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Impressões de uma grande viagem

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     Os diretores do SEESP estão sempre empenhados na organização e na participação de eventos que proporcionem melhor qualidade de vida para a população. Dessa forma, o Fórum Internacional de Desenvolvimento Sustentável, realizado entre os dias 7 e 15 de agosto, teria de registrar expressiva participação desses engenheiros.
     A nossa primeira participação dentro do contexto do fórum foi percorrer a BR-364, rodovia atualmente em construção, ligando a cidade de Rio Branco a Cruzeiro do Sul, numa extensão de 646km. Nessa etapa, o nosso pessoal teve a oportunidade de viver toda a experiência de um verdadeiro “rally dos sertões”. Travessia de rios, pontes estreitas e rudimentares, buracos e mais buracos, poeira como nunca se viu, tudo isso dentro da imensidão da floresta amazônica. Uma aventura que nos orgulhava de sermos engenheiros. A chegada à cidade de Cruzeiro do Sul, depois de 17 horas de pura emoção, foi gratificante.
     De volta a Rio Branco, dois dias de plenárias, com temas técnicos voltados às questões do meio ambiente, motivaram o espírito empreendedor de todos e fortaleceram as nossas convicções de que existem muitas coisas para serem feitas nesse sentido.

Rumo a Cusco
     Obedecendo a programação elaborada pelos nossos amigos de Rio Branco, partimos em seguida rumo a cidade de Cusco, no Peru, local previsto para o encerramento dessa jornada. O nosso pessoal, como sempre muito animado, conseguiu manter o espírito esportivo e de aventura. Outros 700km inacreditáveis. Novos rios, dezenas de pontes de madeiras estreitas e rudimentares, poeira, muita poeira, altitude de 4.800 metros, abismos, buracos, estrada com trechos bem estreitos em que mal era possível aos ônibus passarem. Não podemos esquecer do frio e da falta de oxigênio, comuns em grandes altitudes. Nesse momento, começamos a compreender porque uma ambulância nos acompanhava desde o início da jornada. Enfim, depois de três dias empolgantes, dormindo em acampamentos, almoçando um “kit de sobrevivência” gentilmente oferecido pelos organizadores, chegamos ao destino.
     Passear em Cusco, visitar o Vale Sagrado dos Incas, conhecer os moradores desses locais foram experiências que nos enriqueceram culturalmente e aumentaram a fraternidade entre nós. Foi uma participação singular que, apesar de bastante exaustiva, trouxe experiências inesquecíveis.

Volta ao Brasil
     Encerrada a programação, no dia 15 pegamos o avião até Lima, para de lá seguir para São Paulo. Chegando à capital peruana por volta das 16 horas, nosso grupo resolveu organizar uma visita rápida pela cidade até o embarque para o Brasil, marcado para as duas horas da manhã seguinte.
     A opção para as poucas horas disponíveis foi conhecer o restaurante que adentrava o Oceano Pacífico, chamado Rosa Náutica. Local muito bonito, além de agradável, a casa proporcionava um visual deslumbrante, contagiando a todos com um raro momento de lazer. Ufa! Todos entusiasmados, muitas fotos, grande agitação, afinal estávamos encerrando uma grande jornada. Mesa posta, todos sentados, garçons tirando pedidos, alguns saboreando o delicioso pisco peruano, bebida tradicional do país etc. De repente, “teeeeerrrrrreeeeemmmmoooootttttto”. Mesas balançando, pratos e copos caindo, garrafas despencando do bar, garçons e clientes em disparada. Após o susto inicial e certa hesitação, tendo em vista que não se sabia a exata dimensão do perigo – enquanto uns demonstravam grande agilidade e capacidade atlética para pular uma grade sem usar as mãos, outros insistiam em pagar a conta antes de deixar o local –, saímos com a van que nos aguardava. Depois desse tremor e outros momentos assustadores com o trânsito caótico, carros na contramão, passando por cima de canteiro central, sem sinalização em virtude da falta de energia elétrica e as notícias no rádio que anunciavam um alerta de tsunami (felizmente suspenso horas depois), chegamos ao aeroporto e recebemos a notícia do cancelamento do vôo.
     Acomodados no hotel próximo ao aeroporto, uma gentileza da companhia aérea, o nosso pessoal teve oportunidade de relembrar todos os dias dessa viagem, numa mistura de humor e tensão, sentindo dezenas de novos e pequenos tremores, identificados como réplicas do terremoto, que, mesmo assustando a todos, proporcionavam uma grande alegria de estarmos juntos e vivendo uma experiência que poucos viverão.



por Antonio Roberto Martins, Carlos Alberto Guimarães Garcez, Fernando Palmezan Neto, João Carlos Gonçalves Bibbo e João Paulo Dutra. Diretores do SEESP


 

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