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EDITORIAL - Formação do engenheiro em pauta

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        Questão recorrente neste espaço, parece ter finalmente entrado na pauta nacional a formação dos profissionais da área tecnológica, sobretudo do engenheiro. Após ser tema da palestra de um cineasta à Academia Brasileira de Ciências (JE 367), o assunto voltou a ser destaque na imprensa, em 21 de junho último. Matéria publicada no jornal Folha de S. Paulo dava conta da perda de US$ 15 bilhões por ano com a má-formação de profissionais, devido a falhas em projetos de obras públicas.
        A reportagem, ouvindo diversas fontes, inclusive o professor José Roberto Cardoso, diretor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e coordenador do Conselho Tecnológico do SEESP, apontava as mesmas questões fundamentais que o sindicato e a FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) vêm destacando. “A baixa qualidade do ensino médio, sobretudo em disciplinas como física, química e matemática, tornou-se obstáculo para a formação de engenheiros no Brasil”, informa o jornal. Cardoso lembra que “só um em cada quatro possui formação adequada”. Pelos seus cálculos, como resultado, “o Brasil forma menos de 10 mil com competência, e esses são disputados pelas empresas”.
        Ainda segundo a publicação, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) estima que 150 mil vagas de engenheiros não terão como ser preenchidas até 2012. Para a indústria, a escassez já atinge a competitividade brasileira, tendo em vista que, de acordo com a IBM, em 2009 o País exportou US$ 1,5 bilhão em serviços contra U$ 25 bilhões da Índia.
       Uma das consequências desse quadro e dessa briga pelos melhores profissionais é o aumento salarial da categoria, embora esse fenômeno ainda não tenha se consolidado. A boa notícia é que, num cenário de crescimento que se mantenha no longo prazo, a tendência de valorização com melhor remuneração também deve se sustentar mesmo com a multiplicação da mão de obra. Assim, a aposta a se fazer é no desenvolvimento. 
       Para dar a sua contribuição, o SEESP trabalha no projeto de uma IES (Instituição de Ensino Superior), que pretende proporcionar um ensino de qualidade para formação e capacitação de profissionais com ênfase em inovação tecnológica nos níveis de graduação, pós-graduação lato e stricto sensu e na educação continuada. Tem como meta ainda o estabelecimento de intercâmbio e cooperação com instituições nacionais e estrangeiras, visando inclusive a possibilidade de bidiplomação. Será uma entidade privada, com parcerias nos diferentes segmentos da sociedade. Algumas diretrizes para garantir a excelência serão a interação com empresas em programas de capacitação e com o mercado para melhorar a empregabilidade e qualidade do perfil do egresso; pesquisas e serviços voltados à inovação e à competitividade; captação de estudantes mais qualificados; e garantia de financiamento ao aluno, permitindo sua dedicação integral ao curso.

 

 

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