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OPINIÃO - Plano Diretor de Santos na onda do pré-sal e da expansão do porto

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Newton Güenaga Filho

       A descoberta do pré-sal em 2008 e o plano de expansão do Porto de Santos, o maior da América Latina, apresentado este ano, transformaram a realidade da cidade de Santos. Tudo ainda está na esfera da perspectiva do que esses vetores de desenvolvimento podem significar para a cidade de pouco mais de 433 mil habitantes. Durante bom tempo, a economia do município esteve centrada na comercialização do café; hoje, as portas se abrem para fluxos de negócios desconhecidos.
      Tanta novidade, e em tão pouco tempo, tirou o sossego dos moradores da cidade. Por isso, é salutar ouvir o secretário Municipal de Planejamento de Santos, o arquiteto Bechara Abdalla Pestana Neves, coordenador do processo de discussão da revisão do Plano Diretor, assumir que a inclusão social não é um eixo, mas um tema transversal aos oitos vetores elencados nesse processo: pesca e aquicultura, meio ambiente, desenvolvimento urbano, turismo, energia, logística, porto/indústria, pesquisa e desenvolvimento.
       O secretário aponta o Plano Diretor da cidade como um dos mais modernos do País porque já incorporou várias diretrizes do Estatuto das Cidades. Porém, Santos tem pela frente, destacou Bechara Abdalla em entrevista ao boletim eletrônico da Delegacia Sindical do SEESP na Baixada Santista, desafios enormes que incluem harmonizar na sua política urbana um plano que prevê triplicar a movimentação de carga no seu complexo portuário nos próximos 15 anos, saltando de 83,194 milhões para 230 milhões de toneladas. O crescimento da atividade econômica, que sempre causa algum tipo de impacto, mesmo sendo importante para a cidade, não deve estar acima do bem-estar da população. Bechara defende que o município deve crescer, mas com qualidade, de forma que se mitiguem impactos.
       Assim, é importante que na revisão do Plano Diretor de Santos se prime pela transparência, não apenas no processo de discussão, mas até a sua efetiva aprovação pela Câmara Municipal. A principal virtude de um projeto como esse é ser construído com base no diálogo com a sociedade. As diretrizes e prioridades para o crescimento e a expansão urbana devem ser de conhecimento público para que sejam feitas as críticas e avaliações necessárias, de modo a assegurar que o interesse coletivo tenha prioridade.
       A nossa participação na discussão da revisão do Plano Diretor de Santos se dá para que ele seja um instrumento para garantir aos cidadãos do município um lugar adequado para morar, trabalhar e viver com dignidade.

 

Newton Güenaga Filho é presidente da Delegacia Sindical do SEESP na Baixada Santista

 

 

 

 

 

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