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ELEIÇÕES 2010 - Ivan Pinheiro quer combater o capitalismo; Eymael visa melhorar os serviços públicos

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Lucélia Barbosa

        O quarto encontro do ci­clo de debates “A engenharia, o Es­tado e o País”, realizado em 30 de agosto último, teve a partici­pação de Ivan Pinheiro, candidato pelo PCB à Presidência da República.
        Na ocasião, ele apresentou o seu programa de governo que qualificou como anticapitalis­ta e anti-imperialista para o Brasil. Entre as pro­postas, destaque para a organização do poder popular, reforma política com financia­mento público das campanhas, democrati­zação e controle social dos meios de comuni­cação e do sistema financeiro e a promoção de um Estado forte e eficiente sob controle e a serviço dos trabalhadores. “Além disso, defendemos a ruptura com a política do FMI (Fundo Monetário Internacional), a sus­pensão do pagamento das dívidas internas e externas, o fim da autonomia do Banco Cen­tral e a taxação dos lucros das grandes em­presas e do sistema financeiro”, afirmou.
        O candidato do PCB propõe também a reestatização das empresas privatizadas consideradas estratégicas para o País, inclusive da Petrobras, hoje dividida em 32% nas mãos do Estado e 68% de acionistas particulares. Pinheiro sugere ainda que os lucros com a exploração do petróleo na camada do pré-sal sejam vinculados ao enfrentamento dos problemas sociais. “A proposta é que a dis­tribuição dos royalties seja feita na proporção inversa do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Assim, os estados brasileiros que ocupam os últimos lugares nesse ranking serão mais favorecidos.”
        Outras medidas incluídas no plano de gover­no comunista são a redução da jornada de tra­balho, a descriminalização do aborto e do uso das drogas, o planejamento integrado dos trans­portes com expansão da rede metro­viária, fer­roviária e aquaviária e a revitalização do Rio São Francisco como pré-requisito para a trans­posição de suas águas. Pinheiro falou ainda sobre a reestruturação das forças armadas e o fim do imperialismo. “O Brasil deve ter uma posição soberana e independente nas relações internacio­nais e solidariedade irrestrita à revolução so­cialista cubana e aos processos de mudanças na Venezuela, Bolívia e outros países”, concluiu.

Garantir eficiência
        No dia 8 de setembro, o SEESP recebeu José Maria Eymael, candidato pelo PSDC à Presi­dência da República. Em sua explana­ção, ele destacou as diretrizes gerais do seu plano de governo que, entre ou­tros objeti­vos, pretende promover ações para assegurar a prestação eficiente dos serviços públicos em todo o País. “A ideia é estabelecer planos de carreira, implantar a modernização e a univer­salização da qualidade, juntamente com políti­cas salariais competitivas, progra­mas de incen­tivos, atualização permanente de equipamentos operacionais e capacitação funcional continua­da”, disse Eymael, que também defende a ampliação do quadro de pessoal. “É um equívoco acreditar que temos mais servidores do que precisamos. Nos chamados estados de bem-estar social, a participação dos traba­lhadores na esfera pública chega a 38%. No Brasil é de apenas 10%”, mencionou.
        Outra meta do democrata cristão é implan­tar mudanças no modelo tributário brasilei­ro, levando em consideração a capacidade contri­butiva dos cidadãos e das companhias. “Precisa­mos de mais transparência e que o imposto seja simples e justo, de forma a não esmagar a classe média e impedir que os empreendedores possam crescer e gerar empregos”, enfatizou.
        Na área da saúde, Eymael criará o programa batizado de “Saúde Inteligente”, uma espécie de rede preventiva. “Vamos combater a doença antes que ela atinja o cidadão. Assim, haverá economia de recursos públicos e mais qualida­de de vida para os brasileiros”, prometeu.
        Para educação, o objetivo do candidato é a universalização do acesso à Internet por banda larga e a fundação de uma rede de ensino inclusivo que contemplará os alunos com alguma deficiência.
        O presidenciável propõe ainda a criação do Ministério da Família e da Segurança Pública, para a defesa dos valores morais e da proteção da sociedade. “Implantaremos um programa de metas sociais e um sistema de indicadores para mensurar o desempenho governamental e o grau de satisfação da po­pulação com os projetos”, defendeu.
         Para finalizar, Eymael salientou que é neces­sário melhorar o sistema portuário, resgatar as ferrovias, ampliar os aeroportos e colocar mais sinalização no sistema rodo­viário. “Infraestru­tura é compromisso e priori­dade de governo. Com a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, haverá muito trabalho. Portanto, o próximo presidente deve ter obses­são pelo desenvolvi­mento nacional para gerar riqueza e igualdade social”, disse.

 

 

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