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EDITORIAL - Engenharia de vento em popa

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       Engajado no projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento” desde 2006, o SEESP pode comemorar bons frutos da luta que vem ajudando a travar. Anunciada em plena estagnação econômica, a iniciativa da categoria foi recebida por muitos com ceticismo. Ao final de 2007, já se mostrava bastante exequível, tendo em vista a expansão do PIB (Produto Interno Bruto), que alcançou os 5,4%, índice bem próximo dos 6% defendidos pelos engenheiros.
       O projeto também afirmava, desde o início, a necessidade de se multiplicar o número de formados em engenharia para que se tivesse a mão de obra qualificada necessária para um cenário de crescimento econômico. Mais uma vez, a proposta do “Cresce Brasil” gerou estranheza, já que a tônica, naquele momento, era a falta de oportunidades. Pois a vida vem demonstrando o acerto das proposições da categoria, e os jovens voltaram a apostar numa carreira na engenharia, confiantes na manutenção dos bons ventos.
       Uma demonstração disso está em reportagem de capa da revista Veja, de 11 de novembro, sobre as carreiras mais procuradas. Nos exames vestibulares das universidades federais e da USP (Universidade de São Paulo) de 2007, a segunda foi a engenharia, com 159.428 inscrições, ficando atrás apenas de medicina, a campeã tradicional. No conjunto, as 1.200 faculdades que oferecem cursos na área receberam 300 mil novos alunos, comprovando que o setor está em alta. O motivo para o fenômeno é o fôlego que a economia brasileira ganhou e não arrefeceu gravemente nem mesmo com a crise econômica iniciada em 2008. Perspectivas como as reservas de petróleo na camada do pré-sal, o programa “Minha casa, minha vida”, a Lei de Assistência Técnica, que institui a engenharia pública, além do crescimento do investimento produtivo devem contribuir ainda mais para essa performance.
       A má notícia em meio a tanto otimismo é que continuam a se formar apenas 30 mil engenheiros por ano, 10% do contingente que entra nas escolas. Isso chama atenção para a necessidade de algumas providências, como aprimorar a educação nos níveis fundamental e médio e fazer com que as crianças e adolescentes aprendam física e matemática, os requisitos básicos de um futuro engenheiro e essenciais para que o estudante de ciências exatas conclua a graduação.
       Enfim, claro está que, se a tarefa ainda não está completamente cumprida, ao menos nos encontramos no caminho certo.

 

Eng. Murilo Celso de Campos Pinheiro
Presidente

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