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Barretos aposta em incentivo para crescer

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     Criado em dezembro de 2006 e em funcionamento desde o início deste ano, o Proindeb (Programa de Incentivos para o Desenvolvimento das Atividades Econômicas no Município de Barretos) tornou-se o grande alavancador da expansão econômica na cidade. Pelo programa – agora incluído na Lei Complementar 84, que estabelece critério de incentivo às pequenas e microempresas e foi votada em 22 de novembro último – os beneficiados recebem áreas de 3 mil m2 a 24 mil m2 no distrito industrial e ganham isenção de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e devolução de parcela do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). As vantagens fiscais vão de sete a dez anos. Já a cessão dos lotes é feita precariamente, com prazo de dois anos para construção e início das atividades. Cumprida a obrigação, a empresa recebe a escritura definitiva. “Isso é para evitar que se utilize o benefício e depois venda o terreno”, explica o secretário municipal de Indústria, Comércio e Agricultura, Roberto Arutim.
     Conforme a legislação, podem ser incluídos no Proindeb, a depender de aprovação do Congeder (Conselho de Desenvolvimento Econômico para Geração de Emprego e Renda), “os projetos de implantação, ampliação, modernização, relocalização e reativação de empreendimentos, que tenham fins industriais, agroindustriais, de prestação de serviços e de comércio que garantam o aumento da demanda de mão-de-obra e da arrecadação pública”.
     Assim, resume o secretário, o objetivo é ampliar a atividade econômica na cidade e gerar emprego. Já tendo feito cerca de 20 doações – em 11 está sendo finalizada a construção das novas instalações –, ele comemora o sucesso do programa: “Tranqüilamente, essas empresas, quando estiverem operando, vão criar 400 a 600 novos postos de trabalho.” Animado com o sucesso, Arutim pretende estender a iniciativa para outras áreas quando os 72 alqueires do distrito industrial estiverem totalmente tomados. “É raro o dia em que não atendo um empreendedor. Até julho, não terei mais terrenos, tamanha a procura. Quando isso acontecer, vamos desapropriar mais lotes à nossa volta para continuar a crescer. Não podemos perder a vocação que Barretos quer consolidar como um pólo regional de tecnologia”, afirma. De vento em popa
     O otimismo do secretário municipal é confirmado pelos usuários do Proindeb. Carlos Alberto Monteiro, proprietário da BR Indústria, Comércio de Peças e Ferramentas para Motos, a Moto Brasil, conseguiu uma área de 8 mil m2, na qual poderá reunir toda a sua linha de produção, hoje espalhada em cinco endereços alugados. “Para mim, foi excepcional. O meu maior problema era concentrar tudo num único local e o espaço físico era um limitador para que eu pudesse expandir o negócio. Depois disso, consegui homologação junto a outras fábricas”, conta o empresário, cuja atividade consiste em montar oficinas especializadas de motocicletas. Atualmente com 26 funcionários, ele afirma que, assim que terminar a primeira fase da construção, dobrará esse quadro. Sua expectativa é aumentar o faturamento, hoje de R$ 300 mil mensais, em 30% a 40%.
     Na área de produção de fertilizantes, a Embrafós, instalada numa área de 13 mil m2, recebeu mais 11 mil m2, e a All Plant, 5 mil m2, dobrando sua planta. “Tínhamos 30 funcionários e já temos 60 e, em 2008, certamente contrataremos mais gente”, conta Marta Bampa, sócia das duas empresas. Com a ampliação, a produção saltou de 3.600 toneladas, em 2006, para 10 mil neste ano. No próximo, deve atingir a marca de 18 mil toneladas.


Rita Casaro

 

 

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