangência da manifestação do dia 16. “O próprio Jornal Nacional mencionou atos em 20 Capitais”, observa. Para o consultor, as tarefas do sindicalismo, agora, são “consolidar ainda mais a unidade, precisar os termos da resistência ante ataques, lutar contra os danos da recessão e fazer boas campanhas salariais”.

Greve
No ato do Dia Nacional de Mobilização e Luta pelo Emprego e Garantia de Direitos, na Paulista, vários oradores falaram em eventual greve geral. Para João Guilherme Vargas Netto, “greve geral é menos algo que se constrói e mais resposta a uma agressão forte e que venha a atingir muita gente”.



Fonte: Agência Sindical




As Centrais Sindicais comandaram, em São Paulo, um ato contra as ameaças aos direitos trabalhistas. O protesto – chamado "Dia Nacional de Mobilização e Luta pelo Emprego e Garantia de Direitos" – foi aprovado em 26 de julho, durante Assembleia Nacional dos trabalhadores, na capital paulista, e ocorreu durante toda a manhã de terça-feira (16/8). Ações ocorreram em diversos estados do país, com panfletagens, atos públicos e paralisação de categorias, sobretudo das que se encontram em campanha salarial.



Foto: Beatriz Arruda/Imprensa SEESP
ato pelo emprego 2016 foto bia 600 largCentrais unificam para defender direitos dos trabalhadores


 
O ato se concentrou em frente à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), ponta de lança dos ataques aos trabalhadores, e reuniu cerca de três mil manifestantes, mobilizados pela CUT, Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central, CSP-Conlutas, CGTB e Intersindical. Federações e Sindicatos de todo o Estado também participaram.

Entre as reivindicações das centrais estão: não à reforma da previdência, contra o aumento da idade mínima para aposentadoria, pela manutenção dos direitos trabalhistas, contra a terceirização e não à proposta que os acordos individuais se sobreponham a CLT. “Temer já fez anúncios que pretende mexer na previdência e na CLT. Não vamos permitir e não há negociação. Não sentamos com governo golpista”, disse o presidente da CUT-SP, Douglas Izzo, referindo-se ao governo interino de Michel Temer.

O secretário-geral da Intersindical, Edson Carneiro, o Índio, defendeu que a unidade das centrais sindicais é ainda mais importante neste momento. “Estamos aqui na Paulista para dizer que não aceitamos o negociado sobre o legislado. Se continuar a retirada de direitos vamos parar esse país. Chega de ouvir o senhor Paulo Skaf (presidente da Fiesp) falar que não vai pagar o pato. Queremos vê-lo pagando impostos sobre suas propriedades.”

Unidade
Os discursos destacaram a importância da unidade diante das ameaças aos direitos trabalhistas. Como numa das recentes declarações de Eliseu Padilha – ministro-chefe da Casa Civil – a empresários, de que não haverá mais negociações com o sindicalismo e que o governo vai enviar direto ao Congresso projetos que retiram direitos dos trabalhadores da ativa e aposentados.

O presidente Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e dirigente da direção da Força Sindical, Miguel Torres, qualificou as iniciativas do governo interino como “o mais amplo ataque aos direitos dos trabalhadores que já se viu”. Ele lembrou que o governo não mexe com interesses dos ricos. “Cadê a taxação das grandes fortunas e das remessas de lucros ao Exterior?”, questionou.

O dirigente metalúrgico do ABC (CUT), Sérgio Nobre, criticou ataques também ao Estado brasileiro. “Querem privatizar Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal e entregar nosso pré-sal às multinacionais do petróleo”, denunciou.

Greve
Vários dirigentes defenderam greve geral. Propõem que, além das entidades do sindicalismo, haja participação do movimento social.


Com informações da Agência Sindical, Rede Brasil Atual e CSP Con-lutas




A CUT, CTB, CSP, CGTB, Força Sindical, Intersindical, NCST e UGT realizam na terça-feira (16/8) o Dia Nacional de Mobilização e Luta por Emprego e Garantia de Direitos. Além de paralisações nos locais de trabalho como bancos e fábricas, de uma, duas horas ou a manhã inteira, haverá atos em frente às sedes das principais federações patronais em todas as capitais do Brasil.

 

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Um dos maiores desafios do movimento sindical brasileiro hoje é defender os direitos da classe trabalhadora, que estão sendo atacados pelo Congresso Nacional e pelo governo federal, e impedir que milhares de trabalhadores sejam demitidos.

A ampliação da terceirização que explora, mutila e mata; a flexibilização de direitos trabalhistas e a reforma da Previdência Social são algumas das ameaças que o atual governo está tentando aprovar. Se não houver resistência, luta e muita pressão, podemos ter mais desemprego, o fim da CLT e da política de valorização do salário mínimo, além de aposentadoria só aos 70 anos.

“O que eles chamam de modernização enseja um tipo de escravidão contemporânea. Por trás desse discurso, querem implantar a era do “açoite” digital e quem vai sofrer na pele é a classe trabalhadora. Temerário, o conluio golpista quer desconstruir o Estado Nacional, acabar com a CLT desregulamentando o trabalho e sepultar o sonho de dias melhores de milhões de brasileiros e brasileiras”, diz o presidente nacional da CTB, Adilson Araújo.

Edson Carneiro Índio, secretário-geral da Intersindical, ressalta que a Central busca esclarecer a base sobre o que está em disputa na relação capital e trabalho, ante a influência do lobby patronal sobre o governo interino.

Índio diz que os atos do dia 16 terão papel de peso nessa conjuntura adversa. “Por isso, a orientação é que as categorias mais mobilizadas façam paralisações, além de realizar assembleias e protestos nos locais de trabalho antes do ato principal. Vamos mostrar aos patrões que resistiremos à agenda que tentam impor”, diz.

Já o presidente da Nova Central em São Paulo, Luiz Gonçalves (Luizinho), lembra que a entidade acaba de realizar seminário sobre educação, que também abordou propostas de ações unitárias. “Há muitas categorias em campanha salarial ou negociando PLR. Além destas questões, debatemos a importância da unidade do sindicalismo para defender postos de trabalho e direitos”.

A indicação da Central é que os sindicatos atrasem a entrada nos turnos e discutam com os trabalhadores o momento pelo qual o Brasil está passando. Luizinho aponta que o momento é de união para “derrotar as ameaças que pairam sobre os trabalhadores”.


Com informações da CTB, CUT e Agência Sindical





A Força Sindical, CUT, UGT, Nova Central, CTB, CSB, Conlutas e CGTB fizeram na manhã de segunda-feira (8/8), em São Paulo, a primeira reunião preparatória do Dia Nacional de Mobilização e Luta pelo Emprego e pela Garantia dos Direitos, que acontece dia 16 de agosto.



Foto: Beatriz Arruda/Arquivo Imprensa SEESP
Centrais Sindicais 600 larg

A data foi definida na Assembleia Nacional das Centrais, dia 26 de julho, quando também se aprovou documento unitário com reivindicações e propostas.

Miguel - Presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM) e do Sindicato da categoria em São Paulo, o forcista Miguel Torres adianta: “O ato será unificado, mas cada entidade fará manifestações conforme as condições de sua base”. Na capital paulista, ele informa, “devemos atrasar a produção em uma hora nas principais empresas”.

O ato principal está marcado para as 10 da manhã, em frente ao prédio da Federação das Indústrias (Fiesp), na Avenida Paulista. O metalúrgico Sérgio Nobre, secretário-geral da CUT, também falou com a Agência Sindical. Ele informa: “Vamos reunir dirigentes e ativistas, para mostrar nossa posição contra a quebra de direitos e propostas abusivas, como a da CNI de querer aumentar a jornada de trabalho”.

Miguel Torres também defende um forte trabalho de comunicação. “Queremos que a sociedade conheça nossa posição e as razões pelas quais estamos nos manifestando”, diz. Para o dirigente, a meta inicial das Centrais é colocar cinco mil pessoas em frente à Fiesp. “Mas a organização do ato ainda está começando”, observa.


Fonte: Agência Sindical







Centrais Sindicais e entidades do funcionalismo mobilizaram dirigentes sindicais, servidores e trabalhadores em geral, a fim de acompanhar a primeira semana de trabalho da Câmara dos Deputados após o recesso parlamentar, na segunda (1º/8). Nesta terça (2), haverá nova rodada de luta contra o PLP 257/2016. O projeto pode ir a plenário e as centrais prometem continuar resistindo.


Foto: Luis Macedo / Câmara dos Deputados
PL 257 agencia camara

Reunião Extraordinária na Comissão de Constituição e Justiça, da Câmara, nesta terça (2), sobre PLP 257/16



A convocação geral enfrenta a manobra do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que agendou, ontem, uma sessão extraordinária e deliberativa para analisar o polêmico Projeto de Lei 257/16, que estabelece o Plano de Auxílio aos Estados e medidas de estímulo ao reequilíbrio fiscal.

A proposta trata da renegociação das dívidas dos Estados e do ajuste fiscal aplicado aos servidores públicos, que prevê congelamento de salários, redução de investimentos nas áreas de saúde e educação; enfim, a retomada do Estado Mínimo em detrimento das necessidades e demandas do conjunto da população.

O jornalista e diretor de Documentação do Diap, Antônio Augusto de Queiroz, disse à Agência Sindical que a decisão do novo presidente da Câmara é um atropelo, que aponta na direção de aprovar “um texto bem próximo do projeto original colocado pelo governo”.

Ao pautar o PLP 257, Maia desconsidera solenemente o pedido e articulação de entidades de servidores, do movimento sindical e da sociedade para ampliar o debate sobre a matéria. “Ninguém é contra que os Estados tenham suas dívidas repactuadas. O que não dá pra aceitar é que essa conta seja jogada nas costas dos servidores”, argumenta Toninho.

Os dirigentes sindicais pretendem negociar e fazer com que a emenda 119, do deputado Afonso Florence (PT-BA), seja aprovada pela maioria e barre a série de medidas negativas contidas no projeto original, já que ela permite a renegociação da dívida dos estados sem as condicionantes que reduzem o gasto com os servidores e a venda de patrimônios, como previsto no PLP.

Críticas
Lineu Neves Mazano, presidente da Federação dos Sindicatos dos Servidores Públicos no Estado de São Paulo e membro da Nova Central afirmou que orientação é mobilizar "muita gente" em Brasília: “Vamos levar o máximo de sindicalistas. A urgência regimental dá plenos poderes ao presidente da Câmara, que, inclusive, pode fazer acordo com os líderes de partidos e indicar o relator na hora”.

Lineu comenta que, pelo critério anterior, ou seja, de urgência constitucional, havia mais tempo e margem de manobra maior. Com a mudança, essa margem praticamente desaparece.

Sebastião Soares, dirigente da Confederação-CSPB, conta que havia entendimento com o então relator Espiridião Amin (PP-SC) para retirar do PLP 257 as matérias que afetam diretamente o Servidor e são lesivas aos serviços públicos. Segundo o dirigente, “todo mundo foi pego de surpresa” com a mudança rápida e a indicação de que a matéria possa ser votada e decidida já nesta segunda.

Para Maria das Graças Costa, secretária nacional de Relações do Trabalho da Central, “o projeto prejudicaria toda a sociedade, pois vai destruir o serviço público do qual dependem todos os trabalhadores e trabalhadoras.


Com informações da Agência Sindical e CUT







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