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Comunicação SEESP*

 

Com o tema central “Trabalho digno e sindicalismo na Revolução 4.0”, Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU) realiza a 14ª Jornada Brasil 2022, no próximo dia 16/8, às 14h, na sede do SEESP.

 

O objetivo é estimular os profissionais universitários, trabalhadores e a sociedade a compreenderem e se prepararem para as transformações econômicas, sociais e culturais já em curso e que estão por vir, em decorrência dos avanços na área da tecnologia da informação, notadamente a inteligência artificial, em acelerado processo de implantação. 

 

Ao fomentar tal discussão, a CNTU pretende contribuir para que seja desenvolvido coletivamente um programa continuado de conhecimentos e competências que auxiliem entidades, dirigentes e profissionais a intervirem melhor numa realidade que se mostra desafiadora. 

 

Esse esforço de trabalhar o presente e influir no futuro visa a reinvenção e a construção de um Brasil justo, democrático e empreendedor, rumo às comemorações do Bicentenário da Independência e à Semana de Arte Moderna de 2022. 

 

 


Imagem: Divulgação14JornadaBr2022

 

 

Programação:

14h – Abertura

 

15h – Painéis temáticos: 
       A inteligência artificial na Revolução 4.0 e o mundo do trabalho
       Allen Habert – Engenheiro de produção e diretor de articulação nacional da CNTU 

       
       Inteligência artificial e indústria
       Paulo Roberto Feldmann – Engenheiro de produção, administrador e professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP)


       Inteligência artificial e agricultura
       Paulo Estevão Cruvinel – Engenheiro eletricista e pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)


       Inteligência artificial e telecomunicações
       Marcius Vitale – Engenheiro de telecomunicações 
       e coordenador do GT de Infraestrutura e Telecomunicações do SEESP

 

       Inteligência artificial, emprego, trabalho e sindicalismo
       Thomaz Ferreira Jansen – Economista e pesquisador do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE)

 

       Inteligência artificial, pensamento e imaginação
       Marta Rezende – Economista, pesquisadora em filosofia da técnica e colaboradora da CNTU   

 

       Inteligência artificial, opinião e democracia
       Jacqueline Quaresemin de Oliveira – Historiadora, socióloga e professora na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FespSP)

17h30 – 15ª Plenária do Conselho Consultivo 
Posse dos novos conselheiros consultivos da CNTU 
Leitura e aprovação da Carta da 14ª Jornada Brasil 2022

 

19h – Encerramento

 

 

Agenda:

14ª Jornada Brasil 2022

Data: 16 de agosto de 2019
Horário: a partir das 14h
Local: Sede do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP)
Rua Genebra, 25, Bela Vista – São Paulo/SP.

Informações: (11) 3113-2641 – Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

 

 

 

*Com informações da CNTU. 

 

 

 

 

 

 

Rita Casaro
Comunicação CNTU

Superar a crise atual, retomar o desenvolvimento, fortalecer a democracia e eliminar a desigualdade e as mazelas que ainda atingem grande parcela da população, construindo-se uma nação próspera, justa e soberana. Voltada a essa agenda nacional aconteceu na segunda-feira (15/1), na sede do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp), na capital paulista, a primeira reunião de 2018 do Departamento Brasil 2022, com a presença de dirigentes da CNTU e de suas entidades filiadas e de membros do seu Conselho Consultivo. A iniciativa tem o intuito de contribuir para que a comemoração do Bicentenário da Independência se dê numa dinâmica de mobilização coletiva, visando o avanço socioeconômico, científico e cultural do País.

Allen Habert, diretor da confederação e coordenador do Projeto Brasil 2022, abriu o encontro afirmando a responsabilidade da entidade e dos profissionais que representa e agrega nesse desafio, assim como o potencial do País, apesar do cenário preocupante e dos retrocessos sociais impostos pelo governo e pelo Congresso ao longo de 2017. “Ao conceber o Brasil 2022, a CNTU concebe uma ideia generosa de acolhimento aos diversos setores da sociedade. É verdade que estão acontecendo coisas inimagináveis, mas temos condições de dar um salto no nosso desenvolvimento se tivermos clareza, rumo e determinação.” Na mesma linha, a vice-presidente da confederação, Gilda Almeida de Souza, saudou a iniciativa: “Este é um momento importante, nesta conjuntura difícil, de discutirmos e pensarmos a nossa nação.”

Voltar a crescer
Na avaliação do ex-ministro do Esporte e da Defesa Aldo Rebelo, esse exercício deve ser feito colocando-se em foco o fundamental. “Diante das possibilidades e desafios, o Brasil mergulha numa agenda de desorientação e não se debate o que é central, que é voltar a crescer.” Conforme ele, sem a expansão da economia não será possível resolver questões básicas como a crise fiscal, o financiamento das políticas públicas e o desemprego. “A nossa engenharia não tem futuro se o Brasil não voltar a crescer”, enfatizou.

Compreendida essa meta básica, Rebelo lembrou a urgência de tornar o País mais equilibrado socialmente. “E não é só distributivista, é preciso ter igualdade de oportunidades, como escola pública de qualidade”, afirmou.

Diante dessa constatação, para o ex-ministro, a melhor forma de pensar as eleições de 2018 é a partir de uma agenda nacional, já que “os partidos todos têm defeitos”. “O interesse nacional não está sepultado, é preciso ter esperança”, concluiu.

Foto: Rita Casaro
Ruy BresserPrimeira reunião do ano contou com a presença de diversas lideranças e especialistas.

O caminho para avançar
Para o arquiteto Ruy Ohtake, autor da logomarca do projeto Brasil 2022 e entusiasta da iniciativa, é necessário também que se empreenda a esperança para transformar a realidade. Assim, ponderou ele, a redenção nacional que se busca construir no Bicentenário da Independência passa necessariamente pelas dificuldades atuais e pela tomada de decisões acertadas em 2018.

A receita oferecida pelo economista e ex-ministro que já ocupou as pastas da Fazenda, da Administração Federal e Reforma do Estado e da Ciência e Tecnologia, Luiz Carlos Bresser-Pereira, é que o Brasil, “que está sem projeto desde os anos 1990”, trace o rumo para o desenvolvimento conforme seus interesses. “Devemos fazer as políticas das quais precisamos e não as que o Império nos impõe.” Conforme Bresser, é urgente que o País liberte-se da armadilha da obediência à cartilha neoliberal que o levou à semiestagnação econômica. “Entre 1930 e 1980, crescia 4,5% ao ano, passou depois a 1%. O Brasil tinha dado certo, era um país industrial e grande exportador de manufaturados. E, de repente, inverte tudo”, apontou.

O programa básico desenhado por ele e presente no manifesto Brasil Nação lançado em 2017 inclui cinco medidas. São elas: regra fiscal que permita a atuação contracíclica doLuiz Carlos Bresser-Pereira gasto público e assegure prioridade à educação e à saúde; taxa básica de juros em nível mais baixo, compatível com o praticado por economias de estatura e grau de desenvolvimento semelhantes aos do Brasil; superávit na conta corrente do balanço de pagamentos, necessário para que a taxa de câmbio seja competitiva; retomada do investimento público em nível capaz de estimular a economia e garantir investimento rentável para empresários e salários que reflitam uma política de redução da desigualdade; reforma tributária que torne os impostos progressivos. “Essas são questões bem objetivas pelas quais temos que lutar, mas com a ideia de nação, sem a qual não faremos nada”, alertou.

Economia, fatos e versões
O diretor da Faculdade de Economia, Administração, Ciências Contábeis e Atuariais da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Antonio Corrêa de Lacerda, reforçou a necessidade de uma agenda nacional que favoreça a produção industrial. “O Estado não precisa fazer tudo, mas deve regular e fiscalizar ou é a Farra do Boi”, advertiu. O economista questionou ainda as privatizações anunciadas pelo governo federal. “Fala-se em arrecadação de R$ 500 bilhões com a transação e parece tentador. Mas isso é um erro; em alguns anos obtém-se esse valor com os dividendos gerados por essas empresas. É um engodo.”

A mesma lógica vale para a Previdência Social, cuja reforma tem sido anunciada como essencial para evitar a hecatombe das contas públicas. “Há de fato uma questão atuarial, mas cria-se esse mito segundo o qual a crise será resolvida cortando-se benefícios. A queda na arrecadação deve-se ao não crescimento.”

O equívoco nas medidas, para Lacerda, reflete a ausência de rumo: “Para quem não sabe aonde quer ir, qualquer caminho serve.”

Antonio Corrêa de LacerdaO economista lembrou ainda a importância de fomentar esse debate, tendo em vista o discurso presente nos meios de comunicação de massa no País. “A grande mídia interditou o debate, representa os interesses dos rentistas em ganhar bilhões.” Apesar disso, ele afirmou estar otimista e apostar na reversão do atual quadro desfavorável: “temos todas as condições porque não dá para enganar a todos ao mesmo tempo”.

O bloqueio à pluralidade de ideias foi também a questão apontada pelo engenheiro Álvaro Martins, que rememorou a batalha de informação travada durante os processos de privatização dos anos 1990. “O jornalista opera sob a ditadura do poder econômico, mas os escritores rápidos devem ter compromisso com a verdade”, conclamou.

Educação, C,T&I e transporte
A jornada de debates promovida pela CNTU contou ainda com contribuições de vários de seus conselheiros consultivos. O físico Otaviano Helene, que foi presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (Inep), levantou a preocupação essencial quanto à formação de quadros qualificados no País. Ele comparou o Brasil ao Vietnam, na formação de engenheiros, mão de obra essencial ao desenvolvimento. Enquanto se formam aqui 85 mil profissionais, o país asiático, que tem metade da população, gradua 100 mil. Para além da insuficiência quantitativa, apontou, há ainda a baixa qualidade. “Nosso sistema educacional está construindo o atraso do futuro. Mais da metade dos estudantes não termina o ensino médio, que é de péssima qualidade”, alertou.

A mesma questão foi exposta pelo professor Elias Rahal Neto, que indicou como prioridade da sociedade o resgate da escola pública. “Temos um dos melhores acessos do mundo, mas como ter qualidade? Essa escola, que está sucateada há 30 anos, não serve para nada”, disparou.

Nessa empreitada, o educomunicador Carlos Lima defendeu o essencial protagonismo dos estudantes. “A política de educação no Brasil é feita para as corporações, não para quem usa. O estudante não tem voz, mas engana-se quem pensa que ele não sabe o que precisa e o que deseja.”

Ros Mari ZenhaA geógrafa e pesquisadora Ros Mari Zenha colocou em pauta a precariedade do sistema nacional de ciência, tecnologia e inovação e propôs que o projeto Brasil 2022 trace um diagnóstico preciso desse quadro. “As universidades e os institutos de pesquisa encontram-se em situação bastante frágil e delicada. Com isso, nossa soberania está comprometida.”

O presidente da Frente Nacional pela Volta das Ferrovias (FerroFrente), José Manoel Ferreira Gonçalves, defendeu que o tema seja colocado na pauta dos candidatos a presidente em 2018. “Temos que repensar o modelo, numa proposta soberana e democrática, com foco no interesse público. A engenharia brasileira tem todas as condições de oferecer as soluções.” Com a mesma preocupação em mente, o diretor do Seesp, Emiliano Affonso, ressaltou a necessidade de um projeto de mobilidade, “que não pode se apoiar no transporte individual”.

Inteligência coletiva, soberania generosa e urna confiável
Durante o encontro, também foi apresentado o portal Brasil 2022, em desenvolvimento sob a coordenação do engenheiro Sérgio Storch. A ideia, explanou ele, é criar umaSérgio Storch plataforma digital que funcione como uma rede de inteligência coletiva voltada ao projeto da CNTU. 

A consultora da entidade Marta Rezende defendeu que a confederação trabalhe com ideias “generosas” de interesse nacional e soberania. “Não podemos ser confundidos com o nacionalismo excludente, que é sempre uma ameaça.”
Encerrando as contribuições, o especialista em urnas eletrônicas Walter del Picchia ressaltou ser essencial à democracia que as eleições sejam confiáveis. Para tanto, ele defende que haja meios de auditar cada voto depositado, sem ferir o sigilo legal. “Não é possível saber se houve fraude. A urna no Brasil é atrasada, o sistema é vulnerável”, informou.

 

Jéssica Silva
Comunicação SEESP

A mesa-redonda “Soberania, democracia e cidadania rumo ao Brasil 2022” abriu as atividades da tarde do 4º Encontro Nacional da CNTU, realizado em 1º de dezembro, na capital paulista.

Saudando a CNTU pela iniciativa, o vereador de São Paulo, Eduardo Suplicy, aproveitou a oportunidade para falar aos presentes reforçando sua a proposta Renda Básica de Cidadania, projeto de lei sancionado em 2004 na forma da Lei nº 10.835, que é a disposição de uma renda básica incondicional, a todo o cidadão, direito “a dignidade e a liberdade”, conforme falou.

O presidente em exercício da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Carlos Bastos Abraham, mediador da mesa, iniciou o debate mencionando o movimento Engenharia Unida e a participação da entidade no manifesto “Engenharia brasileira sob ataque”, em que representações do setor se posicionam contra qualquer tentativa, por parte do governo federal, em facilitar a entrada de empresas e profissionais estrangeiros no País. “É um desmonte, uma visão distorcida do mercado de trabalho em que não há indício nenhum de que tal medida possa resgatar a economia, que desvaloriza o profissional brasileiro e agrava o desemprego”, alertou.

Antonio Augusto de Queiroz, diretor de Documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), o “Toninho”, iniciou sua fala enaltecendo o objetivo do encontro da CNTU, de pensar no Brasil sobre diversas perspectivas, refletindo sobre os desafios e oportunidades do País na comemoração dos 200 anos de Independência. “Iniciativas como esta são extremamente importantes”, exaltou.

Toninho falou sobre a dificuldade de debater soberania num mundo globalizado. “O capital financeiro influencia a composição de governos e parlamentos em todo mundo”, ele explicou, “além de controlar os principais organismos internacionais de regulação de finanças do comércio, como FMI (Fundo Monetário Internacional), Banco Mundial etc., que cuidam de políticas monetárias e de juros”. E continuou: “Esses organismos interferem e limitam fortemente a autonomia das nações e dos países. Na prática, retira dos governantes a definição do que é estratégico na economia, transferindo decisões para os agentes dos sistemas financeiros.”

Para o diretor do Diap, revisar o modelo atual é condição para que a independência, a soberania e autodeterminação dos povos prevaleçam frente à força do mercado. “Sem a inserção soberana do País no mundo e uma mobilização internacional no sentido de limitar o escopo de atuação do seu organismo, a soberania fica sempre condicionada ou limitada. Isso é trágico”, defendeu.

Na democracia, Toninho lembrou que há liberdade, igualdade de oportunidades e o estado democrático de direito. E com a regulação internacional sendo feita pelo mercado, limita drasticamente as possibilidades de praticar a democracia em sua condição plena.

“Um sistema democrático em que todo poder emana do povo, o cidadão tem o poder de tomar decisões políticas. E não é o que vemos quando não são convocados plebiscitos sobre emendas e projetos que impactam diretamente a vida de todos, como o teto dos gastos públicos nos próximos 20 anos”, ele salientou. “O eleitor é o titular do poder”, defendeu Toninho.

Para ele, a falta de conhecimento do que são e como funcionam as instituições de estado, transformam potenciais cidadãos em massa de manobra. “Nos últimos anos as escolas, igrejas, partidos, movimentos sociais entre outros deixaram de lado a educação cívica, a formação política”, criticou. “Sem a formação cívica, o cidadão jamais terá a noção da importância da política em sua vida”, concluiu.

Democracia ameaçada
A mesa-redonda colocou em debate, ainda, pontos da atual conjuntura que interferem diretamente no exercício da democracia. Como bem citou a economista e consultora em cidadania e participação para o desenvolvimento econômico e social, Esther Albuquerque, sobre a necessidade de reunir esforços no combate a desigualdade social.

Albuquerque salientou que a desigualdade de conhecimento também fere o pacto social. “A democracia é diálogo de conhecimentos. E todo conhecimento deve ser considerado igual, seja científico ou empírico, deve ser ouvido e participar ativamente das decisões em sociedade”, explicou.

Para ela, a soma de conhecimentos é o que pode contribuir a um projeto de nação inclusivo. “Não é a toa que o Brasil tem 50 anos de democracia em 500. É porque a sociedade está excluída. Se isso não mudar, não teremos democracia”, apontou a economista.

O vice-presidente da Frente Parlamentar Mista de Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional, deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), destacou a responsabilidade de se cuidar bem da democracia frente às recentes propostas de mudanças no regime de exploração do pré-sal, dando fácil acesso à empresas estrangeiras. “Como Jeffrey Sachs disse que temos que trocar os políticos por engenheiros, eu acredito que tenha que haver a sinergia entre ambos para transformar esse momento que estamos vivendo”, citou Teixeira.

O parlamentar acredita que é necessário pensar a industrialização nacional. “Para uma democracia de alta intensidade é preciso contar com grande contribuição da engenharia, para transformar uma economia de matéria-prima em uma economia mais elaborada, sofisticada e com tecnologia.”

Da mesma forma, o presidente do Clube de Engenharia do Rio de Janeiro, Pedro Celestino, criticou duramente a medida que, para ele, entrega o Pré-sal, “a maior reserva descoberta no planeta”. E exaltou: “Estamos vivendo um retrocesso de oito décadas, de quando se debatia que o Brasil não tinha capacidade de explorar o petróleo.”

Comunicação
Na rodada de perguntas à mesa, a jornalista Rita Freire lembrou que as medidas que interferem diretamente na democracia, cidadania e soberania do País passam pela comunicação pública, o que na visão dela está “em péssimas mãos”.

“Vemos o que está acontecendo com a EBC (Empresa Brasil de Comunicação)Empresa Brasil de Comunicação), cada vez mais distante da sociedade. Acredito que pensar em debates para enfrentar a situação que vivemos inclui pensar na comunicação do País (...) Temos que retomar essa agenda (da comunicação) às nossas mãos como parte da luta de apropriação da sociedade”, externou Freire.

Do mesmo modo, Toninho do Diap incluiu a comunicação como mediadora para mudanças no cenário político e social brasileiro. “Se a gente não modificar a forma de pensar e agir dos governantes, das oligarquias, ampliar os espaços de participação agora também mediados pela tecnologia, investir também no despertar da consciência coletiva, na formação de valor cívico e cidadania para o povo, não haverá transformações significativas”, advertiu.


Comunicação SEESP

Acontece no dia 1º de dezembro, das 9h às 20h, na sede do Seesp, na capital paulista, a quarta edição do Encontro Nacional da CNTU, com intensa programação de atividades, discutindo o Brasil rumo ao ano 2022.

A temática geral do evento, que será objeto de conferências e de uma mesa-redonda, é “Soberania, democracia e cidadania rumo ao Brasil 2022”, fundamental para pensarmos os desafios e oportunidades do nosso País desde agora até ao menos o Bicentenário da Independência e os 100 anos da Semana de Arte Moderna, que serão comemorados em 2022.

Completa a programação do encontro a plenária do Conselho Consultivo da CNTU, com a posse de novos membros.

À noite acontece a entrega da sétima edição do prêmio Personalidade Profissional, concedido aos homenageados em Economia, Engenharia, Farmácia, Nutrição, Odontologia e Interesse público.

Contamos com sua participação. Compareça ou acompanhe online aqui no site. Informações e inscrições: em São Paulo, Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. e (11) 3113-2634; em Brasília, Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., (61) 3225-2288.

Programação
9h – Abertura
10h – Conferências “Constituição, democracia e justiça rumo ao Brasil 2022”
Conferencistas
Celso Amorim – Diplomata, ex-ministro da Defesa e ex-ministro das Relações Exteriores do Brasil
Pedro Serrano – Advogado e professor de Direito Constitucional da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)
14h – Mesa-redonda “Soberania, democracia e cidadania rumo ao Brasil 2022”
Debatedores
Esther Albuquerque – Economista, consultora em cidadania e participação para o desenvolvimento econômico e social
Pedro Celestino – Engenheiro, presidente do Clube de Engenharia do Rio de Janeiro
Ronaldo Lessa – Deputado federal, presidente da Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional
16h30 – 12ª Plenária do Conselho Consultivo da CNTU
Posse dos novos membros
Apresentação do portal Brasil 2022
Debate e aprovação da Carta do 4º Encontro Nacional da CNTU “Soberania, democracia e cidadania rumo ao Brasil 2022”
18h – Cerimônia de entrega do prêmio Personalidade Profissional 2017
Waldir Pereira Gomes – Economia
Wanderlino Teixeira de Carvalho – Engenharia
Hermias Veloso da Silveira Filho – Farmácia
Zaida Maria de Albuquerque Diniz – Nutrição
Jaime Aparecido Cury – Odontologia
Celso Luiz Nunes Amorim – Interesse público

 

Comunicação SEESP


O diretor da Organização Internacional do Trabalho (OIT) parabenizou a CNTU pela iniciativa do projeto "Rumo ao Brasil 2022", diante do atual contexto de crise política e econômica. Peter Poschen, que falou sobre a importância do trabalho para o desenvolvimento do País durante a 11ª Jornada Brasil Inteligente, ocorrida no dia 18 de agosto último, também concedeu na ocasião uma entrevista exclusiva ao JE na TV. "O trabalho também é identidade. Temos orgulho do que fazemos. E o brasileiro valoriza muito pouco as competências. E isso deveria ser valorizado. O trabalho e as competências técnicas do trabalhador", disse Poschen.

Na Reportagem, a tentativa de privatizar as companhias estaduais de saneamento em todo o País. Entre os entrevistados, representante do Dieese, Patrícia Pelatieri, aponta que só quem ganha são as empresas.

O JE na TV vai ao ar toda segunda-feira pela TV Aberta São Paulo, ao vivo e em mais de 40 cidades do Estado, sempre tratando de assuntos relevantes à engenharia. Todas as edições ficam também disponíveis no canal do SEESPl do SEESP no Youtube.

A edição que foi ao ar primeiramente na segunda-feira (11/9) pode ser vista abaixo.

https://www.youtube.com/watch?v=nYwCApInrjQ





 

Apesar de o Brasil de hoje ser uma incógnita, já existe gente pensando o que deveremos ser em 2022. São pensadores que estão sendo recrutados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados. A CNTU está criando o seu Conselho Consultivo, que tem sido chamado de "Conselho das Mil Cabeças", para discutir o Brasil que queremos para 2022.


Foto: Beatriz Arruda/SEESP
Jorge Antunes 
Maestro participou da 9ª Jornada Brasil Inteligente cujo tema foi
"Brasil 2022: o País que queremos", em 1º de julho último
 

Questões importantes para o destino do Brasil, tais como a modernidade, a democracia, a cultura, a soberania e o desenvolvimento, precisam ser discutidas urgentemente. Se isso não for feito desde já, corremos o risco de sermos surpreendidos com desvios nefastos nas mensagens e conteúdos dos festejos do Bicentenário da Independência do Brasil e do Centenário da Semana de Arte Moderna.

Para tanto, a CNTU lançou as bases do projeto "Brasil 2022: O País Que Queremos" no evento 9ª Jornada Brasil Inteligente, realizado em São Paulo no dia 1º de julho último. A confederação congrega uma importante parcela da inteligência nacional com seus 56 sindicatos filiados. São sindicatos de todo o país nas áreas de engenharia, economia, farmácia, nutrição e odontologia.

Tudo indica que os próximos seis anos serão tomados por intensa reflexão capitaneada pela CNTU: as potências criativas e vitais do povo brasileiro estão sendo mobilizadas.

No evento do dia 1º de julho, no Auditório do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo, foi realizada mesa redonda -- para a qual tive a honra de ser convidado -- com o tema Soberania e cultura rumo ao Brasil 2022.

No debate, membros da mesa e da plateia foram unânimes na tentativa de equacionar a desejada soberania nacional. Sindicalistas e universitários de todo o Brasil apresentaram análises e propostas as mais atuais e progressistas, sobre o pertencimento do pré-sal aos brasileiros, sobre a mitificação enganosa de investimentos estrangeiros com evasão de riquezas nacionais, sobre a necessidade de recriação do Ministério da Ciência e Tecnologia etc.

Minha presença como debatedor revelou a visão ampla e lúcida que a diretoria da CNTU reserva à identidade brasileira: a cultura em geral e a música em particular se faziam presentes.

O renomado arquiteto e designer Ruy Ohtake elaborou a logomarca do projeto Brasil 2022, demonstrando, logo de início, a importância dos símbolos. Um engenheiro sindicalista da plateia lembrou que em 2022 não estaremos rememorando apenas os 200 anos da Independência e os 100 anos da Semana: estarão também se completando 100 anos da organização partidária liderada por Astrogildo Pereira.

Aproveitei para lembrar e frisar que a Independência do Brasil que completará 200 anos é aquela referente a Portugal. Ou seja, avivei a memória para o fato de que a independência soberana do Brasil ainda é sonho a ser concretizado. O sonho da independência, que se confunde com o sonho da soberania, precisa, acima de tudo, reconhecer a verdadeira e atual identidade do povo brasileiro.

Sabemos que a identidade brasileira de 2022 será totalmente outra, bem diferente daquela de 1922. Nossa identidade precisa estar revelada e bem representada em nossos símbolos nacionais. Foi com essa tese que lembrei outra efeméride, esquecida da maioria, que teremos para 2022: os 100 anos da letra do Hino Nacional.

Foi exatamente em 6 de setembro de 1922 que o presidente Epitácio Pessoa oficializou, por decreto, a letra gongórica e ridícula que ainda hoje cantamos. A letra é incompreensível para o povo brasileiro, não apenas porque fala de raios fúlgidos, de terra mais garrida, de impávido colosso, de lábaro e de clava forte. As formas indiretas de seus versos também impedem totalmente a compreensão. Só quem é afeito ao jogo e à permutação de palavras é capaz de descobrir que Osório Duque Estrada pretendeu dizer que "as margens plácidas do Ipiranga ouviram brado retumbante de um povo heroico".

A música que Francisco Manuel da Silva compôs em 1831, festejando a abdicação de Dom Pedro I, mudou de letra várias vezes, sempre com atos de cima para baixo por imperadores e ditadores.

Ideal será que, em 2022, ao comemorarmos os 200 anos da Independência e os 100 anos da Semana de Arte Moderna, seja promovido um concurso para a criação de um novo Hino Nacional, um novo brasão e uma nova bandeira do Brasil.

Tem sentido, em pleno século XXI, termos o lema positivista "Ordem e Progresso" escrito em nossa bandeira? Tem sentido, em pleno século XXI, termos nas armas da República, ramos de café e de fumo? Entendo que devemos tentar sensibilizar os artistas plásticos e os especialistas em heráldica para que adotemos uma nova bandeira e um novo brasão.

O convite à reflexão fica, assim, colocado. O ano de 2022 será momento em que, certamente, a expressão "passar o Brasil a limpo", voltará à baila. Fiquemos atentos à mobilização que a CNTU inicia agora, com vistas à instalação de uma verdadeira "Constituinte do Saber Brasil 2022".

 

* Jorge Antunes, maestro, compositor, poeta, membro da Academia Brasileira de Música, Pesquisador Sênior da Universidade de Brasília (UnB). Artigo publicado, originalmente, no jornal Correio Braziliense, de 18 de julho de 2016







A Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU), da qual o SEESP faz parte, promoveu, em 1º de julho, no auditório do sindicato, em São Paulo, a sua 9ª Jornada Brasil Inteligente, com o mote "Brasil 2022: o País que queremos". Reunindo dirigentes das categorias ligadas à entidade (economistas, engenheiros, farmacêuticos, nutricionistas e odontologistas) de todo o País, a atividade colocou em pauta os avanços necessários a serem alcançados para o aprofundamento da democracia e do desenvolvimento.

No evento, foi lançada a logomarca do projeto "Brasil 2022", criada pelo arquiteto e designer Ruy Ohtake. Duas mesas-redondas com a participação de lideranças e intelectuais debateram os temas cultura, política e economia. Por fim, aconteceu a plenária do Conselho Consultivo da CNTU e posse dos novos membros desse fórum de formulação de ideias e debate.

Confira a cobertura completa do evento:

Brasil 2022 com democracia, ciência e cultura

Logomarca Brasil 2022, criada por Ruy Ohtake

Inventar o Brasil que queremos

Economia e política rumo ao Brasil 2022

Empossados novos conselheiros da CNTU

Moção de repúdio à vaporização aérea de agentes tóxicos

Confira imagens na Galeria de Fotos

 

Redação CNTU

 

 

 

 

 

 

 

Na 9ª Plenária do Conselho Consultivo da confederação, realizada ao final da 9ª Jornada Brasil Inteligente, no dia 1º deste mês, na sede do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp), na Capital, foram empossados 138 novos membros do Conselho. Agora, são 1.018 no total. Diretor de articulação nacional da CNTU, Allen Habert comemorou: “Hoje atingimos a marca de mil lideranças em 22 estados. São os primeiros mil de uma longa caminhada. O mais difícil foi chegar até aqui, depois vamos disparar. Em 2022 seremos 22 mil. O Brasil é um país-continente em que tudo é prioritário. Somos uma força que pode empurrar o Legislativo, o Executivo e o Judiciário e ver quais os nós górdios que nos seguram para liberar energia a um salto no desenvolvimento sustentável nacional. Os desafios não são pequenos, mas nossa geração ganhou tudo o que se dispôs.” Ainda conforme ele, o que está sendo trabalhado é o empoderamento de todos os mil conselheiros. “Cada um é um animador cultural, um liderança, uma consciência crítica. O conselho das mil cabeças demonstra para as federações e sindicatos que esses também têm que ser alavancas para dialogar com a sociedade.”


Foto: Beatriz Arruda
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Conselheiros empossados na 9ª Jornada Brasil Inteligente da CNTU, no dia 1º de julho
 

Gilda Almeida, vice-presidente da CNTU, salientou o “momento importante para se construir esse contingente de cabeças pensantes rumo ao Brasil 2022”. E lembrou: “Tivemos hoje duas propostas: realizar a campanha ‘O pré-sal é nosso’ e pela volta do Ministério da Ciência e Tecnologia. O conjunto dessas mil cabeças é fundamental nesse processo.”

Representando os novos conselheiros, dividiram a mesa a nutricionista Gisela Savioli; o economista Casemiro Bruno Taleikis; o empreendedor na área de marketing Nelson Eiji Baba; a presidente do Instituto do Legislativo Paulista (ILP), Patricia Rosset; e o presidente da Frente Nacional pela Volta das Ferrovias (FerroFrente), José Manoel Ferreira Gonçalves, além de Leandro Santiado, do Núcleo Jovem da CNTU. Na plenária, foram apresentadas propostas e ideias para atuação em diversas áreas.

Pedro Celestino, presidente do Clube de Engenharia, abordou os desafios ao Brasil que queremos em 2022. “Devemos combater a política econômica e resistir à supressão de direitos, que são lutas que unificam”, afirmou. Ernane Rosas, presidente da Federação Interestadual dos Nutricionistas (Febran), falou sobre o andamento da campanha “Por uma alimentação saudável e contra o uso abusivo de agrotóxicos”, iniciativa da CNTU; e José Ferreira Campos Sobrinho, presidente da Federação Interestadual dos Odontologistas (FIO), acerca das ações do Departamento de Saúde da confederação, destacando a necessidade de um programa voltado aos idosos. O diretor da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), José Ailton Ferreira Pacheco, discorreu sobre as demandas do Nordeste, em especial a revitalização do Rio São Francisco; e Maria Maruza Carlesso, da Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), enfatizou a urgência em defender o Sistema Único de Saúde (SUS). Na plenária, 15 conselheiros no total apontaram propostas a um país mais justo. Destaque para Serafim Melo Jardim, que acompanhou a trajetória de Juscelino Kubitschek. Aos 81 anos de idade, ele dividiu um pouco de suas memórias desse período ao lado do presidente.

Encerrando a 9ª Jornada Brasil Inteligente, Murilo Celso de Campos Pinheiro, presidente da CNTU, ressaltou: “Foi um exemplo de discussão do que queremos para o País. Vamos usar o ‘Brasil Inteligente’, a nossa confederação, nessa direção. Chamamos todas as entidades e profissionais a se somarem ao movimento ‘Engenharia Unida’ (iniciativa da FNE) para discutirmos as questões de real importância para a sociedade. É possível mudar e fazer acontecer. Temos que acreditar e lutar.”



Soraya Misleh
Imprensa SEESP









 

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