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Sindical – Festa em comemoração aos 80 anos do SEESP reúne 2 mil convidados

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As oito décadas de existência do sindicato foram celebradas em solenidade e jantar dançante realizados no Clube Atlético Monte Líbano, na Capital, no dia 26 de setembro – o SEESP foi fundado no ano de 1934, em 21 do mesmo mês. Cerca de 2 mil convidados prestigiaram a festa, que teve o patrocínio da Semmler Corretora de Seguros, parceira da entidade. Entre eles, associados e dirigentes de todo o Estado, bem como dos Senges de norte a sul do País, da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), dos Conselhos Federal e Regionais de Engenharia e Agronomia (Confea/Creas), da Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU) e de outras categorias.

Além de personalidades da área tecnológica e autoridades. Na ocasião, foi lançado o livro “Democracia e desenvolvimento – os 80 anos do SEESP”, que conta a rica trajetória da organização em prol da categoria e da sociedade paulista e brasileira.

À frente da entidade, Murilo Celso de Campos Pinheiro chamou o brinde à justa celebração. “É uma noite maravilhosa, 80 anos do SEESP e estar na sua Presidência é um superprivilégio, uma supersatisfação. Nosso sindicato vem evoluindo graças a todas as diretorias que nos antecederam, damos continuidade ao trabalho, à luta pela representação do engenheiro, em defesa da profissão e, sem dúvida, pelo crescimento e desenvolvimento do País”, destacou.

Atualmente, são mais de 50 mil associados que contam com inúmeros benefícios, 25 delegacias sindicais no Interior do Estado e acordos e convenções coletivas de trabalho com dezenas de empresas e entidades patronais, que abrangem mais de 100 mil profissionais da categoria em todo o território paulista. Além disso, o SEESP engajou-se ao projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, lançado em 2006 pela FNE – à qual é filiado –, na defesa de uma plataforma nacional de desenvolvimento sustentável com distribuição de renda. E, para contribuir à formação de mais e melhores engenheiros, criou o Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), que oferecerá o primeiro curso de graduação em Engenharia de Inovação.


Entidade-cidadã

Projetos que vão ao encontro da característica marcante do SEESP de entidade-cidadã, ao longo de sua existência, como lembrou o deputado federal e engenheiro Arnaldo Jardim (PPS/SP). Salientando sua alegria em ser associado ao SEESP, ele frisou: “Para mim, o que mais se destaca é o profundo vínculo entre o sindicato, sua atuação e tudo o que aconteceu na sociedade paulista, desde o período em que o Estado decidiu ser vanguarda no que diz respeito à industrialização do País, depois na defesa das riquezas nacionais e finalmente se inserindo na era do conhecimento. Isso tem muita sintonia com o SEESP, que tem sido, ao longo dos seus 80 anos, vigoroso defensor dos direitos e prerrogativas dos engenheiros, mas sempre com uma visão muito integrada ao desenvolvimento do Estado e do País. Por isso temos orgulho imenso dessa entidade, sempre sintonizada com o futuro e os desafios de São Paulo e com a defesa do interesse nacional.” Na mesma linha, o deputado federal Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB/SP), também engenheiro, enfatizou: “O SEESP é o arauto, o portador das nossas reivindicações, das nossas mais importantes aspirações para termos no Brasil uma engenharia eficiente que acompanhe todas as obras de transformação da sociedade.” Nesse contexto ainda, o deputado estadual Itamar Borges (PMDB) foi outro a saudar essa rica trajetória: “Venho acompanhando a importância do engenheiro no desenvolvimento do município e do Estado. Paralelamente a isso, tem uma história, tem uma luta e conquistas e todas passaram pelo SEESP.”

Fazendo questão de afirmar-se admirador dessa entidade, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, recordou sua cooperação na preparação da Copa 2014. “O sindicato é marcado pelo pioneirismo, por um comportamento e vanguarda e seu presidente, Murilo Pinheiro, tem dado exemplo de compromisso com o País, com o interesse nacional e com o projeto de desenvolvimento do Brasil.”

O secretário estadual dos Transportes Metropolitanos de São Paulo, Jurandir Fernandes, festejou: “É uma noite memorável para todos nós, engenheiros. São 80 anos de muitas lutas. Um dos fatos que admiro muito é que o sindicato não se limita apenas às questões diretamente ligadas à categoria, mas vai ao encontro da busca de soluções para o País. Discute novas tecnologias, é inovador, busca trazer o conhecimento para os nossos engenheiros. Enfim, é dinâmico, atuante e muito representativo.” Por essa razão, Nelson Baeta Neves, secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, vaticinou: “É uma honra estar aqui representando o governador Geraldo Alckmin. Quero parabenizar o sindicato, na figura do presidente Murilo, pelo trabalho realizado e desejar a todos que continuem a contribuir para a grandeza do nosso Estado.”

O desempenho no Interior foi lembrado por prefeitos presentes à festa, como Jonas Donizette, de Campinas, que destacou a atuação positiva na cidade. Já Amélia Naomi Omura, presidente da Câmara de Vereadores de São José dos Campos, lembrou o papel fundamental do sindicato na organização dos profissionais da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), sediada na localidade. E o prefeito do município, Carlinhos Almeida, apontou: “É uma alegria comemorar uma vida tão longa de uma entidade, especialmente de uma categoria tão importante e estratégica para o Brasil.” Compuseram ainda o rol de autoridades presentes a desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-SP) – 2ª Região, Ivani Contini Bramante; os vereadores paulistanos Eliseu Gabriel (PSB) e Atílio Francisco (PRB); o deputado federal José Anibal (PSDB/SP); o diretor-geral da Secretaria de Esporte do Estado de São Paulo, Luiz Flaviano; o presidente nacional do Partido Pátria Livre, Miguel Manso; e a vice-prefeita de Diadema e presidente licenciada da Delegacia Sindical do SEESP no Grande ABC, Silvana Guarnieri.


Com a palavra, os ex-presidentes

Atualmente diretor-geral do Isitec, Antonio Octaviano comandou a entidade entre 1983 e 1986. Ele recordou a trajetória do SEESP: “O sindicato, nesses 80 anos, foi um protagonista muito ativo e presente na história brasileira e paulista. Viu a Constituinte de 1934, viu o Estado Novo e sua queda, a redemocratização, o golpe militar, a redemocratização pós-ditadura, a retomada do crescimento. Seus 80 anos são importantes porque mostram sua aderência e participação nesses fatos. Esta festa reflete isso, é possível encontrar pessoas que têm no sindicato um referencial ao que acontece no Estado e País.”

Seu sucessor entre 1986 e 1989, Allen Habert é hoje diretor do SEESP e da CNTU. Ressaltou momento memorável nessa história, que inaugurou nova fase do sindicato a partir dos anos 1980: “Desenvolvemos o Movimento de Oposição e Renovação, vencemos as eleições e iniciamos uma nova etapa, calcada em se ligar estritamente com os anseios e aspirações da categoria, mas levando em consideração os interesses também da maioria da população. O SEESP entendeu que, para a valorização profissional, para a sua inserção cada vez mais na sociedade, nos problemas e soluções, ele precisava também pensar a questão urbana, dos desafios do desenvolvimento. Isso fincou uma bandeira grande no coração de São Paulo, trazendo as discussões da ciência, tecnologia e desenvolvimento para o seio da nossa sociedade. Então o sindicato dos engenheiros foi responsável pela liderança de muitos movimentos, um deles, muito importante, foi da ciência e tecnologia, em que conquistamos os artigos 218 e 219 da Constituição Federal que constituem seu capítulo de ciência e tecnologia.”

À frente da entidade entre 1992 e 1995, Esdras Magalhães dos Santos Filho, hoje seu diretor-tesoureiro, também lembrou esse passado rico: “O sindicato participou de todas as constituições democráticas que ocorreram no País. Participamos com muita força e disposição da elaboração da última, defendendo os artigos e itens relacionados à engenharia, ciência e tecnologia. Estamos e continuaremos presentes nesse novo processo de transformação da nossa economia, de sociedade industrial para pós-industrial, do conhecimento, contribuindo ao sucesso dos profissionais, como temos feito em todo esse período.”

Por tudo isso, Ubirajara Tannuri Felix, presidente do SEESP entre 1995 e 1998 e hoje seu diretor, concluiu: “É uma belíssima história, que eu tive a grande oportunidade não só de participar, mas também de escrever uma página. Parte da minha vida fica nessa história, e eu me sinto hoje, ao comemorar os 80 anos do nosso sindicato, muito feliz, porque ele modificou literalmente as relações de trabalho dos engenheiros com as empresas e, mais do que isso, inovou nas relações sindicais tanto com as entidades de trabalhadores majoritárias quanto com as outras categorias. Temos muito o que festejar.”


Por Soraya Misleh, com colaboralão de Rosângela Ribeiro Gil, Deborah Moreira e Fábio Pereira

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