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O Jornal do Engenheiro na TV desta semana apresentou o Centro de Pesquisas em Grafeno, o MackGraphe, primeiro laboratório da América Latina que trabalha na utilização do composto, no Campus Higienópolis da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em parceria com a Universidade Nacional do Singapura.

O material do futuro, como é chamado, pode ser utilizado na engenharia, biomateriais, elétrica e também em tintas e vernizes anticorrosivos entre muitas outras aplicações, conforme contou ao JE o pesquisador da área de materiais compostos do MackGraphe, Guilherme Fechine. “É por causa disso que o grafeno tomou uma amplitude tão grande no mundo, tanto em pesquisas como no setor industrial”, afirmou Fechine.

A entrevista da semana dá sequência à série especial gravada no 8º Encontro Ambiental São Paulo, o Eco SP. O superintendente estadual do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Murilo Reple Penteado Rocha, contou tudo sobre o Sistema Nacional do Meio Ambiente, e da inserção do Ibama neste sistema.

Além das normativas e adequações que as entidades governamentais devem atuar em prol do meio ambiente, Rocha falou sobre a participação de cada cidadão, ajudando na sustentabilidade. “Se cada um tomar algumas medidas, já é um início (...) é uma questão de cidadania (...) é não jogar um lixo (na rua), não colocar um sofá fora de casa, ter uma consciência de consumo”, disse o agente.

A fala semanal do presidente do SEESP, Murilo Pinheiro, na seção No Ponto, alertou sobre a onda de negação dos papeis de instituições essenciais à democracia, como o congresso nacional, por exemplo, efeito devastador da crise política.

Confira:

https://www.youtube.com/watch?v=dexPPo9E3us&feature=youtu.be

 

O JE na TV vai ao ar toda segunda-feira pela TV Aberta São Paulo Ao Vivo e em mais de 40 cidades do Estado, sempre tratando de assuntos relevantes à engenharia. Todas as edições ficam também disponíveis no canal do SEESP no Youtube.

 

 

Publicado por Jéssica Silva
Comunicação SEESP

 

 

 

 

No Jornal do Engenheiro na TV desta semana, que foi ao ar na segunda-feira última (17/7), saneamento básico e meio ambiente estão na pauta da entrevista com Manuellito Pereira Guimarães Junior, diretor de gestão corporativa da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

“O estado de São Paulo e diversas regiões estão passando por escassez hídrica (...) é importante ter um consumo consciente. Nós precisamos levar à sociedade a importância de evitar desperdícios”, conta Guimarães Junior sobre consciência ambiental, tema que foi abordado na participação da Sabesp no VIII Encontro Ambiental São Paulo, o Eco SP, realizado pelo SEESP em abril último

Muitas pessoas podem não saber, mas o lixo é capaz de gerar energia. Este é o tema da reportagem desta edição. No Brasil existem 23 aterros sanitários que produzem energia por meio de resíduos sólidos, segundo a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesp).

Mas, para alguns especialistas, o aterro sanitário não é a melhor forma de se produzir este tipo de energia, o que acalenta o debate. É o que defende o engenheiro civil, mestre e doutor pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) Francisco Dantas. “As condições de um aterro sanitário é um tipo de tecnologia que impacta o meio ambiente de uma maneira rigorosa”, afirma.

Em sua fala semanal, na seção No Ponto, o presidente do SEESP, Murilo Pinheiro, fala sobre a Emenda Constitucional 95, que colocou o Brasil numa camisa de força, pois se trata do teto dos gastos públicos. “Apesar disso, não há escapatória (...) é necessário investimentos para sair da crise”, opina o engenheiro.

 

Confira:


https://www.youtube.com/watch?v=DwW20FrpGZs


O JE na TV dessa semana e todas as edições anteriores estão disponíveis no canal do SEESP no Youtube. Acesse: www.youtube.com/EngenheirosdeSP

 

 

Publicado por Jéssica Silva
Comunicação SEESP

 

 

 

 

*Por Luiz Antonio Bressani

As cidades brasileiras foram construídas num período diferente do que enfrentamos hoje e poucas foram projetadas adequadamente. Além disso, em muitas cidades houve grande expansão nas últimas décadas, praticamente sem planejamento. Lembre: as condições climáticas eram outras. O cenário para o futuro exigirá grandes alterações para que as cidades se adaptem às mudanças climáticas e possam conviver com elas de forma resiliente, mitigando efeitos ou evitando que desastres aconteçam – sobretudo de maneira tão frequente como vem ocorrendo.

São intervenções importantes, que variam para cada situação urbana e regional, muitas vezes com magnitude maior do que a população e o Poder Público atual gostariam. Em muitos casos será necessário, por exemplo, remover populações de áreas mais suscetíveis a inundação ou escorregamentos, estabilizar encostas antes mais estáveis, abrir canais de maior largura, retomando antigas áreas alagadiças, e segurar água a montante. Prédios precisarão ter depósitos para reter água de telhado. Mas o que antes era apenas uma ideia interessante para os novos empreendimentos, terá daqui por diante efeito mandatório, mesmo para construções antigas existentes (grandes estacionamentos ou telhados de supermercados, por exemplo). O custo disto terá que ser repartido para não repartirmos os prejuízos de inundações. E a sociedade terá que entender o custo do lixo nas drenagens ou da ocupação, sem critérios, de nossos morros urbanos.

Para que essas intervenções ocorram de forma correta e eficaz, só há um caminho: promover uma investigação bem clara das principais causas do que está acontecendo e, com base nas conclusões, definir as mudanças mais adequadas para cada cidade.

O que não podemos mais fazer é “varrer a sujeira para baixo do tapete”, ignorar as mudanças climáticas, as deficiências da infraestrutura, e alegar que aquela foi a maior chuva dos últimos dez anos e que não deve acontecer novamente nos próximos dez (com sorte 15) anos. Esses eventos “atípicos” estão se tornando cada vez mais corriqueiros. E pelo seu próprio crescimento, as cidades estão ficando cada vez mais frágeis diante de uma mudança tão importante do clima. Precisamos estar preparados para lidar com tudo isso.

E o Brasil tem tecnologias e profissionais suficientemente qualificados para fazer as investigações, projetos e executar as intervenções necessárias. Mas certamente não é o bastante. Nós, da comunidade técnica, precisaremos trabalhar para conscientizar as autoridades e a população quanto à necessidade de promover algumas destas intervenções. Precisaremos trabalhar para evitar mais prejuízos materiais nas cidades e, principalmente, para impedir que mais vidas e esperanças sejam levadas por inundações e escorregamentos de terra.

 

Foto: PMSS / Fotospúblicas.com
Deslizamento São Vicente2014
Casa interditada após deslizamento, em São Sebastião, que atingiu cerca de 40 famílias na região da Vila Mineira, em 15/4/2014.

 

 

Engajamento do Poder Público

O Poder Público precisa não apenas conhecer o problema, mas ser pressionado a agir para enfrentá-lo, evitando a repetição insuportável de tragédias que podem ser evitadas. Exemplo disso aconteceu há pouco tempo no Rio de Janeiro.

Vimos que em decorrência dos desastres com deslizamentos de terra (Santa Catarina em 2008; serra fluminense em 2011) houve uma maior conscientização. O Estado do Rio de Janeiro fez um grande trabalho de mapeamento das áreas de risco e prevenção de acidentes deste tipo, houve a implantação de sistemas de alerta na cidade do Rio e até de evacuação dos locais quando necessário. Houve investimentos importantes em prevenção incluindo meteorologia e instrumentação. Nas fortes chuvas ocorridas no dia 21 de junho, no entanto, estes recursos não foram utilizados adequadamente. Não houve alerta. Por quê? Mudanças na gestão pública são a indicação mais evidente; a falta de continuidade no gerenciamento.

E o mesmo vem acontecendo em diversas cidades do País. Existe um trabalho que já vem sendo realizado ao longo dos anos pelos técnicos da área e já está implantado em várias cidades espalhadas pelo Brasil, mas o Poder Público, ao não entender sua importância, subutiliza esses recursos ou não repassa a verba necessária para que os projetos se mantenham vivos.

Na maioria das vezes, os profissionais da área de fiscalização, alerta e Defesa Civil não são de carreira e não têm reconhecimento. Na maioria das cidades não existem serviços públicos permanentes de gestão de risco ou, quando existem, não têm continuidade. Há um desestímulo por parte das autoridades, uma vez que não há suporte para a realização do trabalho e nem carreiras estabelecidas nesta área.

O problema é que o desastre não avisa. Se houver descontinuidade de planejamento de obras ou fiscalização, o desastre cobrará seu preço. Mas bons exemplos existem: o mapeamento geotécnico já sendo realizado nos municípios de Santa Catarina e Pernambuco, o trabalho na área urbana de Salvador, o trabalho continuado na região metropolitana de São Paulo e capital, o trabalho de encostas no Rio, Belo Horizonte e Recife, além de várias outras cidades onde são realizados trabalhos permanentes de mapeamento e gestão de risco de escorregamentos e/ou inundações.

Precisamos que todos os municípios, com apoio dos Estados e União, sigam estes melhores exemplos e práticas, adaptando-os à sua realidade geológica. Temos que oferecer e utilizar todo o conhecimento técnico já disponível para alertar as autoridades e sociedade e trabalhar em prol de cidades mais bem preparadas para o futuro.

Devemos lançar mão do talento, do conhecimento e da força da comunidade geotécnica para ajudar a mover o estado e fazer a sociedade, maior vítima desse descaso, despertar para os riscos. E se parecia que as mudanças climáticas viriam para ficar, agora parece que elas vão continuar piorando. É só o início. Se pouco for feito, os danos decorrentes deste novo ciclo climático vão produzir perdas materiais e humanas cada vez maiores, que poderiam (e devem) ser minimizadas. Parte do desafio é nosso.

 

Foto: Arcanjo 01 CB / SC / Fotospúblicas.com 
Enchente Santa Catarina
Ruas alagadas de Rio do Sul, Santa Catarina, devido a fortes chuvas em junho último.

 

 

* Luiz Antonio Bressani é professor titular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e associado e membro da Comissão Técnica de Taludes da Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica (ABMS). Ele será um dos palestrantes na VII Conferência Brasileira sobre Estabilidade de Encostas, em Florianópolis, em novembro. Saiba mais clicando aqui.

 

 

 

 

JEnaTVdentroO programa desta semana do JE (Jornal do Engenheiro) na TV traz entrevistas interessantes com os professores Paulo Quintairos e Paulo Fortes Neto, ambos da Universidade de Taubaté (Unitau), que abordam, respectivamente, sobre o papel do engenheiro na gestão da TI (Tecnologia da Informação) e sobre a nova política nacional de resíduos sólidos.

Quintairos explica como a TI e a TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação) convergem. “Na verdade, a TIC é uma evolução natural da TI, porque os elementos hoje de hardware são um mix. Difícil, por exemplo, distinguir um celular de um computador. Os smartphones e os tablets fazem essa fusão.”

No processo de gestão, o professor, que também é coordenador de apoio à pesquisa da Unitau, destaca dois movimentos distintos da TI: primeiro em relação ao planejamento para que a empresa consiga perceber o futuro e se situar em relação à concorrência, e depois na questão da própria gestão da empresa. “O TI é bastante relevante para a sustentabilidade e permite algumas economias”, observa.

Na segunda parte da entrevista, o professor Paulo Fortes Neto fala sobre a importância do Plano Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010). Apesar das críticas que o plano pode suscitar, Neto diz que é um primeiro passo para um posicionamento nacional sobre o tema. Já nos municípios, indica, deverão ser criados planos locais de resíduos sólidos também. “Ele [o plano] tem o mérito de chamar a responsabilidade para os três elementos que compõem a cadeia de geração de resíduos sólidos: as indústrias que geram, o cidadão que descarta e a prefeitura que faz a coleta.”

Ainda abordando assuntos de sustentabilidade, a reportagem especial do JE na TV é sobre a coleta seletiva nas cidades.

CNTU
No quadro “No Ponto”, o presidente do SEESP, Murilo Celso de Campos Pinheiro, mostra a importância das campanhas nacionais que a CNTU (Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados) desenvolverá neste ano em várias áreas, desde saúde à internet.

O programa vai ao ar, na Capital paulista, sempre às terças-feiras, às 19h, também no mesmo dia e horário o JE pode ser assistido pela internet neste link. E é transmitido em dias e horários diversos para outras cidades paulistas e de outros estados, conforme grade neste link.

 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa – SEESP




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