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Opinião - Geoprocessamento na administração pública

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     O geoprocessamento é um sistema de informação que utiliza base cartográfica georreferenciada e banco de dados com informações a que se possa associar coordenada desses mapas. Por exemplo, permite que o computador utilize uma planta da cidade identificando as características de cada imóvel.
As possibilidades de utilização do geoprocessamento são inúmeras: agricultura, monitoramento de veículos, turismo, pesquisa de mercado. É sobretudo útil às administrações municipais, que podem lançar mão da ferramenta para:
a) ordenamento e gestão do território, o uso mais difundido – trata-se de construir um banco de dados informatizado que reproduza todo o cadastro de interesse;
b) otimização de arrecadação – fornece um volume significativo de informações para a revisão da planta genérica de valores;
c) localização de equipamentos e serviços públicos – é possível identificar áreas com maior nível de carência e os melhores locais para instalação de equipamentos e serviços públicos;
d) identificação de público-alvo de políticas públicas – por exemplo, incidência de doenças para programas na área da saúde ou educação e programas de renda mínima, cruzando-se dados sobre renda das famílias e desempenho escolar;
e) gestão ambiental e gerenciamento dos serviços de limpeza pública – acompanhar a evolução da poluição da água e do ar, níveis de erosão do solo, disposição irregular de resíduos;
f) gerenciamento do sistema de transportes – é possível realizar estudos de demanda do transporte coletivo, identificar pontos críticos de acidentes e vias com mais necessidade de manutenção;
g) comunicação com os cidadãos – identificar necessidades e oportunidades de contato com os cidadãos, permitindo que entidades da sociedade civil, a ouvidoria pública municipal ou mesmo cidadãos possam ter livre acesso às informações do governo;
h) gestão da frota municipal – é possível obter informações sobre os tipos de usos da frota, conhecendo os trajetos mais comuns e sua intensidade.

Implantação e resultados
     O primeiro passo para a implantação do geoprocessamento na Prefeitura é a obtenção de uma base cartográfica digitalizada. Para isso, o ideal é utilizar serviços de aerofotogrametria. Assegurada essa condição, é preciso fazer o tratamento do banco de dados, alimentando-o com informações referentes aos lotes, glebas, edificações e propriedades rurais (proprietário, utilização, dados cadastrais), estradas e logradouros (utilização, tipo de pavimento, sinalização, linhas de ônibus, volume de tráfego) e redes de infra-estrutura (dimensões e capacidade das redes, equipamentos de apoio). Esse tipo de levantamento exige um trabalho de obtenção de informações atualizadas, inclusive contando com levantamentos complementares in loco (o que pode ser feito, por exemplo, pela equipe de fiscais da Prefeitura ou contratado especialmente).
     O geoprocessamento é um investimento com alta taxa de retorno, geralmente trazendo elevação da arrecadação aos cofres municipais. Além dos benefícios financeiros, funciona como uma ferramenta de aumento da eficiência e da eficácia das ações públicas.


Joaquim Rodrigues Mendonça Júnior é engenheiro agrônomo, especialista
em geoprocessamento e diretor da Delegacia Sindical do SEESP em Marília

 

 

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